Um Olhar de Esperança

A condição da finitude humana causa em nós, no mínimo um desconforto. Essa situação abre alguns precedentes, inclusive para especulações e propostas. O Cristianismo sempre olhou para essa realidade com muita esperança, por isso celebramos o dia de nossos irmãos já falecidos como uma verdadeira comunhão de santos. Por herança no sangue de Cristo todos participam da salvação que Ele nos mereceu formando um só corpo, quer nesta vida (pelo testemunho), quer na esperança da vida Eterna (pela graça).

Em diversos momentos a Palavra de Deus nos atesta essa realidade. Apenas um exemplo: “Desde já somos filhos de Deus, mas nem sequer se manifestou o que seremos!” (1Jo 3,2). Não seria novidade se alguém nos dissesse que há uma grande tribulação em curso e que nos afeta direta ou indiretamente. Quantasvezes nos sentimos tomados por um sentimento de temor perante o futuro, ou atemorizados diante de acontecimentos do dia a dia. Porém, quando nos deparamos com o amor extremado de Deus para com a humanidade a qual pertencemos, nos fica evidente que “Deus amou de tal modo o mundo que entregou o seu Filho único, para que todo o que nele acredita não morra, mas tenha a vida eterna” (Jo 3,16). O fato de pedirmos o auxilio de Deus nas provações não é novidade nem O desagrada. O Senhor ouviu o clamor do seu povo (cfEx 3, 7-8), e esteve presente libertando-os das amarras da escravidão e concedendo-lhes novos horizontes em vista da vida nova, nesta vida e na outra. O Antigo testamento nos apresenta um Deus ciumento (cfEx 20,5) pedindo fidelidade a esse amor sob pena de aquele que não fosse capaz testemunhá-Lo na inteira fidelidade, experimentasse imediatamente a Sua ira. Tal pensamento evoluiu. O profeta Oséias propõe uma sincera conversão ao Senhor “Pois eu quero amor e não sacrifícios, conhecimento de Deus mais do que holocaustos”. A mesma referência encontramos na citação de São Mateus “Eu quero a misericórdia e não o sacrifício” (Mt 9,13). Portanto, por uma sinceridade de coração diantedaquelas situações muito humanas pelas quais passamos, nossas indiferenças e até incoerências na presençada salvação que o Cristo nos mereceu, por uma entrega filial e reconhecedora de quem agradece e confia no gesto salvador do Cristo Senhor, nos fará participar dos méritos que Ele próprio nos mereceu.

Temos no céu grandes intercessores. Assim, celebremos a memória daqueles que passaram pelas nossas vidas e humanamente nos amaram tanto, já estão nos braços do Pai, diante de Sua divina e infinita misericórdia, não com uma atitude de desesperança ou de inconformismo, mas com um redobrado ardor pela vida, como alguém que confia, acredita, luta pela instauração da justiça nessa terra. O Senhor não nos trouxe ao mundo para o desalento, mas para que fôssemos capazes de nos amar como irmãos e amá-Lo acima de outras coisas (cfJo 15,12), pois “Ele enxugará toda lágrima dos seus olhos, nunca mais haverá morte, nem luto, nem grito nem dor. Sim! As coisas antigas desapareceram!” (Ap 21,4).

Que a Virgem Maria, Mãe de Misericórdia, a qual invocamos na oração da Ave Maria, nos faça caminheiros com destino certo: a Jerusalém celeste.

Pe. Ancelmo Alencar GomesCSsR

Missionário Redentorista

Santa Bárbara d’Oeste – SP

Amigos do Divino Mestre emitem votos na Festa de Jesus Mestre, 2019

Com a liturgia do 29º Domingo do Tempo Comum, reunimo-nos, no sábado,26 de outubro, para celebrar nosso Divino Mestre, na alegria de irmãos e irmãs da Família Paulina, Irmãs e jovens das Pias Discípulas do Divino Mestre, das várias comunidades de São Paulo e Cabreúva, amigos e vizinhos.

