Mensagem do Papa para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações

12 de maio de 2019 – IV Domingo da Páscoa.

A coragem de arriscar pela promessa de Deus

Queridos irmãos e irmãs!

Depois da experiência vivaz e fecunda, em outubro passado, do Sínodo dedicado aos jovens, celebramos recentemente no Panamá a XXXIV Jornada Mundial da Juventude. Dois grandes eventos que permitiram à Igreja prestar ouvidos à voz do Espírito e também à vida dos jovens, aos seus interrogativos, às canseiras que os sobrecarregam e às esperanças que neles vivem. Neste Dia Mundial de Oração pelas Vocações, retomando precisamente aquilo que pude partilhar com os jovens no Panamá, desejo refletir sobre a chamada do Senhor enquanto nos torna portadores duma promessa e, ao mesmo tempo, nos pede a coragem de arriscar com Ele e por Ele. Quero deter-me brevemente sobre estes dois aspetos – a promessa e o risco –, contemplando juntamente convosco a cena evangélica da vocação dos primeiros discípulos junto do lago da Galileia (cf. Mc 1, 16-20). Dois pares de irmãos – Simão e André, juntamente com Tiago e João – estão ocupados na sua faina diária de pescadores. Nesta cansativa profissão, aprenderam as leis da natureza, desafiando-as quando os ventos eram contrários e as ondas agitavam os barcos. Em certos dias, a pesca abundante recompensava da árdua fadiga, mas, outras vezes, o trabalho duma noite inteira não bastava para encher as redes e voltava-se para a margem cansados e desiludidos. Estas são as situações comuns da vida, onde cada um de nós se confronta com os desejos que traz no coração, se empenha em atividades que – espera – possam ser frutuosas, se adentra num «mar» de possibilidades sem conta à procura da rota certa capaz de satisfazer a sua sede de felicidade. Às vezes goza-se duma pesca boa, enquanto noutras é preciso armar-se de coragem para governar um barco sacudido pelas ondas, ou lidar com a frustração de estar com as redes vazias. Como na história de cada vocação, também neste caso acontece um encontro. Jesus vai pelo caminho, vê aqueles pescadores e aproxima-Se. Sucedeu assim com a pessoa que escolhemos para compartilhar a vida no matrimônio, ou quando sentimos o fascínio da vida consagrada: vivemos a surpresa dum encontro e, naquele momento, vislumbramos a promessa duma alegria capaz de saciar a nossa vida. De igual modo naquele dia, junto do lago da Galileia, Jesus foi ao encontro daqueles pescadores, quebrando a «paralisia da normalidade» (Homilia no XXII Dia Mundial da Vida Consagrada, 2/II/2018). E não tardou a fazer-lhes uma promessa: «Farei de vós pescadores de homens» (Mc 1, 17). Sendo assim, a chamada do Senhor não é uma ingerência de Deus na nossa liberdade; não é uma «jaula» ou um peso que nos é colocado às costas. Pelo contrário, é a iniciativa amorosa com que Deus vem ao nosso encontro e nos convida a entrar num grande projeto, do qual nos quer tornar participantes, apresentando-nos o horizonte dum mar mais amplo e duma pesca superabundante. Com efeito, o desejo de Deus é que a nossa vida não se torne prisioneira do banal, não se deixe arrastar por inércia nos hábitos de todos os dias, nem permaneça inerte perante aquelas opções que lhe poderiam dar significado. O Senhor não quer que nos resignemos a viver o dia a dia, pensando que afinal de contas não há nada por que valha a pena comprometer-se apaixonadamente e apagando a inquietação interior de procurar novas rotas para a nossa navegação. Se às vezes nos faz experimentar uma «pesca miraculosa», é porque nos quer fazer descobrir que cada um de nós é chamado – de diferentes modos – para algo de grande, e que a vida não deve ficar presa nas redes do sem-sentido e daquilo que anestesia o coração. Em suma, a vocação é um convite a não ficar parado na praia com as redes na mão, mas seguir Jesus pelo caminho que Ele pensou para nós, para a nossa felicidade e para o bem daqueles que nos rodeiam. Naturalmente, abraçar esta promessa requer a coragem de arriscar uma escolha. Sentindo-se chamados por Ele a tomar parte num sonho maior, os primeiros discípulos, «deixando logo as redes, seguiram-No» (Mc 1, 18). Isto significa que, para aceitar a chamada do Senhor, é preciso deixar-se envolver totalmente e correr o risco de enfrentar um desafio inédito; é preciso deixar tudo o que nos poderia manter amarrados ao nosso pequeno barco, impedindo-nos de fazer uma escolha definitiva; é-nos pedida a audácia que nos impele com força a descobrir o projeto que Deus tem para a nossa vida. Substancialmente, quando estamos colocados perante o vasto mar da vocação, não podemos ficar a reparar as nossas redes no barco que nos dá segurança, mas devemos fiar-nos da promessa do Senhor. Penso, antes de mais nada, na chamada à vida cristã, que todos recebemos com o Batismo e que nos lembra como a nossa vida não é fruto do acaso, mas uma dádiva a filhos amados pelo Senhor, reunidos na grande família da Igreja. É precisamente na comunidade eclesial que nasce e se desenvolve a existência cristã, sobretudo por meio da Liturgia que nos introduz na escuta da Palavra de Deus e na graça dos Sacramentos; é nela que somos, desde tenra idade, iniciados na arte da oração e na partilha fraterna. Precisamente porque nos gera para a vida nova e nos leva a Cristo, a Igreja é nossa mãe; por isso devemos amá-la, mesmo quando vislumbramos no seu rosto as rugas da fragilidade e do pecado, e devemos contribuir para a tornar cada vez mais bela e luminosa, para que possa ser um testemunho do amor de Deus no mundo. Depois, a vida cristã encontra a sua expressão naquelas opções que, enquanto conferem uma direção concreta à nossa navegação, contribuem também para o crescimento do Reino de Deus na sociedade. Penso na opção de se casar em Cristo e formar uma família, bem como nas outras vocações ligadas ao mundo do trabalho e das profissões, no compromisso no campo da caridade e da solidariedade, nas responsabilidades sociais e políticas, etc. Trata-se de vocações que nos tornam portadores duma promessa de bem, amor e justiça, não só para nós mesmos, mas também para os contextos sociais e culturais onde vivemos, que precisam de cristãos corajosos e testemunhas autênticas do Reino de Deus. No encontro com o Senhor, alguém pode sentir o fascínio duma chamada à vida consagrada ou ao sacerdócio ordenado. Trata-se duma descoberta que entusiasma e, ao mesmo tempo, assusta, sentindo-se chamado a tornar-se «pescador de homens» no barco da Igreja através duma oferta total de si mesmo e do compromisso dum serviço fiel ao Evangelho e aos irmãos. Esta escolha inclui o risco de deixar tudo para seguir o Senhor e de consagrar-se completamente a Ele para colaborar na sua obra. Muitas resistências interiores podem obstaculizar uma tal decisão, mas também, em certos contextos muito secularizados onde parece não haver lugar para Deus e o Evangelho, pode-se desanimar e cair no «cansaço da esperança» (Homilia na Missa com sacerdotes, pessoas consagradas e movimentos laicais, Panamá, 26/I/2019).

