Jornada Mundial da Juventude 2019

A Jornada Mundial da Juventude acontecerá no Panamá. O mundo todo volta seu olhar para a juventude que começa a movimentar-se em direção a este país da América Latina.

A JMJ é um encontro de jovens de todo o mundo com o Papa, em um ambiente festivo, religioso e cultural, que mostra o dinamismo da Igreja e dá testemunho da atualidade da mensagem de Jesus. “É muito mais do que um acontecimento. É um tempo de profunda renovação espiritual, de cujos frutos se beneficia toda a sociedade” (Bento XVI). Trata-se de um meio extraordinário de evangelização para fortalecer a pastoral juvenil. Realiza-se a cada três anos, tendo a última acontecido na cidade de Cracóvia em 2016.

A ideia do evento foi concebida com o objetivo de favorecer o encontro pessoal com Cristo, que muda a vida, e promover a paz, a unidade e a fraternidade dos povos e das nações através da juventude como embaixadora; além de desenvolver processos de nova evangelização destinada aos jovens.

Os primeiros dois encontros, em 1984 e 1985, organizados por ocasião do Ano Santo da Redenção (1983-1984) e do Ano Internacional da Juventude (1985) não podem ser chamados de Jornada Mundial da Juventude; no entanto, foram os primeiros encontros que serviram de base para que o Papa tomasse essa iniciativa abençoada, que dura até o dia de hoje.

A JMJ foi instituída em 20 de dezembro de 1985. Durante um encontro de Natal, São João Paulo II disse aos cardeais e membros da cúria romana que queria que a JMJ acontecesse todos os anos no Domingo de Ramos como um encontro de dioceses e também a cada dois ou três anos como um encontro internacional, em um lugar estabelecido por ele.

Retrospectiva JMJ:

1985 – ROMA, ITALIA – JOHN PAUL II
Na opinião de muitos, a JMJ é a mais bela invenção do Papa João Paulo II. Mas ele afirmou que “não são os próprios jovens que inventaram o Dia Mundial da Juventude.”

1987 – BUENOS AIRES, ARGENTINA – JOHN PAUL II
John Paul II assinalou que os jovens são os protagonistas de uma esperança duplo para a sua juventude, a esperança da Igreja; e estar na América Latina, um continente de esperança.

1989 – SANTIAGO DE COMPOSTELA, ESPANHA – JOÃO PAULO II
Os peregrinos em Santiago de Compostela rezaram pela paz confessando que Jesus Cristo é “o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14,6). Dois meses depois, caiu o muro de Berlim e a JMJ seguinte, em 1991, aconteceu numa Polônia completamente livre.

1991 – CZĘSTOCHOWA, POLÔNIA – JOÃO PAULO II
A canção “Abba, Ojcze” (Abba, Pai) foi uma das favoritas de João Paulo II. Até hoje nenhuma música ganhou tanta popularidade quanto essa, que une os cristãos durante outros encontros com o santo Padre em todo o mundo e é cantada durante as peregrinações.

1993 – DENVER, ESTADOS UNIDOS – JOÃO PAULO II
Foi na cidade de Denver onde se celebrou pela primeira vez a Via Sacra pelas ruas da cidade, uma tradição da JMJ.

1995 – MANILA, FILIPINAS – JOÃO PAULO II
O encontro dos jovens com o Papa em Manila em 1995 foi registrado no livro dos recordes Guinness como a maior concentração de pessoas da história.

1997 – PARIS, FRANÇA – JOÃO PAULO II
Durante a reunião do Papa com os jovens em Paris em 1997, mais de meio milhão de jovens de mãos dadas fizeram uma corrente de fraternidade, rodeando assim a capital da França.

2000 – ROMA, ITÁLIA – JOÃO PAULO II
Para celebrar o Sacramento da Reconciliação, foram colocados trezentos confessionários perto do Circo Máximo, nos quais atendiam diariamente dois mil padres.

2002 – TORONTO, CANADÁ – JOÃO PAULO II
Em fevereiro de 2002 a cruz peregrina foi colocada no marco zero das ruínas do World Trade Center em Nova Iorque.

2005 – COLÔNIA, ALEMANHA – BENTO XVI
O hino “Jesus Christ, You Are My Life” (Jesus Cristo, Você É Minha Vida), escrito especialmente para a visita do Papa à Alemanha, ganhou popularidade de maneira rápida e passou a ser o hino extraoficial dos encontros da JMJ.

2008 – SYDNEY, AUSTRÁLIA – BENTO XVI
A JMJ de Sydney foi o primeiro encontro de jovens que envolveu meios de comunicação modernos, como canais no Youtube e páginas no Facebook.

2011 – MADRI, ESPANHA – BENTO XVI
Para terminar a JMJ de Madri, foi organizado um encontro vocacional do Caminho Neocatecumenal, do qual participaram duzentas mil pessoas. Durante o encontro, Kiko Argüello dirigiu-se aos jovens: “Se algum irmão ou irmã aqui presente sentir que o Senhor o chama, para que dê a vida por Cristo, que se levante”. Cerca de cinco mil rapazes e três mil moças levantaram-se e dirigiram-se aos bispos para receberem a bênção para o caminho da vocação religiosa.