Na motivação inicial fomos convocadas, também a fazermos comunhão com a Assembleia Sinodal, na esperança que se abram efetivamente, novos caminhos para a Amazônia.Esta celebração se revestiu de gratidão, porque: Bernadete Aparecida Cardoso Cobra, Elizabete Lima Cará de Oliveira, Laura Chamba dos Santos e Maria Inês Sepliano Pincinato,assumiram a Promessa na Associação dos Cooperadores Paulinos Amigos e Amigas do Divino Mestre (Núcleo de São Paulo). Nossacomunhão se estendeu, também, com os Amigos do Divino Mestre: Josiane Galvan Sartor, Romeu João Sartor (Núcleo de Caxias do Sul) e Renilda Felizola da Gama, Shirley Paulo Cruz, Sueli Silva de Moraes e Rosenira Gomes Pinheiro e Maurícia Dias dos Santos (Núcleo de Manaus).

Soou fortemente aos nossos ouvidos e ao coração a súplica proclamada na oração inicial: “Ó Deus fonte de todo bem,na plenitude dos tempos falastes à humanidade na pessoa do vosso amado Filho, Jesus Cristo, que passou entre nós fazendo o bem. Concedei-nos reconhecê-lo como nosso Mestre e Senhor, Caminho, Verdade e Vida, e corresponder ao seu amor por uma vida segundo o Evangelho”.

Nossa solenidade celebrada liturgicamente, continuo na partilha fraterna saboroso jantar com todos os presentes.

Seja louvado Jesus Mestre por nos fazer suas discípulas e seguidoras.

Leia a Circular da Madre Provincial, Ir. Marilez Furlanetto para este momento importante na história dos Cooperadores Paulinos, Amigos do Divino Mestre:

Circular 3 – 2019

Queridas Irmãs e Jovens,
Queridos Amigos e Amigas do Divino Mestre

Celebrando a festa de Cristo Mestre e Pastor na Família Paulina, recordamos os ensinamentos do padre Tiago Alberione: “Tudo está aqui: viver Jesus Cristo Caminho, Verdade e Vida; e fazer a caridade de Cristo para aquelas populações que estão privadas dela e sentem por ela fome intensa, dando de fato o Cristo total, Caminho, Verdade e Vida. De tal forma que possamos dizer: Não temos ouro e nem prata; porém vos damos aquilo que temos: Jesus Cristo, a sua doutrina, a sua moral, os meios de graça e de vida sobrenatural” (CISP 862). “Apostolado é dar à humanidade a salvação: Jesus Cristo Caminho, Verdade e Vida” (CISP 165).
Rezamos e trabalhamos para que a humanidade acolha, escute e ame Jesus Mestre e Salvador. Que o Divino Mestre nos conduza sempre na missão que nos confiou e nos fortaleça na fidelidade à vocação que nos chamou.
Continuamos expressar nossa gratidão a Deus, que na sua bondade chama para a Associação Cooperadores Paulinos Amigos/as do Divino Mestre:

1- Josiane Galvan Sartor (Caxias do Sul-RS)
2- Romeu João Sartor (Caxias do Sul-RS)
3- Bernadete Aparecida Cardoso Cobra (Cabreúva-SP)
4- Elizabete Lima Cará de Oliveira (Cabreúva-SP)
5- Laura Chamba dos Santos (Cabreúva-SP)
6- Maria Inês Sepliano Pincinato (Cabreúva-SP)
7- Maurícia Dias dos Santos (Manaus-AM)
8- Renilda Felizola da Gama (Manaus-AM
9- Shirley Paulo Cruz (Manaus-AM)
10- Sueli Silva de Moraes (Manaus-AM)
11- Rosenira Gomes Pinheiro (Manaus-AM)

Acolhemos com carinho, os novos membros que hoje, na fé, professam o seguimento de Jesus Cristo, na Congregação das Pias Discípulas do Divino Mestre. Igualmente acolhemos e convidamos aos que estão fazendo aniversário (um ano), a renovar as promessas e reavivar o dom de Deus. Os Cooperadores Paulinos Amigos e Amigas do Divino Mestre, participando da nossa Espiritualidade e Missão, se unem à vasta Família Paulina, para ser na Igreja Discípulos- Missionários: batizados e enviados para a edificação do Reino de Deus no mundo.

Que o Senhor nos conceda a graça de crescer na comunhão e de perseverar na alegria da vocação.

Ir. Marilez Furlanetto e Conselheiras

São Paulo, 26 de outubro de 2019

Tríduo para a Festa de Jesus Mestre

Como titular, as Irmãs Pias Discípulas do Divino Mestre celebram, todo último domingo do mês de Outubro, a Festa de Jesus Mestre.

Para este ano, foi preparado um tríduo que disponibilizamos aqui para quem quiser baixar e rezar conosco.

