Semana pela Unidade dos Cristãos 2020: o drama dos migrantes

“Trataram-nos com gentileza”: este versículo dos Atos dos Apóstolos (28,2) é o tema do subsídio da Semana de Oração pela Unidade de Cristãos 2020. O texto foi redigido pelas Igrejas cristãs de Malta e Gozo.

A Europa, diferentemente do hemisfério sul, celebra a Semana de Unidade dos Cristão de 18 a 25 de janeiro. Neste ano de 2020, os materiais para a Semana de Oração pela Unidade Cristã foram preparados pelas Igrejas cristãs em Malta e Gozo (Cristãos Unidos em Malta).

Em 10 de fevereiro, muitos cristãos em Malta celebram a festa do naufrágio de São Paulo, destacando e agradecendo a chegada da fé cristã nessas ilhas. Por isso, está sendo proposto a leitura de Atos dos Apóstolos usada na festa. A história começa com Paulo sendo levado a Roma como prisioneiro (At 27,1ss). Paulo está preso, mas mesmo numa viagem que se torna perigosa, a missão de Deus continua através dele.

Essa narrativa é um clássico drama da humanidade confrontada com o aterrorizante poder dos elementos. Os passageiros do navio estão expostos às forças dos mares abaixo e das poderosas tempestades que se erguem ao seu redor. Essas forças os levam a um território desconhecido, onde estão perdidos e sem esperança.

As 276 pessoas a bordo do navio são divididas em grupos distintos. O centurião e seus soldados têm poder e autoridade mas dependem da perícia e da experiência dos marinheiros. Embora todos estejam assustados e vulneráveis, os prisioneiros são os mais vulneráveis de todos. Suas vidas são consideradas dispensáveis, eles estão em risco de uma execução sumária (cf 27,42).

À medida que a história se desenvolve, sob pressão e temendo por suas vidas, vemos desconfiança e suspeita ampliando as divisões entre os diferentes grupos. Notavelmente, porém, Paulo se ergue como um centro de paz no tumulto. Ele sabe que sua vida não é governada por forças indiferentes ao seu destino, mas está segura nas mãos do Deus a quem ele pertence e serve (cf 27,23).

Por causa de sua fé, ele está confiante de que se erguerá diante do imperador em Roma, e na força da sua fé pode se erguer diante de seus companheiros de viagem e dar graças a Deus. Todos estão encorajados. Seguindo o exemplo de Paulo, eles partilham pão, unidos numa nova esperança e confiando em suas palavras. Isso indica o tema principal dessa passagem: a providência divina. Foi decisão do centurião navegar em tempo ruim, mas ao longo da tempestade os marinheiros tomam decisões sobre como lidar com o navio. Mas ao final seus próprios planos são alterados e, somente permanecendo juntos e permitindo que o navio naufrague, eles chegam a ser salvos pela divina providência.

O navio e toda a sua valiosa carga se perderão, mas todas as vidas serão salvas, “nenhum de vós perderá um cabelo sequer de sua cabeça” (cf 27,34; Lc 21,18). Em nossa busca da unidade cristã, entregar-nos à divina providência vai exigir deixar de lado muitas coisas a que estamos profundamente ligados. O que importa para Deus é a salvação de todas as pessoas. Esse grupo de pessoas diversas e em conflito desembarca em uma ilha (cf 27,26).

Tendo sido jogados juntos no mesmo navio, chegam ao mesmo destino, onde a sua unidade humana se manifesta na hospitalidade que recebem dos nativos da ilha. Ao se unirem ao redor do fogo, cercados por um povo que nem os conhece nem os compreende, diferenças de poder e posição social se esvaem. Os 276 não estão mais na dependência de forças indiferentes, mas envolvidos pela amorosa previdência de Deus, que se mostra presente através de um povo que lhes demonstra uma “benevolência fora do comum” (Cf 28,2).

Com frio e molhados, eles podem se aquecer e secar perto do fogo. Com fome, recebem comida. São abrigados até que seja seguro para eles continuar a viagem.

Hoje muitas pessoas estão enfrentando terrores semelhantes nesses mesmos mares. Os mesmos lugares mencionados no texto lido (cf 27,1; 28,1) também fazem parte das histórias de migrantes de tempos modernos. Em outras partes do mundo muitos outros estão fazendo jornadas igualmente perigosas por terra e pelo mar para escapar de desastres naturais, guerra e pobreza. Suas vidas também estão expostas a imensas e friamente indiferentes forças – não apenas naturais, mas também políticas, econômicas e humanas.

Essa indiferença humana assume várias formas: a indiferença dos que vendem lugares em barcos inadequados para pessoas desesperadas; a indiferença que leva à decisão de não enviar barcos de socorro; a indiferença que faz mandar embora barcos de imigrantes. Isso são apenas alguns exemplos.

Como cristãos unidos encarando as crises da migração essa história nos desafia: apoiamos as frias forças da indiferença, ou mostramos “benevolência fora do comum” e nos tornamos testemunhas da amorosa providência de Deus para todas as pessoas? A hospitalidade é uma virtude muito necessária em nossa busca da unidade cristã. É uma prática que nos leva a uma maior generosidade para os necessitados.

As pessoas que mostraram benevolência fora do comum a Paulo e seus companheiros não conheciam ainda Cristo, mas mesmo assim é através de sua benevolência fora do comum que um povo dividido vai ficando unido. Nossa própria unidade cristã será descoberta não apenas mostrando hospitalidade de uns para os outros, embora isso seja muito importante, mas também através de encontros amigáveis com aqueles que não partilham nossa língua, cultura ou fé. Em tais viagens tempestuosas e encontros casuais, a vontade de Deus para a Igreja e para todas as pessoas será cumprida. Como Paulo proclamará em Roma, a salvação de Deus foi enviada a todos os povos (cf At 28,28).

As reflexões para os oito dias e a celebração serão baseadas no texto de Atos dos Apóstolos.

Os temas para os oito dias são:

Dia 1: Reconciliação: Atirando a carga ao mar

Dia 2: Iluminação: Buscando e apresentando a luz de Cristo

Dia 3: Esperança: Mensagem de Paulo

Dia 4: Confiança: Não tenha medo, creia

Dia 5: Fortalecimento: Partilhando pão para a viagem

Dia 6: Hospitalidade: Demonstre benevolência fora do comum

Dia 7: Conversão: Mudando nossos corações e mentes

Dia 8: Generosidade: Recebendo e dando

Para baixar os textos, clique no link: http://www.christianunity.va/content/dam/unitacristiani/Settimana%20di%20preghiera%20per%20unit%C3%A0/2020/PORT%202020%20Libretto.pdf

Fonte da Notícia: Vatican News

NOSSA SENHORA DE GUADALUPE

Na América Latina o título mariano que se destaca é, realmente, Nossa Senhora de Guadalupe. Já existe há quase 500 anos.

Na liturgia da Igreja Nossa Senhora de Guadalupe tem sua festa celebrada no dia 12 de dezembro. É considerada a padroeira principal da América Latina. A festa foi instituída em 1754.

