Rumo a um novo Desenho

De 2 a 8 de setembro, na cidade do México, 23 irmãs de diferentes países do continente americano da congregação das Imãs Pias Discípulas do Divino Mestre estão reunidas para o encontro Continental.

Irmãs Pias Discípulas em visita ao Santuário Nacional de Nossa Senhora de Guadalupe – Cidade do México

O início do itinerário começou com a peregrinação ao Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe. Após a celebração eucarística, as irmãs tiveram a oportunidade de conhecer este espaço santo: o lugar onde o índio Juan Diego encontrou-se com a Mãe de Deus e também alguns pontos importantes da Catedral Metropolitana do México.

Santuário Nacional de Nossa Senhora de Guadalupe – Cidade do México

Para início formal da reunião, a Ir. M. Lidia Awoki, Vigária Geral, abriu a seção com as palavras de saudação da Madre Geral, Ir. M. Micaela Monetti. Ela convidou a cada irmã encontrista a viver esse encontro na experiência da sinodalidade, caminhando na mesma direção no caminho do Evangelho e em obediência ao mandato do capítulo. Ela também motivou a olhar com empatia para a realidade congregacional, procurando juntas caminhos de comunhão para um futuro de esperança, compartilhando com alegria o dom do Espírito, que é o nosso carisma na Igreja.

Nossa comunhão com as irmãs neste caminho. Que Maria, Senhora de Guadalupe, inteceda por elas.

Fonte: site Internacional PDDM

Mensagem do Papa para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações

12 de maio de 2019 – IV Domingo da Páscoa.

A coragem de arriscar pela promessa de Deus

Queridos irmãos e irmãs!

Depois da experiência vivaz e fecunda, em outubro passado, do Sínodo dedicado aos jovens, celebramos recentemente no Panamá a XXXIV Jornada Mundial da Juventude. Dois grandes eventos que permitiram à Igreja prestar ouvidos à voz do Espírito e também à vida dos jovens, aos seus interrogativos, às canseiras que os sobrecarregam e às esperanças que neles vivem. Neste Dia Mundial de Oração pelas Vocações, retomando precisamente aquilo que pude partilhar com os jovens no Panamá, desejo refletir sobre a chamada do Senhor enquanto nos torna portadores duma promessa e, ao mesmo tempo, nos pede a coragem de arriscar com Ele e por Ele. Quero deter-me brevemente sobre estes dois aspetos – a promessa e o risco –, contemplando juntamente convosco a cena evangélica da vocação dos primeiros discípulos junto do lago da Galileia (cf. Mc 1, 16-20). Dois pares de irmãos – Simão e André, juntamente com Tiago e João – estão ocupados na sua faina diária de pescadores. Nesta cansativa profissão, aprenderam as leis da natureza, desafiando-as quando os ventos eram contrários e as ondas agitavam os barcos. Em certos dias, a pesca abundante recompensava da árdua fadiga, mas, outras vezes, o trabalho duma noite inteira não bastava para encher as redes e voltava-se para a margem cansados e desiludidos. Estas são as situações comuns da vida, onde cada um de nós se confronta com os desejos que traz no coração, se empenha em atividades que – espera – possam ser frutuosas, se adentra num «mar» de possibilidades sem conta à procura da rota certa capaz de satisfazer a sua sede de felicidade. Às vezes goza-se duma pesca boa, enquanto noutras é preciso armar-se de coragem para governar um barco sacudido pelas ondas, ou lidar com a frustração de estar com as redes vazias. Como na história de cada vocação, também neste caso acontece um encontro. Jesus vai pelo caminho, vê aqueles pescadores e aproxima-Se. Sucedeu assim com a pessoa que escolhemos para compartilhar a vida no matrimônio, ou quando sentimos o fascínio da vida consagrada: vivemos a surpresa dum encontro e, naquele momento, vislumbramos a promessa duma alegria capaz de saciar a nossa vida. De igual modo naquele dia, junto do lago da Galileia, Jesus foi ao encontro daqueles pescadores, quebrando a «paralisia da normalidade» (Homilia no XXII Dia Mundial da Vida Consagrada, 2/II/2018). E não tardou a fazer-lhes uma promessa: «Farei de vós pescadores de homens» (Mc 1, 17). Sendo assim, a chamada do Senhor não é uma ingerência de Deus na nossa liberdade; não é uma «jaula» ou um peso que nos é colocado às costas. Pelo contrário, é a iniciativa amorosa com que Deus vem ao nosso encontro e nos convida a entrar num grande projeto, do qual nos quer tornar participantes, apresentando-nos o horizonte dum mar mais amplo e duma pesca superabundante. Com efeito, o desejo de Deus é que a nossa vida não se torne prisioneira do banal, não se deixe arrastar por inércia nos hábitos de todos os dias, nem permaneça inerte perante aquelas opções que lhe poderiam dar significado. O Senhor não quer que nos resignemos a viver o dia a dia, pensando que afinal de contas não há nada por que valha a pena comprometer-se apaixonadamente e apagando a inquietação interior de procurar novas rotas para a nossa navegação. Se às vezes nos faz experimentar uma «pesca miraculosa», é porque nos quer fazer descobrir que cada um de nós é chamado – de diferentes modos – para algo de grande, e que a vida não deve ficar presa nas redes do sem-sentido e daquilo que anestesia o coração. Em suma, a vocação é um convite a não ficar parado na praia com as redes na mão, mas seguir Jesus pelo caminho que Ele pensou para nós, para a nossa felicidade e para o bem daqueles que nos rodeiam. Naturalmente, abraçar esta promessa requer a coragem de arriscar uma escolha. Sentindo-se chamados por Ele a tomar parte num sonho maior, os primeiros discípulos, «deixando logo as redes, seguiram-No» (Mc 1, 18). Isto significa que, para aceitar a chamada do Senhor, é preciso deixar-se envolver totalmente e correr o risco de enfrentar um desafio inédito; é preciso deixar tudo o que nos poderia manter amarrados ao nosso pequeno barco, impedindo-nos de fazer uma escolha definitiva; é-nos pedida a audácia que nos impele com força a descobrir o projeto que Deus tem para a nossa vida. Substancialmente, quando estamos colocados perante o vasto mar da vocação, não podemos ficar a reparar as nossas redes no barco que nos dá segurança, mas devemos fiar-nos da promessa do Senhor. Penso, antes de mais nada, na chamada à vida cristã, que todos recebemos com o Batismo e que nos lembra como a nossa vida não é fruto do acaso, mas uma dádiva a filhos amados pelo Senhor, reunidos na grande família da Igreja. É precisamente na comunidade eclesial que nasce e se desenvolve a existência cristã, sobretudo por meio da Liturgia que nos introduz na escuta da Palavra de Deus e na graça dos Sacramentos; é nela que somos, desde tenra idade, iniciados na arte da oração e na partilha fraterna. Precisamente porque nos gera para a vida nova e nos leva a Cristo, a Igreja é nossa mãe; por isso devemos amá-la, mesmo quando vislumbramos no seu rosto as rugas da fragilidade e do pecado, e devemos contribuir para a tornar cada vez mais bela e luminosa, para que possa ser um testemunho do amor de Deus no mundo. Depois, a vida cristã encontra a sua expressão naquelas opções que, enquanto conferem uma direção concreta à nossa navegação, contribuem também para o crescimento do Reino de Deus na sociedade. Penso na opção de se casar em Cristo e formar uma família, bem como nas outras vocações ligadas ao mundo do trabalho e das profissões, no compromisso no campo da caridade e da solidariedade, nas responsabilidades sociais e políticas, etc. Trata-se de vocações que nos tornam portadores duma promessa de bem, amor e justiça, não só para nós mesmos, mas também para os contextos sociais e culturais onde vivemos, que precisam de cristãos corajosos e testemunhas autênticas do Reino de Deus. No encontro com o Senhor, alguém pode sentir o fascínio duma chamada à vida consagrada ou ao sacerdócio ordenado. Trata-se duma descoberta que entusiasma e, ao mesmo tempo, assusta, sentindo-se chamado a tornar-se «pescador de homens» no barco da Igreja através duma oferta total de si mesmo e do compromisso dum serviço fiel ao Evangelho e aos irmãos. Esta escolha inclui o risco de deixar tudo para seguir o Senhor e de consagrar-se completamente a Ele para colaborar na sua obra. Muitas resistências interiores podem obstaculizar uma tal decisão, mas também, em certos contextos muito secularizados onde parece não haver lugar para Deus e o Evangelho, pode-se desanimar e cair no «cansaço da esperança» (Homilia na Missa com sacerdotes, pessoas consagradas e movimentos laicais, Panamá, 26/I/2019).

