Reanima o dom de Deus

As irmãs junioristas da província Brasil das Irmãs Pias Discípulas do Divino Mestre se reuniram no Jardim Divino Mestre, neste feriado de Carnaval. Ir. Danielle, Ir. Natali, Ir Romilda e Ir. Neideane, juntamente com sua formadora, Ir. Juceli Mesquita e a provincial, ir. Marilez Furlanetto estiveram juntas para partilhar a vida e animar ainda mais a caminhada através do testemunho de cada uma.

Além da partilha da vida, as jovens irmãs aprofundaram textos sobre discernimento vocacional e a escolha essencial pela missão dentro do carisma da congregação.

Louvamos a Deus pela vida das nossas jovens e pelo seu renovado sim.

CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2019

TEMA: FRATERNIDADE
E POLÍTICAS PÚBLICAS

LEMA: “SERÁS LIBERTADO
PELO DIREITO E PELA JUSTIÇA.” (Isaías 1,29)

 

 

Todos os anos, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) apresenta a Campanha da Fraternidade como caminho de conversão quaresmal.

Revestidos pelo Batismo e pela Crisma, Deus nos constituiu como mediadores do Reino da verdade, da graça, da justiça, do amor e da paz. Deus age no mundo transformando-o através do nosso testemunho, do nosso agir, do nosso fazer, mas não sozinhos. Uma andorinha não faz verão. Buscamos uma santidade coletiva. Somos Igreja!

A Quaresma lembra os quarenta dias que Jesus ficou no deserto em jejum e oração se preparando para a sua Paixão, Morte e Ressurreição. Iniciamos a Quaresma com a Quarta-feira de Cinzas, nessa Celebração se dá também a Abertura da Campanha da Fraternidade.

Que o Jejum, a Esmola e a Oração nos coloquem na dinâmica do seguimento de Jesus. O jejum para despertar em nós a fome de Deus e a disponibilidade para saciar a fome dos irmãos. Pela esmola, a partilha, a misericórdia, o cuidado e entrega aos outros. Pela oração, pela escuta, pela meditação nos despertamos para sermos mais de Deus.

Aquele que ama a Deus, ame também o seu irmão. Por isso a Campanha da Fraternidade, mais uma vez neste ano nos leva a olhar a realidade em que vivemos, através do método: VER, JULGAR E AGIR.

Neste ano nos dedicaremos ao serviço amoroso aos irmãos e irmãs através das Políticas Públicas, que é diferente de fazer política.

Políticas Públicas podem ser relacionadas à educação, à saúde, aos direitos humanos, à assistência social, à economia, à zona rural, às mulheres e tantos outros temas, que são as ações do Estado na solicitude para com os mais necessitados.

A Campanha da Fraternidade deste ano convoca de um modo especial os cristãos para serem agentes de transformação da sociedade e sementes do Reino nos Conselhos Paritários de Direitos.

Uma maneira concreta de se viver o que pede a Campanha deste ano é participar dos Conselhos municipais, estaduais e federais, participação dos nossos agentes de pastorais nesses espaços. Procurar saber quais são os Conselhos locais que estão ativos na cidade e quem são as pessoas da nossa Paróquia que fazem parte destes Conselhos Paritários de Direitos.

Se fizermos somente isto já está de bom tamanho a nossa participação ativa na Campanha da Fraternidade deste ano. Fazer bem o pouco que se faz e fazer bem. Basta!

Boa Quaresma, uma santa e feliz Páscoa da Ressurreição de Jesus. Paz!

Pe. José Antonio DalBó Giovannetti, CSsR
Pastoral no Santuário de Nossa Senhora Aparecida,
e superior da Casa Provincial em São Paulo.

Votos perpétuos da irmã Selma Cassimiro

Se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele fica só.
Mas se morre, produz muito fruto.
Jo 12,24

A celebração dos votos perpétuos de Ir. M. Selma Cassimiro dos Santos foi realizada na Capela Divino Mestre, no dia 10 de fevereiro, data que a recordamos a festa dos inícios e comemoramos 95 anos do carisma das Discípulas na Igreja. Presidida pelo Pe. Eliomar Ribeiro, SJ, estiveram presentes a Família Paulina: pe. Luiz Miguel Duarte, atual provincial dos Padres e Irmãos Paulinos, padre José Carlos de Freitas Jr, pe. Nilo Luza e outros Padres e Irmãos Paulinos; a ir. Maria Antonieta Bruscato, provincial das Irmãs Paulinas e irmãs; e Ir. Maria de Fátima Piai, provincial das Pastorinhas e algumas outras irmãs Pastorinhas; Amigos do Divino Mestre; o pe. Joaquim, pároco da comunidade local e outros amigos da ir. Selma.