A Igreja de Nossa Senhora de Guadalupe localize-se na cidade do México. É uma basílica menor da Igreja Católica.

A atual Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe constitui um santuário nacional do México. Está situado no monte de Tepyac.

O Santuário mariano é considerado o principal templo da Igreja católica no continente americano. É a segunda igreja mais visitada do catolicismo no mundo, só perdendo para a Basílica de São Pedro.

A nova Basílica recebe mais de 20 milhões de visitantes ao longo do ano e inumeráveis peregrinações de todo o México. As grandes peregrinações chegam a 2.500 por ano. Os grupos espontâneos perfazem 6 mil anuais.

Basílica moderna

O Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe é composto de várias igrejas e capelas, dentre elas as duas basílicas, uma do século XVI, e outra da década de 1970. A Basílica nova foi edificada em razão do afundamento da antiga devido ao terreno movediço. Isso porque a cidade do México foi construída em cima de um lago aterrado, o Lago de Texcoco.

A Basílica nova foi construída entre os anos de 1974 e 1976. Foi projetada pelo arquiteto mexicano Pedro Ramírez Vásquez. Sua inauguração transcorreu aos 12 de outubro de 1976.

A Basílica nova foi idealizada em estilo moderno. Viabiliza permitir uma vista total do altar para os devotos que estão no interior.

A estrutura é suportada por 350 pilares. Pode abrigar 10 mil peregrinos dentro da Igreja.

Na nova Basílica, em celebrações especiais, são colocados assentos adicionais e a capacidade chega até 40 mil lugares. O santuário abriga, em seu interior a tilma de Juan Diego Cuauhtlatoatzin.

Basílica antiga

A antiga Basílica é o primeiro templo católico dedicado a Nossa Senhora de Guadalupe. Começou a ser construída em 1531.

Foi concluída e inaugurada no dia 1º. de maio de 1709. Foi projetada por Pedro Arrieta. Em 24 de outubro de 1887 foram feitas reparações na igreja.

No dia 12 de outubro de 1895 a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe foi solenemente coroada pelo arcebispo do México. 50 mil fiéis participaram com piedade e comoção.

O interior do templo é decorado em mármore com duas estátuas de Juan Diego e de D. Fr. Juan de Zumárraga. Em 1904, foi elevado à categoria de Basílica pelo Papa São Pio X.

As vestes de Juan Diego ficaram abrigadas na Igreja até 1974. Quando a nova Basílica ficou pronta, passaram para ela.

Na década de 1970 foi descoberto o afundamento do terreno. E novo templo teve que ser planejado.

Já em 1979, o Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH), em parceria com a Igreja católica mexicana, iniciou um trabalho arqueológico para restaurar o chão da Igreja e impedir a perda de artefatos importantes.

Embora ainda não tenham sido finalizados os trabalhos na Basílica antiga, a primeira etapa da restauração já foi concluída com sucesso em 2000. O templo foi reaberto em 2001.

Origem da devoção

Os primeiros missionários, que chegaram ao México, eram originários da Espanha, país de tradição mariana. Além de transmitirem a fé cristã, eles também ensinaram a devoção da Virgem Maria. Nos albores da evangelização, o primeiro sinal luminoso do culto mariano foi a presença de Nossa Senhora de Guadalupe na religiosidade de nosso povo.

A devoção de Nossa Senhora de Guadalupe é proveniente do país do México, no século XVI. Surgiu em 1531, quando a Virgem Maria apareceu a Juan Diego, de 48 anos, na colina de Tepyac, localizado a noroeste da cidade do México.

Originário do México, Juan nasceu em 1474, em Calpuli. Era um índio nativo, que antes de ser batizado tinha o nome de Cuauhtlatoatzin.

Juan era um índio pobre, da Tribo de Nahua. Pertencia a mais baixa casta do Império Asteca. Dedicava ao difícil trabalho do campo e à fabricação de esteira.

Possuía um pedaço de terra, onde vivia feliz com a esposa, numa pequena casa, mas não tinha filho. Sua esposa se chamava Maria Lúcia.

Atraído pela pregação dos frades franciscanos que chegaram ao Méxido em 1524, Juan converteu-se ao cristianismo. Foi batizado junto com sua esposa. Receberam o nome cristão de  Juan Diego e Maria Lúcia.

Homem piedoso

Juan era um homem dedicado e piedoso, que sempre se retirava para fazer suas orações e penitências. Costumava caminhar de sua vila à cidade do Mèxico, percorrendo três horas e meia até a igreja, onde participava da missa e aprendia religião.

Juan andava descalço. Vestia, nas manhãs frias, uma roupa de tecido grosso de fibras de cactos como um manto, chamado tilma ou ayate, como todos de sua classe social.

Sua esposa adoeceu e faleceu em 1529. Juan foi morar com seu tio, diminuindo a distância da igreja. Fazia esse percurso todo sábado e domingo, saindo bem cedo, antes do amanhecer. Foi numa destas idas que Nossa Senhora lhe apareceu.

Quando ocorreram as aparições marianas, Juan tinha 57 anos. Ele dedicou-se ao serviço de Nossa Senhora de Guadalupe em sua pequena igreja. Deixando seu povoado para sempre, ele foi morar num pequeno quarto junto à igreja como ermitão, com licença do bispo. Amou, profundamente, o sacramento da eucaristia e consegui uma especial licença do bispo para receber a comunhão três vezes na semana, um fato bastante raro na época.

Juan cuidava bem do templo mariano. Todos os dias fazia uma oração familiar diante da imagem da Mãe de Deus. Era um homem exemplar, temente a Deus de consciência reta e louváveis costumes. Tinha tal reputação de santidade que os peregrinos, que frequentavam o pequeno santuário para suplicar favores a Virgem Maria, tomavam o indígena como intercessor e se recomendava às suas preces.

Juan faleceu no dia 30 de maio de 1538, aos 74 anos, de morte natural. Foi beatificado pelo Papa São João Paulo II em 1990.

Foi também canonizado por São João Paulo II em 2002. Foi o primeiro santo católico indígena americano. É modelo de fé simples e humilde nutrida pelo catecismo.

A festa litúrgica de São Juan é celebrada no dia 9 de dezembro. É padroeiro dos povos indígenas e floristas.

Aparições marianas

De acordo com os relatos históricos, a Virgem Maria apareceu primeiro quatro vezes a Juan. E também apareceu uma vez ao seu tio.

No dia 9 de dezembro de 1531, sábado, de madrugada, na cidade do México, Juan, recém batizado, dirigiu-se à Igreja de Santa Cruz de Tlaltelolco, que ficava a 24 km de sua casa, a fim de para participar da missa.

Ao passar junto à colina de Tepyac, o indígena ouviu um cântico harmonioso e suave, vindo do alto do morro. Enquanto admirava e olhava ao redor, cessou, de repente, o canto. Então ouviu uma voz delicada do alto que o chamava carinhosamente pelo nome.