E, todavia, não há alegria maior do que arriscar a vida pelo Senhor! Particularmente a vós, jovens, gostaria de dizer: não sejais surdos à chamada do Senhor! Se Ele vos chamar por esta estrada, não vos oponhais e confiai n’Ele. Não vos deixeis contagiar pelo medo, que nos paralisa à vista dos altos cumes que o Senhor nos propõe. Lembrai-vos sempre que o Senhor, àqueles que deixam as redes e o barco para O seguir, promete a alegria duma vida nova, que enche o coração e anima o caminho. Queridos amigos, nem sempre é fácil discernir a própria vocação e orientar justamente a vida. Por isso, há necessidade dum renovado esforço por parte de toda a Igreja – sacerdotes, religiosos, animadores pastorais, educadores – para que se proporcionem, sobretudo aos jovens, ocasiões de escuta e discernimento. Há necessidade duma pastoral juvenil e vocacional que ajude a descobrir o projeto de Deus, especialmente através da oração, meditação da Palavra de Deus, adoração eucarística e direção espiritual. Como várias vezes se assinalou durante a Jornada Mundial da Juventude do Panamá, precisamos de olhar para Maria. Na história daquela jovem, a vocação também foi uma promessa e, simultaneamente, um risco. A sua missão não foi fácil, mas Ela não permitiu que o medo A vencesse. O d’Ela «foi o “sim” de quem quer comprometer-se e arriscar, de quem quer apostar tudo, sem ter outra garantia para além da certeza de saber que é portadora duma promessa. Pergunto a cada um de vós: sentes-te portador duma promessa? Que promessa trago no meu coração, devendo dar-lhe continuidade? Maria teria, sem dúvida, uma missão difícil, mas as dificuldades não eram motivo para dizer “não”. Com certeza teria complicações, mas não haveriam de ser idênticas às que se verificam quando a covardia nos paralisa por não vermos, antecipadamente, tudo claro ou garantido» (Vigília com os jovens, Panamá, 26/I/2019). Neste Dia, unimo-nos em oração pedindo ao Senhor que nos faça descobrir o seu projeto de amor para a nossa vida, e que nos dê a coragem de arriscar no caminho que Ele, desde sempre, pensou para nós.

Vaticano, Memória de São João Bosco, 31 de janeiro de 2019.        

Franciscus

Família Paulina conclui a segunda edição do Curso do Carisma 2019

A Família Paulina no Brasil abriu o Segundo Módulo do Curso sobre o Carisma na Casa de Oração das Irmãs Paulinas, em São Paulo, no dia 18 de julho de 2019. Dia 28 de julho, foi a missa conclusiva desta segunda etapa do Curso sobre o Carisma da Família Paulina do Brasil.

Participaram deste módulo: 7 Paulinos, 7 Filhas de São Paulo, 10 Pastorinhas, 3 Pias Discípulas, 2 Anunciatinas, 1 do Instituto Jesus Sacerdote e 4 Cooperadoras Paulinas.

A coordenação do Curso envolve membros de cada uma das congregações da Família Paulina: Pe. Antonio Francisco da Silva (Paulino), Ir. Luzia Sena (Paulinas), Ir. Izonete Dalla Corte (Paulina), Ir. Daniela Vasconcelos (Pastorinha), Ir. Goretti Lima de Medeiros (Discípula do Divino Mestre) e Ir. Paola Toninato (Apostolina).

Para a abertura do evento, a dinâmica inicial ajudou a criar um clima de participação e unidade. No início da manhã do dia 19, Pe. Valdir José de Castro (SSP), Superior Geral e Pe. Claudiano Avelino de Santos (SSP), Superior Provincial do Brasil, dirigiram palavras de acolhida aos participantes do Curso. A Irmã Patrícia Reinaldo, pddm, apresentou a saudação inicial ao grupo, em nome da Irmã Marilez Furlanetto, Provincial das Irmãs Pias Discipulas no Brasil. Ela incentivou: “Que esses dias dedicados ao estudo, convivência e partilha da Vida e Missão Paulina sejam de fato um momento significativo e se torne um processo formativo frutuoso. A vocação cristã interpela-nos a crescer, colocando os dons recebidos a serviço do próximo. (…) É hora de pensar naqueles que nos precederam na fé, naqueles que abriram caminho para nós aqui no Brasil e naqueles que estão contando conosco para abrir o caminho para eles. Não deixemos que a insegurança ou o medo atrapalhem o curso da nossa vida e missão. Vamos continuar pensando em possibilidades… até que Cristo seja formado em nós”.

Em seguida, celebrou-se a Santa Missa de abertura do Curso, presidida pelo Pe. Valdir José de Castro (SSP), Superior Geral dos Paulinos, e concelebrada pelo Pe. Claudiano Avelino de Santos (SSP), Superior Provincial do Brasil, Pe. Antonio F. da Silva, Coordenador do Curso e Pe. José Ronnes dos Santos Santana, noviço do Instituto Jesus Sacerdote.

Da homilia do Pe. Valdir destacamos especialmente suas considerações e recomendações para que o Curso sobre o Carisma seja frutuoso:

“O aprofundamento do carisma e o conhecimento do Fundador nos ajudam a encontrar algo muito importante, sem o qual seria um peso viver, que é o sentido. Falar em carisma é falar em sentido da vida. Falar em espiritualidade é sentir. Muita gente diz que falar em espiritualidade é coisa muito importante. sem ela entramos no vazio. Sem ela perdemos a razão pela qual estamos aqui, no mundo, na Família Paulina, porque fizemos a nossa consagração. Vocês farão este curso como Família, cada um como parte de um todo que se complementa. É isso que é bonito! Às vezes, nos fechamos em nosso público, na nossa missão. Paulinos, Paulinas, Pias Discípulas, Pastorinhas e membros dos Institutos. Cada um tem a sua missão. Cada um de nós precisa fazê-la bem. Mas, a gente perde muito se não aprofundarmos a nossa missão no contexto de Família. E neste período em que vocês vão estar aqui é o momento de, justamente, compartilhar esta busca e de buscar juntos o sentido pelo qual nós estamos na Família Paulina. Portanto, o sentido tem a ver com o essencial, isto é, com a consistência. Podemos dizer que é o recheio da missão, o que nos dá força e sentido.
O segundo ponto que gostaria de dizer é que não basta ir ao essencial. Podemos, com o cultivo e intelectualmente, buscar força em âmbito pessoal, mas é preciso que aquilo que dizemos que é essencial para nossa vida, nos movimente, nos mova. Em outras palavras, o Papa Francisco diria: “sair”. Neste sentido, que essa consistência nos ajuda a sair, a sair para servir o nosso povo. É preciso que aquilo que nós dizemos que é essencial, o carisma, e a nossa espiritualidade nos ajudem a ler os sinais dos tempos, para a gente saber aonde vai. Senão, a gente fica perdido. Por isso, é preciso, sim, que o essencial nos ajude a iluminar nossa vida hoje, para resolvermos os desafios de hoje, não os de ontem.
É preciso que o essencial desperte em nós tantas coisas, dentre elas eu gostaria de destacar uma, da qual, às vezes, a gente fala pouco: é o profetismo. Nosso carisma deveria despertar em nós o profetismo. Como está o nosso profetismo, hoje? Em uma sociedade que clama por justiça, uma sociedade que sabemos como está vivendo. Como a Família Paulina aí está vivendo?”

Na primeira colocação, Pe. Antonio apresentou o tema: O Pacto ou Segredo do Êxito, a partir dos ensinamentos do Pe. Alberione que antecederam a paraliturgia da celebração do Pacto, no dia 07 de janeiro de 1919.

À tarde, o padre Antonio Iraildo Alves Brito (SSP) abordou o tema “O carisma da Comunicação hoje”, mostrando que a Família Paulina deve pautar sua missão numa comunicação humanizadora.

À noite, realizou-se uma mesa-redonda com a participação e o testemunho do Pe. Vittorio Saraceno e da Irmã Tarcila Tommasi, fsp, e a apresentação, em vídeo, do testemunho da Irmãs Olinda Biazus, Gesualda Liberale, Alice Gregolin, Filhas de São Paulo, e Ir. Venerina Vaccarisi, Pia Discípula. Falaram sobre a forte experiência do Pacto em suas vidas e missão.