2013 – RIO DE JANEIRO, BRASIL – FRANCISCO
A consciência ecológica dos peregrinos da JMJ surpreendeu os serviços de limpeza da cidade do Rio de Janeiro. Em vez de lixo espalhado pela praia, como acontece depois dos grandes eventos na cidade, a Comlurb (Companhia Municipal de Limpeza Urbana do Rio) encontrou o lixo todo segregado, amarrado em sacos plásticos e depositado nos lugares indicados.

2016 – CRACÓVIA, POLÔNIA – FRANCISCO
Do mesmo modo que seus predecessores São João Paulo II e o Papa Emérito Bento XVI, o Papa Francisco, do balcão do palácio do Arcebispado de Cracóvia, dirigiu algumas palavras aos presentes no seu primeiro encontro com os jovens da JMJ. Além disso, a Virgem da Medalha Milagrosa e uma rosa acompanharam o Papa Francisco durante seu percurso pelas ruas polonesas a bordo do papamóvel.

 

Dia da Postulante Pia Discípula

Hoje as Irmãs Pias Discípulas celebram o dia da Postulante. Mas o que é isso? Postulante (do Latim: postulare, perguntar) originalmente significou alguém que fazia um pedido ou demanda; portanto, um candidato. O uso do termo agora é restrito aos que solicitam admissão na ordem religiosa; durante o período de tempo que antecede o ingresso no noviciado.

Nas Pias Discípulas, este período pode durar de 1 a 2 anos. Depende muito da caminhada de cada jovem na sua formação pessoal.

Agora, por que hoje, dia 21 de novembro, memória da Apresentação de Nossa Senhora? Na circular da Madre Geral, Ir. Micaela Monetti, explica a ligação deste dia com a memória dos inícios. Pe. Tiago Alberione convidou duas jovens, Escolástica e Metilde, para dar início a sua fundação. Elas atenderam ao chamado do fundador e colocaram-se como Maria na escuta, para entender o novo projeto de Deus sobre as suas vidas para toda a Igreja.

No Brasil, nós temos duas jovens postulantes. Elas moram no Distrito de Jacará, Cabreúva, SP. A Olga é do Rio Grande do Norte e a Indyanara é de Salto, SP. Acompanha na formação a ir. Juceli Mesquita.

Abaixo a carta circular da Madre Geral:

Queridas irmãs,
aproxima-se a conclusão do ano litúrgico e é tempo de balanço. Uma conclusão que, no ritmo comum da vida, abre a um novo início, um princípio de ano novo, tempo de esperança. Recomeçar não se dá por descontado: é graça, sinal inequívoco do cuidado de Deus por cada um de nós. E é nesta graça do início que desejo celebrar com vocês o evento do 21 de novembro de 1923, quando Padre Alberione “coloca à parte” para uma missão específica Úrsula Rivata e Metilde Gerlotto: o botão da nossa Congregação na Igreja e na Família Paulina, como o rebento de figo, tenro, em cuja presença, na leitura sapiencial dos sinais, se pode afirmar com esperança: “O tempo dos frutos está próximo” (cf. Mc 13, 28).

Voltando com a mente a estes inícios Madre Escolástica, em suas recordações escritas em 1964, narra: “Um dia o Sr. Teólogo veio à cozinha onde eu estava em ajuda à cozinheira. Chamou-me à parte e entregou-me o livro “As mulheres no Evangelho”, acrescentando que me demorasse mais tempo na Adoração, até mesmo uma hora a mais. (…) Parece que o Primeiro Mestre tivesse certa pressa neste caso e depois de alguns dias me perguntou se tinha terminado o livro, porque Ele entendia, depois daquela leitura, explicar a missão das Pias Discípulas em relação a Jesus Mestre”.

Assim, desde o início, é claro que as Pias Discípulas são a atualização das mulheres que, como narram os Evangelhos, seguiam Jesus desde a Galileia: um discipulado feminino incomum e profético. Seguem Jesus Mestre porque foram por ele curadas, saradas, perdoadas, tocadas no profundo da própria vida pela força recriadora do Filho de Deus. Por isso vivem no seu seguimento e exercem a diaconia com o bem da própria vida, pela presença curada e guardiã da novidade que Jesus trás consigo, na pequena comunidade cristã e nas comunidades de todos os tempos (cf. Lc 8,1-3; 23,54–24,10).

Um discipulado não genérico, mas feminino com características claras, reconhecidas desde os primeiros anos da vida da Igreja. Mulheres do Evangelho, hoje, que recebem, através da experiência carismática de Padre Alberione, a indicação clara da Presença do Vivente, hoje e sempre. A diaconia das Pias Discípulas é orientada prioritariamente a Jesus, Presente e Vivo hoje, na Eucaristia, na Oração litúrgica da comunidade cristã, no exercício do Sacerdócio da Nova Aliança em todos os batizados e nos ministros ordenados. Estes são os lugares por excelência da nossa diaconia na Igreja, em cada País, segundo um carisma específico. A aprovação pontifícia, de fato, confirmou seu caráter universal e a eficácia apostólica (cf. RV 5). Fomos aprovadas para isto e, em todo o mundo, o Povo fiel de Deus espera uma contribuição profética das nossas comunidades.