Na celebração do 5º Domingo do Tempo Comum, no chamado dos primeiros discípulos a lançarem as redes, recordamos também o dia natalício de santa escolástica, a discípula em quem Alberione se inspirou para dar início à comunidade das Discipulas do Divino Mestre. Neste belo dia, acolhemos com alegria os votos perpétuos de Irmã Selma Cassimiro dos Santos.

Histórico da Selma Cassimiro dos Santos

A ir. Selma nasceu na cidade de Ipiaú, interior do estado da Bahia, Brasil, no dia 23 de Março de 1982. É a caçula dos três filhos do casal: João Bispo dos Santos e Otenicia Cassimiro dos Santos. Seus irmãos são Alessandra e Alexsandro (in memorian). Aos 10 anos de idade, com toda a família, foi morar em Salvador, Bahia.

No ano 1997 iniciou sua participação na Paróquia Nossa Senhora da Paz, onde se preparou e recebeu os sacramentos da 1º Eucaristia e Crisma. Ali assumiu a missão de catequista e, como tal, envolveu-se no grupo de jovens. Afirma que em um dos retiros que participou sentiu profundamente o apelo de Deus para uma experiência mais forte com Ele.

Foi assim que em meio às inquietações e dúvidas diante da opção de vida, participou de um show católico e recebeu ali um folheto vocacional das Irmãs. Encantou-se com o nome: Irmãs Pias Discípulas do Divino Mestre. O nome lhe chamou atenção e também os Ícones que ilustravam este folheto vocacioanl: Jesus Mestre (figura central); Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos e de São Paulo. Também havia no tal folheto as figuras de madre Escolástica, primeira irmã Pia Discípula, hoje serva de Deus e do Bem-aventurado padre Alberione, fundador da Família Paulina. Ainda havia uma frase que dizia “com eles no seguimento de Jesus”.

Guardou o folheto e após alguns meses entrou em contato e conheceu a comunidade das Irmãs, em Salvador. Intensificou o processo de discernimento vocacional participando dos encontros promovidos pala comunidade. Depois de algum tempo, sentiu-se chamada a Seguir mais de perto Jesus Mestre, Caminho, Verdade e Vida e pediu para fazer a experiência na Congregação.

Ingressou na Comunidade de Olinda, Pernambuco, no dia 12 de fevereiro de 2005. Após esta primeira experiência fez o Postulantado em Cabreúva, São Paulo. No período de 2009 a 2011 fez o noviciado em Caxias do Sul, onde professou os primeiros votos no dia 14 de Agosto de 2011.

Noviciado das Pias Discípulas: um passo em direção ao Mestre

No dia 09 de fevereiro de 2019, na comunidade Divino Mestre, Caxias do Sul, RS, com a presença da Irmã Marilez Furlanetto, superiora provincial do Brasil, durante a celebração de Laudes, ingressaram no noviciado as jovens Indianara Cristina da Silva Pereira e Olga Taiany da Silva Morais.

O noviciado é um momento de intenso e marca o período da iniciação à vida consagrada como Pia Discípula do Divino Mestre. A noviça é acompanhada de forma progressiva para tomar consciência da vocação da Pia Discípula; para experimentar a vida comunitária e a missão específica segundo a Regra de Vida.

A Congregação, na pessoa da mestra, Ir. Luciana Tonon, acompanha as jovens neste processo orientando e ajudando no discernimento da noviça para viver de modo pleno e gratuito a vocação à vida consagrada.

O noviciando dura dois anos. O primeiro é específico e dedicado ao aprofundamento e assimilação do carisma na comunidade formativa. Indianara e Olga iniciam este primeiro ano. Enquanto isto, as jovens Bianca, Samillis (Brasil), Sara (Itália), Jessica (Venezuela) e Marilina (Argentina) preparam-se para serem enviadas para o período apostólico.

Rezemos por todas elas para que se empenhem no cultivo vital e esponsal com Jesus Mestre, nutridas pelas Palavra de Deus e pela Eucaristia, na oração pessoal, comunitária e litúrgica. Que cresçam na liberdade de coração até a plena configuração com Cristo Mestre.

 

Ingresso no Postulantado das Pias Discípulas do Divino Mestre

No dia 02 de Fevereiro de 2019, na celebração das vésperas do 4º Domingo do Tempo Comum ano C, na capela do Jardim Divino Mestre, Cabreúva, SP, Brasil, as jovens Amira, Argentina, e Belimar, Venezuela, junto com as irmãs presentes e os Amigos do Divino Mestre, celebraram o rito da entrada no postulado.