Ao olhar em direção à colina, Juan viu uma Senhora belíssima, de pé, que o convidava a se aproximar. Subiu com toda pressa a encosta do outeiro. No topo do monte, estando diante dela, ele ficou maravilhado com sua beleza. Sua vestimenta brilhava.

Com ternura e polidez, a Senhora se apresentou a Juan como a Virgem Maria, Mãe de Jesus Cristo, o Verbo de Deus. Falando-lhe em sua língua, náhuatl, ela o enviou para dizer ao primeiro bispo do México, D. Fr. João de Zumárraga, que era seu desejo ardente que fosse erigida naquele local uma igreja em sua honra.

Logo após a aparição, Juan dirigiu-se até a cidade do México, onde ficava o palácio episcopal. Acanhado, transmitiu ao bispo a mensagem que recebera de Nossa Senhora. Sua missão não foi bem sucedida, porque a autoridade eclesiástica não acreditou na veracidade do fato.

Na tarde do mesmo dia 9, Juan novamente se encontrou com a Virgem Maria, que o esperava na colina. Ele quis renunciar a ser embaixador da Mãe de Deus junto ao bispo, pedindo que escolhesse outro mensageiro mais importante.

Missão reafirmada

Entretanto, Nossa Senhora não aceitou a renúncia de Juan. Reafirmou missão dele, dizendo-lhe que ele era plenamente capaz. Então, ela solicitou que ele, em seu nome, voltasse a falar com o bispo no dia seguinte e continuasse insistindo em seu pedido.

No domingo de manhã, 10 de dezembro, Juan, obedecendo a Mãe de Jesus, procurou novamente o bispo. O prelado instruiu que o indígena retornasse ao monte Tepyac e pedisse a Virgem Maria uma prova de sua identidade sobrenatural.

Ainda no dia 10, à tarde, Juan voltou para a colina e viu novamente Nossa Senhora, informando-lhe a resposta do bispo. Ela consentiu em fornecer no dia seguinte o sinal que o bispo lhe havia solicitado.

Na segunda-feira, 11 de dezembro, Juan não se apresentou ao encontro marcado com a Virgem Maria. Teve que cuidar do tio e pai de criação, Juan Bernardino, que adoecera gravemente. Em vão procurou um médico que atendesse o tio.

Na terça-feira, dia 12 de dezembro, Juan teve que ir às pressas a Tlatelolco para buscar um sacerdote para ouvir a confissão do tio e ministrar a unção dos enfermos em seu leito de morte.

Para evitar ser atrasado pela aparição e por sentir envergonhado por não ter conseguido ver a Virgem Maria na segunda-feira, Juan escolheu outra rota ao redor da colina. Mas a Mãe de Jesus o interceptou no desvio e pergunto-lhe para onde ele estava indo. O vidente desculpou-se, falando-lhe do tio doente.

Flores raras

Como mãe benigna, dadivosa e protetora, Nossa Senhora assegurou a Juan que seu tio obteria perfeito restabelecimento. Logo em seguida, ela lhe pediu que subisse o monte Tepyac e colhesse flores do seu cume, levando-as ao bispo.

No alto do morro o solo era estéril, principalmente em dezembro. Era inverno no hemisfério norte. Seguindo as instruções de Nossa Senhora, Juan colheu rosas castelhanas, não nativas do México, florescendo lá. Eram flores frescas. Ele as recolheu e as enrolou na manta.

Chegando ao palácio episcopal, depois de longa espera, Juan conseguiu a audiência com o bispo no dia 12 de dezembro. Repetiu-lhe a mensagem da Virgem Maria. Desdobrou a manta diante do bispo e de um grupo de assistentes.

Surpreso, o bispo viu a imagem de Nossa Senhora pintada na manta, de onde caíam as flores frescas em pleno inverno. Era o retrato da Mãe de Jesus que Juan tinha visto várias vezes na colina de Tepyac.

Emocionados, o bispo e todos os presentes caíram de joelhos beijando a imagem milagrosa. O bispo a guardou em sua capela.

Nome querido pela Virgem

No outro dia, 13 de dezembro, Juan e o bispo, com numeroso séquito, foram conhecer o lugar das aparições. Imediatamente, foram convidadas pessoas para construir a igreja no lugar que Nossa Senhora indicara.

No mesmo dia, Juan e o bispo foram visitar Juan Bernardino, seu tio, encontrando-o totalmente recuperado. Sorrindo, ouvindo o relato das aparições, Bernardino contou também que tinha visto a Virgem Maria ao lado de sua cama. Disse-lhe que ela desejava a construção de um templo na colina de Tepyac. Declarou que a Mãe de Deus queria que sua imagem fosse chamada: “Santa Maria de Guadalupe”.

Inicialmente, a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe permaneceu por certo tempo na catedral da cidade. Os fiéis vinham ver e admirar a imagem como obra divina e rezavam diante dela. Ficavam muito comovidos da maneira como, por milagre, ela aparecera. Para eles, ficava evidente que nenhum ser humano da terra havia pintado aquela imagem da Mãe do Salvador.

Diante do fenômeno da aparição de Nossa Senhora de Guadalupe, em pouco tempo, os indígenas se converteram ao catolicismo. Eles “se sentiram amados pela Virgem Maria” (Pe. Ernesto N. Roman, sacerdote diocesano e escritor).

Em 26 de dezembro de 1531, a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe foi solenemente transladada para uma pequena capela erguida no outeiro da coluna de Tepyac. No singular templo a pintura mariana ficou exposta à veneração pública dos fiéis.

O culto de Nossa Senhora de Guadalupe propagou-se rapidamente na região. Contribuiu muito para a difusão da fé católica entre os indígenas.

A devoção mariana provocou rápidas conversões dos mexicanos à Igreja de Cristo. Os franciscanos batizaram dez milhões de pessoas.

Padroeira da América Latina

Em 25 de maio de 1754, o Papa Bento XIV declarou Nossa Senhora de Guadalupe patrona da chamada Nova Espanha, que correspondia à América Central e América do Norte. Aprovou também os textos litúrgicos para a missa e breviário em sua homenagem.

Em 1891, o Papa Leão XII concedeu novos textos litúrgicos. Em 8 de fevereiro de 1895, ele autorizou a coroação canônica da imagem. Aos 12 de outubro de 1897, a imagem foi solenemente coroada.

Em 1910, São Pio X proclamou Nossa Senhora de Guadalupe como Padroeira da América Latina.

Em 1945, o Papa Pio XII deu-lhe o título de “Imperatriz da América”.

Atualmente, no centro da abside da majestosa Basílica observa-se o manto com as feições da Virgem Maria, conservados durante os últimos 500 anos. Testemunha o culto ininterrupto da Virgem Maria desde os inícios até hoje. “A presença de Maria de Guadalupe é um abraço amoroso a todos os seus devotos” (Pe. Corrado Maggioni, sacerdote montfortiano e escritor mariano).

