Dia da Pré-postulante Pia Discípula

“O Senhor vos abençoe e vos preencha do seu Espírito, de sua graça e do seu amor”. Madre Escolástica

Neste ano, celebramos o 122º aniversário de Madre Escolástica. Neste dia, também recordamos todas as pré-postulantes, aspirantes à vida religiosa das Pias Discípulas do Divino Mestre.

Nesta etapa de formação, a jovem faz sua primeira experiência na comunidade das Irmãs Pias Discípulas. Esta convivência facilitará no conhecimento recíproco entre a Congregação e a jovem.

Nossa comunhão com a Kainã, pré-postulante Pia Discípula. Ela é Coari, Amazonas. Está iniciando seu caminho de discipulado na comunidade Rainha dos Apóstolos, em São Paulo, SP.

Kainã, na Capela Rainha dos Apóstolos, junto da imagem de Madre Escolástica, primeira Pia Discípula do Divino Mestre, 12 de julho de 2019.

Assumindo este dia como o dia da Pré-postulante, invocamos da Serva de Deus Madre Escolástica sua intercessão para o caminho formativo das jovens que se colocam disponíveis para acolher a novidade de Deus na espiritualidade e estilo de vida das Pias Discípulas

Serva de Deus Madre Escolástica: testemunho de vida

Madre Escolástica Rivata


Mulher do silêncio, da alegria e do serviço, recordar seu nascimento é rememorar a passagem de Deus pela sua vida e acolher a graça do seu testemunho para a vida de cada um de nós.
Ir. Maria Escolástica – Orsola Rivata (nome de batismo), primeira Madre das Pias Discípulas do Divino Mestre, nasceu em Guarene (CN – Itália) em 12 de julho de 1897.
Aos vinte anos, Orsola entende que o único tesouro pelo qual vale a pena passar a vida é o Senhor e, portanto, faz sua declaração de amor incondicional: ” Senhor, só tu, e é isso! “. Esta profissão de fé, ela a viverá na vida cotidiana, na fidelidade para sempre.

Ele sentia que sua vida deveria ser dada inteiramente ao Senhor, mesmo que ele ainda não soubesse como e onde. Para isto, rezava e lia muito. De fato, sua paixão pela leitura, na busca de “bons livros”, a levou um encontro com um grande apóstolo dos tempos modernos, o bem-aventurado Pe. Tiago Alberione. Ela estava na livraria e, depois de um breve diálogo, convida a entrar para sua família religiosa.

Pai de Madre Escolástica

Acompanhada por seu pai, em 29 de julho de 1922, em Alba, ela entra na aventura que a levará pelos caminhos inescrutáveis do Senhor. Padre Alberione, que havia iniciado a Pia Sociedade de São Paulo com dois meninos em 1914, agora tem um bom grupo de apóstolos da boa imprensa. Desde 1915, havia também um grupo de jovens que, apenas uma semana antes, em 22 de julho, foram oficialmente constituídas como Filhas de São Paulo.

Orsola tem diante do programa dado pelo Fundador a toda a obra: “Glória a Deus, paz aos homens”, para levar o Evangelho com os meios modernos, que na época consistiam predominantemente na imprensa. É certo que “na casa” qualquer ocupação, mesmo a limpeza de legumes, preparação de alimentos, lavar e passar a roupa, era destinado a essa finalidade. Ser um só corpo em Cristo leva todos a alcançar o mesmo fim.

Após sua entrada na nascente Família Paulina, Alberione a nomeou como Irmã Escolástica, que significa discípula , e a escolheu como sua colaboradora e, em 1924, iniciar a Congregação das Irmãs Pias Discípulas do Divino Mestre.

No dia 9 de dezembro de 2013, o Papa Francisco na audiência concedida ao Cardeal Angelo Amato, Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, autorizou “a promulgação do Decreto sobre as virtudes heróicas do Servo de Deus Maria Scolastica della Divina”. Providência (século: Orsola Maria Rivata), Religiosa professa e Primeira Superiora Geral das Pias Discípulas do Divino Mestre; Italiana (1897-1987) “.
Com a promulgação do Decreto, a Madre Escolástica torna-se “Venerável” .

Oração para pedir a intercessão da Serva de Deus Escolástica Rivata

Trindade divina,
Pai e Filho e Espírito Santo,
nós vos adoramos e vos agradecemos,
porque, na vossa infinita sabedoria,
suscitastes madre Escolástica Rivata, piedosa e fiel discípula de Jesus Mestre,
Caminho, Verdade e Vida.
Ela foi a primeira, entre muitas,
a realizar a particular vocação e missão
a serviço da Eucaristia,
do Sacerdócio e da Liturgia.
Segundo o vosso divino querer,
vos pedimos que ela seja glorificada,
a fim de que tenhamos no céu
uma protetora que nos incentive a ser
“em Cristo membros vivos e operantes na Igreja”.
Por sua intercessão, concedei-nos a graça que agora vos pedimos…

Madre Escolástica, só tu me bastas
Música de Ir. Goretti Medeiros, pddm

Junho é marcado pelas formações nas Pias Discípulas

 

ENCONTRO DAS CENTRISTAS DO APOSTOLADO LITÚRGICO E COORDENADORAS DE SETORES  APOSTÓLICOS

De 21 a 22 de junho, as irmãs Pias Discípulas responsáveis pela gerência das lojas Apostolado Litúrgico e as irmãs responsáveis dos Setores Apostólicos se reuniram para avaliar o caminho feito e, juntas, buscarem soluções para o trabalho. 

Elas contaram com o auxílio do professor Hilário que já acompanha as irmãs há algum tempo. Além dele, o SENAC prestou uma assessoria técnica, com propostas importantes para a qualificação do trabalho ofertado pelas Irmãs.

 

24ª SEMANA DE FORMAÇÃO INTENSIVA DAS IRMÃS PIAS DISCÍPULAS

Em continuação a este encontro, no Domingo, dia 23 de junho, iniciou-se a 24ª Semana de Formação Intensiva. Este momento formativo reúne todas as irmãs da província Brasil em torno de um assunto. As irmãs são divididas em dois grupos. O segundo grupo realizará o encontro no próximo mês, julho.

Nesta semana, o assunto é em torno da Iniciação Cristã. O pe. Domingos Ormonde, escritor da Revista de Liturgia e membro do clero de Duque de Caxias e São João de Meriti, no estado do Rio de Janeiro, é o facilitador do estudo. Pe. Domingos é um grande pesquisador sobre o RICA. Escreveu durante os anos de 2001 a 2010  sobre este assunto na Revista de Liturgia. Ele colabora com a formação em várias regiões do Brasil. 