Jesus de todos Salvador
Salmo 27 Ó filho de Davi
Responso – Cristo será
Responso da nuvem veio a voz que dizia
Ó Verbo de Deus Pai

Curso de Iconografia no Apostolado Litúrgico de São Paulo

De 11 a 20 de novembro teremos o Curso de Iconografia no Apostolado Litúrgico de São Paulo. O curso tem duração de 7 dias. Será feito nos dias 11 a 14 e de 18 a 20 de novembro.

O Curso de Iconografia será ministrado pela Ir. Goretti Medeiros. Ela é Pia Discípula do Divino Mestre e reside em Cabreúva, SP. A irmã é formada em Artes Plásticas e tem pós-graduação em Comunicação, Arte e Educação. Além disto, fez vários cursos extras em Iconografia e Policromia (barroco). Ela já colabora em diversos cursos de Iconografia e Arte Floral nas comunidades.

As inscrições vão até o dia 05 de novembro. Para este primeiro grupo, estão abertas 5 vagas. Cada participante receberá todo o material para escrita de um ícone: pigmentos, quadro, pincel, apostila. O investimento é de R$ 1500,00.

A inscrição no Curso de Iconografia será feita pelo site do Apostolado Litúrgico. Clique abaixo e inscreva-se. Vagas limitadas.

Local do Curso:

Curso de Iconografia em Recife

Neste final de setembro, aconteceu um retiro com o objetivo e temática de oração pela escrita do Ícone. Iconografia é uma palavra de origem grega. “Icono” vem de eikon, que significa imagem ou ícone, e graphia pode ser traduzida como escrita. Etimologicamente iconografia significa escrita da imagem. A iconografia estuda a origem das imagens, e como elas são expostas e formadas. E é isto mesmo que se representa na iconografia cristã.

Tudo tem sentido: cores, traços, luzes. O ícone não é um simples desenho, mas uma escrita da experiência de Deus representada em forma de linguagem visual.

Este curso foi ministrado pela Ir. Goretti Medeiros, formada em artes e religiosa das Irmãs Pias Discípulas do Divino Mestre. Ela recebeu o convite deste grupo. Este retiro está sendo realizado no bairro da Torre em Recife na casa geral das Irmãs Franciscanas do Bom Conselho. São 10 participantes: 5 leigos e 5 religiosos, dentre eles um presbítero religioso e outro diocesano e três religiosas, duas são franscicanas e uma irmã é do Carmelo de Propriá- Sergipe.

O próximo curso acontecerá no Apostolado Litúrgico de São Paulo nos dias 11 a 20 de novembro. Serão 7 dias de encontros: 11 a 14 e 18 a 20 de novembro. Para este primeiro curso as vagas serão limitadas a 5 participantes, devido ao espaço físico. O investimento para este evento será de R$ 1500,00, já com todo material incluso. Se tiver desejo de participar, fique atento ao site e redes sociais do Apostolado Litúrgico para a abertura das inscriçõs para o curso.

Ir. Danielle faz sua Profissão Perpétua

Domingo, dia 22 de setembro, a Comunidade de Nossa Senhora do Rosário, de Nogueira, situada à beira do lago de Tefé, no estado do Amazonas, Brasil, estava em festa, pois uma  filha desta comunidade, Irmã Danielle Frutuoso de Araújo, celebrou a sua profissão perpétua na Congregação Religiosas Pias Discípulas do Divino Mestre.

Ir. Danielle Frutuoso de Araújo nasceu em Tefé, Am no dia 07 de Janeiro de 1987. É filha de Raimundo Gomes de Araújo e Maria do Perpétuo Socorro Frutuoso e tem quatro irmãos: Érica, Daniel, Daniela e Raina.

Desde criança participou ativamente da vida da igreja, seguindo o exemplo de seus pais. Em 2006 conheceu a Congregação das Pias Discípulas do Divino Mestre e se encantou pela forma como as irmãs viviam a missão junto ao povo. Neste mesmo ano, as Irmãs Pias Discípulas haviam iniciado uma missão intinerante no campo da Liturgia, na prelazia. Na semana santa, a Ir. Letícia Pontini esteve na comunidade de Nogueira.