Nos dias 20 e 21, a Ir. Suzimara Barbosa de Almeida (Pastorinha) apresentou o histórico do caminho percorrido, no período de 1930 a 1955, para obter a Aprovação Pontifícia das Filhas de São Paulo, Pias Discípulas e Pastorinhas.

Equipe de Comunicação – Curso do Carisma da Família Paulina
Segundo Módulo – 2019

É festa jubilar!

A ir. Letícia (50 anos), Ir. Anunciata (50 anos) e Ir. Graça (25 anos) celebram neste próximo dia 27 de julho os respectivos Jubileus de Vida Consagrada. Nós já nos unimos em oração por cada uma destas nossas irmãs bendizendo a Deus pelo testemunho de vida e dedicação na Congregação Religiosas Pias Discípulas do Divino Mestre, na nossa Igreja.

A celebração das jubilandas será na Paróquia Jesus de Nazaré, no bairro Jacaré, em Cabreúva, SP. A Eucaristia terá início às 16 horas, do dia 27 de julho de 2019.

Ir. Letícia - 50 anos de vida religiosa

Ir. Maria Leticia Pontini nasceu no dia 11 de outubro de 1949 na cidade de Rio Bananal, hoje diocese de Colatina, Espirito Santo. Filha de Hermenegildo Pontini e Juventina Bonicenha (ambos, in memoriam]. Filha mais velha de dez irmãos; ingressou na Congregação das Pias Discípulas do Divino Mestre no dia 25 de janeiro de 1963, em São Paulo, onde fez sua formação inicial, sua profissão no dia 06 de agosto de 1969, e os votos perpétuos no dia 04 de janeiro de 1976.

Durante os 50 anos de vida consagrada, Ir. Leticia esteve nas comunidades de São Paulo, Caxias do Sul, Rio de Janeiro, Curitiba, Morungaba, Olinda/Recife, Porto Alegre, Tefé, Manaus e Codajás, no Amazonas  e também em Roma, na Itália. Exerceu diferentes serviços: coordenadora de comunidade e formadora de Postulantes e Noviças; atuou no Centro de Apostolado Litúrgico, na pastoral vocacional e formação litúrgica. Atualmente reside na comunidade de Codajás, na Diocese de Coari: coordena a comunidade, trabalha na pastoral vocacional do Regional Norte1 e formação.

Ir. Anunciata - 50 anos de vida religiosa

Ir. Maria Anunciata Hirata é natural da cidade de Penápolis, São Paulo, onde nasceu no dia 16 de março de 1941, filha do casal João Toshio Hirata e Maria Fuino Hirata (ambos in memoriam), a sexta de 9 irmãos. Ingressou na Congregação no dia 12 de outubro de 1966, em São Paulo, onde fez o noviciado. Professou os votos no dia 6 de agosto de 1969 e fez a profissão perpétua no dia 4 de janeiro de 1976.

Nos seus 50 anos de vida consagrada, irmã Anunciata viveu a missão das discípulas nas comunidades de São Paulo, Caxias do Sul, Brasília, Rio de Janeiro e Salvador prestando serviço de coordenação de comunidade e de colaborando no apostolado litúrgico. Atuou também nas casas de formação dos padres e irmãos Paulinos, no serviço de coordenação. Atualmente reside na comunidade Timóteo Giaccardo/SP e colabora no Apostolado litúrgico.

Ir. Graça - 25 anos de vida religiosa

Maria das Graças Rodrigues da Silva, nasceu no dia 05 de setembro de 1963, na cidade de Parnaíba, Estado do Piaui. Décima de doze irmãos, filha de Raimundo Nonato Silva e de Maria do Socorro Rodrigues (in memoriam). Ingressou na Congregação das Discípulas do Divino Mestre no dia 31 de janeiro de 1988, em São Paulo onde fez sua formação inicial, a profissão no dia 06 de fevereiro de 1994 e os votos perpétuos no dia 05 de fevereiro de 2000.

Ao longo desses 25 anos, Ir. Maria das Graças exerceu seu apostolado nas comunidades de São Paulo, Taguatinga/DF, Rio de Janeiro e Manaus. Colaborou no Centro de Apostolado Litúrgico no Rio de Janeiro e São Paulo. Dedicou-se à pastoral vocacional e na formação litúrgica, bem como na secretaria regional da CRB, em Brasília. Atualmente reside na comunidade de Brasília, ocupando-se da formação litúrgica, da pastoral vocacional, no Centro de Apostolado Litúrgico e dos Cooperadores Paulinos, Amigos do Divino Mestre.     

Missão litúrgica-vocacional

Entre os meses de abril a julho, as Irmãs Terezinha Lubiana e Veronice Fernandes, Pias Discípulas do Divino Mestre realizaram uma missão litúrgica e vocacional nas cidades de Pirangi/SP, Tupãssi e Diocese de Toledo/PR, Espigão do Oeste/RO, Ji-Paraná/RO, Rolim de Moura/RO e Cacoal/RO.

Foi um momento de graça e alegria para elas e para as pessoas que participaram destes eventos promovidos nestas cidades.

A Sacrosantum Concilium orienta que “É desejo ardente na mãe Igreja que todos os fiéis cheguem àquela plena, consciente e ativa participação nas celebrações litúrgicas que a própria natureza da Liturgia exige e que é, por força do Batismo, um direito e um dever do povo cristão, ‘raça escolhida, sacerdócio real, nação santa, povo adquirido’ (1 Pd. 2,9; cfr. 2, 4-5)” (n.14). Para chegar a este objetivo é necessário máximo empenho na formação litúrgica.

Foi com o intuito de oferecer esta formação ao povo de Deus, que os párocos e equipes de liturgia das paróquias das cidades supracitadas, proporcionaram a missão litúrgica. Eram encontros de formação com diversos grupos: equipes de liturgia, ministros/as da Palavra e da Comunhão Eucarística, ministros/as do canto e música, catequistas e membros das comunidades que buscam um maior aprofundamento litúrgico. Marcou os momentos de oração o Ofício Divino, celebrado de manhã. Entre as atividades proporcionadas, os retiros com grupos de catequizandos da iniciação cristã foram também momentos de graça e de encontro com Jesus Mestre, Caminho, Verdade e Vida.

A missão vocacional foi feita com grupos de jovens, crismandos e catequizandos da 1ª eucaristia, que aprofundaram o tema “Quem é Jesus”. Após a exposição do tema, os jovens e adolescentes participaram ativamente das dinâmicas realizadas em grupos.

Houveram também atividades nas escolas, com alunos do ensino médio e fundamental, com pais e professores. O trabalho se ampliou com a participação das escolas. Os assuntos foram mais no âmbito da vida humana. O sentido da vida, valores e autoestima foram os temas tratados. Os participantes puderam contribuir com suas falas, experiências e buscas.

Madre Escolástica, primeira Pia Discípula do Divino Mestre

É festa!

JUBILEU DE VIDA CONSAGRADA DAS PIAS DISCÍPULAS DO DIVINO MESTRE | PROVÍNCIA BRASIL

50 anos – Ir. Anunciata Hirata e Ir. Letícia Pontini

25 anos – Ir. Graça Rodrigues

A Província do Brasil está em festa. Além de celebrar na memória de Santa Ana e São Joaquim, 26 de julho, 63 anos de presença na Igreja do Brasil, recorda também o Jubileu de Vida Consagrada de Ir. Anunciata Hirata, Letícia Pontini (50 anos) e Ir. Graça Rodrigues (25 anos).

Jubilandas 2019

Nas vésperas do 17º Domingo do Tempo Comum, com a celebração Eucarística presidida pelo Pe. Domingo Ormonde, e concelebrada pelo pe. Luiz Miguel Duarte, dos padres Paulinos, a comunidade presente louva e agradece a Deus pelo testemunho das nossas irmãs. Neste ano vocacional paulino, o jubileu de ouro e prata das nossas irmãs é uma forma bonita de reconhecimento pelo chamado que Deus faz a todos os homens e mulheres que se doam a serviço do Reino.