No momento que toda a Igreja retoma com insistência este tema, como proposta de formação dos discípulos e missionários para uma Igreja em saída, retomar a iniciação cristã e os ritos propostos numa perspectiva da liturgia-catequese é apurar nossos sentido para uma Igreja mais aberta e acolhedora na caminhada de fé.  

O conjunto de ritos propostos para o catecúmeno e catequisando é uma proposta pedagógica de tomada de consciência da pessoa que se aproxima e pede pelos sacramentos. Todo o caminho não visa exclusivamente os sacramentos, mas a formação integral de discípulos, homens e mulheres comprometidos com a Igreja e os apelos da atual sociedade . Os sacramentos são este grande sinal deste caminho responsável e assimilado na vida de adolescentes, jovens e adultos. 

Além desta bonita caminhada, esta edição da Semana de Formação foi marcada pelo início da caminhada formativa com os Amigos do Divino Mestre inseridos, juntos com as irmãs. Nesta primeira semana, participaram o casal Ivete e Toninho, ambos de São Paulo. Para o segundo encontro, está prevista a participação de outros Amigos do Divino Mestre, vindo de outros estados brasileiros.

O encontro termina nesta próxima sexta-feira, dia 28 de junho.

Estola Presbiteral Ravena Bordado Sagrado Coração

Casula Shantung Sagrado Coração Creme

 

Casula Ravena Sagrado Coração Pérola

175 anos de fundação do Apostolado da Oração. Conheça a História.

Para marcar e celebrar estes 175 anos de fundação, o pe. Eliomar Ribeiro, sj, pediu ao Apostolado Litúrgico uma proposta de paramentos para este jubileu.  As irmãs Kelly de Oliveira e Laíde Sonda desenvolveram o desenho para a estola e casula desta grande festa. Os paramentos são dourados ou brancos, próprios para solenidade do Sagrado Coração, mas os desenhos propostos são de cor vermelha associada Coração de Cristo. As estolas são feitas do tecido ravena. Uma das casulas têm o estolão bordado no tecido ravena e é feita no tecido shantung. A outra casula é feita totalmente no tecido ravena, bordado direto, sem estolão.

Ano Jubilar

O Apostolado da Oração completa, neste ano de 2019, 175 anos de sua fundação. Este importante momento da Igreja Católica nasceu numa Casa de estudos da Companhia de Jesus, em Vals perto de Le Pruy na França. O Apostolado da Oração é uma união dos fiéis que, no oferecimento cotidiano de si mesmos, se juntam ao Sacrifício Eucarístico do qual se exerce continuamente a obra de nossa redenção e dessa forma, pela união vital com Cristo, da qual depende a fecundidade apostólica colaboram na salvação do mundo.

Assim como Cristo se entregou ao Pai por nós, remiu o mundo, também todo apostolado externo deve estar unido à oração e ao sacrifício a fim de que, em virtude do Sacrifício da Cruz, contribua para a edificação do Corpo de Cristo.

A Igreja nos ensina que o amor de Cristo está principalmente representado no seu coração e nos convida a que reverenciemos esse amor, simbolizado pelo Coração de Cristo, como fonte de salvação e misericórdia.

História do Apostolado da Oração

Origem

O Apostolado da Oração teve origem numa casa de estudo da Companhia de Jesus, em França (Vals, perto de Le Puy), na festa de S. Francisco Xavier do ano de 1844. Naquela ocasião, o Padre Espiritual do Colégio – P. Francisco Xavier Gautrelet – fez uma conferência aos estudantes, em que explicou como podiam eficazmente satisfazer o desejo de colaborar com os que trabalhavam nos vários campos de apostolado para a salvação dos homens. Podiam fazê-lo, sem interromper o seu trabalho principal, que era o estudo, oferecendo com fim apostólico as suas orações, os seus sacrifícios e trabalhos.

As ideias propostas pelo P. Gautrelet, que constituem o fundamento do Apostolado da Oração, foram recebidas com entusiasmo pelos estudantes e divulgadas primeiro nas terras vizinhas do colégio e depois em toda a França. Para difundir estas ideias, o próprio P. Gautrelet propôs uma pequena organização com o nome precisamente de «Apostolado da Oração», que teve a aprovação do Bispo de Le Puy e, em 1849, alcançou as primeiras indulgências do Papa Pio IX.

Desenvolvimento

A divulgação propriamente dita do Apostolado da Oração deve-se principalmente ao P. Henrique Ramière, também ele da Companhia de Jesus, que deve considerar-se o verdadeiro fundador, divulgador e organizador do Apostolado da Oração no mundo. O P. Ramière, por meio de numerosos escritos, em que soube harmonicamente unir a simplicidade de expressão e a profundidade de pensamento teológico, propagou o Apostolado da Oração em todas as classes de pessoas e a todos os níveis, e deu à Obra forma definitiva e organização estável.
À morte do P. Ramière (1883), o Apostolado da Oração tinha já 35 mil centros, com mais de 13 milhões de associados nas várias partes do mundo.

O Apostolado da Oração em Portugal

O Apostolado da Oração chegou a Portugal em 1864, trazido pelo italiano P. António Marcocci. Mas o grande impulsionador foi o seu colega P. Luís Prosperi, primeiro Diretor Nacional, o qual se dedicou ardorosamente às missões populares. Uma história com altos e baixos, como é a história dos homens, mas que não tem deixado de produzir abundantes frutos. Assim o confirma a voz autorizada do Papa Pio XII, na mensagem radiofónica dirigida ao 3º Congresso Nacional do A. O., reunido em Braga (19-5-1957): «Os Anais do Apostolado da Oração são uma das mais belas páginas da história da Igreja em Portugal. E nós sabemos como, em tempos relativamente recentes, quando a propaganda autorizada do mal se propunha eliminar em duas gerações os últimos vestígios do Catolicismo, em terras lusitanas, foi o Apostolado da Oração, por testemunho dos sagrados pastores, uma das principais forças da resistência, para manter vivo o espírito cristão e o fazer vigoroso, mal a tempestade acenou a abrandar».

Na Atualidade

Em 2014, o Papa Francisco aprovou o documento de recriação do Apostolado da Oração que levou à mudança de nome deste Serviço Pontifício, para “Rede Mundial de Oração do Papa”, sendo o Apostolado da Oração um dos modos de participação nesta Rede.
No Brasil o primeiro centro foi fundado em 30 de junho de 1867 no Recife -PE na igreja de Santa Cruz, oficiada pelos padres jesuítas que haviam chegado a Pernambuco em 1865.

Fonte sobre a história do Apostolado da Oração: https://redemundialdeoracaodopapa.pt/quem-somos/historia

Estola Presbiteral Ravena Bordado Sagrado Coração

Casula Shantung Sagrado Coração Creme

Casula Ravena Sagrado Coração Pérola

FESTA DE CORPUS CHRISTI

Em todos os anos, é celebrada a festa de Corpus Christi. O nome “Corpus Christi” vem do latim e significa “Corpo de Cristo”.