É um imenso campo de apostolado que pede para direcionar nossas energias de mente, de coração, de forças físicas e de vontade sem dispersá-las em mil riachos de iniciativas pessoais ou eclesiais genéricas, embora dignas. Se nós negligenciamos as áreas específicas da nossa missão para responder a chamadas urgentes ou emergentes de Bispos ou de igrejas particulares, falhamos a uma entrega e, sobretudo, o povo de Deus será empobrecido.
Em resposta aos chamados capitulares, para deixar fluir a vida que sentimos pulsar em nós e ao nosso redor, com frequência nos deixamos desorientar buscando novas fronteiras ou novos desenhos. Em verdade, na escuta profunda da Palavra do Senhor, em obediência à entrega carismática de Padre Alberione, no discernimento comunitário sabemos reconhecer a Fonte da Vida que flui em nós e que queremos deixar fluir no território onde vivemos: é Jesus Mestre, o Caminho a Verdade e a Vida do mundo. E esta missão, belíssima e inconfundível, tem como destinatários cada pessoa que deseja o bem e que está em busca de um significado autêntico de vida: criança, jovem, adulto ou ancião; de qualquer extração social – indigente e abastado – e aberta à perspectivas ecumênicas ed interreligiosas. Mas é sobretudo a evidência de uma vida transformada pelo encontro com Jesus, partilhada e guardada na comunidade de discípulas que se torna missão acreditável.

Enquanto desejo, também em nome das irmãs do governo geral, um bom ano litúrgico novo para caminhar juntas na novidade de vida, nos confiamos à proteção do Beato Tiago Alberione. A celebração do aniversário de sua morte, 26 de novembro, seja ocasião para dar razão de sua inspiração profética à Igreja e dar visibilidade a seu sonho de ser uma Família que representa Jesus Caminho Verdade e Vida no mundo, segundo o coração do Apóstolo Paulo.

Ouviremos a voz de quem vive nas periferias geográficas para dar passos, pequenos mas orientados, à unidade e à missão. Invocamos a proteção de Maria SS. que honramos no mistério de sua Apresentação ao templo, prelúdio de uma doação total de si.

XVIII Congresso Eucarístico Nacional

Na noite da última segunda-feira, 12/11, a Arquidiocese de Olinda e Recife iniciou a contagem regressiva para a realização do XVIII Congresso Eucarístico Nacional. Na data que demarca precisamente o espaço de dois anos para o Congresso Eucarístico Nacional de 2020, foi lançado na igreja matriz do Espinheiro, Recife, o evento, com uma solene celebração Eucarística presidida pelo arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido. O lançamento apresentou aos fiéis e religiosos a logomarca do Congresso, o Hino e a Oração oficial.

O Apostolado Litúrgico se alegra com a participação ativa nesta preparação deste Congresso Eucarístico. A logo escolhida e apresentada foi desenvolvida pelo setor de Arquitetura do Apostolado Litúrgico.

A ir. Paula Carlos de Souza estava na Celebração de abertura das preparações para o Congresso Eucarístico de 2020 e representou as Irmãs Pias Discípulas do Divino Mestre na apresentação da logo. Com o texto da Ir. Laíde Sonda, ela apresentou a logo:

“Caros Irmãos e Irmãs, hoje iniciamos a nossa jornada rumo ao XVIII Congresso Eucarístico Nacional, sediado neste chão, entre nós, em nós. O tema escolhido, “Pão em todas as mesas”, chama a nossa atenção para a finalidade última da Eucaristia: que o pão e o vinho partilhados na Ceia do Senhor, frutifiquem no “pão nosso de cada dia”, na mesa das casas, no cotidiano do povo. É com este sonho bem presente que o Congresso Eucarístico se propõe a revisitar o jeito de celebrar a Eucaristia, conforme os gestos de Jesus, e aprofundar o seu sentido à luz da sua e da nossa páscoa.
Pão e cálice lembram que a Eucaristia é “Pão que alimenta e que dá vida e Vinho que nos salva e dá coragem” oferecidos a Deus por todo povo, que unidos em um único corpo celebra o mistério pascal de Cristo, conforme nos diz o Concílio Vaticano II em seu documento sobre a Sagrada liturgia e confirmamos quando rezamos a V Oração Eucarística.
O círculo nos recorda a mesa que revela a igualdade fundamental entre os que creem. “Participando do corpo e do sangue do Senhor, a comunidade se torna um só corpo” é a prece que fazemos quando rezamos II Oração Eucarística. A Igreja, corpo místico de Cristo, ainda se manifesta no louvor e na Ação de Graças da comunidade, que de braços erguidos entoam o Cântico Novo e fazem memória da morte e ressurreição do Senhor, aqui simbolizados na cruz que se forma no detalhe do pão. A composição desses elementos, associados a intensidade da cor, nos faz recordar de que Cristo é o Sol da justiça, que nos guiará na claridade da sua luz em nossa preparação e vivência do Congresso Eucarístico.
A água, símbolo da vida, nos recorda o nosso batismo e nos conduz a fonte da vida nova que se dá em Cristo e no seu Espírito. A ponte evoca a cidade do Recife, que sedia o Congresso, e o mundo urbano, com seus desafios e anseios de justiça e Paz. Ainda nos convoca a transpormos as barreiras que nos impedem de sermos irmãos e irmãs.
O conjunto dos elementos em seu movimento que nos recorda um espiral, nos indica que a Eucaristia move a Igreja a sair de si, das zonas de conforto, para alcançar as periferias existenciais, tão lembradas pelo Papa Francisco.
Em síntese, a logomarca enfatiza a Eucaristia; ação da Igreja reunida ao redor da mesa, fazendo o que Jesus fez.
Concluindo esta apresentação, em nome de todas as Irmãs Pias Discípulas do Divino Mestre, em especial daquelas que compõe o nosso setor de criação e arte, manifesto a nossa gratidão, pela possiblidade de desenvolver e de vos apresentar a Logomarca que identificará o XVIII Congresso Eucarístico Nacional. Somos gratas!”