A celebração foi presidida pela Ir. M. Goretti Medeiros. Após a proclamação do Evangelho, a Ir. M. Marilez Furlanetto, superiora provincial, convidou às jovens para expressar as motivações pelas quais desejam começar este caminho.Logo manifestaram, comunitariamente, o desejo de querer assumir o Postulado como uma etapa formativa, em resposta ao convite que Jesus impele: “Vem e segue-me”. A ir. Marilez acolheu com esperança e carinho o pedido das duas jovens. No final deste rito, as postulantes receberam a medalha de Maria Rainha dos Apóstolos e a Bíblia das mãos das irmãs Marilez e Gloria Bustos, delegada da Argentina.

Terminada a celebração as irmãs e os Amigos do Divino Mestre acolheram às jovens com um fraterno abraço. A festa continuou no refeitório com a partilha de alimentos e alegre convivência. As jovens Amira e Belimar brindaram a todos com lindas canções tocadas com violão e bandolim. Foi um momento muito feliz e descontraído.

Que o Divino Mestre e Maria Rainha dos Apóstolos acompanhem nossas jovens postulantes na sua caminhada.

 

Jornada Mundial da Juventude 2019

A Jornada Mundial da Juventude acontecerá no Panamá. O mundo todo volta seu olhar para a juventude que começa a movimentar-se em direção a este país da América Latina.

A JMJ é um encontro de jovens de todo o mundo com o Papa, em um ambiente festivo, religioso e cultural, que mostra o dinamismo da Igreja e dá testemunho da atualidade da mensagem de Jesus. “É muito mais do que um acontecimento. É um tempo de profunda renovação espiritual, de cujos frutos se beneficia toda a sociedade” (Bento XVI). Trata-se de um meio extraordinário de evangelização para fortalecer a pastoral juvenil. Realiza-se a cada três anos, tendo a última acontecido na cidade de Cracóvia em 2016.

A ideia do evento foi concebida com o objetivo de favorecer o encontro pessoal com Cristo, que muda a vida, e promover a paz, a unidade e a fraternidade dos povos e das nações através da juventude como embaixadora; além de desenvolver processos de nova evangelização destinada aos jovens.

Os primeiros dois encontros, em 1984 e 1985, organizados por ocasião do Ano Santo da Redenção (1983-1984) e do Ano Internacional da Juventude (1985) não podem ser chamados de Jornada Mundial da Juventude; no entanto, foram os primeiros encontros que serviram de base para que o Papa tomasse essa iniciativa abençoada, que dura até o dia de hoje.

A JMJ foi instituída em 20 de dezembro de 1985. Durante um encontro de Natal, São João Paulo II disse aos cardeais e membros da cúria romana que queria que a JMJ acontecesse todos os anos no Domingo de Ramos como um encontro de dioceses e também a cada dois ou três anos como um encontro internacional, em um lugar estabelecido por ele.

Retrospectiva JMJ:

1985 – ROMA, ITALIA – JOHN PAUL II
Na opinião de muitos, a JMJ é a mais bela invenção do Papa João Paulo II. Mas ele afirmou que “não são os próprios jovens que inventaram o Dia Mundial da Juventude.”

1987 – BUENOS AIRES, ARGENTINA – JOHN PAUL II
John Paul II assinalou que os jovens são os protagonistas de uma esperança duplo para a sua juventude, a esperança da Igreja; e estar na América Latina, um continente de esperança.

1989 – SANTIAGO DE COMPOSTELA, ESPANHA – JOÃO PAULO II
Os peregrinos em Santiago de Compostela rezaram pela paz confessando que Jesus Cristo é “o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14,6). Dois meses depois, caiu o muro de Berlim e a JMJ seguinte, em 1991, aconteceu numa Polônia completamente livre.

1991 – CZĘSTOCHOWA, POLÔNIA – JOÃO PAULO II
A canção “Abba, Ojcze” (Abba, Pai) foi uma das favoritas de João Paulo II. Até hoje nenhuma música ganhou tanta popularidade quanto essa, que une os cristãos durante outros encontros com o santo Padre em todo o mundo e é cantada durante as peregrinações.

1993 – DENVER, ESTADOS UNIDOS – JOÃO PAULO II
Foi na cidade de Denver onde se celebrou pela primeira vez a Via Sacra pelas ruas da cidade, uma tradição da JMJ.

1995 – MANILA, FILIPINAS – JOÃO PAULO II
O encontro dos jovens com o Papa em Manila em 1995 foi registrado no livro dos recordes Guinness como a maior concentração de pessoas da história.