A festa é denominada oficialmente de solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo. É sempre realizada na quinta-feira após o domingo da solenidade da Santíssima Trindade.

A festa pode também ser prorrogada para o segundo domingo depois de Pentecostes, particularmente nas regiões onde não se têm feriado nesse dia.

A Eucaristia é um dos sete sacramentos cristão. Foi instituído pelo próprio Jesus na última ceia com os discípulos (Mt 26,26-29;Mc 14,22-25;Lc 22,14-20;1Cor 11,23-29). Porque a Eucaristia foi celebrada pela primeira vez na quinta-feira santa, Corpus Christi  é celebrada comumente numa quinta-feira.

Honrar a presença eucarística de Jesus

A festa é um convite para os cristãos prestarem homenagem a Cristo presente nas espécies consagradas de pão e vinho. Visa propor à piedade dos cristãos o culto do sacramento da Eucaristia, para que possam celebrar a salvação de Jesus em seu mistério pascal, de maneira que aprendam a participar da missa e viver dela mais intensamente.

Os participantes são interpelados a entender mais e honrar melhor a presença de Jesus Cristo Vivo e Ressuscitado no sacramento da Eucaristia, de maneira que saibam render ao Senhor o louvor, a adoração, a profissão de fé e a ação de graças.

A festa reflete o crescimento da consciência e do valor da Eucaristia na espiritualidade cristã. Na Idade Média o movimento em favor da devoção eucarística se manifestou cada vez mais vigoroso e vivo entre os fiéis, bispos, sacerdotes e teólogos.

Origem da festa

A Bélgica foi o palco em que apareceu e expandiu, com grande fervor, a piedade e o culto da Eucaristia.

A festa originou-se em Liège, na Bélgica, no século XIII, quando Santa Juliana (1192-1258), da Ordem de Santo Agostinho, teve as visões de Jesus Cristo demonstrando-lhe o desejo de que o mistério da Eucaristia fosse celebrado com destaque.

Ao conhecer as visões eucarísticas de Santa Juliana, o bispo da cidade acabou por acatá-las. No ano de 1246, em sua diocese, ele celebrou pela primeira fez uma festa de Corpus Christi.

A festa contribuiu para resgatar a importância da Eucaristia na vida da Igreja. Foi uma resposta à heresia de Berengário, no século XI, que negava a presença real de Cristo no sacramento da Eucaristia.

A solenidade foi instituída oficialmente para toda a Igreja pelo Papa Urbano IV, em 11 de outubro de 1264. Quando Cardeal, o Pontífice conhecera pessoalmente a irmã Juliana.

Depois do Concílio de Viena (1311-1313), o Papa Clemente V confirmou e revigorou a solenidade em 1314. Nesta ocasião, ela tomou o nome de festa de Corpus Christi.

Missa e procissão

Normalmente, a festa é precedida por momentos de adoração do Santíssimo Sacramento.  Ao adorar, os cristãos prestam culto a Jesus presente na hóstia consagrada. Honram o Cristo eucarístico com amor, respeito e fé.

Com grande participação dos fiéis, o sacerdote celebra a missa do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo na igreja. A celebração reveste-se de caráter solene, tendo glória, sequência, creio e preces da comunidade. Tem prefácio e orações próprias. A cor dos paramentos é branca.

A celebração evidencia a eucaristia como fonte e ápice de toda a vida cristã. Mostra que o sacramento perpetua pelos séculos o sacrifício de Jesus na Cruz. Encerra todo o bem espiritual da Igreja: o mesmo Cristo, nossa Páscoa.

A festa salienta a eucaristia como memorial da morte e ressurreição do Senhor, o sinal de piedade e de unidade, o vínculo de caridade, o banquete pascal, em que Cristo nos é comunicado como alimento de nossa caminhada na terra. É o penhor da futura glória.

Depois da celebração da missa na Igreja, todo o povo participa da procissão eucarística. Jesus na hóstia consagrada é exposto no ostensório e colocado para a adoração dos fiéis que caminham pelas ruas da cidade.

A procissão popular termina com a bênção do Santíssimo Sacramento a todos os fiéis. Rei de todo o universo e Luz do mundo, Jesus está vivo e presente no meio da humanidade, abençoando-a, salvando-a, protegendo-a e orientando-a.

Momento litúrgico e devocional

Ao longo do século XIV, Corpus Christi foi convertendo-se rapidamente numa das festas mais apreciadas pelo povo. Paulatinamente, a solenidade atingiu todas as dioceses do mundo. A diocese de Colônia na Alemanha celebrava a festa desde antes de 1270.

Em 1317, o Papa João XXII confirmou o costume de fazer a procissão eucarística. Essa procissão surgiu em Colônia, no ano de 1274. Depois propagou na França e na Itália. Em Roma já acontecida desde 1350.

O Concílio de Trento (1545-1563) insistiu na exposição pública da Eucaristia. Orientou também a ter a procissão eucarística.

Atualmente, a Igreja preserva a festa como momento litúrgico e devocional do povo cristão. O Código de Direito Canônico corrobora a validade das exposições públicas da Eucaristia. Recomenta que, principalmente em Corpus Christi, haja procissão pelas vias públicas (cân. 944),

Testemunho público

A procissão eucarística tem importância e significado especial nas dioceses, nas paróquias e nas cidades em que são promovidas. Entre as procissões litúrgicas é a que tem mais destaque.

A procissão de Corpus Christi é o testemunho público da presença de Jesus eucarístico. Nela a hóstia consagrada é conduzida em caminhada de fé e apresentada para ser honrada por todos os cidadãos que acompanham o cortejo.

No Missal do Papa Paulo VI, de 1970, a festa é denominada liturgicamente Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo. Assim assumiu também a memória do Sangue de Cristo, que era comemorada em 1 de julho e foi supressa nesta data.

Prefácios e leituras

As orações e a sequência são as mesmas do Missal do Papa Pio V (1570). Qualquer um dos dois prefácios sobre a Eucaristia – um para quinta-feira santa e o outro para Corpus Christi – podem ser proclamados na solenidade.

A solenidade é enriquecida com uma série de leituras bíblicas. São diferentes nos três ciclos dominicais (A, B e C).

A festa também assume um caráter devocional popular. O momento expressivo de Corpus Christi é a procissão, em que os fiéis suplicam as bênçãos de Jesus Eucarístico para suas casas, famílias e ambientes.

Enfeites tapetados

Em muitos lugares, o povo tem o costume de enfeitar as ruas com tapetes de serragem, flores e outros materiais, formando um mosaico multicolor e belo.