Os devotos têm visitado continuamente a Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe. Não só peregrinos do país, mas também do estrangeiro. O Santuário se transforma em centro de evangelização e nicho de aconchego dos filhos de Maria. “As aparições da Virgem Maria oficializadas pela Igreja sempre deixaram profundas marcas na história, na alma e no coração dos fiéis” (Pe. Reginaldo Manzotti, sacerdote evangelizador, escritor e cantor).

Ao contemplar a imagem de Nossa Senhora, todos os fiéis experimentam nela a ternura, a acolhida, a solicitude e o amparo daquela que é Mãe da humanidade, que intercede sempre por seus filhos junto a Jesus Cristo, o Salvador. Eles a veneram e a invocam com piedade, confiança e carinho.

Tilma e os olhos

A tilma de Juan é uma espécie de tecido tradicionalmente indígena dos povos pré-colombianos. Era um manto feito de fibras de cacto agave manguey.

Na tilma, usada por Juan, ficou originalmente estampada a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe. A tilma mede 168 x 105 cm. A pintura tem 143 x 55 cm.

A pintura retrata uma mulher contemplativa de pele mestiça, rodeada por raios solares. Trata-se de uma jovem, com pele morena e rosto ovalado. Seu rosto é modesto, formoso e amável, de beleza inimitável. Suas mãos estão postas.

Na cabeça, por cima do manto, a imagem tinha uma coroa dourada, de dez pontas. Todavia, ao fazerem os preparativos para a solene coroação da Virgem Maria, a coroa havia desaparecido misteriosamente, sem deixar vestígio de raspadura ou outra intervenção humana.

A jovem está vestida com uma túnica de cor rosa, com arabescos dourados. A túnica é coberta por manto azul esverdeado, todo adornado de estrelas de oito pontas. Está em cima de uma lua crescente escurecida, que representa as forças do mal. É carregada por um anjo querubim.

O tecido da tilma é fraco, porque é constituído de fibras vegetais. Pode durar no máximo 20 anos.

A tilma ficou exposta ao longo de quase cinco séculos em lugares abertos. Foi levada em procissões. Ficou em diferentes templos. Tem sido atingida pelas emanações gasosas do lago subterrâneo vizinho.  No entanto, não se deteriorou. Ao contrário, tem resistido até hoje, permanecendo intacta mesmo após a passagem de quase 500 anos.

Os olhos de Nossa Senhora de Guadalupe estão sendo estudas por inúmeras investigações cientificas durante os últimos cinquenta anos.

Em 1929, os pesquisadores descobriram que as pupilas dos olhos dela refletem o momento em que Juan abriu o manto diante do bispo em 1531.

Nos olhos da Virgem de Guadalupe estão reproduzidos o pátio da residência episcopal, Juan e mais dez pessoas, algumas das quais estão sentadas.

Pe. Eugênio Antônio Bisinoto C.Ss.R.
Missionário Redentorista
Sacerdote e escritor
Igreja Santa Cruz – Araraquara – SP

Betânia: 20 anos de amor

Ontem, dia 01/12/2019, foi marcado pela emoção. A Associação Solidários Amigos de Betânia (ASAB) celebrou 20 anos da sua criação. A ir. Elci Zerma, pddm; a superiora provincial Irmã Marilez Furlanetto e o Cardeal Dom Orani Tempesta marcaram presença no evento que iniciou-se embaixo do Viaduto Edson Passos, Alto da Boa Vista, RJ, em frente a casa das Irmãs Pias Discípulas do Divino Mestre, lugar que Betânia nasceu.

A Associação Solidários Amigos de Betânia (ASAB) , fundada no Município do Rio de Janeiro, em 03 de Dezembro de 1999, partiu de iniciativa da religiosa Irmã Maria Elci Zerma junto ao grupo da Pastoral Missionária do Santuário São Camilo de Lellis – Tijuca. Em julho do ano 2000, iniciou suas atividades na Freguesia-Jacarepaguá, com a colaboração da comunidade local.

Domingo foi realizada a benção do Totem em homenagem aos 20 anos, missa e almoço beneficente. A tônica do dia não poderia ser outra: gratidão pelos 20 anos de fundação do projeto Betânia. Foi um tempo de graça na vida de tantas pessoas em situação de rua que tiveram a oportunidade de uma reabilitação e integração na sociedade através de tantas atividades promovidas pela Betânia.

Conheça o projeto Betânia

Este projeto tem como missão ser referência para a população de rua adulta com acolhida solidária, com foco na dependência química e inclusão social. A obra realizar atendimento social sem discriminação de etnia, gênero, orientação sexual e religiosa, bem como a portadores de deficiência, inspirando na parábola do bom samaritano e na convivência de Jesus em Betânia com os irmãos Marta, Maria e Lazaro. (Lc 10,25-41; Jo 12, 1-11)

A Associação Solidários Amigos de Betânia – ASAB é uma Instituição filantrópica, sem fins lucrativos e de Utilidade Pública Municipal e Federal, Certificada como Entidade Beneficente de Assistência Social e Tecnologia Social pela Fundação do Banco do Brasil.

Método de trabalho

A Metodologia da ASAB é desenvolvida num processo contínuo e avaliativo através do Programa Geral, subdividido em etapas sucessivas e distintas em cores motivacionais, definidas em cinco módulos compreendidos em até nove meses. Tendo em vista as particularidades, estes períodos podem ser reduzidos a partir da situação do usuário sob avaliaçãoda equipe técnica em consonância ao Plano de Desenvolvimento Individual (PDI).

1º Mês
Módulo Branco

Processo de adaptação, desintoxicação e necessidades básicas. Iniciação as atividades e o Programa.

1º ao 3º Mês
Módulo Vemelho

Assinatura do Programa sócio educativo e disciplinar da ASAB. Compromisso com o Plano Terapêutico individual. Atendimento de dependência química e psicologia.

4º ao 5º Mês
Módulo Amarelo

Iniciação a autonomia. Recuperação dos documentos junto aos órgãos públicos. Capacitação através de oficinas diversificadas em vista de sua reinserção no mundo do trabalho . Construção de vínculos em grupos de autoajuda (AA e NA).

6º ao 7º Mês
Módulo Verde

Integração ao grupo de família “Criando Laços”, atividades sócio-educativas-culturais. Preparação para emprego e cursos breves.

8º ao 9º Mês
Módulo Azul

Preparação para sua inclusão social no trabalho, moradia e família ou núcleo de moradia. Elaboração do projeto de Vida com definição de renda.

A Associação Solidários Amigos de Betânia (ASAB),desenvolve um programa sócio-pedagógico e terapêutico com uma equipe multidisciplinar.

O programa da ASAB nos Espaços de Convivência visa acolher, tratar, acompanhar e capacitar homens em situação de rua, que queiram efetivamente participar do processo terapêutico baseado na seguinte metodologia:

Os módulos motivacionais, em cores, num ciclo de até nove meses têm como objetivo a interação do indivíduo no seu processo de sua reinserção.
Outras ações que são desenvolvidas nos diversos estágios do programa terapêutico visando resultados particulares e eficazes contribuem para uma Inclusão Social efetiva.

