Mensagem Final 2021 do 38° ENCONTRO DOS GOVERNOS GERAIS DA FAMÍLIA PAULINA

OS LEIGOS NA FAMÍLIA PAULINA PARA A MISSÃO
D
ESAFIOS DA EVANGELIZAÇÃO EM TEMPO DE PANDEMIA

Caros irmãos e irmãs da Família Paulina,

na conclusão do 38ª Encontro de Governos Gerais, nos unimos a vocês para compartilhar um  pouco da riqueza recebida nesses dias[1]. Devido ao distanciamento físico imposto pela pandemia em curso, pela primeira vez em 38 anos este encontro foi vivido de forma inovadora. Não só pela utilização da plataforma digital Zoom, mas sobretudo graças à numerosa e variada presença de Delegados dos Institutos agregados e de irmãos e irmãs Cooperadores Paulinos. Com efeito, a participação internacional alargou os limites desse encontro de Família, concretizando a visão do Bem-aventurado Tiago Alberione, quando nos recorda que “A nossa paróquia é o mundo”.

Compartilhamos, como links, alguns temas emersos das contribuições ouvidas. O primeiro link é viver o sofrimento, esse sofrimento coletivo infligido pela Covid-19, não apenas suportando-o mas questionando-o e deixando-se instruir como por um mestre de vida. Aprender, como discípulo, é a atitude característica de quem vive com o olhar em Jesus, Caminho, Verdade e Vida, e se relaciona com ele como o único Mestre, o belo e bom Pastor. Essa máxima, reafirmada pelo economista Stefano Zamagni, retomou a lição de vida que a pedagoga Chiara Scardicchio nos narrou. Estamos vivendo, paradoxalmente, um tempo de graça que nos oferece a oportunidade de redescobrir o que há de melhor em nós mesmos. Redescobrir a humildade como verdade, como aquele saudável “manter os pés no chão” para nos enraizar no que realmente importa. Exercitar a prudência para olhar distante com visão e parresia. E, enfim, estar atentos à arrogância de quem centraliza, perigo insidioso para os que têm responsabilidade de governo, deixando de cultivar a cultura da subsidiariedade, para caminhar cada vez mais solidários, em estilo sinodal.

Estamos todos na mesma tempestade, mas certamente não todos no mesmo barco: de fato, nem todos obtêm os mesmos resultados desta pandemia. A divisão social está aumentando perigosamente. É necessário manter desperta a consciência da interconexão social, política, econômica e humanitária. Surge assim o segundo link, entre a proposta do Prof. Stefano Zamagni e a visão delineada em linhas gerais pelo Presidente do Parlamento Europeu, Dr. David Sassoli, reiterando como a saída para esta emergência reside em procurar e assumir soluções comuns.

terceiro link encontra-se na recomendação de não abdicar da vocação paulina da estudiosidade, como amor ao estudo e à pesquisa, como coragem para produzir pensamento de qualidade que contribua para cultivar, em nós e ao nosso redor, o novo humanismo. Assim, reafirma-se a necessidade de dedicar tempo e energia à formação cultural para preencher o que foi destacado com preocupação: a perda de mestres.

As leituras críticas apresentadas nos abrem os olhos para a pobreza desenfreada de que pouco falam os meios de comunicação, mas que traz consigo consequências humanamente nefastas: as consequências da pandemia para a vida eclesial. Se a nível institucional os gestos e as palavras do Papa Francisco e de alguns sábios Pastores continuam a ressoar como um aviso profético, a nível pastoral nas Igrejas particulares está ocorrendo uma deriva alarmante. Certamente, pelo menos nas Igrejas ocidentais do Hemisfério Norte, as torres sineiras já ruíram há tempo, mas agora, devido à pandemia, está se evaporando a consciência de ser comunidade: povo reunido em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. E as consequências estão à vista de todos: na vida sacramental, no campo educativo e agregativo, na vida paroquial. É tema sobre o qual também se concentrou o teólogo Marco Ronconi, embora sob outra perspectiva. A profunda busca de espiritualidade e de sentido que ressoou várias vezes nos fez abrir os olhos a esta dissolução da consciência de ser “ecclesia”, portanto comunidade, porque o Senhor reúne na mesma casa aqueles que são animados pelo mesmo Espírito. Eis o quarto link. A nós a escolha entre deixar o tempo escapar das nossas mãos como areia seca e estéril ou como semente de vida nova (cf. Thomas Merton).

Marco Ronconi também nos apresentou uma Igreja que há de vir, através de seu olhar laico, como batizado e, portanto, como nós e conosco, parte do povo de Deus. Nessa perspectiva popular, somos convidados a enfrentar a realidade como quem aprendeu acima de tudo a amá-la e não apenas a explicá-la ou a resolvê-la. Do mesmo modo, o teólogo liturgista Andrea Grillo, com leitura agradecida, positiva, do que se passa em nossas vidas e na manifestação pública e privada da fé cristã, nos ajudou a descobrir a dimensão sacramental daquilo que vivemos. Mãos, rosto, espaço tornaram-se globalmente mensagens de proteção à saúde, mas também experiência direta para resgatar a qualidade da relação humana, com Deus, com a criação e com os outros. Se a pandemia obriga a nos distanciarmos no espaço, fazemos nosso o axioma do Papa Francisco – “O tempo é superior ao espaço” – para redescobrir no distanciamento obrigatório novas oportunidades de relacionamento, em comunhão. Este é o quinto link.

sexto link emerso é o tema da vida adulta. Ele apareceu em todas as relações que ouvimos. Igreja, sociedade, jovens, política, cultura, espiritualidade precisam de crentes adultos, geradores, isto é, credíveis e capazes de autorizar outros a investir criativamente a herança recebida. Tal como Jesus Mestre nos ensina: quem perder a própria vida – quem não a guardar para si – por causa de mim e do Evangelho, a encontrará (cf. Mt 16,25), e terá vida plena e em abundância (cf. Jo 10,10).

A mesa redonda online – coordenada por Pe. Vito Fracchiolla, vigário geral dos Paulinos, e na qual participaram cinco Cooperadores Paulinos de diferentes Países: Christin Jezak (Estados Unidos), Rosane Manfro (Brasil), Lourdes Pechuela (Filipinas), Antonietta Rago (Itália) e Mireille Yav Manyong (R.D. Congo) – foi uma oportunidade muito eficaz para o diálogo e a escuta recíproca. Com responsável sentido de pertença à Família, solicitaram que se dê continuidade aos encontros para se conhecerem, se formarem e para participar na missão com projetos concretos.