No Brasil, a tradição dos tapetes coloridos, como decoração da procissão de Corpus Christi, constitui uma herança de Portugal. Lá, em todas as 20 dioceses, fazem-se solenes procissões a partir da igreja catedral. As festividades começaram a ser celebrada cedo, em 1282. De Portugal passaram para a cultura religiosa e folclórica do Brasil.

Dimensões teológicas do sacramento

Corpus Christi ressalta e aprofunda as dimensões teológicas centrais do sacramento da Eucaristia. Em primeiro lugar, a Eucaristia recorda a pessoa e a obra de Jesus, que passou no meio da humanidade salvando e fazendo o bem (passado).

A Eucaristia também celebra a unidade fundamental de Cristo com sua Igreja e com todas as pessoas de boa vontade (presente). Enfim, a Eucaristia prefigura nossa união definitiva e plena com Cristo no Reino do Pai (futura).

Celebrar a festa significa fazer memória litúrgica da entrega que Jesus fez de sua própria carne e sangue para vida da Igreja. É renovar e aprofundar o compromisso de fé nele e com Ele, para centrar a vida pessoal e comunitária no mistério eucarístico.

Durante a solenidade e a procissão, os cristãos corroboram e confessam sua fé no sacramento da Eucaristia. Expressam seus sentimentos mais profundos diante de Jesus que se faz presente na celebração litúrgica e na hóstia consagrada exposta no ostensório.

Participação dos fiéis

Corpus Christi é uma festa de preceito. Para os católicos é obrigatório comparecer e participar da missa.

A festa conduz os seres humanos a Jesus, para que possa conhecer a pessoa do Salvador e seguir seus passos. “Deus não é amado, porque não é conhecido. É necessário tirar Cristo do sacrário, apresentá-lo ao povo como o grande Senhor, Mestre, Salvador, vivo, realmente em nosso meio” (São Pedro Julião Eymart, 1811-1866, sacerdote francês).

 

Pe. Eugênio Antônio Bisinoto C.Ss.R.
Sacerdote e escritor – Missionário Redentorista
Araraquara, SP

Ostensório Estrelas 57 cm

Ostensório Labirinto 65 cm

Ostensório Guto Godoy 63 cm

Ostensório Guto Godoy 61 cm

PAINEL ICONOGRÁFICO DA SANTÍSSIMA TRINDADE – 30 ANOS  EM ITAICI

A Sabedoria construiu a sua casa, talhando suas sete colunas. Abateu seus animais, preparou o vinho e pôs a mesa. Enviou suas criadas para anunciar nos pontos mais altos da cidade: “Os ingênuos venham até aqui. Quero falar aos que não tem juízo. Venham comer do meu pão e beber do vinho que eu preparei. Deixem de ser ingênuos, e vocês viverão; sigam o caminho da inteligência.                                                         

Provérbios 9, 1-6

 

Em grande festa, com a Igreja, celebramos a Solenidade da Santíssima Trindade. Contemplando este grande Mistério e vivendo a nossa vocação à vida de santidade, no seio de Deus, renovamos nossa fé e nossa adesão à aliança com Deus.

 

Especialmente neste ano de 2019 recorda-se um marco importante na vida de fé e na iconografia que explicita os dados da fé. Há 30 anos, a capela da Vila Kostka em Itaici (SP) recebeu um painel iconográfico, que seguramente representa uma grande herança da arte sacra do nosso país. O artista de grande sensibilidade e outros incontáveis valores já reconhecidos, Cláudio Pastro, representou a Santíssima Trindade na figura dos três anjos. Este tema é inspirado no texto bíblico do livro do Gênesis (cf. Gn 18, 1-15) e tem sua representação já muito antiga na tradição da Igreja.

 

O ícone mais conhecido da Santíssima Trindade (pelas Igrejas tanto do Oriente quanto do Ocidente) é do iconógrafo Andrej Rublëv (1360-1430) e foi escrito no ano de 1441, por ocasião da construção de uma igreja de madeira sobre o sepulcro de São Sérgio, na Rússia. As Igrejas conheceram muitos outros ícones da Santíssima Trindade, mas sem dúvida, O iconógrafo Rublev soube expressar a Unidade da Trindade com uma particular harmonia.

 

O afresco da Santíssima Trindade em Itaici também marcou a tradição iconográfica da Igreja no Brasil. Ele se apresenta como lugar de contemplação, a partir do mundo interior do observador. A própria capela é lida como a tenda, aquele que se detém na contemplação também se percebe dentro da tenda. No centro, estão as três figuras, os três anjos, que envolvem a atenção do observador; d’Eles emanam a comunicação e a iniciativa da cena. No meio, o Pai, que com a mão aponta para o Filho. A direita do Pai, O Filho direciona seu olhar diretamente para o observador; Ele nos revela o Pai. O Espírito Santo tem seu olhar voltado para além do que está visível, para fora, para o mundo. Ele está continuamente inspirando a humanidade. A composição geral da cena, comunica a dinâmica das dunas, (que o vento, símbolo do Espírito, transforma a todo instante), a força central da árvore da vida e a contemplação humana diante do Eterno Deus.

 

Colocando-nos diante deste Mistério, somos envolvidos, como Abraão e Sara para adorar e reconhecer a grandiosidade da Vida Divina. A fé nos aproxime da dinâmica do Deus Trino que é a Unidade, a Comunhão, a Vida. Renovemos também nossa vocação à Vida Comunitária, sinal visível do Reino acontecendo entre nós.

 

Ir. Jeyd Gomes, pddm

Arquiteta do Apostolado Litúrgico

 

 

 

Vamos participar da 33ª Semana de Liturgia 2019?

Já saiu todos os detalhes para aqueles já que marcaram a data de 21 a 25 de outubro de 2019 na agenda. A semana de liturgia deste ano acontece, pela primeira vez, em Itaici, Indaiatuba. Até a edição 32ª, o local era no Espaço Anhanguera – Centro Pastoral Santa Fé, também dos Jesuítas, em São Paulo. Em 2018 o Centro Pastoral Santa Fé informou que o local passará por reformas. Deste modo foi necessário encontrar um novo local que comportasse o número de participantes, bem como toda a estrutura necessária ao evento.  Nesta 33ª edição, com o tema “Novo impulso à reforma litúrgica no Brasil: contribuições do pontificado do Papa Francisco”, o Centro de Liturgia Dom Clemente Isnard, com parceria com a Rede Celebra e a Faculdade Unisal convida a todos que desejam participar deste aprofundamento.