1997 – PARIS, FRANÇA – JOÃO PAULO II
Durante a reunião do Papa com os jovens em Paris em 1997, mais de meio milhão de jovens de mãos dadas fizeram uma corrente de fraternidade, rodeando assim a capital da França.

2000 – ROMA, ITÁLIA – JOÃO PAULO II
Para celebrar o Sacramento da Reconciliação, foram colocados trezentos confessionários perto do Circo Máximo, nos quais atendiam diariamente dois mil padres.

2002 – TORONTO, CANADÁ – JOÃO PAULO II
Em fevereiro de 2002 a cruz peregrina foi colocada no marco zero das ruínas do World Trade Center em Nova Iorque.

2005 – COLÔNIA, ALEMANHA – BENTO XVI
O hino “Jesus Christ, You Are My Life” (Jesus Cristo, Você É Minha Vida), escrito especialmente para a visita do Papa à Alemanha, ganhou popularidade de maneira rápida e passou a ser o hino extraoficial dos encontros da JMJ.

2008 – SYDNEY, AUSTRÁLIA – BENTO XVI
A JMJ de Sydney foi o primeiro encontro de jovens que envolveu meios de comunicação modernos, como canais no Youtube e páginas no Facebook.

2011 – MADRI, ESPANHA – BENTO XVI
Para terminar a JMJ de Madri, foi organizado um encontro vocacional do Caminho Neocatecumenal, do qual participaram duzentas mil pessoas. Durante o encontro, Kiko Argüello dirigiu-se aos jovens: “Se algum irmão ou irmã aqui presente sentir que o Senhor o chama, para que dê a vida por Cristo, que se levante”. Cerca de cinco mil rapazes e três mil moças levantaram-se e dirigiram-se aos bispos para receberem a bênção para o caminho da vocação religiosa.

2013 – RIO DE JANEIRO, BRASIL – FRANCISCO
A consciência ecológica dos peregrinos da JMJ surpreendeu os serviços de limpeza da cidade do Rio de Janeiro. Em vez de lixo espalhado pela praia, como acontece depois dos grandes eventos na cidade, a Comlurb (Companhia Municipal de Limpeza Urbana do Rio) encontrou o lixo todo segregado, amarrado em sacos plásticos e depositado nos lugares indicados.

2016 – CRACÓVIA, POLÔNIA – FRANCISCO
Do mesmo modo que seus predecessores São João Paulo II e o Papa Emérito Bento XVI, o Papa Francisco, do balcão do palácio do Arcebispado de Cracóvia, dirigiu algumas palavras aos presentes no seu primeiro encontro com os jovens da JMJ. Além disso, a Virgem da Medalha Milagrosa e uma rosa acompanharam o Papa Francisco durante seu percurso pelas ruas polonesas a bordo do papamóvel.

 

Dia da Postulante Pia Discípula

Hoje as Irmãs Pias Discípulas celebram o dia da Postulante. Mas o que é isso? Postulante (do Latim: postulare, perguntar) originalmente significou alguém que fazia um pedido ou demanda; portanto, um candidato. O uso do termo agora é restrito aos que solicitam admissão na ordem religiosa; durante o período de tempo que antecede o ingresso no noviciado.

Nas Pias Discípulas, este período pode durar de 1 a 2 anos. Depende muito da caminhada de cada jovem na sua formação pessoal.

Agora, por que hoje, dia 21 de novembro, memória da Apresentação de Nossa Senhora? Na circular da Madre Geral, Ir. Micaela Monetti, explica a ligação deste dia com a memória dos inícios. Pe. Tiago Alberione convidou duas jovens, Escolástica e Metilde, para dar início a sua fundação. Elas atenderam ao chamado do fundador e colocaram-se como Maria na escuta, para entender o novo projeto de Deus sobre as suas vidas para toda a Igreja.

No Brasil, nós temos duas jovens postulantes. Elas moram no Distrito de Jacará, Cabreúva, SP. A Olga é do Rio Grande do Norte e a Indyanara é de Salto, SP. Acompanha na formação a ir. Juceli Mesquita.

Abaixo a carta circular da Madre Geral:

Queridas irmãs,
aproxima-se a conclusão do ano litúrgico e é tempo de balanço. Uma conclusão que, no ritmo comum da vida, abre a um novo início, um princípio de ano novo, tempo de esperança. Recomeçar não se dá por descontado: é graça, sinal inequívoco do cuidado de Deus por cada um de nós. E é nesta graça do início que desejo celebrar com vocês o evento do 21 de novembro de 1923, quando Padre Alberione “coloca à parte” para uma missão específica Úrsula Rivata e Metilde Gerlotto: o botão da nossa Congregação na Igreja e na Família Paulina, como o rebento de figo, tenro, em cuja presença, na leitura sapiencial dos sinais, se pode afirmar com esperança: “O tempo dos frutos está próximo” (cf. Mc 13, 28).