Estamos conscientes de que a Família Paulina, presença eclesial formada por batizados que vivem a comum vocação cristã em diferentes estados de vida – laical, religiosa e ministerial ordenada – é desafiada a responder às novas questões que vão surgindo. É necessário ativar um corajoso processo hermenêutico para a atualização de um carisma particular em obediência ao Espírito de Deus e às questões dos homens e mulheres de hoje. A nós a tarefa de fazer bem as perguntas e de interceptar, sem muitos filtros interpretativos, as vozes de quem em toda parte busca a vida e a salvação, mesmo sem saber.

Somos gratos ao Senhor pelo que ele nos concedeu viver nesses dias e pela presença rica e significativa de todos. Agradecemos aos secretários gerais que prepararam o evento e a todos aqueles que o conduziram com calor humano, cortesia e profissionalismo.

Saudamos vocês com afeto, em Jesus Mestre.

Roma, 11 janeiro 2021

PARTICIPANTES DO
XXXVIII ENCONTRO DE GOVERNOS GERAIS DA FAMÍLIA PAULINA

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[1] As conferências estarão disponíveis no site www.alberione.org

Veja outras informações sobre este assunto neste link:

http://www.famigliapaolina.net/2021/01/13/messaggio-finale-del-xxxviii-incontro-dei-governi-generali-della-fp-online/

A Sagrada Escritura e o religioso

Meditação do Pe. Alberione aos Clérigos Paulinos no Ano Santo de 1933

Tendo chegado ao terceiro dia dos Exercícios é muito útil ver se nós já os começamos, e isso significa: ver se entramos apenas no horário dos Exercícios – e isso seria fácil – mas no espírito. Os Exercícios espirituais exigem, sobretudo, o exame de consciência: tanto mais na primeira parte na qual devemos conhecer a nós mesmos, para ver aquilo que na nossa vida necessita ser reformado. Têm por fim, os Exercícios espirituais, aquilo que Santo Inácio pôs no título do seu preciosíssimo livro: “Exercícios espirituais para vencer a si mesmo e para pôr ordem na própria vida, sem tomar decisões em base a alguma propensão que seja desordenada”. São Exercícios, isto é, são um conjunto de obras espirituais: exercícios de meditação, exercícios de oração exercícios de virtude: um conjunto de práticas disposta de modo que o homem possa vencer-se a si mesmo e, para o futuro, reordenar, reorganizar a sua vida sem miras humanas, mas somente tendo em vista a vontade divina, com o olhar da eternidade, do Paraíso. E nós já chegamos a isso:

“Vencer-se a si mesmo”? “Pôr ordem na própria vida”? Os Exercícios não se conhecem pela fidelidade ao horário, ainda que seja necessária, mas pela profundidade dos exames de consciência. Façamos, portanto, isso. Esta manhã vamos tratar um argumento que já temos considerado e sobre o qual já falamos outras vezes: A Sagrada Escritura. Ontem também já consideramos que o religioso, entre outras ajudas, tem a da Bíblia, a qual é luz para todos, mas especialmente é luz para os religiosos. Porque se Deus confiou à pobre humanidade um “pão” e uma “lâmpada”, o Pão Eucarístico e a Lâmpada Evangélica, “lâmpada ardente”, isto o fez especialmente para os religiosos.

1. O que é a Sagrada Escritura

Materialmente sabemos que ela é o Livro por excelência, que se compõe de setenta e dois livros, que seriam mais propriamente os capítulos de um mesmo livro, pois muitas vezes os livros sucessivo começam com “e”, quase como coligação: porque o autor, Deus, tendo terminado de escrever um capítulo, chamando, por assim dizer, outro amanuense, que é o escritor sacro, faz que escreva outro capítulo, como São Paulo que ditava sua carta ao primeiro escritor que se achava com ele, e, dependendo do lugar em que se encontrava, daí despachava suas cartas. Assim é a Sagrada Escritura.

A Escritura bem entendida é o livro divino, autor do qual é o Senhor, o qual endereçou esse livro aos homens tornando-se companheiro deles. E antes mandou que fosse guardado entre as coisas mais sagradas, com os pães da proposição, isto é, com o símbolo da Eucaristia, na Arca Santa. Mandou depois a Igreja guardá-lo, interpretá-lo e propô-lo ao povo. Então é Deus que o fez, é Deus que o guarda, e é o Espírito Santo que dá a luz e a força para interpretá-lo com sabedoria, do modo certo, como ele deve ser entendido. Os homens são instrumentos. Deus é o grande
Autor.

Ademais o que é a Sagrada Escritura para nós? Para nós é a fonte de tudo. O que quer dizer? Para nós é a fonte da Teologia dogmática, para nós é a fonte da Teologia moral, para nós é a fonte da Teologia ascética, para nós é a fonte da Teologia pastoral, para nós é a fonte da Teologia mística.

É a alma, é o espírito, é a autoridade, é a prática, é tudo nesses campos. Portanto, para nós não é um livro estranho, mas um livro que tem uma extrema, necessária, essencial conexão com o nosso estudo, aliás, forma a substância verdadeira da nossa ciência, a substância verdadeira do nosso estudo. Na prática, portanto, não podemos ter, em realidade, nenhuma ciência que não seja justa. A Bíblia é a ciência que Deus deu ao homem, escrita por Deus para nós: é a sua mente, o seu coração. E para o religioso o que é a Sagrada Escritura? Para o religioso a Sagrada Escritura é o livro de maior luz e de maior força […].

O Vigário de Jesus Cristo, a quem é dada uma sabedoria e dons extraordinários, é diretamente iluminado pelo Espírito Santo, também para iluminar e guiar os religiosos…

O Papa e a Escritura são luzes do religioso, as luzes propriamente ditas. E o Papa pega da Escritura e os religiosos devem ler a Escritura.