Desde o momento em que assumiu a cátedra de Pedro, o Papa Francisco, bispo de Roma, tem se mostrado uma pessoa de palavras e gestos profundamente significativos para a vida
da Igreja. Como um filho legítimo do Concilio Vaticano II, tem convocado à Igreja a retomar o caminho central indicado pela assembleia conciliar à luz da experiência originária: Ser Igrejas Discípula de Jesus, pobre, a serviço dos pobres. Este é o eixo do pontificado de Francisco como foi do Concilio, assumido criativamente em nossa América Latina por Medellín. E é em função de uma Igreja viva, que Francisco defende uma liturgia viva. Aos participantes da 68ª Semana de Liturgia, Itália, recordou que “não se trata de reconsiderar a reforma revendo as suas escolhas, mas de conhecer melhor as razões subjacentes (…), assim como de interiorizar os seus princípios inspiradores e de observar a disciplina que a regular”. E afirma “com autoridade magistral que a reforma litúrgica é irreversível” (RL 267, p. 17]. Recentemente, na assembleia plenária da Congregação para o Culto Divino [RL, 273, p. 29), enfatizou a importância da formação litúrgica para o povo, para o clero e demais ministros, porque a “a liturgia é a via mestra através da qual passar a vida cristã em todas as fases do seu crescimento”. Diante dos ataques e retrocessos que ameaçam os princípios ditados pela Sacrossanctum Concilium, nos anima e encoraja o Papa Francisco, a retomar o processo que vivemos no Brasil, graças ao árduo trabalho da CNBB. É sobre este caminho que está à nossa frente, que vamos nos debruçar nesta 33ª semana de Liturgia.

As inscrições podem ser feitas, em breve, no site www.centrodeliturgia.com.br. Enquanto isto, verifiquem todas as informações necessárias para participação nestes evento:

I.DATA

21 a 25 de outubro de 2019 (de segunda a sexta-feira)
Início: 21/10 (segunda-feira) às 12h (com almoço)
Término: 25/10 (sexta-feira) às 12h (com almoço)
*Exige-se permanência integral no evento devido a sua metodologia.

II.LOCAL

Mosteiro de Itaici
Rodovia José Boldrini, 170 | Bairro Itaici | Indaiatuba – SP
Telefones: Geral: (19) 2107-8500 | Secretaria: (19) 2107-8501 | (19) 2107-8502
www.itaici.org.br

 

A – Hospedagem: R$660,00 (total)

  • Do dia 21/10, às 12h (com almoço) ao dia 25/10, às 12h, (com almoço).
  • Para chegadas após o almoço do dia 21/10 (segunda-feira) e saídas antes do almoço do dia 25/10 (sexta-feira) é preciso informar a casa para obter os devidos descontos e também para a programação interna.
  • A casa não dispõe de quartos individuais.
  • Neste valor não está incluso o kit cama/banho, ou seja, cada participante deve trazer o seu.
  • O participante que não trouxer kit cama/banho poderá usar o oferecido pela própria casa de encontros, no valor de R$25,00 (por kit).
  • Para aqueles(as) que chegarem Domingo (20/10) o valor da pernoite é R$80,00 (com café da manhã).
  • Para aqueles(as) que chegarem na manhã do dia 21/10 (segunda-feira) e desejarem tomar café da manhã (até às 09h) o valor é R$15,00.
  • Check-out realizado após às 14h do dia 25/10 (sexta-feira) incorre no acréscimo de uma nova diária (R$160,00).

 

B – Formas de pagamento:

*Pagamento antecipado: boleto bancário ou transferência bancária direto com o Mosteiro.

*No dia da entrada na recepção do Mosteiro: cartão de débito/crédito ou dinheiro.

*A casa não aceita cheques

 

C – Como chegar:

  • Aeroporto Internacional Viracopos – Campinas: é o aeroporto mais próximo do Mosteiro de Itaici. Segundo informações obtidas através do Google Maps o trajeto é de 17,3km, 22 min (aprox) de carro. Segundo informações da casa de encontros o mais comum é fazer este trajeto por meio de táxi e/ou aplicativos de mobilidade urbana (Uber, 99pop, etc).
  • Campinas-Indaiatuba: transitar pela Rod. SP-75 até chegar a Saída 57-C e Sorocaba-Indaiatuba, Saída 55-A, saindo na Av. Cel. Antonio Estanislau do Amaral / Estr. Municipal Indaiatuba-Itupeva / Rod. José Boldrini. Manter-se nesse percurso até passar a ponte do Rio Jundiaí. A entrada fica à direita em frente a E.E. Joaquim Pedroso de Alvarenga.
  • São Paulo-Indaiatuba: transitar pela Rod. dos Bandeirantes até a Saída 88. Fazer o contorno no pontilhão entrando para a Rod. SP-75. Manter-se no percurso até encontrar a Saída 57-C, saindo na Av. Cel. Antonio Estanislau do Amaral / Estr. Municipal Indaiatuba-Itupeva / Rod. José Boldrini. Manter-se nesse percurso até passar a ponte do Rio Jundiaí. A entrada fica à direita em frente a E.E. Joaquim Pedroso de Alvarenga.
  • Sorocaba e região: seguir pela Rod. Sen. José E. de Moraes até chegar a Rod. Dep. Archimedes Lammoglia, manter-se no percurso até encontrar a Rod. Pref. Hélio Steffen. Siga nessa rota até encontrar a Rod. Eng. Ermênio de Oliveira Penteado, mantenha-se nesse percurso até encontrar à sua direita a Saída 55-A, saindo na Av. Cel. Antonio Estanislau do Amaral / Estr. Municipal Indaiatuba-Itupeva / Rod. José Boldrini. Manter-se nesse percurso até passar a ponte do Rio Jundiaí. A entrada fica à direita em frente a E.E. Joaquim Pedroso de Alvarenga.
  • Rio de Janeiro-Indaiatuba: acesso pela Rod. Dom Pedro I, até a rotatória que leva a Rod. Anhanguera, seguir até encontrar a Rod. Alberto Panzan. Continuar em frente até a Rod. Bandeirantes, seguindo até chegar a Rod. SP-75.
  • Ônibus (VB Transportes)– Informações pelo telefone (19) 3875-2342 ou pelo site vbtransportes.com.br
    VB Transportes mantém horários diários de Campinas-Indaiatuba e São Paulo-Indaiatuba. De Indaiatuba ao bairro Itaici é preciso tomar táxi ou ônibus circular. O circular da Viação Guaianazes (Linhas: Engenho, Terras de Itaici ou Vale das Laranjeiras) passa no portão de entrada do Mosteiro de Itaici, sendo necessário andar 1,2Km até a recepção da casa.

III.INSCRIÇÕES

Direto pelo site: www.centrodeliturgia.com.br (em breve)
*Investimento: R$ 250,00
*Após o pagamento da inscrição o valor não será devolvido.
*Vagas limitadas: 250.

IV.INFORMAÇÕES

  1. Trazer o Ofício Divino das Comunidades.
  2. Trazer comidas e bebidas típicas da sua região para a Confraternização.
  3. Para um maior aproveitamento da Semana de Liturgia recomenda-se que os participantes leiam:

Discurso do Santo Padre o Papa Francisco aos participantes da Semana de Liturgia de Roma.