Voltando com a mente a estes inícios Madre Escolástica, em suas recordações escritas em 1964, narra: “Um dia o Sr. Teólogo veio à cozinha onde eu estava em ajuda à cozinheira. Chamou-me à parte e entregou-me o livro “As mulheres no Evangelho”, acrescentando que me demorasse mais tempo na Adoração, até mesmo uma hora a mais. (…) Parece que o Primeiro Mestre tivesse certa pressa neste caso e depois de alguns dias me perguntou se tinha terminado o livro, porque Ele entendia, depois daquela leitura, explicar a missão das Pias Discípulas em relação a Jesus Mestre”.

Assim, desde o início, é claro que as Pias Discípulas são a atualização das mulheres que, como narram os Evangelhos, seguiam Jesus desde a Galileia: um discipulado feminino incomum e profético. Seguem Jesus Mestre porque foram por ele curadas, saradas, perdoadas, tocadas no profundo da própria vida pela força recriadora do Filho de Deus. Por isso vivem no seu seguimento e exercem a diaconia com o bem da própria vida, pela presença curada e guardiã da novidade que Jesus trás consigo, na pequena comunidade cristã e nas comunidades de todos os tempos (cf. Lc 8,1-3; 23,54–24,10).

Um discipulado não genérico, mas feminino com características claras, reconhecidas desde os primeiros anos da vida da Igreja. Mulheres do Evangelho, hoje, que recebem, através da experiência carismática de Padre Alberione, a indicação clara da Presença do Vivente, hoje e sempre. A diaconia das Pias Discípulas é orientada prioritariamente a Jesus, Presente e Vivo hoje, na Eucaristia, na Oração litúrgica da comunidade cristã, no exercício do Sacerdócio da Nova Aliança em todos os batizados e nos ministros ordenados. Estes são os lugares por excelência da nossa diaconia na Igreja, em cada País, segundo um carisma específico. A aprovação pontifícia, de fato, confirmou seu caráter universal e a eficácia apostólica (cf. RV 5). Fomos aprovadas para isto e, em todo o mundo, o Povo fiel de Deus espera uma contribuição profética das nossas comunidades.

É um imenso campo de apostolado que pede para direcionar nossas energias de mente, de coração, de forças físicas e de vontade sem dispersá-las em mil riachos de iniciativas pessoais ou eclesiais genéricas, embora dignas. Se nós negligenciamos as áreas específicas da nossa missão para responder a chamadas urgentes ou emergentes de Bispos ou de igrejas particulares, falhamos a uma entrega e, sobretudo, o povo de Deus será empobrecido.
Em resposta aos chamados capitulares, para deixar fluir a vida que sentimos pulsar em nós e ao nosso redor, com frequência nos deixamos desorientar buscando novas fronteiras ou novos desenhos. Em verdade, na escuta profunda da Palavra do Senhor, em obediência à entrega carismática de Padre Alberione, no discernimento comunitário sabemos reconhecer a Fonte da Vida que flui em nós e que queremos deixar fluir no território onde vivemos: é Jesus Mestre, o Caminho a Verdade e a Vida do mundo. E esta missão, belíssima e inconfundível, tem como destinatários cada pessoa que deseja o bem e que está em busca de um significado autêntico de vida: criança, jovem, adulto ou ancião; de qualquer extração social – indigente e abastado – e aberta à perspectivas ecumênicas ed interreligiosas. Mas é sobretudo a evidência de uma vida transformada pelo encontro com Jesus, partilhada e guardada na comunidade de discípulas que se torna missão acreditável.

Enquanto desejo, também em nome das irmãs do governo geral, um bom ano litúrgico novo para caminhar juntas na novidade de vida, nos confiamos à proteção do Beato Tiago Alberione. A celebração do aniversário de sua morte, 26 de novembro, seja ocasião para dar razão de sua inspiração profética à Igreja e dar visibilidade a seu sonho de ser uma Família que representa Jesus Caminho Verdade e Vida no mundo, segundo o coração do Apóstolo Paulo.

Ouviremos a voz de quem vive nas periferias geográficas para dar passos, pequenos mas orientados, à unidade e à missão. Invocamos a proteção de Maria SS. que honramos no mistério de sua Apresentação ao templo, prelúdio de uma doação total de si.