Continuamos nossa comunhão com toda a Igreja de Recife nesta preparação ao 18° Congresso Eucarístico Nacional.

Festa de Jesus Mestre e votos dos Amigos do Divino Mestre

A festa de Jesus Mestre no último Domingo de outubro de 2018 foi um marco na história das Pias Discípulas do Divino Mestre no Brasil. Além de reunir a Família Paulina que celebra o centro e fundamento da espiritualidade paulina dada pelo fundador, Pe. Tiago Alberione, os primeiros cooperadores paulinos das Pias Discípulas fizeram os seus primeiros votos.

Os Amigos do Divino Mestre é o nome dado para os Cooperadores Paulinos ligados às Pias Discípulas. São leigos e leigas que colaboram e assumem em viver, de acordo com seu estado de vida, os valores e espiritualidade da instituição que estão ligados, no caso, as Pias Discípulas. Amigos do Divino Mestre que moram em Manaus, Rio de Janeiro, São Paulo, Recife assumiram com os votos de viverem a espiritualidade paulina e cooperarem na missão de viver e anunciar Jesus Mestre, Caminho, Verdade e Vida, com o carisma específico das Pias Discípulas.

Bendizemos a Deus que continua a chamar pessoas para manter vivo o carisma paulino.

Homilia da Missa de canonização de Paulo VI, Dom Óscar Romero e outros cinco Beatos

Jesus não Se contenta com uma «percentagem de amor»: não podemos amá-Lo a vinte, cinquenta ou sessenta por cento. Ou tudo ou nada”, disse o Papa em sua homilia, recordando que Paulo VI continua hoje a exortar-nos, “juntamente com o Concílio de que foi sábio timoneiro, a que vivamos a nossa vocação comum: a vocação universal à santidade; não às meias medidas, mas à santidade.

Cidade do Vaticano – Notícia do Vatican News

Neste domingo, 14 de outubro, o Papa Francisco presidiu na Praça São Pedro a cerimônia de canonização dos Beatos Paulo VI, Dom Oscar Romero, Francisco Spinelli, Vicente Romano, Maria Catarina Kasper, Nazária Inácia e Núncio Sulprizio. Eis sua homilia na íntegra:

“A segunda Leitura disse-nos que «a palavra de Deus é viva, eficaz e cortante» (cf. Heb 4, 12). É mesmo assim: a Palavra de Deus não é apenas um conjunto de verdades ou uma história espiritual edificante. Não! É Palavra viva que toca a vida, que a transforma. Nela, Jesus pessoalmente – Ele que é a Palavra viva de Deus – fala aos nossos corações.

Particularmente o Evangelho convida-nos a ir ao encontro do Senhor, a exemplo daquele «alguém» que «correu para Ele» (cf. Mc 10, 17). Podemo-nos identificar com aquele homem, de quem o texto não diz o nome parecendo sugerir-nos que pode representar cada um de nós. Ele pergunta a Jesus como deve fazer para «ter em herança a vida eterna» (10, 17). Pede vida para sempre, vida em plenitude; e qual de nós não a quereria?

Mas pede-a – notemos bem – como uma herança a possuir, como um bem a alcançar, a conquistar com as suas forças. De facto, para possuir este bem, observou os mandamentos desde a infância e, para alcançar tal objetivo, está disposto a observar ainda outros; por isso, pergunta: «Que devo fazer para ter…?»

A resposta de Jesus mexe com ele. O Senhor fixa nele o olhar e ama-o (cf. 10, 21). Jesus muda-lhe a perspetiva: passar dos preceitos observados para obter recompensas ao amor gratuito e total. Aquele homem falava em termos de procura e oferta; Jesus propõe-lhe uma história de amor. Pede-lhe para passar da observância das leis ao dom de si mesmo, do trabalhar para si ao estar com Ele. E faz-lhe uma proposta «cortante» de vida: «Vende tudo o que tens, dá o dinheiro aos pobres (…), vem e segue-Me» (10, 21).

E Jesus diz também a ti: «Vem e segue-Me». Vem: não fiques parado, porque não basta não fazer nada de mal para ser de Jesus. Segue-Me: não vás atrás de Jesus só quando te apetece, mas procura-O todos os dias; não te contentes com observar preceitos, dar esmolas e recitar algumas orações: encontra n’Ele o Deus que sempre te ama, o sentido da tua vida, a força para te entregares.