*O discurso será enviado por e-mail às pessoas que realizarem a sua inscrição.

Outras dúvidas e informações escreva para o e-mail: secretaria@centrodeliturgia.com.br ou pelo telefone (whatsapp) [41] 9-9883-2313 (TIM), com Arnaldo (Secretário, CLDCI)

V.REALIZAÇÃO

 

Baixe TODAS  ESTAS INFORMAÇÕES em PDF: 

33ª Semana de Liturgia 2019

 

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA O LIII DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS

(2 DE JUNHO DE 2019)

« “Somos membros uns dos outros” (Ef 4, 25): das comunidades de redes sociais à comunidade humana »

Queridos irmãos e irmãs!

Desde quando se tornou possível dispor da internet, a Igreja tem sempre procurado que o seu uso sirva o encontro das pessoas e a solidariedade entre todos. Com esta Mensagem, gostaria de vos convidar uma vez mais a refletir sobre o fundamento e a  importância do nosso ser-em-relação e descobrir, nos vastos desafios do atual panorama comunicativo, o desejo que o homem tem de não ficar encerrado na própria solidão.

As metáforas da «rede» e da «comunidade» 

Hoje, o ambiente dos mass-media é tão invasivo que já não se consegue separar do círculo da vida quotidiana. A rede é um recurso do nosso tempo: uma fonte de conhecimentos e relações outrora impensáveis. Mas numerosos especialistas, a propósito das profundas transformações impressas pela tecnologia às lógicas da produção, circulação e fruição dos conteúdos, destacam também os riscos que ameaçam a busca e a partilha duma informação autêntica à escala global.

Se é verdade que a internet constitui uma possibilidade extraordinária de acesso ao saber, verdade é também que se revelou como um dos locais mais expostos à desinformação e à distorção consciente e pilotada dos factos e relações interpessoais, a ponto de muitas vezes cair no descrédito.

É necessário reconhecer que se, por um lado, as redes sociais servem para nos conectarmos melhor, fazendo-nos encontrar e ajudar uns aos outros, por outro, prestam-se também a um uso manipulador dos dados pessoais, visando obter vantagens no plano político ou econômico, sem o devido respeito pela pessoa e seus direitos. As estatísticas relativas aos mais jovens revelam que um em cada quatro adolescentes está envolvido em episódios de cyberbullying.[1]

Na complexidade deste cenário, pode ser útil voltar a refletir sobre a metáfora da rede, colocada inicialmente como fundamento da internet para ajudar a descobrir as suas potencialidades positivas. A figura da rede convida-nos a refletir sobre a multiplicidade de percursos e nós que, na falta de um centro, uma estrutura de tipo hierárquico, uma organização de tipo vertical, asseguram a sua consistência. A rede funciona graças à comparticipação de todos os elementos.

Reconduzida à dimensão antropológica, a metáfora da rede lembra outra figura densa de significados: a comunidade. Uma comunidade é tanto mais forte quando mais for coesa e solidária, animada por sentimentos de confiança e empenhada em objetivos compartilháveis.

Como rede solidária, a comunidade requer a escuta recíproca e o diálogo, baseado no uso responsável da linguagem.

No cenário atual, salta aos olhos de todos como a comunidade de redes sociais não seja, automaticamente, sinônimo de comunidade. No melhor dos casos, tais comunidades conseguem dar provas de coesão e solidariedade, mas frequentemente permanecem agregados apenas indivíduos que se reconhecem em torno de interesses ou argumentos caraterizados por vínculos frágeis. Além disso, na social web, muitas vezes a identidade funda-se na contraposição ao outro, à pessoa estranha ao grupo: define-se mais a partir daquilo que divide do que daquilo que une, dando espaço à suspeita e à explosão de todo o tipo de preconceito (étnico, sexual, religioso, e outros). Esta tendência alimenta grupos que excluem a heterogeneidade, alimentam no próprio ambiente digital um individualismo desenfreado, acabando às vezes por fomentar espirais de ódio. E, assim, aquela que deveria ser uma janela aberta para o mundo, torna-se uma vitrine onde se exibe o próprio narcisismo.

A rede é uma oportunidade para promover o encontro com os outros, mas pode também agravar o nosso autoisolamento, como uma teia de aranha capaz de capturar. Os adolescentes é que estão mais expostos à ilusão de que a social web possa satisfazê-los completamente a nível relacional, até se chegar ao perigoso fenômeno dos jovens «eremitas sociais», que correm o risco de se alhear totalmente da sociedade. Esta dinâmica dramática manifesta uma grave rutura no tecido relacional da sociedade, uma laceração que não podemos ignorar.

Esta realidade multiforme e insidiosa coloca várias questões de caráter ético, social, jurídico, político, econômico, e interpela também a Igreja. Enquanto cabe aos governos buscar as vias de regulamentação legal para salvar a visão originária duma rede livre, aberta e segura, é responsabilidade ao alcance de todos nós promover um uso positivo da mesma.

Naturalmente não basta multiplicar as conexões, para ver crescer também a compreensão recíproca. Então, como reencontrar a verdadeira identidade comunitária na consciência da responsabilidade que temos uns para com os outros inclusive na rede on-line?

«Somos membros uns dos outros»

Pode-se esboçar uma resposta a partir duma terceira metáfora – o corpo e os membros – usada por São Paulo para falar da relação de reciprocidade entre as pessoas, fundada num organismo que as une. «Por isso, despi-vos da mentira e diga cada um a verdade ao seu próximo, pois somos membros uns dos outros» (Ef 4, 25). O facto de sermos membros uns dos outros é a motivação profunda a que recorre o Apóstolo para exortar a despir-se da mentira e dizer a verdade: a obrigação de preservar a verdade nasce da exigência de não negar a mútua relação de comunhão. Com efeito, a verdade revela-se na comunhão; ao contrário, a mentira é recusa egoísta de reconhecer a própria pertença ao corpo; é recusa de se dar aos outros, perdendo assim o único caminho para se reencontrar a si mesmo.

A metáfora do corpo e dos membros leva-nos a refletir sobre a nossa identidade, que se funda sobre a comunhão e a alteridade. Como cristãos, todos nos reconhecemos como membros do único corpo cuja cabeça é Cristo. Isto ajuda-nos a não ver as pessoas como potenciais concorrentes, considerando os próprios inimigos como pessoas. Já não tenho necessidade do adversário para me autodefinir, porque o olhar de inclusão, que aprendemos de Cristo, faz-nos descobrir a alteridade de modo novo, ou seja, como parte integrante e condição da relação e da proximidade.