A Bíblia é o grande livro do religioso. Diríamos que é o livro de todos: sim, é o livro de todos. Mas se aos seculares, aos bons cristãos pode-se fazer um extrato das máximas lá contidas, o religioso deve assumi-la inteira, para que possa receber todo o espírito de Deus. Somente a Bíblia pode elevar o religioso à sua verdadeira altura, iluminá-lo no caminho especial que ele deve seguir para chegar à perfeição; e, na Bíblia, especialmente o Novo Testamento. E não basta: a Bíblia é para o religioso força. Quando alguém estiver desanimado [escolha] a leitura da Bíblia. Vós, à medida que fordes caminhando, tereis sempre necessidade de direção espiritual, e tomarão consciência disso; mas a direção espiritual não pode ser sempre a respeito dos mesmos pontos: não se pode chegar ao quarto ano de teologia e ainda ter que dizer: “Quando tiveres tentações, dize uma jaculatória”. Esse é um costume que já deve ter sido adquirido. Como no quarto ano primário temos certas matérias que não temos mais em teologia – isso é claro -, assim o religioso faz um curso teológico e precisa de ajudas que não pode encontrar senão na Sagrada Escritura. É, portanto, importantíssimo que o religioso diga: “Este é o meu livro”.

Por isso os religiosos dos primeiros tempos, os religiosos de verdadeiro espírito tinham todos grande tendência à Bíblia, à Sagrada Escritura. E no deserto os antigos Padres, e os Basilianos e os filhos de Santo Agostinho, e os seguidores de São Bento, e os discípulos de São Francisco de Assis… todos têm grande tendência, uma grande preferência a esse livro, que forma os heróis: porque dá uma mentalidade que é divina; dá uma virtude que é divina; dá um espírito, uma vida que é divina. Se vós não ledes Jesus Cristo, isto é seu Evangelho, e o grande Teólogo do Novo Estamento, São Paulo, que organizou os ensinamentos dispersos e dados quase ocasionalmente pelo Divino Mestre, o que podemos dizer? …Lendo um Santo secular, tendes um secular; mas vós tendes Jesus Cristo para imitar, Deus; e há certas virtudes que não se encontram senão em Jesus Cristo, em Deus, e elas são as virtudes religiosas: daquele que deve deixar tudo, daquele que deve submeter sua vontade, daquele que deve viver uma vida nova. Por consequência o vosso livro é a Sagrada Escritura. Quanto, portanto, nós deveríamos empregar de amor à Sagrada Escritura!

2. A Bíblia e o Apostolado

Passemos a considerar algo sobre a Bíblia e nós, isto é o Apostolado. A Bíblia, naquilo que se refere ao Apostolado, como já consideramos, é novamente a luz, o caminho e a vida. É a luz, porque todas as verdades as obtemos de lá… É o caminho, porque o que quereis praticar, o que quereis viver a não ser aquilo que Deus dá e no modo que Deus dá? Como quereis ter raciocínios que persuadem?

Santo Agostinho diz que raciocínios dos filósofos e humanos não persuadem. E São Paulo: “A minha palavra e a minha mensagem não se basearam em discursos persuasivos de sabedoria, mas sobre a manifestação do Espírito e da sua potência” (1Cor 2,4): e isso é a Bíblia. O nosso religioso com a leitura da Bíblia eleva-se a Deus: ele é o homem que se torna Deus11. O religioso que pega a Bíblia e a medita e depois a explica, é Deus que desce até ao homem para instruí-lo. E leva a lâmpada que é Deus, e leva o método que é divino, e leva a vida que é sobrenatural, presente nas páginas sempre vivas e têm a fragrância de todo perfume spiritual da Bíblia.

Portanto a Bíblia é tudo para o nosso Apostolado: luz, caminho ou método, e vitalidade. Não fiquem cavilando ou persuadindo, mas dizei simplesmente: “Ipse dixit”: isso disse Jesus, isso foi Deus que disse. E quem achais que vos ataque quando foi Deus que disse, quando repetis a palavra de Deus? A quem atacarão, a Deus? Nós somos a sua voz, nós somos os seus repetidores, nós somos os seus tipógrafos, nós somos seus mensageiros, seus agentes postais que entregam sua carta aos homens. O embaixador não merece castigo: ele tem a autoridade e a em virtude daquele que o mandou, isto é, por Deus e de Deus.

Bendito seja o Senhor, porque não devemos procurar argumentos subtilíssimos, sofismas humanos, requintes da eloquência profana, artifícios da retórica… Nós devemos dizer: “o Senhor disse” e é claro, e basta que repitamos a sua palavra.

Deus fez o coração humano e depois lhe deu sua palavra. Jesus via como é feito o coração do homem e adaptava sempre a palavra ao coração. Jesus via as necessidades dos homens, e dizia aquilo que aos homens convém. É como dizer: se um indivíduo fez a cabeça de um homem, fará para ele também o chapéu, ou melhor, modelará o chapéu à cabeça que já fez. Deus modela suas palavras ao coração do homem: porque quando se refere a palavra de Deus, chega-se logo ao coração e os livros que reproduzem a palavra de Deus, como são a Imitação de Jesus Cristo , os Exercícios Espirituais de Santo Inácio, os escritos de São Bernardo, de São Gregório Magno, etc., são lidos logo com avidez e cada pessoa sente como um instinto lá dentro. De consequência, eis o vosso livro.

3. Na vida prática

Venhamos à prática.
a) Primeiro pensamento: reparação. Reparemos se tivermos perdido nas classes primária ou ginasiais ou superiores tempos, minutos a leituras demasiado humanas, desconsiderando a palavra de Deus. Quando se começou a leitura do livro de Pellico, um menino disse: “Desde quando o senhor não lê mais aquele péssimo livrão…” Eis! A Escritura foi jogada fora como um péssimo livro, viram!?

Quantas vezes também por nós foi deixada de lado! O Pellico sentiu-se ferido e obrigado a reparar, ainda que naqueles momentos seu coração estivesse tomado por uma crise. Reparemos! E reparamos com dor, peçamos perdão. Examinai-vos também a respeito disso: chegareis a ser de verdade apóstolos da Imprensa e a lerdes bem a Bíblia. Reparemos! Reparemos com jaculatórias, com Comunhões, mas especialmente com o colocá-la, a Bíblia, em primeiro lugar, e, depois, lê-la todos os dias e adquirir o método para lê-la, como diremos daqui a pouco. Lê-la na visita. Que a Bíblia se torne o vosso livro. São Filipe Benizi dizia: “O Crucifixo: eis o meu livro”.