Em 2008 ingressou na Congregação, após um mês de experiência na comunidade em Tefé. Fez a formação do aspirantado na comunidade de Olinda, Recife – PE. O postulantado na comunidade formativa de Cabreúva, SP e o noviciado na Comunidade de Caxias do sul, RS. Fez os primeiros votos em fevereiro de 2013 e vivenciou todo o juniorado na comunidade Divino Mestre de Cabreúva e exerceu o apostolado no setor cerâmica. Morou por um ano na Itália se preparando para os votos perpétuos.  Atualmente faz parte da comunidade Divino Mestre de Manaus.

A celebração Eucarística, na qual fez os votos perpétuos, foi presidida pelo Pe. Pedro, pároco de Tefé, e contou com a presença do Frei Maicon, dos Franciscanos Conventuais. A comunidade estava toda presente: família, amigos, parentes e demais pessoas. A ir. Marilez Furlanetto, provincial das Pias Discípulas, recebeu os votos. Além dela, as irmãs Letícia Pontini, Aparecida Batista e Julia Almeida estiveram presentes.

Este dia importante iniciou com um belíssimo tríduo vocacional  em preparação com visita às famílias e benção das casas; visita à escola local; ao grupo local da Renovação Carismática Católica e ao grupo de Jovens. Foi um momento importante de forte união da comunidade na oração e na partilha.

Ir. Danielle é sinal de um trabalho frutuoso realizado na Igreja do Amazonas. A convite de Dom Sérgio Castriani, as irmãs Discípulas desenvolveram um apostolado bonito de animação litúrgica e vocacional junto às comunidades ribeirinhas da Prelazia de Tefé. O próprio Dom Sérgio disse: “há um divisor na formação litúrgica das comunidades com a chegada das Irmãs, como sinal do trabalho eficaz iniciado pelas irmãs missionárias, Pias Discípulas”.

Portanto o evento vivido neste domingo no pequeno povoado de Nogueira mostra-se grandioso e importante para a Igreja e para a vida consagrada. Como expressa Dom Sérgio Castriani, arcebispo Metropolitano de Manaus, falando sobre a Ir. Danielle e seu sim à vida religiosa: “O mundo ganha hoje através da Igreja um presente de Deus para que a vida continue a fazer o seu caminho no meio dos homens e das mulheres tão necessitados de amor”.

Dia da Pátria

O Dia da Independência (também chamado Dia da Independência do Brasil, Sete de setembro, e Dia da Pátria) é um feriado nacional do Brasil celebrado no dia 7 de setembro de cada ano. A data comemora a Declaração de Independência do Brasil do Império Português no dia 7 de setembro de 1822.

A independência do Brasil aconteceu em 1822, tendo como grande marco o grito da independência que foi realizado por Pedro de Alcântara (D. Pedro I durante o Primeiro Reinado), às margens do Rio Ipiranga, no dia 7 de setembro de 1822. Com a independência do Brasil declarada, o país transformou-se em uma monarquia com a coroação de D. Pedro I.

A chegada da família real no Brasil ocasionou uma série de mudanças que contribuiu para o desenvolvimento comercial, econômico e, em última instância, possibilitou a independência do Brasil.

Com a chegada da família real, o Brasil experimentou, em seus grandes centros, um grande desenvolvimento resultado de uma série de medidas implementadas por D. João VI, rei de Portugal. Instalado no Rio de Janeiro, o rei português autorizou a abertura dos portos brasileiros às nações amigas, permitiu o comércio entre os brasileiros e os ingleses como medidas de destaque no âmbito econômico.

Outras medidas de destaque são destacadas pelo jornalista Chico Castro:

Tomou providências, um ano após a sua chegada, para que houvesse interesse pela educação e literatura brasileiras no ensino público, abrindo vagas para professores. Instalou na Bahia uma loteria para arrecadar fundos em favor da conclusão das obras do teatro da cidade; mandou estabelecer em Pernambuco a cadeira de Cálculo Integral, Mecânica e Hidromecânica e um curso de Matemática para os estudantes de Artilharia e Engenharia da capitania; isentou do pagamento de direitos de entrada em alfândegas brasileiras de matérias-primas a serem manufaturadas em qualquer província e criou, pela primeira vez no país, um curso regular de língua inglesa na Academia Militar do Rio de Janeiro|1|.

Essas e outras medidas que foram tomadas pelo rei português demonstravam uma clara intenção de modernizar o país como parte de uma proposta que fizesse o Brasil deixar de ser apenas uma colônia portuguesa, tornando-se de fato parte integrante do Reino de Portugal. Isso foi confirmado quando, em 16 de dezembro de 1815, D. João VI decretou a elevação do Brasil para parte do Reino Unido.