A Betânia Jesus Mestre é outra unidade que desenvolve o mesmo programa terapêutico de recuperação em dependência química direcionado ao público masculino, morador de rua.

O programa constitui-se das seguintes etapas:
• Intervenção na Situação de Rua e da Dependência Química.

• Recuperação nas dimensões Biopsico-Social-Espiritual.

• Inclusão Social através do processo de resgate da Autoestima, Cidadania, Habilidades de Trabalho, Geração de Renda e Vínculos com a Família.

• Prevenção na recaída na situação de rua e na dependência das drogas.

Para a execução de todos os trabalhos, Betânia conta com um equipe multidisciplinar: educadores sociais, psicólogos, técnicos de reabilitação em dependência química, assistentes sociais.

Voluntariado: sinal de amor

A ASAB conta com voluntários para os diversos serviços e atividades desenvolvidas. Mais informações: http://www.betaniasab.org.br/Voluntarios.html

Veja as atividades/equipes que um voluntário pode colaborar:

Bazar Beneficente
Coleta seletiva
Artesanato
Música (Coral)
Cozinha
Psicologia
Dependência Química
Esporte Judô | Futebol
Serviço Social
Liturgia
Técnicos de reforma e construção
Horta
Reciclagem
Oficinas socioeducativas culturais

Como doar e apoiar o projeto financeiramente?

Se a ajudar presencial é difícil, mas você gostaria de apoiar o projeto, seja um doador. Você pode fazer a diferença na vida de muitas pessoas em estado de rua, qualquer doação é muito importante para que as ações sejam contínuas e efetivas.

Todos os recursos da ASAB provêm de contribuições voluntárias de pessoas físicas e jurídicas, de organizações e da venda de produtos do bazar e reciclados.

Sua doação vai ajudar projetos e iniciativas planejadas e monitorados por profissionais dedicados, que priorizam a melhoria das políticas públicas voltadas para a garantia daqueles em situação de rua: garantindo sobrevivência, desenvolvimento, terapias de qualidade e proteção.

Com a sua ajuda, a ASAB pode levar suas ações àqueles que mais precisam.

Cada projeto é uma estrutura desenvolvida para funcionar dentro do processo de recuperação dos acolhidos. Cada qual com necessidades específicas.

Recebemos praticamente em nossa sede na Freguesia vários tipos de descartáveis que ainda podem ser útilizados dentro dos projetos recicláveis.

Moradores da região e adjacências chegam à nossa instituição com materiais pré-selecionados como donativos e tudo se converte em recursos para a manutenção da instituição.

A exelência desse trabalho circunscreve sua participação dentro do circuito modelo da ASAB, o esforço conjunto abraçado por parcerias que nos assistem tornam possível a superação nas fases mais críticas.

Conheça a dimensão que todo o processo adquiri durante o preparo dos 100 acolhidos que passam por Betânia a cada nove meses.

Participe como um Parceiro Solidário dessa obra que recicla vidas.
Doe em conta corrente

CNPJ: 03.653.432/0001-90
BANCO: BRADESCO – 371
AGÊNCIA: 1804
CONTA CORRENTE: 43815-4
(Favor identificar o depósito com seu nome).

Comunique seu depósito por estes e-mails: faleconosco@asab.org.br ou jesusmestre@betaniasab.org.br

Celebração da Memória Litúrgica do Bem-aventurado Tiago Alberione

26-11-2019 | A Família Paulina presente nas comunidades de São Paulo juntamente com a comunidade paroquial de Santo Inácio de Loyola celebraram a Eucaristia presidida pelo Pe. Antônio Lúcio e concelebrada pelos padres paulinos.

Nesta celebração do 48º Aniversário da Páscoa do Bem-aventurado Alberione, foi recordado a sua vida: o testemunho da missão carismática e valores vivenciados por ele como: a experiência de oração diária, a meditação, a contemplação, o silêncio, o carisma apostólico, amor à Palavra de Deus e seu anúncio.

Na homilia Padre Antonio Lúcio recordou as palavras do Papa Paulo IV ditas no dia 28 de Junho de 1969 durante sua visita ao bem-aventurado Pe. Tiago Alberione: Ei-lo humilde, silencioso, incansável, recolhido nos seus pensamentos, que passam da oração à obra, sempre atento a perscrutar os sinais dos tempos”. Lembrou também as palavras ditas pelo próprio Pe. Tiago Aberione, dois anos mais tarde, no dia 26 de Novembro de 1971, deixadas como testamento espiritual aos seus filhos e filhas: Morro… rezo por todos, Paraíso”. Estas palavras são incentivo e sinais de esperança para todos da Família Paulina, desejosos de fazer reverberar o carisma proposto à Igreja.

No final da celebração foi lida a Carta do Superior Geral Padre Valdir de Castro que recordou os 100 anos da oração do Segredo de Êxito e a sua importância na construção da espiritualidade e missão na obra deixada pelo Bem-Aventurado Alberione.

Após a celebração membros da Família paulina visitaram a exposição: “O silêncio do comunicador – A vida de Padre Alberione contada em fotografias”. Esta exposição foi organizada pela Equipe de Pastoral da Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação (FAPCOM).

26-11: Memória do Bem-Aventurado Tiago Alberione

26-11-BEM-AVENTURADO-TIAGO-ALBERIONE

Tiago Alberione nasceu a 4 de abril de 1884, em São Lourenço de Fossano, Itália. Era o quinto filho de Miguel Alberione e Teresa Alloco. Porque nascera muito fraco e seus pais temiam perdê-lo em pouco tempo, o pequeno Tiago foi batizado pelo padre João Ferrero no dia seguinte a seu nascimento, na igreja de São Lourenço.

Quando o menino recobrou as forças, sua mãe, então com 34 anos, o levou ao Santuário das Flores para consagrá-lo à Virgem Maria. Um ano depois, por causa de problemas financeiros, toda a família de Miguel Alberione mudou-se para uma colônia agrícola perto de Monte Capriolo, no município de Cherasco.

No campo, trabalhava desde o amanhecer até à noite, aproveitando o máximo possível a luz do sol ou da lua cheia. Tiago tinha que trabalhar à noite e, tomado pelo sono, balançava o lampião para todos os lados, deixando os trabalhadores no escuro; a mãe tinha que repetir: “Tiago, a luz!” Nessa frase estava oculto um grande projeto de Deus: Tiago deveria, por toda a vida, irradiar luz.

Em Cherasco, Alberione frequentou a escola primária de 1890 a 1895. Nos três primeiros anos, teve como professora Rosina Cardona, “mulher muito piedosa, verdadeira Rosa de Deus, delicadíssima no cumprimento de seus deveres”. Como Tiago sempre a recordará com estima e gratidão, foi a essa professora que ele disse, iluminado: “Vou ser padre!”