E, todavia, não há alegria maior do que arriscar a vida pelo Senhor! Particularmente a vós, jovens, gostaria de dizer: não sejais surdos à chamada do Senhor! Se Ele vos chamar por esta estrada, não vos oponhais e confiai n’Ele. Não vos deixeis contagiar pelo medo, que nos paralisa à vista dos altos cumes que o Senhor nos propõe. Lembrai-vos sempre que o Senhor, àqueles que deixam as redes e o barco para O seguir, promete a alegria duma vida nova, que enche o coração e anima o caminho. Queridos amigos, nem sempre é fácil discernir a própria vocação e orientar justamente a vida. Por isso, há necessidade dum renovado esforço por parte de toda a Igreja – sacerdotes, religiosos, animadores pastorais, educadores – para que se proporcionem, sobretudo aos jovens, ocasiões de escuta e discernimento. Há necessidade duma pastoral juvenil e vocacional que ajude a descobrir o projeto de Deus, especialmente através da oração, meditação da Palavra de Deus, adoração eucarística e direção espiritual. Como várias vezes se assinalou durante a Jornada Mundial da Juventude do Panamá, precisamos de olhar para Maria. Na história daquela jovem, a vocação também foi uma promessa e, simultaneamente, um risco. A sua missão não foi fácil, mas Ela não permitiu que o medo A vencesse. O d’Ela «foi o “sim” de quem quer comprometer-se e arriscar, de quem quer apostar tudo, sem ter outra garantia para além da certeza de saber que é portadora duma promessa. Pergunto a cada um de vós: sentes-te portador duma promessa? Que promessa trago no meu coração, devendo dar-lhe continuidade? Maria teria, sem dúvida, uma missão difícil, mas as dificuldades não eram motivo para dizer “não”. Com certeza teria complicações, mas não haveriam de ser idênticas às que se verificam quando a covardia nos paralisa por não vermos, antecipadamente, tudo claro ou garantido» (Vigília com os jovens, Panamá, 26/I/2019). Neste Dia, unimo-nos em oração pedindo ao Senhor que nos faça descobrir o seu projeto de amor para a nossa vida, e que nos dê a coragem de arriscar no caminho que Ele, desde sempre, pensou para nós.

Vaticano, Memória de São João Bosco, 31 de janeiro de 2019.        

Franciscus

Família Paulina conclui a segunda edição do Curso do Carisma 2019

A Família Paulina no Brasil abriu o Segundo Módulo do Curso sobre o Carisma na Casa de Oração das Irmãs Paulinas, em São Paulo, no dia 18 de julho de 2019. Dia 28 de julho, foi a missa conclusiva desta segunda etapa do Curso sobre o Carisma da Família Paulina do Brasil.