E Jesus diz mais: «Vende tudo o que tens, dá o dinheiro aos pobres». O Senhor não faz teorias sobre pobreza e riqueza, mas vai direto à vida. Pede-te para deixar aquilo que torna pesado o coração, esvaziar-te de bens para dar lugar a Ele, único bem. Não se pode seguir verdadeiramente a Jesus, quando se está estivado de coisas. Pois, se o coração estiver repleto de bens, não haverá espaço para o Senhor, que Se tornará uma coisa mais entre as outras. Por isso, a riqueza é perigosa e – di-lo Jesus – torna difícil até mesmo salvar-se.

Não, porque Deus seja severo; não! O problema está do nosso lado: o muito que temos e o muito que ambicionamos sufocam-nos, sufocam-nos o coração e tornam-nos incapazes de amar. Neste sentido, São Paulo recorda-nos que «a raiz de todos os males é a ganância do dinheiro» (1 Tim 6, 10). Quando se coloca no centro o dinheiro, vemos que não há lugar para Deus; e não há lugar sequer para o homem.

Jesus é radical. Dá tudo e pede tudo: dá um amor total e pede um coração indiviso. Também hoje Se nos dá como Pão vivo; poderemos nós, em troca, dar-Lhe as migalhas? A Ele, que Se fez nosso servo até ao ponto de Se deixar crucificar por nós, não Lhe podemos responder apenas com a observância de alguns preceitos. A Ele, que nos oferece a vida eterna, não podemos dar qualquer bocado de tempo. Jesus não Se contenta com uma «percentagem de amor»: não podemos amá-Lo a vinte, cinquenta ou sessenta por cento. Ou tudo ou nada.

Queridos irmãos e irmãs, o nosso coração é como um íman: deixa-se atrair pelo amor, mas só se pode apegar a um lado e tem de escolher: amar a Deus ou as riquezas do mundo (cf. Mt 6, 24); viver para amar ou viver para si mesmo (cf. Mc 8, 35). Perguntemo-nos de que lado estamos nós… Perguntemo-nos a que ponto nos encontramos na nossa história de amor com Deus… Contentamo-nos com alguns preceitos ou seguimos Jesus como enamorados, prontos verdadeiramente a deixar tudo por Ele?

Jesus pergunta a cada um e a todos nós como Igreja em caminho: somos uma Igreja que se limita a pregar bons preceitos ou uma Igreja-esposa, que pelo seu Senhor se lança no amor? Seguimo-Lo verdadeiramente ou voltamos aos passos do mundo, como aquele homem? Em suma, basta-nos Jesus ou procuramos as seguranças do mundo? Peçamos a graça de saber deixar por amor do Senhor: deixar riquezas, deixar sonhos de cargos e poderes, deixar estruturas já inadequadas para o anúncio do Evangelho, os pesos que travam a missão, os laços que nos ligam ao mundo.

Sem um salto em frente no amor, a nossa vida e a nossa Igreja adoecem de «autocomplacência egocêntrica» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 95): procura-se a alegria em qualquer prazer passageiro, fechamo-nos numa tagarelice estéril, acomodamo-nos na monotonia duma vida cristã sem ardor, onde um pouco de narcisismo cobre a tristeza de permanecermos inacabados.

Aconteceu assim com aquele homem que – diz o Evangelho – «retirou-se pesaroso» (10, 22). Ancorara-se aos preceitos e aos seus muitos bens, não oferecera o coração. E, embora tivesse encontrado Jesus e recebido o seu olhar amoroso, foi-se embora triste. A tristeza é a prova do amor inacabado. É o sinal dum coração tíbio. Pelo contrário, um coração aliviado dos bens, que ama livremente o Senhor, espalha sempre a alegria, aquela alegria de que hoje temos tanta necessidade.

O Santo Papa Paulo VI escreveu: «É no meio das suas desgraças que os nossos contemporâneos precisam de conhecer a alegria e de ouvir o seu canto» (Exort. ap. Gaudete in Domino, I). Hoje, Jesus convida-nos a voltar às fontes da alegria, que são o encontro com Ele, a opção corajosa de arriscar para O seguir, o gosto de deixar tudo para abraçar o seu caminho. Os Santos percorreram este caminho.

Fê-lo Paulo VI, seguindo o exemplo do Apóstolo cujo nome assumira. Como ele, consumiu a vida pelo Evangelho de Cristo, cruzando novas fronteiras e fazendo-se testemunha d’Ele no anúncio e no diálogo, profeta duma Igreja extroversa que olha para os distantes e cuida dos pobres. Mesmo nas fadigas e no meio das incompreensões, Paulo VI testemunhou de forma apaixonada a beleza e a alegria de seguir totalmente Jesus. Hoje continua a exortar-nos, juntamente com o Concílio de que foi sábio timoneiro, a que vivamos a nossa vocação comum: a vocação universal à santidade; não às meias medidas, mas à santidade.