Isso, na prática, significou que o Brasil deixava de ser uma colônia e transformava-se em parte integrante do Reino português, que agora passava a ser chamado de Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. Essa medida era importante para o Brasil e, segundo as historiadoras Lilia Schwarcz e Heloísa Starling, a medida tinha como objetivo principal evitar que o Brasil seguisse pelo caminho da fragmentação revolucionária – como havia acontecido na relação entre EUA e Inglaterra|2|.

A presença da família real no Brasil havia proporcionado grandes avanços, mas, ainda assim, demonstrações de insatisfação aconteceram por meio da Revolução Pernambucana de 1817. A mudança da família real para o Brasil havia resultado em grande aumento de impostos e interferido diretamente na administração da capitania.

A Revolução Pernambucana de 1817 foi reprimida violentamente. Três anos depois de lidarem com ela, o rei D. João VI teve de lidar com insatisfações em Portugal que se manifestaram em Revolução Liberal do Porto de 1820. Esse foi o ponto de partida do processo de independência do Brasil.

Portugal vivia uma forte crise, tanto política quanto econômica, em consequência da invasão francesa. Além disso, havia uma forte insatisfação em Portugal por conta das transformações que estavam acontecendo no Brasil, sobretudo com a liberdade econômica que o Brasil havia conquistado com as medidas de D. João VI.

A Revolução Liberal do Porto eclodiu em 1820 e foi organizada pela burguesia portuguesa inspirada em ideais liberais. Um dos grandes objetivos dos portugueses era o retorno do rei para Portugal. Na visão da burguesia portuguesa, Portugal deveria ser a sede do Império português.

Outra reivindicação importante dos portugueses foi a exigência de restabelecimento do monopólio comercial sobre o Brasil. Essa exigência causou grande insatisfação no Brasil, uma vez que demonstrava a intenção dos portugueses em permanecer os laços coloniais em relação ao Brasil. O rei português, pressionado pelos acontecimentos em seu país, resolveu retornar para Portugal em 26 de abril de 1821.

Na viagem de D. João VI, cerca de quatro mil pessoas retornaram para Portugal. O rei português, além disso, levou para Portugal uma grande quantidade de ouro e diamantes que estavam nos cofres do Banco do Brasil. Com o retorno de D. João VI, Pedro de Alcântara foi transformado em regente do Brasil.

Processo de independência do Brasil

O processo de independência do Brasil aconteceu, de fato, durante a regência de Pedro de Alcântara no Brasil. As Cortes portuguesas (instituição surgida com a Revolução do Porto) tomaram algumas medidas que foram bastante impopulares aqui, como a exigência de transferência das principais instituições criadas durante o Período Joanino para Portugal, o envio de mais tropas para o Rio de Janeiro e a exigência de retorno do príncipe regente para Portugal.

Essas medidas junto com a intransigência dos portugueses, no decorrer das negociações com representantes brasileiros, e do tratamento desrespeitoso em relação ao Brasil fizeram com que a resistência dos brasileiros com os portugueses aumentasse, e reforçou a ideia de separação em alguns locais do Brasil, como no Rio de Janeiro. A exigência de retorno de D. Pedro para Portugal resultou em uma reação instantânea no Brasil.

Em dezembro de 1821, chegou a ordem exigindo o retorno de D. Pedro para Portugal e a reação decorreu da criação do Clube da Resistência. Em janeiro de 1822, durante uma audiência do Senado, um documento com mais de 8 mil assinaturas foi entregue a D. Pedro. Esse documento exigia a permanência do príncipe regente no Brasil.

Supostamente motivado por isso, D. Pedro disse palavras que entraram para a história do país: “Como é para bem de todos e felicidade geral da nação, estou pronto; diga ao povo que fico”|3|. Os historiadores não sabem ao certo se essas palavras foram mesmo ditas por D. Pedro. De toda forma, esse acontecimento marcou o Dia do Fico. Apesar disso, os historiadores afirmam que em janeiro de 1822 ainda não havia um desejo em muitos de permanecer o vínculo com Portugal.