Participaram deste módulo: 7 Paulinos, 7 Filhas de São Paulo, 10 Pastorinhas, 3 Pias Discípulas, 2 Anunciatinas, 1 do Instituto Jesus Sacerdote e 4 Cooperadoras Paulinas.

A coordenação do Curso envolve membros de cada uma das congregações da Família Paulina: Pe. Antonio Francisco da Silva (Paulino), Ir. Luzia Sena (Paulinas), Ir. Izonete Dalla Corte (Paulina), Ir. Daniela Vasconcelos (Pastorinha), Ir. Goretti Lima de Medeiros (Discípula do Divino Mestre) e Ir. Paola Toninato (Apostolina).

Para a abertura do evento, a dinâmica inicial ajudou a criar um clima de participação e unidade. No início da manhã do dia 19, Pe. Valdir José de Castro (SSP), Superior Geral e Pe. Claudiano Avelino de Santos (SSP), Superior Provincial do Brasil, dirigiram palavras de acolhida aos participantes do Curso. A Irmã Patrícia Reinaldo, pddm, apresentou a saudação inicial ao grupo, em nome da Irmã Marilez Furlanetto, Provincial das Irmãs Pias Discipulas no Brasil. Ela incentivou: “Que esses dias dedicados ao estudo, convivência e partilha da Vida e Missão Paulina sejam de fato um momento significativo e se torne um processo formativo frutuoso. A vocação cristã interpela-nos a crescer, colocando os dons recebidos a serviço do próximo. (…) É hora de pensar naqueles que nos precederam na fé, naqueles que abriram caminho para nós aqui no Brasil e naqueles que estão contando conosco para abrir o caminho para eles. Não deixemos que a insegurança ou o medo atrapalhem o curso da nossa vida e missão. Vamos continuar pensando em possibilidades… até que Cristo seja formado em nós”.

Em seguida, celebrou-se a Santa Missa de abertura do Curso, presidida pelo Pe. Valdir José de Castro (SSP), Superior Geral dos Paulinos, e concelebrada pelo Pe. Claudiano Avelino de Santos (SSP), Superior Provincial do Brasil, Pe. Antonio F. da Silva, Coordenador do Curso e Pe. José Ronnes dos Santos Santana, noviço do Instituto Jesus Sacerdote.

Da homilia do Pe. Valdir destacamos especialmente suas considerações e recomendações para que o Curso sobre o Carisma seja frutuoso:

“O aprofundamento do carisma e o conhecimento do Fundador nos ajudam a encontrar algo muito importante, sem o qual seria um peso viver, que é o sentido. Falar em carisma é falar em sentido da vida. Falar em espiritualidade é sentir. Muita gente diz que falar em espiritualidade é coisa muito importante. sem ela entramos no vazio. Sem ela perdemos a razão pela qual estamos aqui, no mundo, na Família Paulina, porque fizemos a nossa consagração. Vocês farão este curso como Família, cada um como parte de um todo que se complementa. É isso que é bonito! Às vezes, nos fechamos em nosso público, na nossa missão. Paulinos, Paulinas, Pias Discípulas, Pastorinhas e membros dos Institutos. Cada um tem a sua missão. Cada um de nós precisa fazê-la bem. Mas, a gente perde muito se não aprofundarmos a nossa missão no contexto de Família. E neste período em que vocês vão estar aqui é o momento de, justamente, compartilhar esta busca e de buscar juntos o sentido pelo qual nós estamos na Família Paulina. Portanto, o sentido tem a ver com o essencial, isto é, com a consistência. Podemos dizer que é o recheio da missão, o que nos dá força e sentido.
O segundo ponto que gostaria de dizer é que não basta ir ao essencial. Podemos, com o cultivo e intelectualmente, buscar força em âmbito pessoal, mas é preciso que aquilo que dizemos que é essencial para nossa vida, nos movimente, nos mova. Em outras palavras, o Papa Francisco diria: “sair”. Neste sentido, que essa consistência nos ajuda a sair, a sair para servir o nosso povo. É preciso que aquilo que nós dizemos que é essencial, o carisma, e a nossa espiritualidade nos ajudem a ler os sinais dos tempos, para a gente saber aonde vai. Senão, a gente fica perdido. Por isso, é preciso, sim, que o essencial nos ajude a iluminar nossa vida hoje, para resolvermos os desafios de hoje, não os de ontem.
É preciso que o essencial desperte em nós tantas coisas, dentre elas eu gostaria de destacar uma, da qual, às vezes, a gente fala pouco: é o profetismo. Nosso carisma deveria despertar em nós o profetismo. Como está o nosso profetismo, hoje? Em uma sociedade que clama por justiça, uma sociedade que sabemos como está vivendo. Como a Família Paulina aí está vivendo?”

Na primeira colocação, Pe. Antonio apresentou o tema: O Pacto ou Segredo do Êxito, a partir dos ensinamentos do Pe. Alberione que antecederam a paraliturgia da celebração do Pacto, no dia 07 de janeiro de 1919.

À tarde, o padre Antonio Iraildo Alves Brito (SSP) abordou o tema “O carisma da Comunicação hoje”, mostrando que a Família Paulina deve pautar sua missão numa comunicação humanizadora.

À noite, realizou-se uma mesa-redonda com a participação e o testemunho do Pe. Vittorio Saraceno e da Irmã Tarcila Tommasi, fsp, e a apresentação, em vídeo, do testemunho da Irmãs Olinda Biazus, Gesualda Liberale, Alice Gregolin, Filhas de São Paulo, e Ir. Venerina Vaccarisi, Pia Discípula. Falaram sobre a forte experiência do Pacto em suas vidas e missão.