É significativo que, juntamente com ele e demais Santos e Santos hodiernos, tenhamos D. Óscar Romero, que deixou as seguranças do mundo, incluindo a própria incolumidade, para consumir a vida – como pede o Evangelho – junto dos pobres e do seu povo, com o coração fascinado por Jesus e pelos irmãos. E o mesmo podemos dizer de Francisco Spinelli, Vincente Romano, Maria Catarina Kasper, Nazária Inácia de Santa Teresa de Jesus e também do nosso jovem napolitano (ndr – do Abruzzo) Núncio Sulprizio: o santo jovem, corajoso, humilde, que soube encontrar Jesus no sofrimento, no silêncio e na oferta de si mesmo. Todos estes Santos, em diferentes contextos, traduziram na vida a Palavra de hoje: sem tibieza, nem cálculos, com o ardor de arriscar e deixar tudo. Irmãos e irmãs, que o Senhor nos ajude a imitar os seus exemplos!”

NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO APARECIDA

Na segunda quinzena de outubro de 1717, no Rio Paraíba, onde mais tarde recebeu o nome de Aparecida, três pescadores, Filipe Pedroso, Domingos Garcia e João Alves, tentavam pescar a noite toda e nada conseguiam. Mas era uma ordem, um decreto: o Conde de Assumar ia passar por ali e queria experimentar os peixes do Rio Paraíba, que na língua indígena significa, “rio ruim de peixes” e numa época ruim de peixes, mas continuavam tentando porque acreditavam em Deus e, de repente, ao lançarem sua rede para pescar, colheram o corpo de uma imagem. “Vejam é um santo! Mas que santo é? Está sem a cabeça.” Enquanto tentavam descobrir, a barca foi descendo. Cerca de 100 metros para baixo, resolvem lançar a rede novamente e, mesmo sendo um grande rio, colhem a cabecinha da imagem e colocando ao seu corpo, reconhecem: “É a Imaculada Conceição!” Eles que confiavam tanto em Nossa Senhora, decidem lançar as redes novamente. E estas saem abarrotadas de peixes.

O Milagre da Pescaria se repete. Quando tinha acontecido antes? Na ressurreição de Jesus, quando os apóstolos desanimados pela sua morte, tinham voltado às antigas atividades e, após tentar pescar a noite toda, quando chegam à beira do lago, veem um moço, que a princípio não reconhecem que era o Cristo Ressuscitado. E Jesus pede que lancem as redes para o outro lado da barca no mais profundo e, lançando, saem abarrotadas de peixes. Essa semelhança nos mostra que este milagre acontecido nas águas do Rio Paraíba foi um milagre realizado lá no céu por Cristo Ressuscitado, a pedido de sua mãe, Nossa Senhora. Por isso, no encontro da imagem de Nossa Senhora. Desta forma percebemos que Nossa Senhora continua atenta aos nossos apuros, como foi nas bodas de Caná. Continua intercedendo à Jesus por nós e Jesus continua sendo um bom filho e atendendo ao pedido da mãe. Nisso vemos a força que tem a intercessão de Nossa Senhora. Nas bodas de Caná, Jesus até antecipa o momento de realizar o seu primeiro milagre e nas águas do Rio Paraíba, vemos que continua atendendo a intercessão de sua mãe. Nestes acontecimentos, Maria também nos ensina a estarmos sempre atentos às necessidades de nossos irmãos e, sem esperar que nos peçam, gratuitamente, sem esperar nada em troca, oferecermos a nossa ajuda, o nosso socorro.

A imagem de Nossa Senhora aparecida no Rio Paraíba é uma imagem de negra cor e é encontrada na época da escravidão dos negros. Assim, vemos Nossa Senhora confirmando a mensagem de Jesus, que pede o fim da escravidão, o fim de qualquer preconceito, de qualquer discriminação, de qualquer marginalização, de qualquer opressão. Quer sejamos brancos ou negros, sulinos ou nordestinos, católicos ou protestantes, homem ou mulher, somos todos iguais, filhos do mesmo Pai.

Esta imagem encontrada no Rio Paraíba, não é uma imagem caída do céu, mas é uma imagem feita de barro paulista, portanto feita por pessoas humanas. Ou seja, até aquele momento, não tinha nada de especial naquela imagem. Era apenas uma imagem quebrada e jogada no rio. A partir daquele momento Deus quis usar daquele singelo sinal para ser um grande sinal, reunindo todos os anos milhões de pessoas em Aparecida e em diversas igrejas que a tem como padroeira, ajudando a estas pessoas a se aproximarem mais de Deus, passarem pelo sacramento da Reconciliação e se fortalecerem na sua fé.

A imagem encontrada no Rio Paraíba, não foi encontrada com coroa e nem com o manto azul, mas com o seu manto que já faz parte da própria imagem. E olhando ela assim, sem o manto azul e de perfil, dá para perceber que é uma imagem de Nossa Senhora levemente grávida, ou seja, no inicio de uma gravidez. Portanto Nossa Senhora que nos traz Jesus no seu ventre. Maria continua nos apontando a Jesus e pedindo que façamos tudo o que ele nos disser. Maria é a ponte que nos conduz a Jesus e nos ajuda a sermos verdadeiros cristãos. Portanto nós como verdadeiros católicos, não precisamos de falsas pontes que dizem ser o caminho seguro para o cristianismo, mas nos conduzem para a construção do ódio, da violência, do desejo de atirar e matar a outros irmãos, ou seja, nos conduzem para o caminho oposto ao de Jesus, nos conduzem para o precipício, para a morte, para o inferno. Maria nos mostra sempre o caminho de Jesus que ensina com a Palavra e com o Testemunho que a construção da Vida Eterna passa pela prática da humildade, do amor e do perdão. No alto da cruz, Jesus é capaz de pedir a Deus que perdoe seus malfeitores e ali mesmo, diante do pedido de Dimas que era um dos ladrões que estava crucificado ao seu lado, Jesus garante a ele que naquele mesmo dia estaria com Ele no Paraíso. Aí temos o primeiro santo canonizado pelo próprio Jesus e que era um pecador, um ladrão. Aí percebemos o quanto é grande a misericórdia de Deus por nós. E Maria é a nossa mãe de misericórdia.