A sucessão dos acontecimentos nos meses seguintes foram responsáveis por incitar o Brasil à ruptura com Portugal, uma vez que, como mencionado, isso não era certo em janeiro de 1822. Ao longo do processo de independência, duas pessoas tiveram grande influência na tomada de decisões de D. Pedro: sua esposa, Maria Leopoldina, e José Bonifácio de Andrada e Silva.

O rompimento ficou cada vez mais evidente com algumas medidas aprovadas no Brasil. Em maio de 1822, foi decretado o “Cumpra-se”, medida que determinava que as leis e as ordens decretadas em Portugal só teriam validade no Brasil com o aval do príncipe regente. No mês seguinte, em junho, foi determinada a convocação de eleição para a formação de uma Assembleia Constituinte no Brasil.

Essas medidas reforçavam a progressiva separação entre Brasil e Portugal, uma vez que as ordens de Portugal já não teriam validade aqui conforme determinava o “Cumpra-se” e, além disso, esboçava-se a elaboração de uma nova Constituição para o país com a convocação de uma Constituinte.

A relação das Cortes portuguesas com as autoridades brasileiras permaneceu irreconciliável e prejudicial aos interesses dos brasileiros. Em 28 de agosto de 1822, ordens de Lisboa chegaram ao Brasil com a mensagem que o retorno de D. Pedro para Portugal deveria ser imediato. Além disso, anunciava-se o fim de uma série de medidas em vigor no Brasil e tidas pelos portugueses como “privilégios” e os ministros de D. Pedro eram acusados de traição.

A ordem, lida por Maria Leopoldina, a convenceu da necessidade do rompimento com Portugal e, em 2 de setembro, organizou uma sessão extraordinária, assinou uma declaração de independência e a enviou para D. Pedro que estava em viagem a São Paulo. O mensageiro, chamado Paulo Bregaro, alcançou a comitiva de D. Pedro, na altura de São Paulo, quando estavam próximos ao Rio Ipiranga.

Na ocasião, D. Pedro I estava sofrendo de problemas intestinais (que não se sabe sua origem específica). O príncipe regente leu todas as notícias e ratificou a ordem de independência com um grito às margens do Rio Ipiranga, conforme registrado na história oficial. Atualmente, os historiadores não têm evidência que comprovem o grito do Ipiranga.

O 7 de setembro não encerrou o processo de independência do Brasil. Esse processo seguiu-se com uma guerra de independência e nos meses seguintes acontecimentos importantes aconteceram, como a Aclamação de D. Pedro como imperador do Brasil, no dia 12 de outubro, e sua coroação que aconteceu no dia 1º de dezembro.

Guerra de independência do Brasil

Diferente do que muitos acreditam, a independência do Brasil não foi pacífica. Com a declaração da independência, uma série de regiões no Brasil demonstrou sua insatisfação e rebelou-se contra o processo de independência. Eram movimentos “não adesistas”, isto é, movimentos que eclodiram nas províncias que não aderiram ao processo de independência e que se mantiveram leais a Portugal.

Os quatro grandes centros da resistência contra a independência do Brasil aconteceram nas seguintes províncias: Pará, Bahia, Maranhão e Cisplatina (atual Uruguai). Aconteceram campanhas militares nessas localidades e os combates contra as forças que não aderiram à independência estenderam-se até 1824. Para saber mais sobre, leia este texto: Guerra de Independência do Brasil.

Consequências da independência do Brasil

Entre as consequências do processo de independência do Brasil, podem ser mencionados:

  • Surgimento do Brasil enquanto nação independente;
  • Construção da nacionalidade “brasileira”;
  • Estabelecimento de uma monarquia nas Américas (a única no continente junto da haitiana e mexicana);
  • Endividamento do Brasil por meio de um pagamento de 2 milhões de libras como indenização aos portugueses.

|1| CASTRO, Chico. A Noite das Garrafadas. Brasília: Senado Federal, 2013, p. 33 e 34.
|2| SCHWARCZ, Lilia Moritz e STARLING, Heloisa Murgel. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015, p. 189.
|3| Idem, p. 212.

Por Daniel Neves
Graduado em História
Fonte: https://brasilescola.uol.com.br/historiab/independencia-brasil.htm

JESUS CRISTO, A PALAVRA QUE SE FEZ CARNE (Jo 1,14; 1Jo 4,2)

Setembro é considerado o mês da Bíblia, oportunidade para vivenciar e anunciar a Palavra de Deuse de maior aprofundamento bíblico. Dia 30 recordamos a vida e o testemunhode São Jerônimo, que fez a tradução da Bíblia (escrita originalmente em hebraico, alguns trechos em aramaico, e grego) para o latim.