Nos dias 20 e 21, a Ir. Suzimara Barbosa de Almeida (Pastorinha) apresentou o histórico do caminho percorrido, no período de 1930 a 1955, para obter a Aprovação Pontifícia das Filhas de São Paulo, Pias Discípulas e Pastorinhas.

Equipe de Comunicação – Curso do Carisma da Família Paulina
Segundo Módulo – 2019

É festa jubilar!

A ir. Letícia (50 anos), Ir. Anunciata (50 anos) e Ir. Graça (25 anos) celebram neste próximo dia 27 de julho os respectivos Jubileus de Vida Consagrada. Nós já nos unimos em oração por cada uma destas nossas irmãs bendizendo a Deus pelo testemunho de vida e dedicação na Congregação Religiosas Pias Discípulas do Divino Mestre, na nossa Igreja.

A celebração das jubilandas será na Paróquia Jesus de Nazaré, no bairro Jacaré, em Cabreúva, SP. A Eucaristia terá início às 16 horas, do dia 27 de julho de 2019.

Ir. Letícia - 50 anos de vida religiosa

Ir. Maria Leticia Pontini nasceu no dia 11 de outubro de 1949 na cidade de Rio Bananal, hoje diocese de Colatina, Espirito Santo. Filha de Hermenegildo Pontini e Juventina Bonicenha (ambos, in memoriam]. Filha mais velha de dez irmãos; ingressou na Congregação das Pias Discípulas do Divino Mestre no dia 25 de janeiro de 1963, em São Paulo, onde fez sua formação inicial, sua profissão no dia 06 de agosto de 1969, e os votos perpétuos no dia 04 de janeiro de 1976.

Durante os 50 anos de vida consagrada, Ir. Leticia esteve nas comunidades de São Paulo, Caxias do Sul, Rio de Janeiro, Curitiba, Morungaba, Olinda/Recife, Porto Alegre, Tefé, Manaus e Codajás, no Amazonas  e também em Roma, na Itália. Exerceu diferentes serviços: coordenadora de comunidade e formadora de Postulantes e Noviças; atuou no Centro de Apostolado Litúrgico, na pastoral vocacional e formação litúrgica. Atualmente reside na comunidade de Codajás, na Diocese de Coari: coordena a comunidade, trabalha na pastoral vocacional do Regional Norte1 e formação.

Ir. Anunciata - 50 anos de vida religiosa

Ir. Maria Anunciata Hirata é natural da cidade de Penápolis, São Paulo, onde nasceu no dia 16 de março de 1941, filha do casal João Toshio Hirata e Maria Fuino Hirata (ambos in memoriam), a sexta de 9 irmãos. Ingressou na Congregação no dia 12 de outubro de 1966, em São Paulo, onde fez o noviciado. Professou os votos no dia 6 de agosto de 1969 e fez a profissão perpétua no dia 4 de janeiro de 1976.

Nos seus 50 anos de vida consagrada, irmã Anunciata viveu a missão das discípulas nas comunidades de São Paulo, Caxias do Sul, Brasília, Rio de Janeiro e Salvador prestando serviço de coordenação de comunidade e de colaborando no apostolado litúrgico. Atuou também nas casas de formação dos padres e irmãos Paulinos, no serviço de coordenação. Atualmente reside na comunidade Timóteo Giaccardo/SP e colabora no Apostolado litúrgico.

Ir. Graça - 25 anos de vida religiosa

Maria das Graças Rodrigues da Silva, nasceu no dia 05 de setembro de 1963, na cidade de Parnaíba, Estado do Piaui. Décima de doze irmãos, filha de Raimundo Nonato Silva e de Maria do Socorro Rodrigues (in memoriam). Ingressou na Congregação das Discípulas do Divino Mestre no dia 31 de janeiro de 1988, em São Paulo onde fez sua formação inicial, a profissão no dia 06 de fevereiro de 1994 e os votos perpétuos no dia 05 de fevereiro de 2000.

Ao longo desses 25 anos, Ir. Maria das Graças exerceu seu apostolado nas comunidades de São Paulo, Taguatinga/DF, Rio de Janeiro e Manaus. Colaborou no Centro de Apostolado Litúrgico no Rio de Janeiro e São Paulo. Dedicou-se à pastoral vocacional e na formação litúrgica, bem como na secretaria regional da CRB, em Brasília. Atualmente reside na comunidade de Brasília, ocupando-se da formação litúrgica, da pastoral vocacional, no Centro de Apostolado Litúrgico e dos Cooperadores Paulinos, Amigos do Divino Mestre.     

Missão litúrgica-vocacional

Entre os meses de abril a julho, as Irmãs Terezinha Lubiana e Veronice Fernandes, Pias Discípulas do Divino Mestre realizaram uma missão litúrgica e vocacional nas cidades de Pirangi/SP, Tupãssi e Diocese de Toledo/PR, Espigão do Oeste/RO, Ji-Paraná/RO, Rolim de Moura/RO e Cacoal/RO.

Foi um momento de graça e alegria para elas e para as pessoas que participaram destes eventos promovidos nestas cidades.

A Sacrosantum Concilium orienta que “É desejo ardente na mãe Igreja que todos os fiéis cheguem àquela plena, consciente e ativa participação nas celebrações litúrgicas que a própria natureza da Liturgia exige e que é, por força do Batismo, um direito e um dever do povo cristão, ‘raça escolhida, sacerdócio real, nação santa, povo adquirido’ (1 Pd. 2,9; cfr. 2, 4-5)” (n.14). Para chegar a este objetivo é necessário máximo empenho na formação litúrgica.