Vós dizei: “A Bíblia: eis o meu livro”.

b) Segundo: Ler a Bíblia com método. Qual método? Um dos três métodos: mas como vós já estais no Curso de Filosofia ou já o superaram, deixemos o método popular, que seria ler os livros históricos do Novo Testamento e depois os livros proféticos, e por último os livros sapienciais e morais: venhamos ao método vosso. Começai do Gênesis e chegai ao Apocalipse, na ordem que deu o Concílio de Trento: para vós é mais útil. Fazei, portanto, um bom plano, para ler a Bíblia: calculai bem, depois dividi pelo tempo que quereis empregar para lê-la… e, depois, à frente, com método, o vosso método, que é o de ver o desenvolver-se da Revelação: e, portanto, começai do Gênesis e vinde avante. Há entre vós alguns que têm muita memória, e até poderiam estudá-la; mas não fazei grandes propósitos! Dado que já haveis estudado muito da Bíblia, fixai aquelas partes que já haveis estudado.
Alguns aprendem até as canções dos melros e não quereis aprender a voz de Deus? E quem és tu que não conheces a voz de teu pai, e que conheces o canto dos melros e sabes imitar a voz do rouxinol? Já vos examinastes alguma vez a esse respeito? Durante os exames dos Exercícios podeis fazê-lo. Adotai um bom método, uma boa divisão.

c) Depois, continuando a prática, imprimi-la e difundi-la. Imprimi-la bem: quando há de verdade devoção à Sagrada Escritura, compõe-se bem, corrige bem, imprime bem, faz-se bem a brochura. O amor não é feito de sentimentalidade; o amor é feito de prática, de obras. Por consequência: procurai fazer tudo isso bem. Outro ponto: difundi-la. Sei que já se fez muito nesse ponto, e sei que se faz: isso está bem. Façamos de modo que a difusão seja sempre mais abundante e mais sapiente: não insisto tanto em encorajar, mas em fazer com amor e atenção.

Conclusão

E o que devemos dizer como conclusão? Como conclusão lembramos que quando o Anjo apareceu a Maria e a encontrou lá, recolhida, estava lendo a Escritura, pensava na Escritura. É belo para nós representar-nos Santa Ana que de fato ensinava a Maria a ler a Escritura. Gostamos de representar-nos Nossa Senhora que ensinava o menino Jesus a ler a Sagrada Escritura. Jesus sabia tudo porque é a Sabedoria de Deus, aquilo que a Sabedoria de Deus havia escrito na Bíblia; mas ele tornou-se semelhante a nós, porque, ainda que não tivesse nenhuma necessidade de estudar, ele queria crescer em sabedoria, idade e graça, e, portanto, tornou-se mestre de si mesmo: e de onde aprendeu sua ciência? Imitemos, portanto, Deus, leiamos seu livro. “Eu sou de Pedro, eu sou de Paulo, eu sou de Apolo…”. Vós sejais todos de Deus! Não somente de Manzoni, de Dante, de Tasso… Há diversos Padres dos quais se lê que tinham meditado muito a Escritura, de tal modo que seus discursos, suas pregações, seus escritos pareciam um entrelaçar-se continuado de textos bíblicos, muito bem escolhidos: porquê? Porque na Escritura está contido tudo aquilo que devemos escrever e dizer aos outros, e porque assim fazendo temse muito mais força. A sabedoria da Sagrada Escritura é infinita: não se resume em poucas coisas, mas é a Sabedoria divina. De consequência dela se obtém muito maior fruto espiritual.

Tenho a confiança não só que vós confirmeis o propósito que já tendes, ou melhor a prática que tendes, há tempo, de ler a Escritura, mas tenho a confiança de que continueis a melhorá-la sempre, sempre com mais espírito. Se alguém precisa ainda reorganizar melhor a matéria, que o faça: os Exercícios são um reordenamento da vida, e também das leituras, parte importante dos estudos. Evitai de fazer o exame de consciência somente sobre o espírito. É necessário que seja feito sobre a inteira vida religiosa, e, isto é, sobre o espírito, sobre os estudos, sobre o apostolado, sobre a pobreza: seja completo. E reorganizar toda a vida: enfrentai as coisas penosas, que não ousais enfrentar durante o ano. “Aquela matéria ali sempre foi difícil para mim…”. Façamos o propósito, rezemos, enfrentemos com generosidade: a quem for generoso, Deus dará abundantemente. Seja louvado Jesus Cristo.

(GIACOMO ALBERIONE, La Sacra Scrittura e il religioso, in Si vis perfectus esse, ed. Viviamo in Cristo Gesù, Opera Omnia, Ed. San Paolo, 2008, pp. 69-78.)

Para um itinerário de vida e ação no Ano Bíblico

Além dos “anos” promovidos por toda a Igreja, como os Anos Santos, os Jubileus, Ano da Fé, Ano Mariano, Padre Tiago Alberione, por sua vez, promoveu a celebração de especiais “semanas”, como a “Semana do Evangelho” ou do Divino Mestre, e de vários “anos” próprios da Família Paulina. Assim, 1919 foi declarado como “Ano Vocacional” da “Casa” e 1920, “Ano da Consolidação”. Não se pode, aliás, esquecer que a apresentação de uma trilogia da espiritualidade paulina à Igreja teve início com o livro do Côn. Francisco Chiesa, “Gesù Cristo Re” (que está por “Eu sou o Caminho”), fruto do Ano Santo de 1925.

Entre os itinerários anuais especiais promovidos por Padre Alberione estão, por exemplo, o Ano Quadragenário da Fundação (1954), o Ano a Jesus Mestre, 1955, o Ano a São Paulo (1957-1958), e o Ano Bíblico de 1960-1961. Nem podem ser esquecidas as incontáveis “Semanas do Evangelho” ou Festas do Divino Mestre, verdadeiras missões populares, celebradas nas Paróquias.

É preciso notar que essas propostas do Pe. Alberione eram sempre vistas não como eventos isolados, mas como parte de todo um itinerário de vida e de evangelização. Percorrendo os ensinamentos do Pe. Alberione, são inúmeras as vezes que trata sobre o ano litúrgico, o ano eclesiástico, o ano catequético, o ano espiritual.