Após aquela pescaria, a imagem encontrada ficou 15 anos na casa do Filipe Pedroso e depois ele passou para seu filho Atanásio Pedroso que construiu um pequeno oratório onde a vizinhança se reunia todos os sábados para rezar. Onze anos depois, com a ocorrência de milagres e a divulgação da devoção à Nossa Senhora Aparecida, como começou a ser chamada pelo povo, foi inaugurado a primeira Capela. Como esta, com o passar dos anos, não comportasse mais o número de devotos, iniciou-se 97 anos depois a construção de um novo templo que foi inaugurado em 1888 e alguns anos depois foi elevado à dignidade de “Episcopal Santuário de Nossa Senhora Aparecida”. Em 1904, por ordem do Papa Pio X, a imagem foi solenemente coroada e em 1908 foi concedido ao santuário o título de Basílica Menor. Em 1930 o Papa Pio XI declarou e proclamou Nossa Senhora Aparecida Padroeira do Brasil “para promover o bem espiritual dos fiéis e aumentar cada vez mais a devoção à Imaculada Mãe de Deus”. Assim ela recebe o manto azul que tem a bandeira do Brasil e também a bandeira do Vaticano, mostrando que Nossa Senhora é a mãe da Igreja e é a padroeira do Brasil. Em 1967, o Papa Paulo VI homenageou Nossa Senhora Aparecida com uma “Rosa de Ouro”. Em 1952 iniciou-se a construção da nova Basílica Nacional de Nossa Senhora Aparecida, solenemente dedicada pelo Papa João Paulo II em 1980.

Outro detalhe na imagem de Nossa Senhora Aparecida, são as suas mãos postas, em oração. Ela nos ensina que devemos rezar sempre. Em 1978 quando a imagem ainda ficava na Antiga Basílica, um louco protestante aproximou onde a imagem estava, quebrou o vidro e quando os guardas se aproximaram, jogou-a com força no chão e ela se quebrou em um montão de pedacinhos, sendo depois toda restaurada. Mas um fato chamou a atenção nesse acontecimento: mesmo a imagem tendo se quebrada por inteiro, as suas mãozinhas postas, mesmo minúsculas, não se quebraram. Deus também quis nos falar nesse acontecimento: Aconteça o que acontecer em nossa vida, pode quebrar tudo, podemos perder tudo o que tivermos, até mesmo toda família, jamais devemos perder a nossa fé. E Maria nos dá esse testemunho: mesmo vendo seu único filho morrer pregado na cruz, ela não perdeu a fé. Pelo contrário, ela e outras mulheres foram quem reuniram novamente os apóstolos que já tinham perdido as esperanças na ressurreição. Assim, Nossa Senhora nos ajuda a entender que o nosso único caminho de salvação é o caminho de Jesus. Ele é o verdadeiro messias, o nosso Salvador. Que a nossa Segurança e a nossa Força estejam sempre em Jesus. E confiando unicamente na sua Palavra, sigamos o seu exemplo e sejamos também nós defensores da vida e construtores do Reino de Deus na prática do amor fraterno. Que Nossa Senhora Aparecida interceda a Jesus por cada um de nós e especialmente pelo nosso Brasil, para que sejamos um povo mais irmão, fraterno e justo e fiel no seguimento à Jesus! Amém!

Pe. Luiz Carlos Treider CSsR

Missionário Redentorista

São João da Boa Vista – SP

 

Apostolado Litúrgico lança o site

O site Apostolado Litúrgico lançou seu novo site. Desde 2013, a loja online seguia o mesmo layout e proposta de e-commerce. Neste ano de 2018, a renovação foi total na proposta visual e também como comunicação.

Apesar de usar o mesmo domínio, apostoladoliturgico.com.br, o site do Apostolado Litúrgico agora faz parte de um novo conceito de portal. Ele está dentro do pddm.org.br que reúne todas as formas apostólicas das Irmãs Pias Discípulas do Divino Mestre.

O site está com algumas novidades e possibilidades já comuns, mas que com a plataforma anterior não era possível. O site do Apostolado Litúrgico está com uma promoção de lançamento até 10 de novembro de 2018: todo o site com 15% de desconto. Para conseguir o desconto, é obrigatório o cadastramento no site. Alem disto, há camisas com 30% de desconto. Os descontos não são cumulativos e são válidos somente no site.