Em 1896-1897, feito o exame de admissão, ingressou no seminário menor de Brá, diocese de Turim, onde completou o ginásio. No seminário, cultivou a devoção, eucarística e mariana. No entanto, os anos transcorridos no seminário de Brá conheceram também uma queda nos estudos e no comportamento de Tiago, tanto que chegou a ser mandado de volta para casa a 7 de abril de 1900, antes de terminar o ano letivo. Demitido do seminário de Brá, Tiago voltou a Monte Capriolo para ajudar a família; mas continuava a devorar livros e a meditar inquieto sobre o futuro. Seu pároco, padre João Batista Montersino, o aconselhou a voltar ao seminário, agora em Alba, onde Tiago entrou no outono de 1900.

A noite entre 31 de dezembro de 1900 e 1° de janeiro de 1901, foi decisiva para a vida e missão do jovem Alberione, que tinha apenas 16 anos. Permaneceu por quatro horas em oração diante do Santíssimo Sacramento, solenemente exposto na Catedral de Alba. “Sentiu-se profundamente obrigado a preparar-se para fazer alguma coisa pelo Senhor e pelas pessoas do novo século”, como escreverá mais tarde. Tiago Alberione respirava ar de espiritualidade evangélica, mas também sacudido pelos angustiantes problemas sociais, econômicos e políticos.

Em 1906, quinto ano de teologia, a 14 de outubro, foi ordenado diácono, e a 29 de junho de 1907 foi ordenado presbítero, aos 23 anos de idade. A 10 de abril de 1908, terminou em Gênova o doutorado em Teologia. Nomeado vice-pároco em Narzole, encontrou pela primeira vez o jovem Timóteo Giaccardo, que se tornaria o primeiro sacerdote Paulino e que seria beatificado por João Paulo II.

Padre Alberione, após o breve período de experiência na paróquia e como diretor espiritual do Seminário de Alba, assumiu em 1913, a pedido do bispo local, a direção do jornal diocesano Gazzetta D’Alba. A nova função veio ao encontro do seu ideal: evangelizar e fazer o bem com os meios que atingissem não só as pessoas que frequentavam as igrejas, mas também as que estavam distantes.

O Senhor o guiou nesse novo empreendimento. Os mesmos meios que propagam o mal devem ser usados para difundir o bem: levar o Evangelho a todos os povos, com os meios modernos de comunicação, no espírito do Apóstolo Paulo. Obedecendo a Deus e à Igreja, dava início, em Alba, a 20 de agosto de 1914, à “Família Paulina”, com a fundação Padres e Irmãos Paulinos.

Em 1924, na festa de Santa Escolástica (10 de fevereiro) iniciou a fundação da Congregação das Pias Discípulas do Divino Mestre. Escolheu a Serva de Deus Madre Escolástica Rivata como a sua colaboradora em Cristo e lhe confiou a primeira comunidade de irmãs. 

Padre Tiago Alberione faleceu a 26 de novembro de 1971 e foi beatificado pelo Papa João Paulo II a 27 de abril de 2003. Sua festa litúrgica celebra-se a 26 de novembro.

DIA DA POSTULANTE PIA DISCÍPULA

No último dia 21 de novembro, festa da Apresentação de Maria, as postulantes Pias Discípulas celebraram o dia dedicado a elas. Aqui no Brasil vivemos a grata experiência da unificação da formação do continente americano. Atualmente temos 4 postulantes vindas de outras nações: Amira (Argentina), Belimar (Venezuela), Odete (EUA) e Virgínia (México). Agradecemos a Deus por esta experiência enriquecedora da formação internacional aqui na nossa nação.

Pias discípulas do Divino Mestre
Comunidade reunida no almoço do Domingo de Cristo Rei para festejar as Postulantes Pias Discípulas.

A celebração foi feita em duas etapas: no dia 21 de novembro, com a Celebração Eucarística da festa litúrgica da Apresentação de Maria e, no domingo, Festa de Cristo Rei, houve um delicioso almoço que contou com a presença da ir. Marilez Furlanetto, provincial do Brasil, e outras irmãs da comunidade provincial.

Agora porquê esta data para comemorar nossas postulantes?

Um dos motivos pode estar implícito ao sentido desta data para a fundação das Pias Discípulas. Segundo a ir. Micaela Moneti, superiora geral da Congregação das Pias Discípulas, em sua última circular ela recorda:

Hoje é o dia em que recordamos o germe de vida nova para a nascente Família Paulina, isto é, o dia em que Padre Alberione pôs à parte as jovens Úrsula Rivata e Matilde Gerlotto para compartilhar a inspiração do Espírito ao iniciar uma obra nova, fundamental para a missão moderna da comunicação do Evangelho a todas as pessoas com todos os meios. Hoje, como então, podemos ouvir ressoar a palavra profética: “Eis que eu faço uma coisa nova. Agora mesmo está brotando. Não percebeis?” (Is. 43,18). Hoje, como em 1923, deveríamos alegrar-nos e olhar com confiança para a vida nova que nasce e flui pela força geradora da graça, na vocação recebida. Capazes de acolher os sinais dos tempos e dos lugares grávidos de esperança porque neles percebemos o grito da humanidade sedenta de paz, de justiça e de salvação; isto é, de Deus.

“Separai Úrsula e Matilde”, para uma nova missão. Cada uma poderá ouvir pronunciar sobre si e sobre as irmãs da própria comunidade estas palavras geradoras sugeridas pelo Espírito de Deus e responder com generosidade: “Eis-me, envia-me”. “O que faremos?”. Às discípulas de Jesus Mestre, mulheres do Evangelho e da Eucaristia, ontem como hoje Padre Alberione repete: “Fareis silêncio, silêncio, silêncio”. Ou seja: “Ouvireis, ouvireis, ouvireis”. Aquela escuta que é favorecida pelo silêncio interior e profundo e que é o ambiente propício ao diálogo e à comunicação para a comunhão (cf. RV 66).

Foi neste dia, portanto, o início memorável para as Pias Discípulas do Divino Mestre. O Bem-Aventurado Tiago Alberione separou do grupo das Filhas de São Paulo, duas jovens que iriam iniciar a nova congregação inspirada pelo Espírito Santo para a Igreja.

O segundo motivo está ligado também a celebração litúrgica: Festa da Apresentação de Nossa Senhora. Esta memória mariana é de origem devocional e sua celebração eucarística remonta do século VI no Oriente e século XIV no Ocidente. Esta festa realça a primeira doação que Maria fez de si mesma, tornando-se modelo de toda pessoa que se consagra ao Senhor. Toda Pia Discípula é chamada a seguir a Maria no modelo de vida. Confiar as postulantes a ela neste dia, é pedir que, sob sua intercessão, o caminho de cada jovem torne-se igual ao dela: com Maria a Jesus.

Rezemos por cada postulante Pia Discípula e por todos aqueles e aquelas que se colocam no seguimento mais de perto de Jesus. Que sob a intercessão de Maria, possam viver e buscar participar da plenitude da graça, seguindo o exemplo dela que viveu e deu Jesus, seu Filho, ao mundo.