Aquilo que é preciso ressaltar é que para ele tudo devia levar a uma síntese vital, pessoal e comunitária. Propor o tema para a celebração de um ano inteiro significava propor um itinerário unitário de vivência do discipulado, desde o anúncio (querigma) à missão. E para isso, segundo ele, ocorre uma proposta onde há “um catecismo cheio de Evangelho e de Liturgia; um Evangelho cheio de notas catequéticas e litúrgicas; uma Liturgia (por ex. o Missalzinho) cheia de Evangelho e Catecismo”.

Assim, para o presente Ano Bíblico continua de plena atualidade o quadro que Pe. Alberione traçou para o ano de 1960:

“Quando se lê A Sagrada Bíblia é necessário ter presente quatro coisas:
1) A Sagrada Bíblia apresenta-nos as Verdade que o Senhor quis revelar aos homens.
2) A Sagrada Bíblia apresenta-nos a Moral, isto é, a Lei, os mandamentos, as virtudes, os conselhos evangélicos e tudo aquilo que constitui a sabedoria e a ciência dos Santos.
3) A Sagrada Bíblia apresenta-nos aquilo que é o culto, a liturgia do antigo e novo Testamento.
4) A Sagrada Bíblia, enfim, apresenta-nos o modelo, o modo com o qual realizar o ministério. Ela é o grande livro do Sacerdote e do Apóstolo.

Quatro intenções, portanto, devem guiar-nos na leitura da Sagrada Bíblia:
a) Encontrar as Verdades que o Senhor nos revelou, as coisas às quais crer e ensinar para que: ‘Quem crer será salvo’.
b) Aprender a moral, isto é, as coisas a serem feitas, os vícios a serem evitados, as virtudes para praticar, a estrada que devemos seguir para chegar mais seguramente ao nosso fim.
c) Obter do Sagrado Texto a Liturgia, isto é, o culto que devemos dar a Deus: culto interno e culto externo, culto privado e público, a oração individual e social.
d) Aprender do Sagrado Texto, enfim, qual é a nossa missão, o modo, o espírito com o qual realizar o nosso ministério, e assim corresponder plenamente aos desígnios que Deus tem sobre nós.

Quem começa a amar a Bíblia logo passa a difundi-la. Quem ama a leitura da Bíblia torna-se iluminado, útil às pessoas. Quem sabe na leitura da Bíblia comunicar-se bem com Deus, torna-se sempre mais o homo Dei [a pessoa de Deus].

E então quando ele fala, a sua palavra tem a autoridade de Deus ‘como se pronunciasse palavra de Deus’ (1Pd 4,11), e quando age é como o justo que o Senhor ‘guiou por caminhos retos e mostrou-lhe o reino de Deus’ (Sb 10,10).

Estamos no Ano Bíblico. Mas se queremos que o Sagrado Texto entre em todas as famílias e seja amado e entendido, pode-se usar muitos meios, mas o primeiro meio é ler, meditar e amar a Bíblia.

Essa é a oração vital que vai nos obter a graça de comunicar o Verbum Dei”9.

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Padre Alberione não promovia eventos puramente comemorativos. Por isso, ao propor eventos, jornadas, meses, anos, seu intuito era promover a vivência e a missão evangelizadora, envolvendo as pessoas e as comunidades da inteira Família Paulina, cada qual segundo a especial expressão do carisma.

Para favorecer a reflexão em vista da elaboração de um projeto pessoal ou comunitário para o Ano Bíblico, proponho a seguir uma meditação do Pe. Alberione, feita aos Clérigos Paulinos, durante o Ano Santo ou Jubileu de 1933! Não obstante seus 87 anos, poderá servir de base, talvez, para um ou mais momentos de reflexão ou celebração.

Pe. Antonio F. da Silva

Agora se começa! Caminhando rumo à abertura do Ano Bíblico da Família Paulina

Estamos nos preparando para celebrar o Ano Bíblico da Família Paulina (o terceiro, depois do de 1960-1961, desejado pelo Fundador, e o de 1991-1992, promovido pelos Superiores Gerais de nossas Congregações). O ano bíblico que abriremos em 26 de novembro tem, no entanto, algumas peculiaridades que o tornam, pelo menos em parte, também um “Centenário” de eventos importantes que não devem ser desperdiçados.
Em 15 de setembro de 1920, o Papa Bento XV, promotor da Obra Nacional para a Boa Imprensa, promulga a Encíclica Spiritus Paraclitus, colocando a divulgação e a leitura do Novo Testamento no coração da Boa Imprensa: «Tanto quanto cabe a nós, Veneráveis Irmãos, nunca deixaremos, seguindo o exemplo de Jerônimo, de exortar a todos os cristãos a ler diariamente e intensamente, sobretudo os santíssimos Evangelhos de nosso Senhor, bem como os Atos dos Apóstolos e as Epístolas, de modo a transformá-los em substância e sangue vitais».
A exortação do papa foi imediatamente acolhida por Alberione. Vários anos depois (em 1962), em uma de suas cartas, Pe. Alberione faz de 1920-1921 a fonte de seu intenso serviço à Palavra: «A difusão da Boa Imprensa foi a cooperação que teve a maior implementação, principalmente depois para a difusão do Evangelho, do qual centenas de milhares de cópias já em 1920-1923 foram editadas». Isso é confirmado por uma meditação de 1960 às Pias Discípulas do Divino Mestre, na qual o Ano Bíblico de 1960-1961 está enraizado no espírito das origens: «Em 1920-1922, escrevi na Vida Pastoral e no Cooperador: “Em toda família haja o Crucifixo, a imagem de Nossa Senhora e haja o Evangelho”. Agora digamos, com um passo à frente: “Em toda família: o crucifixo, a imagem de Nossa Senhora e a Bíblia completa”. Que ela seja bem honrada, lida e posta em prática: ou seja, os ensinamentos dados sejam recebidos, acolhidos».
Alguns meses depois, em abril de 1921, o Primeiro Mestre [Alberione] enfatiza: «Há uma coisa em particular a qual é bom ter muita consideração: acima de tudo, a Casa é para a divulgação do Evangelho, é uma missão moderna; como uma Igreja onde a luz da verdade deve brilhar». E este é precisamente o ano em que a “produção própria” parece começar: «Nossa primeira iniciativa bíblica foi realizada em 1921, quando imprimimos a primeira tradução dos Salmos com a nova tradução. Foi um passo notável na época: antes não houve nada parecido. Em seguida, promovemos a impressão de centenas de milhares de Evangelhos» (o texto é retirado de uma meditação às FSP de 1961). Um serviço tornado possível graças ao envolvimento de cooperadores generosos: «Em 1921, um de nossos cooperadores de Cortemilia (Cuneo) se ofereceu para mandar imprimir as primeiras 100.000 cópias dos Evangelhos por sua conta. Um de nossos padres, que atualmente é o Provincial da Espanha, foi encarregado de cuidar da difusão do referido Evangelho nas várias dioceses e paróquias, servindo-se, para esse fim, de grupos de cooperadores dispostos e zelosos. A iniciativa encontrou a concordância de muitos bispos e numerosos párocos, que organizaram depósitos de Evangelhos que depois eram distribuídos entre os paroquianos» (carta de 17 de março de 1962).
Mas há outro evento, de fundamental importância, que nos aproxima do início de nosso apostolado bíblico: a mudança definitiva entre julho e agosto de 1921 da Via Vernazza para a atual Casa Mãe em Alba. De acordo com a cuidadosa introdução ao Donec formetur Christus in vobis, feita por Pe. Antonio F. da Silva, este seria o período da famosa “graça de confirmação” a que devemos as três frases escritas em todas as nossas capelas (“Não temais: estou convosco! Daqui quero iluminar! Tende a dor dos pecados”). O Primeiro Mestre apresenta a entrada na Casa Mãe em um texto intitulado L’Opera di Dio: «A Escola Tipográfica de Alba foi aberta há sete anos em agosto de 1914. Foi um período inteiro de preparação, de sábio aprendizado, um estágio… Portanto, agora devemos começar. Por isso, a Casa toma o seu verdadeiro nome “Pia Sociedade de São Paulo”, deixando pouco a pouco aquele da preparação, e assim são constituídas as suas seções masculina e feminina» (UCBS, 15 de julho de 1921, p. 8).
Os passos estão maduros para que a Pia Sociedade de São Paulo, em 5 de outubro de 1921, seja oficialmente estabelecida, com a profissão dos votos dos primeiros paulinos e a solene inauguração da casa. É o próprio bispo de Alba, Dom Re, a acolher a profissão dos votos dos 14 alunos “mais velhos” e abençoar as novas instalações. Alberione fala de uma «proteção visível do Senhor; por Ele desejada, por Ele guiada, por Ele trazida… [A Casa reúne] catorze pessoas do ramo masculino, oito do ramo feminino que se consagraram ao apostolado da boa imprensa». E na Casa reina uma convicção: «Os tempos apostólicos revivem!».
100 anos depois, o Ano Bíblico nos convida a beber desta “fonte”, levandonos ao coração de nosso serviço à Palavra, para que os tempos apostólicos ainda revivam!