A celebração aconteceu na Paróquia Jesus de Nazaré, no Jacaré, Cabreúva, SP, onde há uma comunidade das irmãs Pias Discípulas.

Do dia 21 a 26 de julho, um grupo de aproximadamente 40 irmãs e 3 Amigos do Divino Mestre estavam reunidos para a partilha da 2ª Semana de Formação Intensiva, com o tema Iniciação Cristã de Adultos. A semana culminou nesta celebração. Parentes e amigos das jubilandas e a Família Paulina marcou presença nesta grande celebração.

Conheça quem são as irmãs jubilandas:

 Reavivar o dom do chamado!

Ir. Maria Leticia Pontini nasceu no dia 11 de outubro de 1949 na cidade de Rio Bananal, hoje diocese de Colatina, Espírito Santo.

Filha de Hermenegildo Pontini e Joventina Bonicenha Pontini (ambos in memoriam). Filha mais velha de dez irmãos; ingressou na Congregação das Pias Discípulas do Divino Mestre no dia 25 de janeiro de 1963, em São Paulo, onde fez sua formação inicial, sua profissão no dia 06 de agosto de 1969, e os votos perpétuos no dia 04 de janeiro de 1976.

 Durante os 50 anos de vida consagrada, Ir. Leticia esteve nas comunidades de São Paulo, Caxias do Sul, Rio de Janeiro, Curitiba, Morungaba, Olinda/ Recife, Porto Alegre, Tefé, Manaus e Codajás, no Amazonas e também em Roma, na Itália. Exerceu diferentes serviços.

Ir. Letícia considera: “Fui conhecendo, aprofundando e fazendo caminho junto às minhas irmãs, com foco na pessoa de Jesus Mestre Caminho, Verdade e Vida. Sou agradecida a Deus, a minha família e a Congregação que deram apoio para prosseguir e perseverar no discipulado, apesar das dificuldades que não faltaram no meu caminho, onde aprendi a não desanimar e a olhar para sempre para Jesus, Maria e os nossos pais e mães na fé. Sou feliz e muito apaixonada pelo que faço e pelo que sou”.

Ir. Maria Anunciata Hirata é natural da cidade de Penápolis, São Paulo, onde nasceu no dia 16 de março de 1941. Filha do casal João Toshio Hirata e Maria Fuino Hirata (ambos in memoriam), a sexta de 9 irmãos.

Ingressou na Congregação no dia 12 de outubro de 1966, em São Paulo, onde fez o noviciado. Professou os votos no dia 6 de agosto de 1969 e fez a profissão perpétua no dia 4 de janeiro de 1976.

Nos seus 50 anos de vida consagrada, irmã Anunciata viveu a missão das discípulas nas comunidades de São Paulo, Caxias do Sul, Brasília, Rio de Janeiro e Salvador prestando serviço de coordenação de comunidade e de colaborando no apostolado litúrgico. Atuou também nas casas de formação dos padres e irmãos Paulinos, no serviço de coordenação.

Atualmente reside na comunidade Timóteo Giaccardo/SP e colabora no Apostolado litúrgico.

Ir. Maria das Graças Rodrigues da Silva, nasceu no dia 05 de setembro de 1963, na cidade de Parnaíba, Estado do Piaui. Décima de doze irmãs, filha de Raimundo Nonato da Silva e de Maria do Socorro Rodrigues (in memoriam).

Ingressou na Congregação das Discípulas do Divino Mestre no dia 31 de janeiro de 1988, em São Paulo onde fez sua formação inicial, a profissão no dia 06 de fevereiro de 1994 e os votos perpétuos no dia 05 de fevereiro de 2000.

Ao longo desses 25 anos, Ir. Maria das Graças exerceu seu apostolado nas comunidades de São Paulo, Brasília/DF, Rio de Janeiro e Manaus. Dedicou-se à pastoral vocacional e na formação litúrgica, bem como na secretaria da CRB regional Brasília. Atualmente reside na comunidade de Brasília, ocupando-se da formação litúrgica, da pastoral vocacional, no Centro de Apostolado Litúrgico e dos Cooperadores Paulinos, Amigos do Divino Mestre.

Ir. Graça pontualiza: “Sinto brotar no coração uma profunda gratidão a Deus pelo dom do chamado, que ele  fez para participar de sua obra criadora, colaborando para o bem comum do seu povo, no serviço de animação à vida eucarística, sacerdotal e litúrgica. Alimenta o desejo de “reavivar o dom de Deus que está em mim” (2Tm 1,6) e, com a sua graça, permanecer no seguimento de Jesus Mestre, Caminho, Verdade e Vida. Agradeço familiares, amigos (as), e à Congregação, que foram e são incentivo na vida e na missão, para viver cotidianamente o Mistério Pascal de Cristo”.

Bendito seja Deu pelo testemunho de cada uma das nossas irmãs. Invocamos de Deus toda a força necessária para continuarem reavivando o dom de Deus.

Junho é marcado pelas formações nas Pias Discípulas

 

ENCONTRO DAS CENTRISTAS DO APOSTOLADO LITÚRGICO E COORDENADORAS DE SETORES  APOSTÓLICOS

De 21 a 22 de junho, as irmãs Pias Discípulas responsáveis pela gerência das lojas Apostolado Litúrgico e as irmãs responsáveis dos Setores Apostólicos se reuniram para avaliar o caminho feito e, juntas, buscarem soluções para o trabalho. 

Elas contaram com o auxílio do professor Hilário que já acompanha as irmãs há algum tempo. Além dele, o SENAC prestou uma assessoria técnica, com propostas importantes para a qualificação do trabalho ofertado pelas Irmãs.

 

24ª SEMANA DE FORMAÇÃO INTENSIVA DAS IRMÃS PIAS DISCÍPULAS

Em continuação a este encontro, no Domingo, dia 23 de junho, iniciou-se a 24ª Semana de Formação Intensiva. Este momento formativo reúne todas as irmãs da província Brasil em torno de um assunto. As irmãs são divididas em dois grupos. O segundo grupo realizará o encontro no próximo mês, julho.

Nesta semana, o assunto é em torno da Iniciação Cristã. O pe. Domingos Ormonde, escritor da Revista de Liturgia e membro do clero de Duque de Caxias e São João de Meriti, no estado do Rio de Janeiro, é o facilitador do estudo. Pe. Domingos é um grande pesquisador sobre o RICA. Escreveu durante os anos de 2001 a 2010  sobre este assunto na Revista de Liturgia. Ele colabora com a formação em várias regiões do Brasil. 

No momento que toda a Igreja retoma com insistência este tema, como proposta de formação dos discípulos e missionários para uma Igreja em saída, retomar a iniciação cristã e os ritos propostos numa perspectiva da liturgia-catequese é apurar nossos sentido para uma Igreja mais aberta e acolhedora na caminhada de fé.  

O conjunto de ritos propostos para o catecúmeno e catequisando é uma proposta pedagógica de tomada de consciência da pessoa que se aproxima e pede pelos sacramentos. Todo o caminho não visa exclusivamente os sacramentos, mas a formação integral de discípulos, homens e mulheres comprometidos com a Igreja e os apelos da atual sociedade . Os sacramentos são este grande sinal deste caminho responsável e assimilado na vida de adolescentes, jovens e adultos. 

Além desta bonita caminhada, esta edição da Semana de Formação foi marcada pelo início da caminhada formativa com os Amigos do Divino Mestre inseridos, juntos com as irmãs. Nesta primeira semana, participaram o casal Ivete e Toninho, ambos de São Paulo. Para o segundo encontro, está prevista a participação de outros Amigos do Divino Mestre, vindo de outros estados brasileiros.