XVIII Congresso Eucarístico Nacional

Na noite da última segunda-feira, 12/11, a Arquidiocese de Olinda e Recife iniciou a contagem regressiva para a realização do XVIII Congresso Eucarístico Nacional. Na data que demarca precisamente o espaço de dois anos para o Congresso Eucarístico Nacional de 2020, foi lançado na igreja matriz do Espinheiro, Recife, o evento, com uma solene celebração Eucarística presidida pelo arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido. O lançamento apresentou aos fiéis e religiosos a logomarca do Congresso, o Hino e a Oração oficial.

O Apostolado Litúrgico se alegra com a participação ativa nesta preparação deste Congresso Eucarístico. A logo escolhida e apresentada foi desenvolvida pelo setor de Arquitetura do Apostolado Litúrgico.

A ir. Paula Carlos de Souza estava na Celebração de abertura das preparações para o Congresso Eucarístico de 2020 e representou as Irmãs Pias Discípulas do Divino Mestre na apresentação da logo. Com o texto da Ir. Laíde Sonda, ela apresentou a logo:

“Caros Irmãos e Irmãs, hoje iniciamos a nossa jornada rumo ao XVIII Congresso Eucarístico Nacional, sediado neste chão, entre nós, em nós. O tema escolhido, “Pão em todas as mesas”, chama a nossa atenção para a finalidade última da Eucaristia: que o pão e o vinho partilhados na Ceia do Senhor, frutifiquem no “pão nosso de cada dia”, na mesa das casas, no cotidiano do povo. É com este sonho bem presente que o Congresso Eucarístico se propõe a revisitar o jeito de celebrar a Eucaristia, conforme os gestos de Jesus, e aprofundar o seu sentido à luz da sua e da nossa páscoa.
Pão e cálice lembram que a Eucaristia é “Pão que alimenta e que dá vida e Vinho que nos salva e dá coragem” oferecidos a Deus por todo povo, que unidos em um único corpo celebra o mistério pascal de Cristo, conforme nos diz o Concílio Vaticano II em seu documento sobre a Sagrada liturgia e confirmamos quando rezamos a V Oração Eucarística.
O círculo nos recorda a mesa que revela a igualdade fundamental entre os que creem. “Participando do corpo e do sangue do Senhor, a comunidade se torna um só corpo” é a prece que fazemos quando rezamos II Oração Eucarística. A Igreja, corpo místico de Cristo, ainda se manifesta no louvor e na Ação de Graças da comunidade, que de braços erguidos entoam o Cântico Novo e fazem memória da morte e ressurreição do Senhor, aqui simbolizados na cruz que se forma no detalhe do pão. A composição desses elementos, associados a intensidade da cor, nos faz recordar de que Cristo é o Sol da justiça, que nos guiará na claridade da sua luz em nossa preparação e vivência do Congresso Eucarístico.
A água, símbolo da vida, nos recorda o nosso batismo e nos conduz a fonte da vida nova que se dá em Cristo e no seu Espírito. A ponte evoca a cidade do Recife, que sedia o Congresso, e o mundo urbano, com seus desafios e anseios de justiça e Paz. Ainda nos convoca a transpormos as barreiras que nos impedem de sermos irmãos e irmãs.
O conjunto dos elementos em seu movimento que nos recorda um espiral, nos indica que a Eucaristia move a Igreja a sair de si, das zonas de conforto, para alcançar as periferias existenciais, tão lembradas pelo Papa Francisco.
Em síntese, a logomarca enfatiza a Eucaristia; ação da Igreja reunida ao redor da mesa, fazendo o que Jesus fez.
Concluindo esta apresentação, em nome de todas as Irmãs Pias Discípulas do Divino Mestre, em especial daquelas que compõe o nosso setor de criação e arte, manifesto a nossa gratidão, pela possiblidade de desenvolver e de vos apresentar a Logomarca que identificará o XVIII Congresso Eucarístico Nacional. Somos gratas!”

Continuamos nossa comunhão com toda a Igreja de Recife nesta preparação ao 18° Congresso Eucarístico Nacional.

Festa de Jesus Mestre e votos dos Amigos do Divino Mestre

A festa de Jesus Mestre no último Domingo de outubro de 2018 foi um marco na história das Pias Discípulas do Divino Mestre no Brasil. Além de reunir a Família Paulina que celebra o centro e fundamento da espiritualidade paulina dada pelo fundador, Pe. Tiago Alberione, os primeiros cooperadores paulinos das Pias Discípulas fizeram os seus primeiros votos.

Os Amigos do Divino Mestre é o nome dado para os Cooperadores Paulinos ligados às Pias Discípulas. São leigos e leigas que colaboram e assumem em viver, de acordo com seu estado de vida, os valores e espiritualidade da instituição que estão ligados, no caso, as Pias Discípulas. Amigos do Divino Mestre que moram em Manaus, Rio de Janeiro, São Paulo, Recife assumiram com os votos de viverem a espiritualidade paulina e cooperarem na missão de viver e anunciar Jesus Mestre, Caminho, Verdade e Vida, com o carisma específico das Pias Discípulas.