Foi com o intuito de oferecer esta formação ao povo de Deus, que os párocos e equipes de liturgia das paróquias das cidades supracitadas, proporcionaram a missão litúrgica. Eram encontros de formação com diversos grupos: equipes de liturgia, ministros/as da Palavra e da Comunhão Eucarística, ministros/as do canto e música, catequistas e membros das comunidades que buscam um maior aprofundamento litúrgico. Marcou os momentos de oração o Ofício Divino, celebrado de manhã. Entre as atividades proporcionadas, os retiros com grupos de catequizandos da iniciação cristã foram também momentos de graça e de encontro com Jesus Mestre, Caminho, Verdade e Vida.

A missão vocacional foi feita com grupos de jovens, crismandos e catequizandos da 1ª eucaristia, que aprofundaram o tema “Quem é Jesus”. Após a exposição do tema, os jovens e adolescentes participaram ativamente das dinâmicas realizadas em grupos.

Houveram também atividades nas escolas, com alunos do ensino médio e fundamental, com pais e professores. O trabalho se ampliou com a participação das escolas. Os assuntos foram mais no âmbito da vida humana. O sentido da vida, valores e autoestima foram os temas tratados. Os participantes puderam contribuir com suas falas, experiências e buscas.

Madre Escolástica, primeira Pia Discípula do Divino Mestre

FESTA DE CORPUS CHRISTI

Em todos os anos, é celebrada a festa de Corpus Christi. O nome “Corpus Christi” vem do latim e significa “Corpo de Cristo”.

A festa é denominada oficialmente de solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo. É sempre realizada na quinta-feira após o domingo da solenidade da Santíssima Trindade.

A festa pode também ser prorrogada para o segundo domingo depois de Pentecostes, particularmente nas regiões onde não se têm feriado nesse dia.

A Eucaristia é um dos sete sacramentos cristão. Foi instituído pelo próprio Jesus na última ceia com os discípulos (Mt 26,26-29;Mc 14,22-25;Lc 22,14-20;1Cor 11,23-29). Porque a Eucaristia foi celebrada pela primeira vez na quinta-feira santa, Corpus Christi  é celebrada comumente numa quinta-feira.

Honrar a presença eucarística de Jesus

A festa é um convite para os cristãos prestarem homenagem a Cristo presente nas espécies consagradas de pão e vinho. Visa propor à piedade dos cristãos o culto do sacramento da Eucaristia, para que possam celebrar a salvação de Jesus em seu mistério pascal, de maneira que aprendam a participar da missa e viver dela mais intensamente.

Os participantes são interpelados a entender mais e honrar melhor a presença de Jesus Cristo Vivo e Ressuscitado no sacramento da Eucaristia, de maneira que saibam render ao Senhor o louvor, a adoração, a profissão de fé e a ação de graças.

A festa reflete o crescimento da consciência e do valor da Eucaristia na espiritualidade cristã. Na Idade Média o movimento em favor da devoção eucarística se manifestou cada vez mais vigoroso e vivo entre os fiéis, bispos, sacerdotes e teólogos.

Origem da festa

A Bélgica foi o palco em que apareceu e expandiu, com grande fervor, a piedade e o culto da Eucaristia.

A festa originou-se em Liège, na Bélgica, no século XIII, quando Santa Juliana (1192-1258), da Ordem de Santo Agostinho, teve as visões de Jesus Cristo demonstrando-lhe o desejo de que o mistério da Eucaristia fosse celebrado com destaque.

Ao conhecer as visões eucarísticas de Santa Juliana, o bispo da cidade acabou por acatá-las. No ano de 1246, em sua diocese, ele celebrou pela primeira fez uma festa de Corpus Christi.

A festa contribuiu para resgatar a importância da Eucaristia na vida da Igreja. Foi uma resposta à heresia de Berengário, no século XI, que negava a presença real de Cristo no sacramento da Eucaristia.

A solenidade foi instituída oficialmente para toda a Igreja pelo Papa Urbano IV, em 11 de outubro de 1264. Quando Cardeal, o Pontífice conhecera pessoalmente a irmã Juliana.

Depois do Concílio de Viena (1311-1313), o Papa Clemente V confirmou e revigorou a solenidade em 1314. Nesta ocasião, ela tomou o nome de festa de Corpus Christi.

Missa e procissão

Normalmente, a festa é precedida por momentos de adoração do Santíssimo Sacramento.  Ao adorar, os cristãos prestam culto a Jesus presente na hóstia consagrada. Honram o Cristo eucarístico com amor, respeito e fé.

Com grande participação dos fiéis, o sacerdote celebra a missa do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo na igreja. A celebração reveste-se de caráter solene, tendo glória, sequência, creio e preces da comunidade. Tem prefácio e orações próprias. A cor dos paramentos é branca.

A celebração evidencia a eucaristia como fonte e ápice de toda a vida cristã. Mostra que o sacramento perpetua pelos séculos o sacrifício de Jesus na Cruz. Encerra todo o bem espiritual da Igreja: o mesmo Cristo, nossa Páscoa.

A festa salienta a eucaristia como memorial da morte e ressurreição do Senhor, o sinal de piedade e de unidade, o vínculo de caridade, o banquete pascal, em que Cristo nos é comunicado como alimento de nossa caminhada na terra. É o penhor da futura glória.

Depois da celebração da missa na Igreja, todo o povo participa da procissão eucarística. Jesus na hóstia consagrada é exposto no ostensório e colocado para a adoração dos fiéis que caminham pelas ruas da cidade.

