55º Dia Mundial de oração pelas vocações

Neste 4º Domingo da Páscoa, a ir. M. Micaela Monetti, superiora geral das Irmãs Pias Discípulas, escreveu uma circular muito importante e norteadora para a vida do nosso instituto religioso e também para toda a Igreja que procura adequar a comunicação com o hoje, com as atuais gerações. Abaixo a circular na íntegra:

 

---------- CIRCOLARE -------------

 

                                                                               

Número. 2 | Roma, 22 de abril de 2018

                                                                        4° domingo da Páscoa | 55° Dia mundial de oração pelas vocações

Queridas irmãs,

 

o domingo do Bom Pastor, IV da Páscoa, que nas comunidades eclesiais, já há cinquenta e cinco anos é dedicada à oração pelas vocações, certamente é um dia favorável para dar graças a Deus pelo dom da  nossa vocação específica na Igreja e para reavivar a responsabilidade de compartilhar este dom. A mensagem do Papa Francisco para este dia é, como sempre, contemporaneamente simples e profunda: “Deus sempre vem ao nosso encontro e é o Deus-conosco, que passa ao longo de estradas às vezes poeirentas da nossa vida e, colhendo a nossa ardente nostalgia de amor e de felicidade, nos chama à alegria. Na diversidade e na especificidade de cada vocação, pessoal e eclesial, se trata de escutar, discernir e viver esta Palavra que nos chama desde o alto e que, nos permite fazer frutificar nossos talentos, nos torna também instrumentos de salvação no mundo e nos orienta para a plenitude da felicidade”.

 

Neste alegre mistério da partilha da felicidade de Deus, continuo refletir convosco sobre as novas gerações da nossa Congregação e da Igreja. Compartilho inquietações e perguntas que surgem dentro de mim, visitando as comunidades e encontrando as pessoas no desejo que possam gerar também entre nós o desejo de viver no seguimento de Jesus Mestre com um amor sempre mais intenso e de testemunhar aquilo que vimos e ouvimos: “Encontramos Jesus, o Caminho, a Verdade e a Vida”.

 

Olho para as novas gerações, as jovens em formação nas diversas etapas e nas diversas Circunscrições. A maior parte delas pertence aos Millenians, ou seja, àqueles que nasceram depois de 1985 e que, de modo geral, são definidos como pertencentes à cultura E-P-I-C. Sigla que significa: E = Experiência; P = Participação; I = Imagem; C = Conexão. Em outras palavras, os Millenians se caracterizam por uma cultura experiencial mais que racional, participativa mais que representativa, fundada sobre a imagem mais do que sobre a palavra, conectada com os outros mais do que individual. Para tonar as nossas comunidades acolhedoras e formativas para a vida consagrada, em que as novas gerações possam crescer educadas pela beleza e pela atualidade do nosso carisma específico na Igreja católica (cf. RV 48) é indispensável ter em conta também estas características. Nos ajudarão a crescer e cultivar o diálogo entre as gerações.

 

No processo de crescimento intercultural, de fato, se trata de ter presente não só as diferentes culturas, expressão das Circunscrições nas quais estamos presente, mas também esta cultura dos Millenians para estabelecer com elas uma comunicação eficaz, uma comunicação para a comunhão. Todas somos conscientes de que o futuro das nossas comunidades não são as jovens: é Jesus Mestre. Todavia esta geração juvenil nos pede um sinal. O sinal de uma vida consagrada que é profecia de alegria e de esperança; o sinal da comunhão que dá seus frutos na Congregação, na Igreja e na Família Paulina; o sinal do testemunho de mulheres consagradas dedicadas ao apostolado da escuta e da partilha: como nos encorajou Papa Francisco (cf. Discurso às irmãs capitulares, 22-05-2017). Juntas estamos no seguimento de Jesus Mestre como suas discípulas que hoje o reconhecemos vivente na Eucaristia, no Sacerdócio batismal e ministerial, na comunidade eclesial que reza reunida na ação litúrgica. Assim vivemos a serviço desta Presença viva e vivificante, na comunhão cristã, até que seu Reino de justiça e de paz se difunda.

 

O tempo pascal é tempo propício para ir à fonte da Vida, individuar as resistências e removê-las para deixar que a vida flua livre e alegre. O Espírito de Deus na plenitude de Pentecostes, leve à maturação as energias missionárias que, na oração, na ação e com a palavra, desejamos colocar a serviço nas comunidades eclesiais. Nesta partilha de dons recordamos com gratidão os Cooperadores Paulinos Amigos do Divino Mestre que estão para concluir o ano centenário de fundação, depois do grande Evento internacional que se realizará em Roma de 18 a 27 de maio próximo. “Despertai o mundo com a luz do Evangelho”: na comunhão de Família Paulina, nos seja dado viver juntas esta entrega missionária.

 

Em comunhão

 

Ir. M. Micaela Monetti, superiora geral

Pie Discepole del Divin Maestro – Casa Generalizia | Sito: www.pddm.org




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