Amigos do Divino Mestre emitem votos na Festa de Jesus Mestre, 2019

Com a liturgia do 29º Domingo do Tempo Comum, reunimo-nos, no sábado,26 de outubro, para celebrar nosso Divino Mestre, na alegria de irmãos e irmãs da Família Paulina, Irmãs e jovens das Pias Discípulas do Divino Mestre, das várias comunidades de São Paulo e Cabreúva, amigos e vizinhos.

Na motivação inicial fomos convocadas, também a fazermos comunhão com a Assembleia Sinodal, na esperança que se abram efetivamente, novos caminhos para a Amazônia.Esta celebração se revestiu de gratidão, porque: Bernadete Aparecida Cardoso Cobra, Elizabete Lima Cará de Oliveira, Laura Chamba dos Santos e Maria Inês Sepliano Pincinato,assumiram a Promessa na Associação dos Cooperadores Paulinos Amigos e Amigas do Divino Mestre (Núcleo de São Paulo). Nossacomunhão se estendeu, também, com os Amigos do Divino Mestre: Josiane Galvan Sartor, Romeu João Sartor (Núcleo de Caxias do Sul) e Renilda Felizola da Gama, Shirley Paulo Cruz, Sueli Silva de Moraes e Rosenira Gomes Pinheiro e Maurícia Dias dos Santos (Núcleo de Manaus).

Soou fortemente aos nossos ouvidos e ao coração a súplica proclamada na oração inicial: “Ó Deus fonte de todo bem,na plenitude dos tempos falastes à humanidade na pessoa do vosso amado Filho, Jesus Cristo, que passou entre nós fazendo o bem. Concedei-nos reconhecê-lo como nosso Mestre e Senhor, Caminho, Verdade e Vida, e corresponder ao seu amor por uma vida segundo o Evangelho”.

Nossa solenidade celebrada liturgicamente, continuo na partilha fraterna saboroso jantar com todos os presentes.

Seja louvado Jesus Mestre por nos fazer suas discípulas e seguidoras.

Leia a Circular da Madre Provincial, Ir. Marilez Furlanetto para este momento importante na história dos Cooperadores Paulinos, Amigos do Divino Mestre:

Circular 3 – 2019

Queridas Irmãs e Jovens,
Queridos Amigos e Amigas do Divino Mestre

Celebrando a festa de Cristo Mestre e Pastor na Família Paulina, recordamos os ensinamentos do padre Tiago Alberione: “Tudo está aqui: viver Jesus Cristo Caminho, Verdade e Vida; e fazer a caridade de Cristo para aquelas populações que estão privadas dela e sentem por ela fome intensa, dando de fato o Cristo total, Caminho, Verdade e Vida. De tal forma que possamos dizer: Não temos ouro e nem prata; porém vos damos aquilo que temos: Jesus Cristo, a sua doutrina, a sua moral, os meios de graça e de vida sobrenatural” (CISP 862). “Apostolado é dar à humanidade a salvação: Jesus Cristo Caminho, Verdade e Vida” (CISP 165).
Rezamos e trabalhamos para que a humanidade acolha, escute e ame Jesus Mestre e Salvador. Que o Divino Mestre nos conduza sempre na missão que nos confiou e nos fortaleça na fidelidade à vocação que nos chamou.
Continuamos expressar nossa gratidão a Deus, que na sua bondade chama para a Associação Cooperadores Paulinos Amigos/as do Divino Mestre:

1- Josiane Galvan Sartor (Caxias do Sul-RS)
2- Romeu João Sartor (Caxias do Sul-RS)
3- Bernadete Aparecida Cardoso Cobra (Cabreúva-SP)
4- Elizabete Lima Cará de Oliveira (Cabreúva-SP)
5- Laura Chamba dos Santos (Cabreúva-SP)
6- Maria Inês Sepliano Pincinato (Cabreúva-SP)
7- Maurícia Dias dos Santos (Manaus-AM)
8- Renilda Felizola da Gama (Manaus-AM
9- Shirley Paulo Cruz (Manaus-AM)
10- Sueli Silva de Moraes (Manaus-AM)
11- Rosenira Gomes Pinheiro (Manaus-AM)

Acolhemos com carinho, os novos membros que hoje, na fé, professam o seguimento de Jesus Cristo, na Congregação das Pias Discípulas do Divino Mestre. Igualmente acolhemos e convidamos aos que estão fazendo aniversário (um ano), a renovar as promessas e reavivar o dom de Deus. Os Cooperadores Paulinos Amigos e Amigas do Divino Mestre, participando da nossa Espiritualidade e Missão, se unem à vasta Família Paulina, para ser na Igreja Discípulos- Missionários: batizados e enviados para a edificação do Reino de Deus no mundo.

Que o Senhor nos conceda a graça de crescer na comunhão e de perseverar na alegria da vocação.

Ir. Marilez Furlanetto e Conselheiras

São Paulo, 26 de outubro de 2019

Curso de Iconografia no Apostolado Litúrgico de São Paulo

De 11 a 20 de novembro teremos o Curso de Iconografia no Apostolado Litúrgico de São Paulo. O curso tem duração de 7 dias. Será feito nos dias 11 a 14 e de 18 a 20 de novembro.

O Curso de Iconografia será ministrado pela Ir. Goretti Medeiros. Ela é Pia Discípula do Divino Mestre e reside em Cabreúva, SP. A irmã é formada em Artes Plásticas e tem pós-graduação em Comunicação, Arte e Educação. Além disto, fez vários cursos extras em Iconografia e Policromia (barroco). Ela já colabora em diversos cursos de Iconografia e Arte Floral nas comunidades.

As inscrições vão até o dia 05 de novembro. Para este primeiro grupo, estão abertas 5 vagas. Cada participante receberá todo o material para escrita de um ícone: pigmentos, quadro, pincel, apostila. O investimento é de R$ 1500,00.

A inscrição no Curso de Iconografia será feita pelo site do Apostolado Litúrgico. Clique abaixo e inscreva-se. Vagas limitadas.

Local do Curso:

Rumo a um novo Desenho

De 2 a 8 de setembro, na cidade do México, 23 irmãs de diferentes países do continente americano da congregação das Imãs Pias Discípulas do Divino Mestre estão reunidas para o encontro Continental.

Irmãs Pias Discípulas em visita ao Santuário Nacional de Nossa Senhora de Guadalupe – Cidade do México

O início do itinerário começou com a peregrinação ao Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe. Após a celebração eucarística, as irmãs tiveram a oportunidade de conhecer este espaço santo: o lugar onde o índio Juan Diego encontrou-se com a Mãe de Deus e também alguns pontos importantes da Catedral Metropolitana do México.

Santuário Nacional de Nossa Senhora de Guadalupe – Cidade do México

Para início formal da reunião, a Ir. M. Lidia Awoki, Vigária Geral, abriu a seção com as palavras de saudação da Madre Geral, Ir. M. Micaela Monetti. Ela convidou a cada irmã encontrista a viver esse encontro na experiência da sinodalidade, caminhando na mesma direção no caminho do Evangelho e em obediência ao mandato do capítulo. Ela também motivou a olhar com empatia para a realidade congregacional, procurando juntas caminhos de comunhão para um futuro de esperança, compartilhando com alegria o dom do Espírito, que é o nosso carisma na Igreja.