A procissão popular termina com a bênção do Santíssimo Sacramento a todos os fiéis. Rei de todo o universo e Luz do mundo, Jesus está vivo e presente no meio da humanidade, abençoando-a, salvando-a, protegendo-a e orientando-a.

Momento litúrgico e devocional

Ao longo do século XIV, Corpus Christi foi convertendo-se rapidamente numa das festas mais apreciadas pelo povo. Paulatinamente, a solenidade atingiu todas as dioceses do mundo. A diocese de Colônia na Alemanha celebrava a festa desde antes de 1270.

Em 1317, o Papa João XXII confirmou o costume de fazer a procissão eucarística. Essa procissão surgiu em Colônia, no ano de 1274. Depois propagou na França e na Itália. Em Roma já acontecida desde 1350.

O Concílio de Trento (1545-1563) insistiu na exposição pública da Eucaristia. Orientou também a ter a procissão eucarística.

Atualmente, a Igreja preserva a festa como momento litúrgico e devocional do povo cristão. O Código de Direito Canônico corrobora a validade das exposições públicas da Eucaristia. Recomenta que, principalmente em Corpus Christi, haja procissão pelas vias públicas (cân. 944),

Testemunho público

A procissão eucarística tem importância e significado especial nas dioceses, nas paróquias e nas cidades em que são promovidas. Entre as procissões litúrgicas é a que tem mais destaque.

A procissão de Corpus Christi é o testemunho público da presença de Jesus eucarístico. Nela a hóstia consagrada é conduzida em caminhada de fé e apresentada para ser honrada por todos os cidadãos que acompanham o cortejo.

No Missal do Papa Paulo VI, de 1970, a festa é denominada liturgicamente Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo. Assim assumiu também a memória do Sangue de Cristo, que era comemorada em 1 de julho e foi supressa nesta data.

Prefácios e leituras

As orações e a sequência são as mesmas do Missal do Papa Pio V (1570). Qualquer um dos dois prefácios sobre a Eucaristia – um para quinta-feira santa e o outro para Corpus Christi – podem ser proclamados na solenidade.

A solenidade é enriquecida com uma série de leituras bíblicas. São diferentes nos três ciclos dominicais (A, B e C).

A festa também assume um caráter devocional popular. O momento expressivo de Corpus Christi é a procissão, em que os fiéis suplicam as bênçãos de Jesus Eucarístico para suas casas, famílias e ambientes.

Enfeites tapetados

Em muitos lugares, o povo tem o costume de enfeitar as ruas com tapetes de serragem, flores e outros materiais, formando um mosaico multicolor e belo.

No Brasil, a tradição dos tapetes coloridos, como decoração da procissão de Corpus Christi, constitui uma herança de Portugal. Lá, em todas as 20 dioceses, fazem-se solenes procissões a partir da igreja catedral. As festividades começaram a ser celebrada cedo, em 1282. De Portugal passaram para a cultura religiosa e folclórica do Brasil.

Dimensões teológicas do sacramento

Corpus Christi ressalta e aprofunda as dimensões teológicas centrais do sacramento da Eucaristia. Em primeiro lugar, a Eucaristia recorda a pessoa e a obra de Jesus, que passou no meio da humanidade salvando e fazendo o bem (passado).

A Eucaristia também celebra a unidade fundamental de Cristo com sua Igreja e com todas as pessoas de boa vontade (presente). Enfim, a Eucaristia prefigura nossa união definitiva e plena com Cristo no Reino do Pai (futura).

Celebrar a festa significa fazer memória litúrgica da entrega que Jesus fez de sua própria carne e sangue para vida da Igreja. É renovar e aprofundar o compromisso de fé nele e com Ele, para centrar a vida pessoal e comunitária no mistério eucarístico.

Durante a solenidade e a procissão, os cristãos corroboram e confessam sua fé no sacramento da Eucaristia. Expressam seus sentimentos mais profundos diante de Jesus que se faz presente na celebração litúrgica e na hóstia consagrada exposta no ostensório.

Participação dos fiéis

Corpus Christi é uma festa de preceito. Para os católicos é obrigatório comparecer e participar da missa.

A festa conduz os seres humanos a Jesus, para que possa conhecer a pessoa do Salvador e seguir seus passos. “Deus não é amado, porque não é conhecido. É necessário tirar Cristo do sacrário, apresentá-lo ao povo como o grande Senhor, Mestre, Salvador, vivo, realmente em nosso meio” (São Pedro Julião Eymart, 1811-1866, sacerdote francês).

 

Pe. Eugênio Antônio Bisinoto C.Ss.R.
Sacerdote e escritor – Missionário Redentorista
Araraquara, SP

Ostensório Estrelas 57 cm

Ostensório Labirinto 65 cm

Ostensório Guto Godoy 63 cm

Ostensório Guto Godoy 61 cm

Lançamento: Reaviva o Dom de Deus | Música do Ano Vocacional da Família Paulina

Com alegria, a Família Paulina do Brasil lançou neste mês de abril, uma música para marcar a celebração do Ano Vocacional: Reaviva o Dom de Deus.

REAVIVA O DOM DE DEUS
Letra e Música: Deivid Tavares, ssp

Na Família Paulina / reluz a cor de muitos dons. / Mãos que acolhem e doam / a viva graça recebida de Deus. / Água e terra tão necessárias / para a semente germinar. Vocação também é assim: / crescer, dar vida, prosperar || pela oração e o testemunho, / alicerces desta missão . ||
Reaviva o dom de Deus, / no carisma da comunicação, / anunciando a boa nova / Reaviva o dom de Deus.