Uma tal capacidade de compreensão e comunicação entre as pessoas humanas tem o seu fundamento na comunhão de amor entre as Pessoas divinas. Deus não é Solidão, mas Comunhão; é Amor e, consequentemente, comunicação, porque o amor sempre comunica; antes, comunica-se a si mesmo para encontrar o outro. Para comunicar connosco e Se comunicar a nós, Deus adapta-Se à nossa linguagem, estabelecendo na história um verdadeiro e próprio diálogo com a humanidade (cf. Conc. Ecum. Vat. II, Const. dogm. Dei Verbum, 2).

Em virtude de termos sido criados à imagem e semelhança de Deus, que é comunhão e comunicação-de-Si, trazemos sempre no coração a nostalgia de viver em comunhão, de pertencer a uma comunidade. Como afirma São Basílio, «nada é tão específico da nossa natureza como entrar em relação uns com os outros, ter necessidade uns dos outros».[2]

O panorama atual convida-nos, a todos nós, a investir nas relações, a afirmar – também na rede e através da rede – o caráter interpessoal da nossa humanidade. Por maior força de razão nós, cristãos, somos chamados a manifestar aquela comunhão que marca a nossa identidade de crentes. De facto, a própria fé é uma relação, um encontro; e nós, sob o impulso do amor de Deus, podemos comunicar, acolher e compreender o dom do outro e corresponder-lhe.

É precisamente a comunhão à imagem da Trindade que distingue a pessoa do indivíduo. Da fé num Deus que é Trindade, segue-se que, para ser eu mesmo, preciso do outro. Só ou verdadeiramente humano, verdadeiramente pessoal, se me relacionar com os outros. Com efeito, o termo pessoa conota o ser humano como «rosto», voltado para o outro, comprometido com os outros. A nossa vida cresce em humanidade passando do caráter individual ao caráter pessoal; o caminho autêntico de humanização vai do indivíduo que sente o outro como rival para a pessoa que nele reconhece um companheiro de viagem.

Do «like» ao «amen»

A imagem do corpo e dos membros recorda-nos que o uso da social web é complementar do encontro em carne e osso, vivido através do corpo, do coração, dos olhos, da contemplação, da respiração do outro. Se a rede for usada como prolongamento ou expetação de tal encontro, então não se atraiçoa a si mesma e permanece um recurso para a comunhão. Se uma família utiliza a rede para estar mais conectada, para depois se encontrar à mesa e olhar-se olhos nos olhos, então é um recurso. Se uma comunidade eclesial coordena a sua atividade através da rede, para depois celebrar juntos a Eucaristia, então é um recurso. Se a rede é uma oportunidade para me aproximar de casos e experiências de bondade ou de sofrimento distantes fisicamente de mim, para rezar juntos e, juntos, buscar o bem na descoberta daquilo que nos une, então é um recurso.

Assim, podemos passar do diagnóstico à terapia: abrir o caminho ao diálogo, ao encontro, ao sorriso, ao carinho… Esta é a rede que queremos: uma rede feita, não para capturar, mas para libertar, para preservar uma comunhão de pessoas livres. A própria Igreja é uma rede tecida pela Comunhão Eucarística, onde a união não se baseia nos gostos [«like»], mas na verdade, no «amen» com que cada um adere ao Corpo de Cristo, acolhendo os outros.

Vaticano, na Memória de São Francisco de Sales, 24 de janeiro de 2019.

Franciscus

[1] Para circunscrever o fenômeno, será instituído um Observatório internacional sobre cyberbullying, com sede no Vaticano.

[2] Grandes Regras, III, 1: PG 31, 917. Cf. Bento XVI, Mensagem para o XLIII Dia Mundial das Comunicações Sociais (2009).

 

A Ética da Ressurreição

Antes de tudo é preciso recordar a conceituação da ética. A mesma é entendida como a investigação dos princípios que motivam, distorcem, disciplinam ou orientam o comportamento humano, refletindo a respeito da essência das normas, valores, prescrições e exortações presentes em qualquer realidade social. Aqui vamos ater na ética que permeia a Ressurreição de Jesus, como um princípio vital que faz com que o ser humano possa vir também a ressuscitar com Ele.

A Ressurreição de Jesus que estamos celebrando, deve abrir algumas linhas de reflexão para num primeiro momento traçar um olhar de atenção sobre o progresso pessoal de cada um, e depois o progresso comunitário. Quando falamos de ressurreição, estamos partindo de um princípio de movimento, e este por sua vez é caracterizado tanto no aspecto interior e exterior. A ressurreição deve, portanto, causar um movimento dentro de nós, sendo este capaz de nos desinstalar, de realmente nos tocar ao ponto de querermos e buscarmos uma renovação da nossa existência. Existir somente não vale a pena, a grande questão é como estamos existindo? Estamos sendo sinais de quê? Jesus quando obedeceu ao Pai trilhando a história da salvação, Ele foi sinal de vida, e vida em abundância. Essa é a ética encarnada no cerne da Páscoa, precisamos ser sinais de vida nova, de esperança, de fraternidade e de paz. Precisamos anunciar para um mundo cada vez mais sofrido e descrente que vale a pena seguir Jesus Cristo, por mais que este seguimento exige muito ou quase tudo de nós.

Quando nos abrimos à graça de Deus, reconhecemos quem é Jesus e o que Ele fez por cada um de nós. Por este motivo, precisamos permitir mudanças em nós que nos façam sujeitos éticos, permeados pela graça e misericórdia Dele. A cada dia é necessário pensar profundamente e existencialmente: quem sou? Por que estou no mundo? E em uma linha cristã refletir: o que Deus quer ou espera de mim com este chamado que Ele colocou em meu coração?

O ser humano nunca está pronto, ou até mesmo nunca estará, mas o importante é essa abertura fecunda para deixar-se ser lapidado por Deus. Ele é o grande autor da humanidade, e quer essa humanidade junto do coração Dele. Dizer que estamos prontos é um grande absurdo, nunca estamos prontos repito, precisamos estar a caminho, buscando, e esforçando para caminhar segundo a ética da ressurreição.Outro ponto fundamental dentro dessa ética é não ficarmos parados observando o túmulo vazio de Jesus, é preciso caminhar e anunciar que Ele ressuscitou. O primeiro momento de contemplação do túmulo vazio já passou e dá lugar agora ao Kerigma que é o anúncio, a mensagem, a Boa Nova de Jesus. Anunciamos o Kairós, o tempo da graça de Deus que efetiva em nós a capacidade de olharmos a realidade com outros olhos, e com o desejo de mudança.

Neste sentido, quando somos abraçados no nível pessoal pela Ressurreição de Jesus, temos incutido em nós o desejo e a capacidade de servir no nível comunitário. Quando somos de fato renovados por esse Jesus que se doa para nós e em nosso favor, podemos a partir desse progresso pessoal passar então para o nível comunitário. Para refletir melhor sobre isso uso os três pilares da Vida Agostiniana: Oração, vida fraterna e serviço à Igreja.