            Ao longo do Ano Litúrgico, a Palavra de Deus alimenta a nossa caminhada de fé e o compromisso a serviço da “vida em abundância para todos” (Jo 10,10). Durante o mês de Setembro a parte da Bíblia para o estudo é a Primeira Carta de João, escrita na cidade de Éfeso (atual Turquia) no final do século I. “Nós amamos porque Deus nos amou primeiro” (1Jo 4,19) é o lema para guiar os encontros, reflexões, orações a partir da Palavra de Deus.    

            A comunidade da Primeira Carta de João enfrenta conflitos, provocados pelos “anticristos” ou “falsos profetas” (1Jo 2,18-19; 4,1) que negam a realidade da encarnação. Eles tentam dissociar Jesus de Nazaré do Cristo da fé e separam a fé cristã da vida prática. “Quem diz que conhece a Deus, mas não guarda seus mandamentos é mentiroso e nele não está a verdade” (1Jo 2,4). “Quem diz estar na luz, mas odeia seu irmão, está nas trevas até agora” (1Jo 2,9).

            A afirmação fundamental da Primeira Carta de João é a fé em Jesus Cristo, o Filho de Deus, que “veio na carne” (1Jo 4,2), assumiu a condição humana e morreu na cruz. “Vítima de expiação pelos pecados” (1Jo 2,2; cf. Is 53,10), Jesus é o Servo de Deus que “ama até o fim” (Jo 13,1) e entrega a vida pela salvação da humanidade. Jesus “purifica de todo o pecado” (1Jo 1,7), fruto de injustiça.

            A unção que vem do Espírito Santo (batismo – crisma) leva a discernir o que vem de Deus, conhecer sua Palavra, sua verdade e vida (1Jo 2,20.27). A fé é testemunhada na vivência do amor fraterno. “Que creiamos no nome do Filho de Deus, Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros conforme o mandamento que ele nos deu” (1Jo 3,23; cf. Jo 13,34). “O Espírito que ele nos deu” (1Jo 3,24) recorda os ensinamentos do Messias encarnado e conduz os cristãos nos caminhos da verdade e da vida (cf. Jo 15,26).

            “Deus é Amor” (1Jo 4,8.16), manifestado de forma concreta: “Deus enviou o seu Filho único ao mundo para que vivamos por ele” (1Jo 4,9). A adesão a Jesus proporciona permanecer em Deus e no amor que liberta do medo e vence o mundo, as realidades de injustiça. “Quem acredita no nome do Filho de Deus tem a vida eterna” (1Jo 5,13), a vida plena que Deus quer para todos os seus filhos e filhas.

   Elaborado por Irmã Helena Ghiggi, pddm

Rumo a um novo Desenho

De 2 a 8 de setembro, na cidade do México, 23 irmãs de diferentes países do continente americano da congregação das Imãs Pias Discípulas do Divino Mestre estão reunidas para o encontro Continental.

Irmãs Pias Discípulas em visita ao Santuário Nacional de Nossa Senhora de Guadalupe – Cidade do México

O início do itinerário começou com a peregrinação ao Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe. Após a celebração eucarística, as irmãs tiveram a oportunidade de conhecer este espaço santo: o lugar onde o índio Juan Diego encontrou-se com a Mãe de Deus e também alguns pontos importantes da Catedral Metropolitana do México.

Santuário Nacional de Nossa Senhora de Guadalupe – Cidade do México

Para início formal da reunião, a Ir. M. Lidia Awoki, Vigária Geral, abriu a seção com as palavras de saudação da Madre Geral, Ir. M. Micaela Monetti. Ela convidou a cada irmã encontrista a viver esse encontro na experiência da sinodalidade, caminhando na mesma direção no caminho do Evangelho e em obediência ao mandato do capítulo. Ela também motivou a olhar com empatia para a realidade congregacional, procurando juntas caminhos de comunhão para um futuro de esperança, compartilhando com alegria o dom do Espírito, que é o nosso carisma na Igreja.

Nossa comunhão com as irmãs neste caminho. Que Maria, Senhora de Guadalupe, inteceda por elas.