Ficha técnica:
Produção Fonográfica: Pia Sociedade de São Paulo – Padres e Irmãos Paulinos
Letra e Música: Deivid Tavares, ssp
Arranjo Vocal: Gabriel Gobbi
Produção Musical: Bruno Boss
Regência Vocal: Eurivaldo Ferreira
Solo: Deivid Tavares, ssp
Coro:
Ir. Jeane Aguia, sjbp
Ir. Júlia Almeida, pddm
Ir. Daiane Abreu, fsp
Ir. Francesca Carotenuto, ap
Deivid Tavares, ssp
Iorlando Fernandes, ssp
Eurivaldo Ferreira
Gravação, edição, mixagem e masterização: Estúdio FBA Music Mauá, SP, Brasil, por Bruno Boss

No aniversário de nascimento da Família Paulina e no clima do iminente Sínodo sobre “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”, os Superiores Gerais da Família Paulina anunciaram a celebração de um Ano vocacional de Família Paulina, que se iniciará, oficialmente, no próximo 25 de janeiro, festa da Conversão de São Paulo, e se concluirá em 24 de janeiro de 2020.

Um ano para redescobrir, com alegria, o mistério da nossa vocação paulina e para propor aos jovens a santidade como “o rosto mais belo da Igreja”.

Um ano para experimentar novamente que “o dom total de si pela causa do Evangelho é algo de estupendo que pode dar sentido a toda uma vida” (Papa Francisco).

Um ano para “sair e encontrar os jovens lá, onde se encontram, reacendendo seus corações e caminhando com eles” (cf. IL 175).

Um ano intenso de oração, reflexão e de tantas iniciativas vocacionais, organizadas, possivelmente, em nível de “Família” e por isso pensadas e vividas “juntos” com os Institutos presentes nas diversas localidades.

Um ano iluminado pela visão do Fundador, Pe. Tiago Alberione, que, “vagando com a mente no futuro, lhe parecia que no novo século almas generosas sentiriam o mesmo que ele sentia …” (AD 17); um ano para fazer ressoar o apelo a “sentir-nos profundamente obrigadas a fazer alguma coisa pelo Senhor e pelos homens e mulheres do nosso tempo” (cf. AD 15) e portanto, para “reavivar o dom de Deus que recebemos”.

“Reaviva o dom de Deus” (2Tm 1,6)

É o slogan paulino que marcará este ano particular.

#FamíliaPaulina #ReavivaOdomDeDeus #AnoVocacional #Reaviva

 

Baixe a partitura-reaviva-o-dom-de-deus

 

Ano Vocacional - Reaviva o dom de Deus Ano Vocacional da Família Paulina

 

 

Primeira missa do Ano Vocacional da Família Paulina

No dia 06 de abril, sábado, às 16h, na paróquia Santo Inácio de Loyola, foi realizada a primeira missa do Ano Vocacional da Família Paulina, presidida pela Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp, Superior Provincial dos Padres e Irmãos Paulinos. A missa contou com a presença de diversos membros da Família Paulina: Padres e Irmãos Paulinos, Irmãs Paulinas, Irmãs Discípulas do Divino Mestre, Irmãs Pastorinhas e Irmãs Apostolinas. Também estavam presentes alguns membros dos Institutos Nossa Senhora da Anunciação (Anunciatinas), São Gabriel Arcanjo (Gabrielinos), Santa Família, Cooperadores Paulinos e paroquianos da paróquia Santo Inácio de Loyola.

Em sua homilia, Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp, destacou a importância do Ano Vocacional da Família Paulina para a Igreja e para a Família Paulina: “Não tenho dúvida de que este ano será um momento oportuno para mostrar à Igreja quem somos, onde estamos e a missão que temos. Também será um momento bom para reavivar em nós o espírito do bem-aventurado Pe. Tiago Alberione”. Por último, o presidente da celebração rezou com a comunidade a oração vocacional “São Paulo apóstolo pelas vocações”, fazendo um apelo vocacional convidando alguns jovens para conhecer mais de perto a Família Paulina.

No mais, coloquemos os preparativos do Ano Vocacional da Família Paulina sob os cuidados de Jesus Mestre, Caminho, Verdade e Vida, de são Paulo Apóstolo, de Maria, Rainha dos Apóstolos, dos bem-aventurados Pe. Tiago Alberione e Timóteo Giaccardo, para que eles nos fortaleçam na missão de anunciar o evangelho na cultura da comunicação e no caminhar com os jovens, para reacender em seus corações a vocação paulina.

Fonte da notícia: Padres e Irmãos Paulinos.

32º Aniversário de morte de Madre Escolástica Rivata

No aniversário 32º aniversário da pascoa da Venerável Escolástica, a Família Paulina esteve reunida na celebração da Eucaristia, neste 3º Domingo da Quaresma.
Na palavra de Jesus o apelo continuo à conversão, concretizada na atitude de serviço e entrega gratuita ao Reino, ecoava no testemunho de Moisés, na experiência do encontro com Deus sendo instrumento de libertação, solidário com os que sofrem injustamente. Madre Escolástica bebeu desta fonte inesgotável do Ano Litúrgico e soube reverter em testemunho de vida seu amor à Eucaristia, às pessoas.

Úrsula nasceu em Guarene Itália, no dia 12 de julho de 1897. É a primeira entre quatro filhos do casal Antonio Rivata e Lúcia Alessandria. Úrsula teve duas irmãs e um irmão, que viveu apenas dez meses após a morte da mãe, a qual faleceu quando Úrsula tinha somente seis anos de idade. O pai casou-se novamente e educou suas filhas em ambiente familiar de valores humanos e cristãos.