O encontro termina nesta próxima sexta-feira, dia 28 de junho.

Estola Presbiteral Ravena Bordado Sagrado Coração

Casula Shantung Sagrado Coração Creme

 

Casula Ravena Sagrado Coração Pérola

Festa de Jesus Mestre e votos dos Amigos do Divino Mestre

A festa de Jesus Mestre no último Domingo de outubro de 2018 foi um marco na história das Pias Discípulas do Divino Mestre no Brasil. Além de reunir a Família Paulina que celebra o centro e fundamento da espiritualidade paulina dada pelo fundador, Pe. Tiago Alberione, os primeiros cooperadores paulinos das Pias Discípulas fizeram os seus primeiros votos.

Os Amigos do Divino Mestre é o nome dado para os Cooperadores Paulinos ligados às Pias Discípulas. São leigos e leigas que colaboram e assumem em viver, de acordo com seu estado de vida, os valores e espiritualidade da instituição que estão ligados, no caso, as Pias Discípulas. Amigos do Divino Mestre que moram em Manaus, Rio de Janeiro, São Paulo, Recife assumiram com os votos de viverem a espiritualidade paulina e cooperarem na missão de viver e anunciar Jesus Mestre, Caminho, Verdade e Vida, com o carisma específico das Pias Discípulas.

Bendizemos a Deus que continua a chamar pessoas para manter vivo o carisma paulino.

Homilia da Missa de canonização de Paulo VI, Dom Óscar Romero e outros cinco Beatos

Jesus não Se contenta com uma «percentagem de amor»: não podemos amá-Lo a vinte, cinquenta ou sessenta por cento. Ou tudo ou nada”, disse o Papa em sua homilia, recordando que Paulo VI continua hoje a exortar-nos, “juntamente com o Concílio de que foi sábio timoneiro, a que vivamos a nossa vocação comum: a vocação universal à santidade; não às meias medidas, mas à santidade.

Cidade do Vaticano – Notícia do Vatican News

Neste domingo, 14 de outubro, o Papa Francisco presidiu na Praça São Pedro a cerimônia de canonização dos Beatos Paulo VI, Dom Oscar Romero, Francisco Spinelli, Vicente Romano, Maria Catarina Kasper, Nazária Inácia e Núncio Sulprizio. Eis sua homilia na íntegra:

“A segunda Leitura disse-nos que «a palavra de Deus é viva, eficaz e cortante» (cf. Heb 4, 12). É mesmo assim: a Palavra de Deus não é apenas um conjunto de verdades ou uma história espiritual edificante. Não! É Palavra viva que toca a vida, que a transforma. Nela, Jesus pessoalmente – Ele que é a Palavra viva de Deus – fala aos nossos corações.

Particularmente o Evangelho convida-nos a ir ao encontro do Senhor, a exemplo daquele «alguém» que «correu para Ele» (cf. Mc 10, 17). Podemo-nos identificar com aquele homem, de quem o texto não diz o nome parecendo sugerir-nos que pode representar cada um de nós. Ele pergunta a Jesus como deve fazer para «ter em herança a vida eterna» (10, 17). Pede vida para sempre, vida em plenitude; e qual de nós não a quereria?

Mas pede-a – notemos bem – como uma herança a possuir, como um bem a alcançar, a conquistar com as suas forças. De facto, para possuir este bem, observou os mandamentos desde a infância e, para alcançar tal objetivo, está disposto a observar ainda outros; por isso, pergunta: «Que devo fazer para ter…?»

A resposta de Jesus mexe com ele. O Senhor fixa nele o olhar e ama-o (cf. 10, 21). Jesus muda-lhe a perspetiva: passar dos preceitos observados para obter recompensas ao amor gratuito e total. Aquele homem falava em termos de procura e oferta; Jesus propõe-lhe uma história de amor. Pede-lhe para passar da observância das leis ao dom de si mesmo, do trabalhar para si ao estar com Ele. E faz-lhe uma proposta «cortante» de vida: «Vende tudo o que tens, dá o dinheiro aos pobres (…), vem e segue-Me» (10, 21).

E Jesus diz também a ti: «Vem e segue-Me». Vem: não fiques parado, porque não basta não fazer nada de mal para ser de Jesus. Segue-Me: não vás atrás de Jesus só quando te apetece, mas procura-O todos os dias; não te contentes com observar preceitos, dar esmolas e recitar algumas orações: encontra n’Ele o Deus que sempre te ama, o sentido da tua vida, a força para te entregares.

E Jesus diz mais: «Vende tudo o que tens, dá o dinheiro aos pobres». O Senhor não faz teorias sobre pobreza e riqueza, mas vai direto à vida. Pede-te para deixar aquilo que torna pesado o coração, esvaziar-te de bens para dar lugar a Ele, único bem. Não se pode seguir verdadeiramente a Jesus, quando se está estivado de coisas. Pois, se o coração estiver repleto de bens, não haverá espaço para o Senhor, que Se tornará uma coisa mais entre as outras. Por isso, a riqueza é perigosa e – di-lo Jesus – torna difícil até mesmo salvar-se.

Não, porque Deus seja severo; não! O problema está do nosso lado: o muito que temos e o muito que ambicionamos sufocam-nos, sufocam-nos o coração e tornam-nos incapazes de amar. Neste sentido, São Paulo recorda-nos que «a raiz de todos os males é a ganância do dinheiro» (1 Tim 6, 10). Quando se coloca no centro o dinheiro, vemos que não há lugar para Deus; e não há lugar sequer para o homem.

Jesus é radical. Dá tudo e pede tudo: dá um amor total e pede um coração indiviso. Também hoje Se nos dá como Pão vivo; poderemos nós, em troca, dar-Lhe as migalhas? A Ele, que Se fez nosso servo até ao ponto de Se deixar crucificar por nós, não Lhe podemos responder apenas com a observância de alguns preceitos. A Ele, que nos oferece a vida eterna, não podemos dar qualquer bocado de tempo. Jesus não Se contenta com uma «percentagem de amor»: não podemos amá-Lo a vinte, cinquenta ou sessenta por cento. Ou tudo ou nada.

Queridos irmãos e irmãs, o nosso coração é como um íman: deixa-se atrair pelo amor, mas só se pode apegar a um lado e tem de escolher: amar a Deus ou as riquezas do mundo (cf. Mt 6, 24); viver para amar ou viver para si mesmo (cf. Mc 8, 35). Perguntemo-nos de que lado estamos nós… Perguntemo-nos a que ponto nos encontramos na nossa história de amor com Deus… Contentamo-nos com alguns preceitos ou seguimos Jesus como enamorados, prontos verdadeiramente a deixar tudo por Ele?

Jesus pergunta a cada um e a todos nós como Igreja em caminho: somos uma Igreja que se limita a pregar bons preceitos ou uma Igreja-esposa, que pelo seu Senhor se lança no amor? Seguimo-Lo verdadeiramente ou voltamos aos passos do mundo, como aquele homem? Em suma, basta-nos Jesus ou procuramos as seguranças do mundo? Peçamos a graça de saber deixar por amor do Senhor: deixar riquezas, deixar sonhos de cargos e poderes, deixar estruturas já inadequadas para o anúncio do Evangelho, os pesos que travam a missão, os laços que nos ligam ao mundo.

Sem um salto em frente no amor, a nossa vida e a nossa Igreja adoecem de «autocomplacência egocêntrica» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 95): procura-se a alegria em qualquer prazer passageiro, fechamo-nos numa tagarelice estéril, acomodamo-nos na monotonia duma vida cristã sem ardor, onde um pouco de narcisismo cobre a tristeza de permanecermos inacabados.