Fonte: site Internacional PDDM

Dia Mundial de Oração pelo cuidado da Criação

A celebração ecumênica anual de oração e ação pela criação tem início neste dia 1º de setembro, Dia Mundial de Oração pelo cuidado da Criação, e termina no dia 4 de outubro, festa de São Francisco. Milhares de pessoas envolvidas na celebração e proteção do meio ambiente.

O Papa Francisco instituiu esta data de oração pelo cuidado da Criação em 2015. Hoje, mais do que nunca, este apelo aos cristãos torna-se essencial. O tema para 2019 é: “A rede da vida”. A perda de espécies está crescendo. Um relatório recente das Nações Unidas aponta nosso estilo de vida atual uma ameaça a um milhão de espécies que serão extinguidas.

Segundo o site Vatican News, em uma carta, o Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral convida os bispos católicos a aderirem à iniciativa ecumênica. O documento, que tem a data de 23 de maio, Dia Mundial da Biodiversidade, foi distribuído por ocasião do quarto aniversário da Carta Encíclica do Papa Francisco Laudato si’, para encorajar os pastores a celebrarem este tempo, estendendo às comunidades católicas o convite do Dicastério vaticano, ao qual se uniram o Movimento Católico Mundial pelo Clima e a Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam). Este encorajamento torna-se ainda mais significativo em vista da Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a Região Pan-amazônica, de 6 a 27 de outubro, sobre o tema: “Amazônia: novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral”.

A voz da família humana

Esta celebração teve início sob os auspícios da Igreja Ortodoxa e desde então tem sido acolhida por católicos, anglicanos, luteranos, evangélicos e outros membros da família cristã em todo o mundo. O site ecumênico SeasonOfCreation.org oferece subsídios e idéias para os cristãos participarem da celebração. Os eventos variam de encontros de adoração e oração à coleta de lixo, e pedidos de mudança política para limitar o aquecimento global a 1,5 graus Celsius. Outras iniciativas previstas são: em Quezon City, Filipinas, o cardeal Luis Antonio Tagle, arcebispo de Manila, presidirá uma missa, depois da qual serão plantadas árvores trazidas de áreas indígenas para a cidade; em Altamira, voluntários da Amazônia brasileira organizarão um projeto florestal em um assentamento urbano; em Lukasa, Zâmbia, a Liga das Mulheres Católicas apresentará uma discussão sobre o meio ambiente na paróquia de São José Mukasa.

Há uma alternativa à pura lógica do lucro

“A questão ecológica revela que o mundo é um só, que os problemas são globais e comuns. Para enfrentar os perigos é, portanto, necessária uma mobilização multilateral, uma convergência, uma colaboração, uma cooperação”. É o que escreve o patriarca de Constantinopla Bartolomeu na sua mensagem para o Dia de Oração pela Salvaguarda da Criação. “É inconcebível – lê-se no texto -, que a humanidade esteja consciente da gravidade do problema e que continue a comportar-se como se não o conhecesse. Embora nas últimas décadas o principal modelo de desenvolvimento econômico, no contexto da globalização sob a bandeira do fetichismo dos índices econômicos e da maximização do lucro, tenha exacerbado os problemas ecológicos e sociais, continua a dominar amplamente a opinião de que “não há alternativa” e que o não se conformar ao severo determinismo da economia levará a situações sociais e econômicas incontroláveis. Desta forma, se ignoram e se desacreditam as formas alternativas de desenvolvimento e a força da solidariedade social e da justiça”.

Mudando de rumo: o futuro é hoje

“Só agindo em conjunto, à luz da nossa Igreja e do Espírito Santo, poderemos avançar”, disse Tomás Insua, diretor executivo do Movimento Católico Mundial pelo Clima. “Nos últimos meses, incêndios violentos destruíram florestas na Amazônia, ondas de calor fizeram soar sinais de alarme em toda a Europa e a massa de gelo está se derretendo num ritmo inimaginável, aumentando o nível do mar. Todos estes problemas partilham uma solução importante: devemos empreender a “conversão ecológica” requerida por São João Paulo II, que o Papa Francisco expandiu para Laudato Si.

Fonte da notícia: Vatican News

Série produzida pela Verbo Filmes de 7 vídeos. Com estudiosos, Louvado Seja é transmitida de maneira clara e generosa para todos os cristãos e cristãs. Um brinde a todos nós para fortificarmos nossas convicções sobre o cuidado com a natureza, de maneira cristã, sem ideologias, mas com consciência e vontade de discutir, com responsabilidade, sobre o cuidado com a natureza.