A realidade é um grande desafio que salta aos nossos olhos, realidade esta que traduz a dureza de corações que não querem perceber a mensagem de Deus, por isso a oração como este contato direto com o Pai permite que nós possamos dar testemunho da verdade. Uma vida profunda e verdadeira de oração é capaz de converter uma comunidade.

A vida comunitária é o cerne do discipulado de Jesus, discipulado esse com suas diferenças, porém alicerçados nos ensinamentos do mestre. O respeito pelo outro, pela sua posição, opinião e gestos marcam uma vida comunitária sadia e é verdadeiramente instrumento de ressurreição.

E por fim o serviço à Igreja é em primeiro modo serviço ao Reino gestado no coração materno de Deus. Ele amou a humanidade com amor maternal, e a nossa resposta a esse amor deve ser um serviço que nos faça pessoas leves, harmoniosas, atentas aossinais Dele ao nosso redor.

Assim, caminhemos guiados pela Luz do Ressuscitado e deixemos que a ética da ressurreição faça morada em nós e em nosso próximo! Shalom!

 

Frei Danilo Gomes de Almeida, OSA. Ordem de Santo Agostinho. Vigário Paroquial. Paróquia Nossa Senhora da Consolação e Correia. Rio de Janeiro, RJ.

 

 

Lançamento: Reaviva o Dom de Deus | Música do Ano Vocacional da Família Paulina

Com alegria, a Família Paulina do Brasil lançou neste mês de abril, uma música para marcar a celebração do Ano Vocacional: Reaviva o Dom de Deus.

REAVIVA O DOM DE DEUS
Letra e Música: Deivid Tavares, ssp

Na Família Paulina / reluz a cor de muitos dons. / Mãos que acolhem e doam / a viva graça recebida de Deus. / Água e terra tão necessárias / para a semente germinar. Vocação também é assim: / crescer, dar vida, prosperar || pela oração e o testemunho, / alicerces desta missão . ||
Reaviva o dom de Deus, / no carisma da comunicação, / anunciando a boa nova / Reaviva o dom de Deus.

Ficha técnica:
Produção Fonográfica: Pia Sociedade de São Paulo – Padres e Irmãos Paulinos
Letra e Música: Deivid Tavares, ssp
Arranjo Vocal: Gabriel Gobbi
Produção Musical: Bruno Boss
Regência Vocal: Eurivaldo Ferreira
Solo: Deivid Tavares, ssp
Coro:
Ir. Jeane Aguia, sjbp
Ir. Júlia Almeida, pddm
Ir. Daiane Abreu, fsp
Ir. Francesca Carotenuto, ap
Deivid Tavares, ssp
Iorlando Fernandes, ssp
Eurivaldo Ferreira
Gravação, edição, mixagem e masterização: Estúdio FBA Music Mauá, SP, Brasil, por Bruno Boss

No aniversário de nascimento da Família Paulina e no clima do iminente Sínodo sobre “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”, os Superiores Gerais da Família Paulina anunciaram a celebração de um Ano vocacional de Família Paulina, que se iniciará, oficialmente, no próximo 25 de janeiro, festa da Conversão de São Paulo, e se concluirá em 24 de janeiro de 2020.

Um ano para redescobrir, com alegria, o mistério da nossa vocação paulina e para propor aos jovens a santidade como “o rosto mais belo da Igreja”.

Um ano para experimentar novamente que “o dom total de si pela causa do Evangelho é algo de estupendo que pode dar sentido a toda uma vida” (Papa Francisco).

Um ano para “sair e encontrar os jovens lá, onde se encontram, reacendendo seus corações e caminhando com eles” (cf. IL 175).

Um ano intenso de oração, reflexão e de tantas iniciativas vocacionais, organizadas, possivelmente, em nível de “Família” e por isso pensadas e vividas “juntos” com os Institutos presentes nas diversas localidades.

Um ano iluminado pela visão do Fundador, Pe. Tiago Alberione, que, “vagando com a mente no futuro, lhe parecia que no novo século almas generosas sentiriam o mesmo que ele sentia …” (AD 17); um ano para fazer ressoar o apelo a “sentir-nos profundamente obrigadas a fazer alguma coisa pelo Senhor e pelos homens e mulheres do nosso tempo” (cf. AD 15) e portanto, para “reavivar o dom de Deus que recebemos”.

“Reaviva o dom de Deus” (2Tm 1,6)

É o slogan paulino que marcará este ano particular.

#FamíliaPaulina #ReavivaOdomDeDeus #AnoVocacional #Reaviva

 

Baixe a partitura-reaviva-o-dom-de-deus

 

Ano Vocacional - Reaviva o dom de Deus Ano Vocacional da Família Paulina

 

 

Primeira missa do Ano Vocacional da Família Paulina

No dia 06 de abril, sábado, às 16h, na paróquia Santo Inácio de Loyola, foi realizada a primeira missa do Ano Vocacional da Família Paulina, presidida pela Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp, Superior Provincial dos Padres e Irmãos Paulinos. A missa contou com a presença de diversos membros da Família Paulina: Padres e Irmãos Paulinos, Irmãs Paulinas, Irmãs Discípulas do Divino Mestre, Irmãs Pastorinhas e Irmãs Apostolinas. Também estavam presentes alguns membros dos Institutos Nossa Senhora da Anunciação (Anunciatinas), São Gabriel Arcanjo (Gabrielinos), Santa Família, Cooperadores Paulinos e paroquianos da paróquia Santo Inácio de Loyola.

Em sua homilia, Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp, destacou a importância do Ano Vocacional da Família Paulina para a Igreja e para a Família Paulina: “Não tenho dúvida de que este ano será um momento oportuno para mostrar à Igreja quem somos, onde estamos e a missão que temos. Também será um momento bom para reavivar em nós o espírito do bem-aventurado Pe. Tiago Alberione”. Por último, o presidente da celebração rezou com a comunidade a oração vocacional “São Paulo apóstolo pelas vocações”, fazendo um apelo vocacional convidando alguns jovens para conhecer mais de perto a Família Paulina.

No mais, coloquemos os preparativos do Ano Vocacional da Família Paulina sob os cuidados de Jesus Mestre, Caminho, Verdade e Vida, de são Paulo Apóstolo, de Maria, Rainha dos Apóstolos, dos bem-aventurados Pe. Tiago Alberione e Timóteo Giaccardo, para que eles nos fortaleçam na missão de anunciar o evangelho na cultura da comunicação e no caminhar com os jovens, para reacender em seus corações a vocação paulina.

Fonte da notícia: Padres e Irmãos Paulinos.