 

 

Junioristas Pias Discípulas: itinerário formativo

As irmãs junioristas Pias Discípulas que estão para fazer os votos perpétuos no próximo ano estão reunidas em Roma para um trimestre de formação espiritual. Aqui do Brasil estão as irmãs Danielle e Selma. São irmãs de 8 nações reunidas para partilhar a vida e aprofundar no conhecimento do carisma e missão das Pias Discípulas.

No processo de redesenho da presença da Congregação no mundo, este projeto pode ser uma forma dos novos rostos conhecerem as diversas realidades e culturas. Esta semana está marcada pelo retorno às fontes. As jovens irmãs visitam os lugares onde o Bem Aventurado Tiago Alberione e sua numerosa Família Paulina iniciaram esta resposta de amor ao chamado do Mestre Divino, Caminho, Verdade e Vida.

Renovamos a comunhão com as jovens junioristas.

O livro da Sabedoria

Acima uma reflexão sobre o livro da Sabedoria, livro da Justiça e Teologia Política com a ir. Tea Frigério, do CEBI. Esta entrevista feita pelo Frei Gilvander, no dia 19 de agosto de 2018. Colabora na compreensão do livro da Sabedoria a partir da vida do povo.

Livro da Sabedoria – O conhecimento de Deus. Luiz José Dietrich em entrevista a frei Gilvander. 19/8/2018.
Com o Concílio Vaticano II houve uma grande valorização da Bíblia, com o Documento DEI VERBUM (Palavra de Deus). O Concílio, além de pedir à Igreja que colocasse a Bíblia no centro de todas as suas ações, sugeriu ainda que a Bíblia voltasse para as mãos do povo e, assim, a Bíblia foi encontrando novamente seu espaço no centro das comunidades. Portanto, foi desse movimento gerado a partir do Concílio Vaticano II, que nasceu o Mês da Bíblia.
A primeira celebração do Mês da Bíblia no Brasil aconteceu em 1971, em Belo Horizonte, por ocasião do cinquentenário da Arquidiocese de Belo Horizonte. E essa celebração foi levada adiante com a colaboração efetiva do Serviço de Animação Bíblica – SAB. O mês de setembro foi escolhido pelo fato de que no dia 30 de setembro a Igreja celebra São Jerônimo, grande estudioso da Bíblia e tradutor da Bíblia para o latim, a Vulgata.
Cada ano, o Mês da Bíblia é marcado por um tema que convida à leitura, ao estudo e à reflexão de um livro bíblico. Nesse ano de 2018, o Mês da Bíblia nos convida a conhecer melhor o Livro da Sabedoria e tem como tema: “Para que n’Ele nossos povos tenham vida”; e com o lema: “A Sabedoria é um espírito amigo do ser humano” (Sb 1,6).
Nesse vídeo, frei Gilvander Moreira, da CPT, das CEBs e biblista do CEBI, entrevista Luiz José Dietrich, também biblista do CEBI, que nos ajuda a compreender melhor o Livro da Sabedoria, especificamente no que está registrado nos capítulos 13, 14 e 15, que falam sobre “O Conhecimento de Deus”. Uma abordagem contundente que merece e deve ser acompanhada com atenção para que possamos nos conscientizar melhor do que seja verdadeiramente conhecer Deus, seguir Jesus de Nazaré e no que implica, de fato, esse seguimento.
*Edição de Nádia Oliveira, da Equipe de Comunicação da CPT-MG. Brasília, DF, 19/8/2018.
* Inscreva-se no You Tube, no Canal Frei Gilvander Luta pela Terra e por Direitos, no link: https://www.youtube.com/user/fgilvander, acione o sininho, receba as notificações de envio de vídeos e assista a diversos vídeos de luta por direitos sociais. Se assistir e gostar, compartilhe. Sugerimos. #FreiGilvander

Propostas de leitura para aprofundamento do livro da Sabedoria

Neste mês da bíblia, as comunidades são convidadas a celebrar e refletir o livro da Sabedoria. Tanto a CNBB quanto a Editora Paulinas com o CEBI lançaram um livro que ajuda no aprofundamento do bíblico comunitário.

Abaixo os links das duas propostas:

Livro para aprofundamento Bíblico Paulinas

Subsídios para profundamento Bíblico CNBB

A temática deste ano é “Para que n’Ele nossos povos tenham vida – A sabedoria é um espírito amigo do ser humano”. Ou seja, a Sabedoria é uma expressão da amizade de Deus por nós, seres humanos. Este livro nos ajudará no aprofundamento da Sabedoria.

Segundo o texto base que auxilia na leitura e estudo da primeira parte literária do Livro da Sabedoria (Sb 1, 1-6,21), o objetivo principal da motivação deste estudo é uma adequada compreensão do texto de forma comunitária e individual.

Por ser um livro pouco conhecido e pouco lido, além de estar ausente na Bíblia dos protestantes, o estudo individual e comunitário auxiliará na visão mais completa do livro e, por conseguinte, ajudará na melhor compreensão da sua mensagem.

Outro livro que pode ajudar no processo de estudo é do Frei Carlos Mesters e Franciso Orofino. O valor é super em conta: apenas R$ 3,80 e a linguagem é fácil, clara e objetiva. Ele traz uma explicação da deste bramo proposto para este mês da Bíblia. Abaixo o link para compra.

A Sabedoria de Deus: A ação divina em defesa da vida