Aconteceu assim com aquele homem que – diz o Evangelho – «retirou-se pesaroso» (10, 22). Ancorara-se aos preceitos e aos seus muitos bens, não oferecera o coração. E, embora tivesse encontrado Jesus e recebido o seu olhar amoroso, foi-se embora triste. A tristeza é a prova do amor inacabado. É o sinal dum coração tíbio. Pelo contrário, um coração aliviado dos bens, que ama livremente o Senhor, espalha sempre a alegria, aquela alegria de que hoje temos tanta necessidade.

O Santo Papa Paulo VI escreveu: «É no meio das suas desgraças que os nossos contemporâneos precisam de conhecer a alegria e de ouvir o seu canto» (Exort. ap. Gaudete in Domino, I). Hoje, Jesus convida-nos a voltar às fontes da alegria, que são o encontro com Ele, a opção corajosa de arriscar para O seguir, o gosto de deixar tudo para abraçar o seu caminho. Os Santos percorreram este caminho.

Fê-lo Paulo VI, seguindo o exemplo do Apóstolo cujo nome assumira. Como ele, consumiu a vida pelo Evangelho de Cristo, cruzando novas fronteiras e fazendo-se testemunha d’Ele no anúncio e no diálogo, profeta duma Igreja extroversa que olha para os distantes e cuida dos pobres. Mesmo nas fadigas e no meio das incompreensões, Paulo VI testemunhou de forma apaixonada a beleza e a alegria de seguir totalmente Jesus. Hoje continua a exortar-nos, juntamente com o Concílio de que foi sábio timoneiro, a que vivamos a nossa vocação comum: a vocação universal à santidade; não às meias medidas, mas à santidade.

É significativo que, juntamente com ele e demais Santos e Santos hodiernos, tenhamos D. Óscar Romero, que deixou as seguranças do mundo, incluindo a própria incolumidade, para consumir a vida – como pede o Evangelho – junto dos pobres e do seu povo, com o coração fascinado por Jesus e pelos irmãos. E o mesmo podemos dizer de Francisco Spinelli, Vincente Romano, Maria Catarina Kasper, Nazária Inácia de Santa Teresa de Jesus e também do nosso jovem napolitano (ndr – do Abruzzo) Núncio Sulprizio: o santo jovem, corajoso, humilde, que soube encontrar Jesus no sofrimento, no silêncio e na oferta de si mesmo. Todos estes Santos, em diferentes contextos, traduziram na vida a Palavra de hoje: sem tibieza, nem cálculos, com o ardor de arriscar e deixar tudo. Irmãos e irmãs, que o Senhor nos ajude a imitar os seus exemplos!”

ENCERRAMENTO DO CENTENÁRIO DOS COOPERADORES PAULINOS NO BRASIL

Ir. Helena Corazza, fsp

 

À luz da temática “Despertai o mundo com a luz do Evangelho” os Cooperadores da Família Paulina no Brasil concluíram o Centenário com uma Romaria ao Santuário de Aparecida (SP), no dia 30 de junho de 2018, com momentos de reflexão, testemunho e partilha. Ao final, foi feito o envio e bênção com a entrega do Santo Evangelho para cada um.

Uma Romaria ao Santuário Nacional de Aparecida, com 550 participantes, membros da Família Paulina, familiares, marcou o encerramento do Centenário no Cooperadores Paulinos do Brasil como Família Paulina. A programação foi organizada em conjunto por Irmãs e Cooperadores das Congregações que mantêm grupos como Paulinas, Discípulas do Divino Mestre e Pastorinhas das Províncias de São Paulo e do Sul, com uma missa, pela manhã, e uma tarde de reflexão e partilha.

A abertura do Ano Centenário – para os grupos de São Paulo – aconteceu no Santuário São Judas Tadeu, em São Paulo, nesta mesma data, presidida pelo Bispo Auxiliar da Arquidiocese e Vigário Episcopal para a Comunicação, Dom Devair Araújo da Fonseca.

Abertura do Centenário em São Paulo – Família Paulina

Na Província do Sul também aconteceu nas diversas regiões com Celebração Eucarística e uma em Caxias do Sul, com todos os grupos da região sul, seguida de uma programação de partilhas de experiências dos grupos, momentos de lazer e um delicioso almoço servido para todos.

Abertura do Centenário em Caxias do sul – Família Paulina.

Na celebração eucarística presidida pelo Arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes, os Cooperadores participaram da procissão de entrada levando símbolos do Centenário, como um banner com o lema: “Despertai o mundo com a luz do Evangelho” e o banner do Bem-aventurado Tiago Alberione, fundador da Associação. Acompanhou também as imagens dos Apóstolos Pedro e Paulo e a lamparina de 10 chamas.

Despertai o mundo com a luz do Evangelho e Bem-aventurado Pe. Tiago Alberione

São Pedro e São Paulo – Lâmpada das 10 chamas

Dom Orlando Brandes – Arcebispo de Aparecida

O Arcebispo destacou, em sua homilia, a missão evangelizadora da Família Paulina no espírito do Apóstolo Paulo, bem como a coincidência do Ano Centenário da Associação dos Cooperadores Paulinos com o Ano do Laicato para a Igreja do Brasil. Ele exaltou a importância do Apóstolo e foi enfático em afirmar: “Quem quer conhecer Jesus leia uma carta de São Paulo”. Dom Orlando exortou a vivermos o espírito do Apóstolo São Paulo hoje como “Igreja em saída”. Saída de nossas casas para visitar as pessoas e famílias como fez Jesus.

Tarde de reflexão – celebração

Organizada por uma comissão do Centenário formada por Cooperadores, Cooperadoras e Irmãs responsáveis de cada Congregação, a equipe de coordenação deu as boas-vindas aos participantes, destacando este momento de alegria, festa e celebração, neste Ano do Laicato, exortando a terem um coração ardente como o do Apóstolo Paulo. Ir. Ninfa Becker, fsp; Ir. Soeli T. Branco, sjbp; Irmã Vera M. Galvan, pddm; Ir. Elisabete Martins, ijbp). 

A coordenação do encontro ficou a cargo de Neusa Alves – “Cooperadores Paulinos para o Evangelho” (CPPE – Paulinas); Maria Ivete Ursulina Santos – “Amigos do Divino Mestre” (Discípulas); e Arnaldo Poletto – “Amigos de Jesus Bom Pastor” (Pastorinhas).

Na saudação aos participantes, as Provinciais reafirmaram o sentido da celebração de um Centenário. Irmã Maria Antonieta Bruscato, FSP, destacou o “tesouro” que são os Cooperadores na grande árvore da Família Paulina com todas as cores do mundo. Leigos com sabor de futuro, capazes de sonhar, lembrando que devemos “fazer a todos a caridade da verdade”. Irmã Marilez Furlanetto, DDM, ressaltou que Alberione se deixou tocar pela espiritualidade missionária de Paulo. Deixou-se seduzir pelo Senhor e pelo chamado que é dom do Espírito. Irmã Bertila Picelli, SJBP, representou a Irmã Maria de Fatima Piai, em viagem pelo Gabão, e transmitiu a sua saudação lembrando que celebrar 100 anos é gratificante e exortou a entrar no coração de Alberione e crescer na experiência paulina. Irmã Adriana Cortelini, SJBP, lembrou o Fundador ao dizer que a Associação começou no dia dos Apóstolos Pedro e Paulo, portadores de Cristo, que trazem muitas virtudes, o espírito pastoral. Lembrou o Ano do Laicato e as palavras do Papa Francisco: não apagar o fogo profético e o lema “Despertai o mundo com a luz do Evangelho”.

Ir. M. Antonieta Bruscato fsp, Ir. Marilez Furlanetto pddm, Ir. Adriana Cortellini ijbp, Ir. Bertila Picelli ijbp

A geografia dos cooperadores no Brasil

A coordenação ficou por conta de cooperadores da comissão do Centenário que também apresentou os grupos de Cooperadores existentes e presentes no evento, resultando presenças em 20 estados, 35 cidades, num total de 671 Cooperadores com e em caminho para fazer a Promessa.