Pe. Giacomo Perego, ssp

ORAÇÃO PARA O ANO BÍBLICO 2020-2021

Ó Jesus,
verdadeira luz que ilumina a humanidade, viestes do
Pai para ser nosso Mestre e nos ensinar seu
caminho na verdade:
Vida e Espírito são as “palavras” que nos destes.
Concedei-nos conhecer os mistérios de Deus e
suas incompreensíveis riquezas.
Mostrai-nos todos os tesouros da sabedoria e da
ciência de Deus, que em vós estão guardados.
Fazei com que a Palavra habite nossa vida, e
ilumine nossos passos.
Fazei com que a Palavra se espalhe rapidamente e
chegue até os confins da terra.
Maria Rainha dos Apóstolos e os santos Pedro e Paulo sejam nosso exemplo, inspiração e guia.
Amém.

Oração livremente inspirada no texto de Pe.Alberione, Leggete le Sacre Scritture(p.320).

Ano Bíblico para a Família Paulina

Fonte: Paulinas

Animados pelo Papa Francisco que no dia 26 de janeiro, no 3º domingo do Tempo Comum, na conclusão do Ano Vocacional da Família Paulina, provocou a Igreja com a declaração do Domingo da Palavra de Deus, a Família Paulina inicia o Ano Bíblico.

No desejo de renovar a centralidade na Palavra de Deus na vida e missão, segundo o legado deixado pelo Fundador, o bem-aventurado Tiago Alberione, a Família Paulina propõe que de 26 de novembro de 2020 a 26 de novembro de 2021, a Família celebre um Ano da Palavra de Deus com o tema: “Para que a Palavra do Senhor corra” (2Ts 3,1).

Segundo a carta dirigida às Superioras e aos Superiores de Circunscrição e aos irmãos e irmãs da Família Paulina, os superiores gerais das Congregações da Família Paulina propõe o objetivo comum deste Ano Bíblico: “Em caminho com a Igreja, renovar-nos através da familiarização, estudo e leitura orante das Escrituras Sagradas, para viver da Palavra a fim que ela alcance a todos, especialmente as periferias existenciais e do pensamento”.

Ainda nesta carta, recorda-se que a escolha do dia 26 de novembro, aniversário da Páscoa eterna do nosso Fundador, Pe. Tiago Alberione, quer recordar o seu vínculo particular com a Palavra. Ele é definido como um homem da Palavra de Deus: ouvinte e apóstolo incansável e profético. Essa renovada centralidade da Palavra de Deus, encarnada em Jesus Mestre Caminho, Verdade e Vida, e Bom Pastor, prepara para celebrar o 50º aniversário da sua morte de Alberione, em 2021.

Para a celebração do Ano Bíblico Paulino, foi contituída uma Comissão Bíblica Central composta por representantes das cinco congregações da Família Paulina: Pe. Giacomo Perego (ssp), Ir. Anna Matikova (fsp), Ir. Myriam Manca (pddm), Ir. Sandra Pascoalato (sjbp), Ir. Letizia Molesti (ap).