Bendizemos a Deus que continua a chamar pessoas para manter vivo o carisma paulino.

Homilia da Missa de canonização de Paulo VI, Dom Óscar Romero e outros cinco Beatos

Jesus não Se contenta com uma «percentagem de amor»: não podemos amá-Lo a vinte, cinquenta ou sessenta por cento. Ou tudo ou nada”, disse o Papa em sua homilia, recordando que Paulo VI continua hoje a exortar-nos, “juntamente com o Concílio de que foi sábio timoneiro, a que vivamos a nossa vocação comum: a vocação universal à santidade; não às meias medidas, mas à santidade.

Cidade do Vaticano – Notícia do Vatican News

Neste domingo, 14 de outubro, o Papa Francisco presidiu na Praça São Pedro a cerimônia de canonização dos Beatos Paulo VI, Dom Oscar Romero, Francisco Spinelli, Vicente Romano, Maria Catarina Kasper, Nazária Inácia e Núncio Sulprizio. Eis sua homilia na íntegra:

“A segunda Leitura disse-nos que «a palavra de Deus é viva, eficaz e cortante» (cf. Heb 4, 12). É mesmo assim: a Palavra de Deus não é apenas um conjunto de verdades ou uma história espiritual edificante. Não! É Palavra viva que toca a vida, que a transforma. Nela, Jesus pessoalmente – Ele que é a Palavra viva de Deus – fala aos nossos corações.

Particularmente o Evangelho convida-nos a ir ao encontro do Senhor, a exemplo daquele «alguém» que «correu para Ele» (cf. Mc 10, 17). Podemo-nos identificar com aquele homem, de quem o texto não diz o nome parecendo sugerir-nos que pode representar cada um de nós. Ele pergunta a Jesus como deve fazer para «ter em herança a vida eterna» (10, 17). Pede vida para sempre, vida em plenitude; e qual de nós não a quereria?

Mas pede-a – notemos bem – como uma herança a possuir, como um bem a alcançar, a conquistar com as suas forças. De facto, para possuir este bem, observou os mandamentos desde a infância e, para alcançar tal objetivo, está disposto a observar ainda outros; por isso, pergunta: «Que devo fazer para ter…?»

A resposta de Jesus mexe com ele. O Senhor fixa nele o olhar e ama-o (cf. 10, 21). Jesus muda-lhe a perspetiva: passar dos preceitos observados para obter recompensas ao amor gratuito e total. Aquele homem falava em termos de procura e oferta; Jesus propõe-lhe uma história de amor. Pede-lhe para passar da observância das leis ao dom de si mesmo, do trabalhar para si ao estar com Ele. E faz-lhe uma proposta «cortante» de vida: «Vende tudo o que tens, dá o dinheiro aos pobres (…), vem e segue-Me» (10, 21).

E Jesus diz também a ti: «Vem e segue-Me». Vem: não fiques parado, porque não basta não fazer nada de mal para ser de Jesus. Segue-Me: não vás atrás de Jesus só quando te apetece, mas procura-O todos os dias; não te contentes com observar preceitos, dar esmolas e recitar algumas orações: encontra n’Ele o Deus que sempre te ama, o sentido da tua vida, a força para te entregares.

E Jesus diz mais: «Vende tudo o que tens, dá o dinheiro aos pobres». O Senhor não faz teorias sobre pobreza e riqueza, mas vai direto à vida. Pede-te para deixar aquilo que torna pesado o coração, esvaziar-te de bens para dar lugar a Ele, único bem. Não se pode seguir verdadeiramente a Jesus, quando se está estivado de coisas. Pois, se o coração estiver repleto de bens, não haverá espaço para o Senhor, que Se tornará uma coisa mais entre as outras. Por isso, a riqueza é perigosa e – di-lo Jesus – torna difícil até mesmo salvar-se.

Não, porque Deus seja severo; não! O problema está do nosso lado: o muito que temos e o muito que ambicionamos sufocam-nos, sufocam-nos o coração e tornam-nos incapazes de amar. Neste sentido, São Paulo recorda-nos que «a raiz de todos os males é a ganância do dinheiro» (1 Tim 6, 10). Quando se coloca no centro o dinheiro, vemos que não há lugar para Deus; e não há lugar sequer para o homem.