O grupo ligado às Paulinas intitula-se  “Cooperadores Paulinos para o Evangelho”. Iniciou sua organização em 2007 e hoje são cerca 264, em 17 grupos, sendo que 98 fizeram a Promessa.

Encontro nacional cooperadores paulinos para o Evangelho

As Discípulas do Divino Mestre iniciaram a organização entre os anos de 1996 e 2002, com o Boletim intitulado “Amigos do Divino Mestre”, direcionado aos Cooperadores da missão e, também, aos familiares das Irmãs e jovens. Em 2013, respondendo ao apelo do 8º Capítulo Geral, criou-se uma Comissão de Irmãs para retomar o Estatuto da Associação e elaborar um projeto de constituição de grupos de CP-ADM e formação de seus membros em vista da missão. Assim foi feito e atualmente estão organizados em sete grupos, hoje os Cooperadores são 80.

Na Província Jesus Bom Pastor com sede em Caxias do Sul (RS), as Irmãs Pastorinhas começaram a se reunir nos anos de 1998 a 2000 nas festas da Congregação. Nos anos de 2003 a 2005, após uma formação carismática com todas as Irmãs da Província, as Irmãs assumiram com mais clareza, entendendo o valor dos leigos e leigas que partilham o mesmo Carisma. Hoje são 15 grupos, dos quais um é formado por jovens, e os Cooperadores somam com promessa 167. Dentre eles, cerca de 50 estão próximos ao caminho para a Promessa.  Já as Pastorinhas de São Paulo iniciaram a organização em 2005 com os “Amigos de Jesus Bom Pastor” e atualmente são 150 organizados em nove grupos.

Momento de testemunhos

A programação dedicou um tempo para ouvir testemunhos de dois Cooperadores por Província, com a pergunta: o que significa para mim ser um Cooperador paulino hoje? Talvez se possa sintetizar os depoimentos dos que testemunharam, em alguns traços que dizem respeito à vocação do cristão leigo:

– um chamado e encantamento pela espiritualidade paulina, com os matizes do carisma da comunicação, do serviço pastoral e do serviço à liturgia;

– a formação que os ajuda na vivência pessoal e no serviço à comunidade e à sociedade, sobretudo a Palavra de Deus meditada e pregada;

– o desafio de pensar o apostolado com o espírito de São Paulo onde quer que estejamos;

– o desafio de ser sal e luz do mundo na missão;

– o testemunho de alegria percebido nas Irmãs.

– a graça de viver este Primeiro Centenário. Quem foi a Roma sentiu muito de perto a experiência de universalidade.

– a importância da união e conhecimento dos cooperadores das outras Províncias, algo reforçado também pela Convenção em Roma e que se concretizou durante o Ano Centenário, especialmente  neste encontro.

A animação do encontro da tarde ficou a cargo do Grupo Chamas das irmãs Paulinas, jovens cooperadores paulinos e membros da Família Paulina.

O Centenário na experiência dos Cooperadores Paulinos

 Esta reportagem entrevistou alguns Cooperadores presentes no evento, perguntando o que significa viver este Centenário. Para Agenor Sousa, de São Luís (MA), CPPE desde 2007, o que lhe “tocou o coração foi perceber que a ideia de Alberione, há 100 anos, sobre a importância do leigo na Igreja, se confirmou hoje nas palavras de Dom Orlando, quando falou do laicato”. Para a amiga de Jesus Bom Pastor, Sirley Diniz Boza, de Campo Grande (MS), Cooperadora desde o ano 2000, o Ano Centenário “é uma graça, e a certeza de que está fazendo história junto à Família Paulina”. Ela teve a graça de participar do Congresso de Roma.

Para Terezinha Donato, do Rio de Janeiro (RJ), amiga do Divino Mestre desde 1997, “viver este Centenário é confirmar a fé na missão e bênção de Jesus Mestre; a caminho, agradeço”. A CPPE desde 2012, Maria Lúcia Gomes Silva, de Osasco (SP), afirma que viver este Centenário é “uma caminhada de luz que tem iluminado o trabalho de evangelização na luz do Espírito Santo. Ser Cooperadora é ser luz, levar a luz”. O amigo de Jesus Bom Pastor, José Ronaldo Macário, de Tupanatinga (PE), afirma: “Estou muito feliz com o Centenário dos Cooperadores Paulinos, onde estivemos juntos, nós povo de vários lugares, na missão de evangelizar. Tudo isso ajuda a sermos melhores e a amar mais o próximo. A partir do momento em que comecei a participar desta Associação, senti o apelo de ajudar a comunidade a viver melhor o Evangelho, promovendo encontros com o conteúdo preparado para o Centenário, reunindo as famílias da comunidade para que o Evangelho seja conhecido, amado e vivido por nossos vizinhos e amigos que até então não tínhamos o exercício da Leitura Orante nesta localidade”.

Segundo o Amigo de Jesus Bom Pastor, Vitalino Martins, de Bodoquena (MS), Cooperador desde 2010, o Centenário “é uma oportunidade de viver o carisma, conhecer os lugares do Fundador, intensificar a cooperação, vivendo em contínua conversão”. Ele participou do Congresso Internacional em Roma. O casal, Amigos do Divino Mestre, Janer e Rosenira Samuel, de Manaus (AM), Cooperadores Amigos do Divino Mestre desde 2014, vive com intensidade os encontros de formação e espiritualidade e, para eles,  viver o Centenário “é motivo de júbilo e emoção por termos sido convidados a participar da missa de Aparecida no presbitério, foi um momento ímpar”. Ficaram muito tocados com a reflexão de Dom Orlando sobre a vida e atitudes de Paulo. Por sua vez, o amigo de Jesus Bom Pastor, Arnaldo Poletto, diz que viver o Centenário “é revisitar o passado, rever as raízes para produzir frutos hoje na perspectiva do Evangelho da justiça e da solidariedade, como missão”.

Segundo André L. Kawahala,  de São Paulo (SP), CPPE desde 2007, é “entender mais qual a missão do leigo no carisma paulino, na Igreja e na sociedade; na missão procuro compreender e comunicar a face de Jesus Mestre para as pessoas e, sobretudo, para a família”.  A amiga de Jesus Bom Pastor,  de Tupanatinga (PE), Maria Helena Cursino de Melo diz: “É muito importante para mim a espiritualidade que me ajuda a partilhar, aprender a me colocar no lugar do outro e fortalece a minha vida. Às pessoas que fazem parte  dos Cooperadores Paulinos recomendo que participem sempre dos encontros do grupo, tenham presente a mensagem de Alberione, baseada nos escritos paulinos, um meio para alcançarmos os objetivos de Paulo: chegar aos irmãos mais afastados”.

Despertai o mundo com a luz do Evangelho!

Pe. Luís Miguel Duarte, ssp

O tema do Ano Centenário foi abordado pelo provincial dos Paulinos, padre Luís Miguel Duarte,  em três tópicos: as origens, o patrono Paulo Apóstolo e propostas para os Cooperadores Paulinos. Padre Luís Miguel começou dizendo que Alberione tinha um “infreável ardor apostólico” e, desde a passagem do século,  sentiu que precisava se preparar para fazer alguma coisa. E o que o preocupava era a “boa imprensa”, contrapondo-se à “má imprensa”, entendendo-se imprensa por todas as publicações da época.  O provincial fez um percurso histórico trazendo fragmentos dos escritos de Alberione a respeito de como pensou os Cooperadores e, segundo ele, pode-se afirmar que “nasceram com a Pia Sociedade de São Paulo”.  Lembrou o tipo de cooperação como orações, ofertas e obras.