A carta conclui-se com o convite:

Convidamos agora todos os Superiores e as Superioras das Circunscrições – especialmente nos países onde existem diferentes Congregações Paulinas, Institutos Agregados e Cooperadores – a também constituírem uma Comissão Bíblica composta por irmãos e irmãs da Família Paulina e que, com o objetivo de animação apostólica a nível nacional, proponha iniciativas bíblicas, pastorais e ecumênicas. Solicitamos que, até 1º de março de 2020, sejam comunicados à Comissão Bíblica Central os nomes dos componentes e uma pessoa de referência da Comissão local, de modo a criar entre as Comissões – central e nacional – uma rede de comunicação interativa, destinada a incentivar uma animação criativa em resposta às questões eclesiais, ecumênicas e culturais que gradualmente se apresentarem. Cada membro da Comissão Bíblica Central será o referente das Comissões Bíblicas Nacionais conforme segue:

► para a América Latina: Ir. Sandra Pascoalato (spascoalato@yahoo.com.br);

► para a Ásia e a Europa Central e Oriental: Ir. Anna Matikova (anna@paulinky.cz);

► para a África: Pe. Giacomo Perego (giacomo.perego@stpauls.it);

► para aos EUA e a Austrália: sr. Myriam Manca (miriam.manca@piediscepole.it);

► para a Europa: Ir. Letizia Molesti (molesti.l@apostoline.it).

Esperamos que esta iniciativa seja acolhida e assumida com alegria por todos e que o tempo de preparação para a celebração do Ano Bíblico Paulino seja vivido intensamente em todos os lugares, a fim de que “a Palavra do Senhor corra e seja glorificada” hoje e sempre (cf. 2Ts 3,1).

Pe. Valdir José De Castro, ssp
Superior geral

Ir. Anna Caiazza, fsp
Superiora geral

Ir. Micaela Monetti, pddm
Superiora geral

Ir. Aminta Sarmiento Puentes, sjbp
Superiora geral

Ir. Marina Beretti, ap
Superiora geral

É um tempo de graça acolhido por toda Família Paulina. A herança carismática propõe o anúncio da Palavra de Deus pela vida e pelo apostolado destas congregações nascidas pela Palavra para a Palavra de Deus.

Celebração da Memória Litúrgica do Bem-aventurado Tiago Alberione

26-11-2019 | A Família Paulina presente nas comunidades de São Paulo juntamente com a comunidade paroquial de Santo Inácio de Loyola celebraram a Eucaristia presidida pelo Pe. Antônio Lúcio e concelebrada pelos padres paulinos.

Nesta celebração do 48º Aniversário da Páscoa do Bem-aventurado Alberione, foi recordado a sua vida: o testemunho da missão carismática e valores vivenciados por ele como: a experiência de oração diária, a meditação, a contemplação, o silêncio, o carisma apostólico, amor à Palavra de Deus e seu anúncio.

Na homilia Padre Antonio Lúcio recordou as palavras do Papa Paulo IV ditas no dia 28 de Junho de 1969 durante sua visita ao bem-aventurado Pe. Tiago Alberione: Ei-lo humilde, silencioso, incansável, recolhido nos seus pensamentos, que passam da oração à obra, sempre atento a perscrutar os sinais dos tempos”. Lembrou também as palavras ditas pelo próprio Pe. Tiago Aberione, dois anos mais tarde, no dia 26 de Novembro de 1971, deixadas como testamento espiritual aos seus filhos e filhas: Morro… rezo por todos, Paraíso”. Estas palavras são incentivo e sinais de esperança para todos da Família Paulina, desejosos de fazer reverberar o carisma proposto à Igreja.

No final da celebração foi lida a Carta do Superior Geral Padre Valdir de Castro que recordou os 100 anos da oração do Segredo de Êxito e a sua importância na construção da espiritualidade e missão na obra deixada pelo Bem-Aventurado Alberione.

Após a celebração membros da Família paulina visitaram a exposição: “O silêncio do comunicador – A vida de Padre Alberione contada em fotografias”. Esta exposição foi organizada pela Equipe de Pastoral da Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação (FAPCOM).

26-11: Memória do Bem-Aventurado Tiago Alberione

26-11-BEM-AVENTURADO-TIAGO-ALBERIONE

Tiago Alberione nasceu a 4 de abril de 1884, em São Lourenço de Fossano, Itália. Era o quinto filho de Miguel Alberione e Teresa Alloco. Porque nascera muito fraco e seus pais temiam perdê-lo em pouco tempo, o pequeno Tiago foi batizado pelo padre João Ferrero no dia seguinte a seu nascimento, na igreja de São Lourenço.

Quando o menino recobrou as forças, sua mãe, então com 34 anos, o levou ao Santuário das Flores para consagrá-lo à Virgem Maria. Um ano depois, por causa de problemas financeiros, toda a família de Miguel Alberione mudou-se para uma colônia agrícola perto de Monte Capriolo, no município de Cherasco.

No campo, trabalhava desde o amanhecer até à noite, aproveitando o máximo possível a luz do sol ou da lua cheia. Tiago tinha que trabalhar à noite e, tomado pelo sono, balançava o lampião para todos os lados, deixando os trabalhadores no escuro; a mãe tinha que repetir: “Tiago, a luz!” Nessa frase estava oculto um grande projeto de Deus: Tiago deveria, por toda a vida, irradiar luz.

Em Cherasco, Alberione frequentou a escola primária de 1890 a 1895. Nos três primeiros anos, teve como professora Rosina Cardona, “mulher muito piedosa, verdadeira Rosa de Deus, delicadíssima no cumprimento de seus deveres”. Como Tiago sempre a recordará com estima e gratidão, foi a essa professora que ele disse, iluminado: “Vou ser padre!”

Em 1896-1897, feito o exame de admissão, ingressou no seminário menor de Brá, diocese de Turim, onde completou o ginásio. No seminário, cultivou a devoção, eucarística e mariana. No entanto, os anos transcorridos no seminário de Brá conheceram também uma queda nos estudos e no comportamento de Tiago, tanto que chegou a ser mandado de volta para casa a 7 de abril de 1900, antes de terminar o ano letivo. Demitido do seminário de Brá, Tiago voltou a Monte Capriolo para ajudar a família; mas continuava a devorar livros e a meditar inquieto sobre o futuro. Seu pároco, padre João Batista Montersino, o aconselhou a voltar ao seminário, agora em Alba, onde Tiago entrou no outono de 1900.

A noite entre 31 de dezembro de 1900 e 1° de janeiro de 1901, foi decisiva para a vida e missão do jovem Alberione, que tinha apenas 16 anos. Permaneceu por quatro horas em oração diante do Santíssimo Sacramento, solenemente exposto na Catedral de Alba. “Sentiu-se profundamente obrigado a preparar-se para fazer alguma coisa pelo Senhor e pelas pessoas do novo século”, como escreverá mais tarde. Tiago Alberione respirava ar de espiritualidade evangélica, mas também sacudido pelos angustiantes problemas sociais, econômicos e políticos.