Jesus é radical. Dá tudo e pede tudo: dá um amor total e pede um coração indiviso. Também hoje Se nos dá como Pão vivo; poderemos nós, em troca, dar-Lhe as migalhas? A Ele, que Se fez nosso servo até ao ponto de Se deixar crucificar por nós, não Lhe podemos responder apenas com a observância de alguns preceitos. A Ele, que nos oferece a vida eterna, não podemos dar qualquer bocado de tempo. Jesus não Se contenta com uma «percentagem de amor»: não podemos amá-Lo a vinte, cinquenta ou sessenta por cento. Ou tudo ou nada.

Queridos irmãos e irmãs, o nosso coração é como um íman: deixa-se atrair pelo amor, mas só se pode apegar a um lado e tem de escolher: amar a Deus ou as riquezas do mundo (cf. Mt 6, 24); viver para amar ou viver para si mesmo (cf. Mc 8, 35). Perguntemo-nos de que lado estamos nós… Perguntemo-nos a que ponto nos encontramos na nossa história de amor com Deus… Contentamo-nos com alguns preceitos ou seguimos Jesus como enamorados, prontos verdadeiramente a deixar tudo por Ele?

Jesus pergunta a cada um e a todos nós como Igreja em caminho: somos uma Igreja que se limita a pregar bons preceitos ou uma Igreja-esposa, que pelo seu Senhor se lança no amor? Seguimo-Lo verdadeiramente ou voltamos aos passos do mundo, como aquele homem? Em suma, basta-nos Jesus ou procuramos as seguranças do mundo? Peçamos a graça de saber deixar por amor do Senhor: deixar riquezas, deixar sonhos de cargos e poderes, deixar estruturas já inadequadas para o anúncio do Evangelho, os pesos que travam a missão, os laços que nos ligam ao mundo.

Sem um salto em frente no amor, a nossa vida e a nossa Igreja adoecem de «autocomplacência egocêntrica» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 95): procura-se a alegria em qualquer prazer passageiro, fechamo-nos numa tagarelice estéril, acomodamo-nos na monotonia duma vida cristã sem ardor, onde um pouco de narcisismo cobre a tristeza de permanecermos inacabados.

Aconteceu assim com aquele homem que – diz o Evangelho – «retirou-se pesaroso» (10, 22). Ancorara-se aos preceitos e aos seus muitos bens, não oferecera o coração. E, embora tivesse encontrado Jesus e recebido o seu olhar amoroso, foi-se embora triste. A tristeza é a prova do amor inacabado. É o sinal dum coração tíbio. Pelo contrário, um coração aliviado dos bens, que ama livremente o Senhor, espalha sempre a alegria, aquela alegria de que hoje temos tanta necessidade.

O Santo Papa Paulo VI escreveu: «É no meio das suas desgraças que os nossos contemporâneos precisam de conhecer a alegria e de ouvir o seu canto» (Exort. ap. Gaudete in Domino, I). Hoje, Jesus convida-nos a voltar às fontes da alegria, que são o encontro com Ele, a opção corajosa de arriscar para O seguir, o gosto de deixar tudo para abraçar o seu caminho. Os Santos percorreram este caminho.

Fê-lo Paulo VI, seguindo o exemplo do Apóstolo cujo nome assumira. Como ele, consumiu a vida pelo Evangelho de Cristo, cruzando novas fronteiras e fazendo-se testemunha d’Ele no anúncio e no diálogo, profeta duma Igreja extroversa que olha para os distantes e cuida dos pobres. Mesmo nas fadigas e no meio das incompreensões, Paulo VI testemunhou de forma apaixonada a beleza e a alegria de seguir totalmente Jesus. Hoje continua a exortar-nos, juntamente com o Concílio de que foi sábio timoneiro, a que vivamos a nossa vocação comum: a vocação universal à santidade; não às meias medidas, mas à santidade.

É significativo que, juntamente com ele e demais Santos e Santos hodiernos, tenhamos D. Óscar Romero, que deixou as seguranças do mundo, incluindo a própria incolumidade, para consumir a vida – como pede o Evangelho – junto dos pobres e do seu povo, com o coração fascinado por Jesus e pelos irmãos. E o mesmo podemos dizer de Francisco Spinelli, Vincente Romano, Maria Catarina Kasper, Nazária Inácia de Santa Teresa de Jesus e também do nosso jovem napolitano (ndr – do Abruzzo) Núncio Sulprizio: o santo jovem, corajoso, humilde, que soube encontrar Jesus no sofrimento, no silêncio e na oferta de si mesmo. Todos estes Santos, em diferentes contextos, traduziram na vida a Palavra de hoje: sem tibieza, nem cálculos, com o ardor de arriscar e deixar tudo. Irmãos e irmãs, que o Senhor nos ajude a imitar os seus exemplos!”