Sobre o Patrono, pe. Luís Miguel lembrou que São Paulo cultivava grande amor por Jesus Cristo e citou diversos textos de suas cartas, dentre eles Gl 2,20, que, segundo pesquisas do padre Roatta, é a mais citada por Alberione e se constitui o fundamento. O segundo ponto é que Paulo é imbuído de imenso zelo apostólico: “Faço tudo pelo evangelho” (1Cor 9,23), sofro pelo Evangelho. E por fim lembrou a ternura do Apóstolo “…desse modo, querendo-vos bem,  quisemos vos entregar  não somente o Evangelho de Deus, mas também nossas vidas, porquanto vos tornastes amados a nós” (Ts 2,8).

O terceiro ponto abordado foram propostas, lembrando que em 1920 o Fundador falava de ter uma casa própria e os Cooperadores ajudaram financeiramente, recolhendo ofertas para isso. Considerou que o Centenário no Ano do Laicato celebra uma presença organizada. E no item o que se espera dos Cooperadores foi elencando alguns tópicos: fazer crescer em nós o amor de Cristo; contato diário com a Palavra de Deus; aumento do conhecimento do Apóstolo – imbuir-se do amor por todos os povos (1Cor 9,16); evangelizar – tornar Jesus Cristo conhecido pela palavra oral, escrita, de todas as formas, pelas redes sociais; a credibilidade – “Façam a todos a caridade da verdade”; testemunho de vida cristã onde estivermos, na universidade, no tempo livre, no trabalho.

O palestrante lembrou que, em 1954, o Fundador assim definiu os Cooperadores: “Pessoas que compreendem a situação atual e a eficácia dos meios de comunicação”. Daí decorre que os Cooperadores são os primeiros promotores vocacionais, por isso, têm como missão promover vocações para a Família Paulina. E concluiu sua fala com essa afirmação: “Revolucionai o mundo com a luz do Evangelho!”.

Bênção e envio

Coroando o Centenário, os Paulinos presentes, Padre Luís Miguel Duarte, Padre Antonio Silva e Padre José Carlos invocaram as bênçãos de Deus sobre os Cooperadores e fizeram o envio. Num gesto simbólico, as Irmãs Provinciais entregaram a cada Cooperador e Cooperadora um exemplar do Santo Evangelho, o Cristo Palavra a ser vivido e anunciado na vida e missão.

 

COOPERADORAS E COOPERADORES PAULINOS

 DESPERTAI MUNDO COM A LUZ DO EVANGELHO HOJE!

100 anos dos Cooperadores Paulinos em Aparecida, SP

Na celebração conclusiva do Centenário dos cooperadores Paulinos, o Santuário Nacional de Nossa Aparecida acolheu os homens e mulheres que fazem parte desta grande associação da Família Paulina nos dias 27 a 30 de junho de 2018.

A Associação dos Cooperadores Paulinos são leigos e leigas que se propõe a viver a espiritualidade paulina e assumem, de acordo com a congregação que o grupo está ligado, o carisma específico daquele instituto. Os Cooperadores ligados às Paulinas, Pastorinhas e Pias Discípulas de diversos estados do Brasil estavam presentes neste primeiro encontro nacional e também celebração conclusiva do Centenário.

Os dois primeiros dias cada grupo se reuniu, até mesmo para se conhecerem. Já no sábado, 30/06, estava previsto um encontrão dos três grupos de Cooperadores. Eram mais de 200 pessoas. O dia iniciou com a missa no Santuário, presidida por Dom Orlando Brandes que animou a assembleia a assumir o seu discipulado e partir em missão para as periferias existenciais. Nesta celebração, também o grupo dos Cursilistas estava presente. Foi uma grande celebração da vocação leiga na Igreja.

Na parte da tarde, o encontro foi específico: foi feita apresentações dos núcleos e depois, o Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp, provincial dos Padres e Irmãos Paulinos, trouxe um histórico da criação e necessidade dos Cooperadores Paulinos para a Família Paulina. como foi fundamental, nos primeiros tempos, esta interação e compromisso dos Cooperadores para a missão de viver e anunciar ao mundo Jesus Mestre e Pastor, Caminho, Verdade e Vida. O encontro terminou com a apresentação de um vídeo com as fotos do 1° Encontro Internacional dos Cooperadores Paulinos no final de maio deste ano, que alguns dos cooperadores brasileiros participou.

Bendito seja Deus pela vocação dos Cooperadores Paulinos na vida da Igreja e da Família Paulina. O tema do centenário dos Cooperadores Paulinos era DESPERTAI O MUNDO COM A LUZ DO EVANGELHO. O tema  é muito atual e denso de significado. Que neste novo iniciar de novo centenário, os Cooperadores Paulinos possam despertar o mundo com a luz do Evangelho, para atender ao apelo da Igreja que recomenda uma nova evangelização para a transmissão da fé para o mundo envelhecido, adormecido e  que precisa ser despertado, renovado.


 

Hino dos 100 anos dos Cooperadores Paulinos para o Evangelho
Letra e Música: Nelci Bedin e Roseli Adami dos Santos

Tema: “Despertai o mundo com a Luz do Evangelho”

 G
Graça e Paz em Cristo Jesus
D7                      G
Graça e Paz em Cristo Jesus!
G7              C
Despertai o mundo com a LUZ,
D7                   G
com a LUZ do Evangelho!

G                                                 D7
1 – O mundo e toda a história da humanidade,
                                                         G
são o grande campo do amor de Deus!
    G                         G7                   C
A nossa vida é conduzida por este amor
      G             D7                     G
Que nos recria e envia em missão!
                      G                                                   D7
– Movido pelo Espírito, Alberione deu ‘a Igreja!,
                                                     G
Novo jeito de anunciar, nova comunicaçao.
         G                         G7              C
Viver em união, da oração para a ação
    G                         D7                 G
Pra ser Luz, com a Luz do Evangelho.

 G
Graça e Paz em Cristo Jesus
D7                      G
Graça e Paz em Cristo Jesus!
G7              C
Despertai o mundo com a LUZ,
D7                   G
com a LUZ do Evangelho!

G                                                D7
2 – Jesus é o caminho, a Verdade e a Vida;
G
O centro: a Palavra e a Eucaristia.
G                          G7             C
Ele é; a Luz que ilumina a toda gente,
G                    D7                   G
E nos chama a viver em conversão!

G                                                         D7
– Maria é nossa Mãe, a Rainha dos Apóstolos,
G
Sob seu olhar caminhamos confiantes.
G                          G7               C
Como Mestra nos indica o seu Filho
G                                  D7              G
E ensina-nos a dá-lo para o mundo…!

 G
Graça e Paz em Cristo Jesus
D7                      G
Graça e Paz em Cristo Jesus!
G7              C
Despertai o mundo com a LUZ,
D7                   G
com a LUZ do Evangelho!

G                                             D7
3 – Paulo é o Apóstolo de toda as gentes,
G
É o grande modelo da vida Paulina
G                        G7                   C
Lançar-se para frente, rumo ‘a meta!
G                     D7                 G
“Até que Cristo se forme em nós!
G                                            D7
– Cooperadores Paulinos aqui celebram,
G
A sua vocação na Família Paulina;
G                  G7                  C
Em casa, na Igreja e na sociedade;
G7                    D7                   G
Sendo LUZ, com a Luz do Evangelho!       Refrão

G                                                 D7
4 – Estamos ao pé de uma grande montanha,
G
O nosso horizonte é o mundo inteiro;
G                          G7                    C
No nosso coração, toda a humanidade!
G                       D7                 G
Sedenta da Luz, e do Amor de Deus.

Fonte de Inspiração:    Doc CNBB – “Cristãos leigos e leigas na Ig. e na sociedade” – 105
Lv. Cristo vive em mim (Giuseppe Forlai) – Paulinas e Paulus.