Em 1906, quinto ano de teologia, a 14 de outubro, foi ordenado diácono, e a 29 de junho de 1907 foi ordenado presbítero, aos 23 anos de idade. A 10 de abril de 1908, terminou em Gênova o doutorado em Teologia. Nomeado vice-pároco em Narzole, encontrou pela primeira vez o jovem Timóteo Giaccardo, que se tornaria o primeiro sacerdote Paulino e que seria beatificado por João Paulo II.

Padre Alberione, após o breve período de experiência na paróquia e como diretor espiritual do Seminário de Alba, assumiu em 1913, a pedido do bispo local, a direção do jornal diocesano Gazzetta D’Alba. A nova função veio ao encontro do seu ideal: evangelizar e fazer o bem com os meios que atingissem não só as pessoas que frequentavam as igrejas, mas também as que estavam distantes.

O Senhor o guiou nesse novo empreendimento. Os mesmos meios que propagam o mal devem ser usados para difundir o bem: levar o Evangelho a todos os povos, com os meios modernos de comunicação, no espírito do Apóstolo Paulo. Obedecendo a Deus e à Igreja, dava início, em Alba, a 20 de agosto de 1914, à “Família Paulina”, com a fundação Padres e Irmãos Paulinos.

Em 1924, na festa de Santa Escolástica (10 de fevereiro) iniciou a fundação da Congregação das Pias Discípulas do Divino Mestre. Escolheu a Serva de Deus Madre Escolástica Rivata como a sua colaboradora em Cristo e lhe confiou a primeira comunidade de irmãs. 

Padre Tiago Alberione faleceu a 26 de novembro de 1971 e foi beatificado pelo Papa João Paulo II a 27 de abril de 2003. Sua festa litúrgica celebra-se a 26 de novembro.

Lançamento: Reaviva o Dom de Deus | Música do Ano Vocacional da Família Paulina

Com alegria, a Família Paulina do Brasil lançou neste mês de abril, uma música para marcar a celebração do Ano Vocacional: Reaviva o Dom de Deus.

REAVIVA O DOM DE DEUS
Letra e Música: Deivid Tavares, ssp

Na Família Paulina / reluz a cor de muitos dons. / Mãos que acolhem e doam / a viva graça recebida de Deus. / Água e terra tão necessárias / para a semente germinar. Vocação também é assim: / crescer, dar vida, prosperar || pela oração e o testemunho, / alicerces desta missão . ||
Reaviva o dom de Deus, / no carisma da comunicação, / anunciando a boa nova / Reaviva o dom de Deus.

Ficha técnica:
Produção Fonográfica: Pia Sociedade de São Paulo – Padres e Irmãos Paulinos
Letra e Música: Deivid Tavares, ssp
Arranjo Vocal: Gabriel Gobbi
Produção Musical: Bruno Boss
Regência Vocal: Eurivaldo Ferreira
Solo: Deivid Tavares, ssp
Coro:
Ir. Jeane Aguia, sjbp
Ir. Júlia Almeida, pddm
Ir. Daiane Abreu, fsp
Ir. Francesca Carotenuto, ap
Deivid Tavares, ssp
Iorlando Fernandes, ssp
Eurivaldo Ferreira
Gravação, edição, mixagem e masterização: Estúdio FBA Music Mauá, SP, Brasil, por Bruno Boss

No aniversário de nascimento da Família Paulina e no clima do iminente Sínodo sobre “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”, os Superiores Gerais da Família Paulina anunciaram a celebração de um Ano vocacional de Família Paulina, que se iniciará, oficialmente, no próximo 25 de janeiro, festa da Conversão de São Paulo, e se concluirá em 24 de janeiro de 2020.

Um ano para redescobrir, com alegria, o mistério da nossa vocação paulina e para propor aos jovens a santidade como “o rosto mais belo da Igreja”.

Um ano para experimentar novamente que “o dom total de si pela causa do Evangelho é algo de estupendo que pode dar sentido a toda uma vida” (Papa Francisco).

Um ano para “sair e encontrar os jovens lá, onde se encontram, reacendendo seus corações e caminhando com eles” (cf. IL 175).

Um ano intenso de oração, reflexão e de tantas iniciativas vocacionais, organizadas, possivelmente, em nível de “Família” e por isso pensadas e vividas “juntos” com os Institutos presentes nas diversas localidades.

Um ano iluminado pela visão do Fundador, Pe. Tiago Alberione, que, “vagando com a mente no futuro, lhe parecia que no novo século almas generosas sentiriam o mesmo que ele sentia …” (AD 17); um ano para fazer ressoar o apelo a “sentir-nos profundamente obrigadas a fazer alguma coisa pelo Senhor e pelos homens e mulheres do nosso tempo” (cf. AD 15) e portanto, para “reavivar o dom de Deus que recebemos”.

“Reaviva o dom de Deus” (2Tm 1,6)

É o slogan paulino que marcará este ano particular.

#FamíliaPaulina #ReavivaOdomDeDeus #AnoVocacional #Reaviva

 

Baixe a partitura-reaviva-o-dom-de-deus

 

Ano Vocacional - Reaviva o dom de Deus Ano Vocacional da Família Paulina

 

 

Festa de Jesus Mestre e votos dos Amigos do Divino Mestre


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A festa de Jesus Mestre no último Domingo de outubro de 2018 foi um marco na história das Pias Discípulas do Divino Mestre no Brasil. Além de reunir a Família Paulina que celebra o centro e fundamento da espiritualidade paulina dada pelo fundador, Pe. Tiago Alberione, os primeiros cooperadores paulinos das Pias Discípulas fizeram os seus primeiros votos.

Os Amigos do Divino Mestre é o nome dado para os Cooperadores Paulinos ligados às Pias Discípulas. São leigos e leigas que colaboram e assumem em viver, de acordo com seu estado de vida, os valores e espiritualidade da instituição que estão ligados, no caso, as Pias Discípulas. Amigos do Divino Mestre que moram em Manaus, Rio de Janeiro, São Paulo, Recife assumiram com os votos de viverem a espiritualidade paulina e cooperarem na missão de viver e anunciar Jesus Mestre, Caminho, Verdade e Vida, com o carisma específico das Pias Discípulas.

Bendizemos a Deus que continua a chamar pessoas para manter vivo o carisma paulino.