A pequena Úrsula se destacava na escola e entre as colegas, por sua sensibilidade, inteligência e capacidade de iniciativa. Aos sete anos foi admitida à primeira comunhão e recebeu o sacramento da confirmação em 1909. Fortalecida no empenho cristão, participa do coral da paróquia e experimenta, na sua adolescência e juventude, vários tipos de trabalho, desde a lavoura à fábrica de seda. Isso a colocou em contato com diversas realidades sociais e contribuiu para o seu crescimento.

O pai, Antonio, se orgulha de suas três belas filhas, e como bom e vigilante patriarca, dirige-se um dia a Úrsula para lhe dizer que um rapaz a pediu em casamento, acrescentando: É um bom jovem e tem também algumas posses; com ele você poderá ter uma vida feliz. Quarenta anos mais tarde, narrando este episódio, Úrsula escreve: …depois da Missa, vindo para casa, diante de uma bela estátua do Sagrado Coração… eu lhe disse: Senhor, só Tu e basta. Desci a escada e fui ter com papai e dizer-lhe: não, não aceito a mão dele.

Com a expressão Senhor, só tu e basta, a jovem Úrsula diz o seu “sim” Àquele que por primeiro a escolheu e que, a partir daquele momento lhe pedirá para ser “o Único” da sua vida, “na alegria e na dor, na saúde e na doença, na pátria e no exílio…” Embora já tenha atingido a maioridade, a sua decisão provoca certo contraste na família, acolhido por ela como uma prova que a reforça ainda mais na decisão.

Úrsula continua a sua formação lendo muito. A paixão pela leitura, na busca de bons livros, leva-a ao encontro de um grande apóstolo dos tempos modernos: padre Tiago Alberione o qual, sem rodeios, enquanto procura o livro pedido por ela, e depois num breve diálogo, lhe diz: Quando você vem para a casa São Paulo? A partir disso tendo já vinte e quatro anos, sente-se impulsionada a romper com as demoras e a oposição da família.

Acompanhada pelo pai, no dia 29 de julho de 1922, Úrsula entrou na aventura que a conduziu nos insondáveis caminhos do Senhor. No vivaz contexto das primeiras fundações paulinas, no dia 21 de novembro de 1923, padre Alberione diz: Separai para mim Úrsula e Matilde, para a obra à qual as destinei. Assim começou a escolha de Úrsula para iniciar a nova fundação juntamente com outras seis jovens que a própria Úrsula ajudará escolher dentre as jovens do grupo feminino já existente.

O dia 10 de fevereiro de 1924, memória de Santa Escolástica, foi escolhido pelo padre Alberione para o início da nova fundação. No dia 25 de março do mesmo ano, festa da Anunciação, este grupo de oito jovens, faz sua manifestação oficial com o hábito religioso e a profissão dos votos. Recebem um nome novo e Úrsula torna-se Irmã Escolástica da Divina Providência.

No mesmo dia inicia aquele que será o seu trabalho principal: a Adoração Eucarística e o viver como irmã e mãe ao lado dos Sacerdotes e Discípulos da Sociedade São Paulo. Desde estes inícios, Madre Escolástica Rivata passa a ser a colaboradora em Cristo com Padre Alberione, para a realização do carisma das Pias Discípulas do Divino Mestre. Com vinte e oito anos é a responsável pela nova família que surge e, a partir deste momento, pode-se ler a história de Escolástica somente seguindo passo a passo o caminho das Pias Discípulas.

Ela foi a primeira sobre a qual o bem-aventurado Tiago Alberione havia posto o olhar para dar vida à nova fundação e é a última do primeiro núcleo das oito a concluir, podemos assim dizer, o arco fundacional. No dia 24 de março de 1987, Madre Escolástica conclui seu peregrinar terreno. Dia 13 de março de 1993, em Alba, inicia-se o processo diocesano para a beatificação e canonização de Madre Escolástica Rivata. Ela foi proclamada Venerável pelo papa Francisco no dia 9 de dezembro de 2013 e agora continua o processo para o próximo passo, a beatificação.

 

Ingresso no Postulantado das Pias Discípulas do Divino Mestre

No dia 02 de Fevereiro de 2019, na celebração das vésperas do 4º Domingo do Tempo Comum ano C, na capela do Jardim Divino Mestre, Cabreúva, SP, Brasil, as jovens Amira, Argentina, e Belimar, Venezuela, junto com as irmãs presentes e os Amigos do Divino Mestre, celebraram o rito da entrada no postulado.

A celebração foi presidida pela Ir. M. Goretti Medeiros. Após a proclamação do Evangelho, a Ir. M. Marilez Furlanetto, superiora provincial, convidou às jovens para expressar as motivações pelas quais desejam começar este caminho.Logo manifestaram, comunitariamente, o desejo de querer assumir o Postulado como uma etapa formativa, em resposta ao convite que Jesus impele: “Vem e segue-me”. A ir. Marilez acolheu com esperança e carinho o pedido das duas jovens. No final deste rito, as postulantes receberam a medalha de Maria Rainha dos Apóstolos e a Bíblia das mãos das irmãs Marilez e Gloria Bustos, delegada da Argentina.

Terminada a celebração as irmãs e os Amigos do Divino Mestre acolheram às jovens com um fraterno abraço. A festa continuou no refeitório com a partilha de alimentos e alegre convivência. As jovens Amira e Belimar brindaram a todos com lindas canções tocadas com violão e bandolim. Foi um momento muito feliz e descontraído.

Que o Divino Mestre e Maria Rainha dos Apóstolos acompanhem nossas jovens postulantes na sua caminhada.