Nossa comunhão com as irmãs neste caminho. Que Maria, Senhora de Guadalupe, inteceda por elas.

Fonte: site Internacional PDDM

Mensagem do Papa para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações

12 de maio de 2019 – IV Domingo da Páscoa.

A coragem de arriscar pela promessa de Deus

Queridos irmãos e irmãs!

Depois da experiência vivaz e fecunda, em outubro passado, do Sínodo dedicado aos jovens, celebramos recentemente no Panamá a XXXIV Jornada Mundial da Juventude. Dois grandes eventos que permitiram à Igreja prestar ouvidos à voz do Espírito e também à vida dos jovens, aos seus interrogativos, às canseiras que os sobrecarregam e às esperanças que neles vivem. Neste Dia Mundial de Oração pelas Vocações, retomando precisamente aquilo que pude partilhar com os jovens no Panamá, desejo refletir sobre a chamada do Senhor enquanto nos torna portadores duma promessa e, ao mesmo tempo, nos pede a coragem de arriscar com Ele e por Ele. Quero deter-me brevemente sobre estes dois aspetos – a promessa e o risco –, contemplando juntamente convosco a cena evangélica da vocação dos primeiros discípulos junto do lago da Galileia (cf. Mc 1, 16-20). Dois pares de irmãos – Simão e André, juntamente com Tiago e João – estão ocupados na sua faina diária de pescadores. Nesta cansativa profissão, aprenderam as leis da natureza, desafiando-as quando os ventos eram contrários e as ondas agitavam os barcos. Em certos dias, a pesca abundante recompensava da árdua fadiga, mas, outras vezes, o trabalho duma noite inteira não bastava para encher as redes e voltava-se para a margem cansados e desiludidos. Estas são as situações comuns da vida, onde cada um de nós se confronta com os desejos que traz no coração, se empenha em atividades que – espera – possam ser frutuosas, se adentra num «mar» de possibilidades sem conta à procura da rota certa capaz de satisfazer a sua sede de felicidade. Às vezes goza-se duma pesca boa, enquanto noutras é preciso armar-se de coragem para governar um barco sacudido pelas ondas, ou lidar com a frustração de estar com as redes vazias. Como na história de cada vocação, também neste caso acontece um encontro. Jesus vai pelo caminho, vê aqueles pescadores e aproxima-Se. Sucedeu assim com a pessoa que escolhemos para compartilhar a vida no matrimônio, ou quando sentimos o fascínio da vida consagrada: vivemos a surpresa dum encontro e, naquele momento, vislumbramos a promessa duma alegria capaz de saciar a nossa vida. De igual modo naquele dia, junto do lago da Galileia, Jesus foi ao encontro daqueles pescadores, quebrando a «paralisia da normalidade» (Homilia no XXII Dia Mundial da Vida Consagrada, 2/II/2018). E não tardou a fazer-lhes uma promessa: «Farei de vós pescadores de homens» (Mc 1, 17). Sendo assim, a chamada do Senhor não é uma ingerência de Deus na nossa liberdade; não é uma «jaula» ou um peso que nos é colocado às costas. Pelo contrário, é a iniciativa amorosa com que Deus vem ao nosso encontro e nos convida a entrar num grande projeto, do qual nos quer tornar participantes, apresentando-nos o horizonte dum mar mais amplo e duma pesca superabundante. Com efeito, o desejo de Deus é que a nossa vida não se torne prisioneira do banal, não se deixe arrastar por inércia nos hábitos de todos os dias, nem permaneça inerte perante aquelas opções que lhe poderiam dar significado. O Senhor não quer que nos resignemos a viver o dia a dia, pensando que afinal de contas não há nada por que valha a pena comprometer-se apaixonadamente e apagando a inquietação interior de procurar novas rotas para a nossa navegação. Se às vezes nos faz experimentar uma «pesca miraculosa», é porque nos quer fazer descobrir que cada um de nós é chamado – de diferentes modos – para algo de grande, e que a vida não deve ficar presa nas redes do sem-sentido e daquilo que anestesia o coração. Em suma, a vocação é um convite a não ficar parado na praia com as redes na mão, mas seguir Jesus pelo caminho que Ele pensou para nós, para a nossa felicidade e para o bem daqueles que nos rodeiam. Naturalmente, abraçar esta promessa requer a coragem de arriscar uma escolha. Sentindo-se chamados por Ele a tomar parte num sonho maior, os primeiros discípulos, «deixando logo as redes, seguiram-No» (Mc 1, 18). Isto significa que, para aceitar a chamada do Senhor, é preciso deixar-se envolver totalmente e correr o risco de enfrentar um desafio inédito; é preciso deixar tudo o que nos poderia manter amarrados ao nosso pequeno barco, impedindo-nos de fazer uma escolha definitiva; é-nos pedida a audácia que nos impele com força a descobrir o projeto que Deus tem para a nossa vida. Substancialmente, quando estamos colocados perante o vasto mar da vocação, não podemos ficar a reparar as nossas redes no barco que nos dá segurança, mas devemos fiar-nos da promessa do Senhor. Penso, antes de mais nada, na chamada à vida cristã, que todos recebemos com o Batismo e que nos lembra como a nossa vida não é fruto do acaso, mas uma dádiva a filhos amados pelo Senhor, reunidos na grande família da Igreja. É precisamente na comunidade eclesial que nasce e se desenvolve a existência cristã, sobretudo por meio da Liturgia que nos introduz na escuta da Palavra de Deus e na graça dos Sacramentos; é nela que somos, desde tenra idade, iniciados na arte da oração e na partilha fraterna. Precisamente porque nos gera para a vida nova e nos leva a Cristo, a Igreja é nossa mãe; por isso devemos amá-la, mesmo quando vislumbramos no seu rosto as rugas da fragilidade e do pecado, e devemos contribuir para a tornar cada vez mais bela e luminosa, para que possa ser um testemunho do amor de Deus no mundo. Depois, a vida cristã encontra a sua expressão naquelas opções que, enquanto conferem uma direção concreta à nossa navegação, contribuem também para o crescimento do Reino de Deus na sociedade. Penso na opção de se casar em Cristo e formar uma família, bem como nas outras vocações ligadas ao mundo do trabalho e das profissões, no compromisso no campo da caridade e da solidariedade, nas responsabilidades sociais e políticas, etc. Trata-se de vocações que nos tornam portadores duma promessa de bem, amor e justiça, não só para nós mesmos, mas também para os contextos sociais e culturais onde vivemos, que precisam de cristãos corajosos e testemunhas autênticas do Reino de Deus. No encontro com o Senhor, alguém pode sentir o fascínio duma chamada à vida consagrada ou ao sacerdócio ordenado. Trata-se duma descoberta que entusiasma e, ao mesmo tempo, assusta, sentindo-se chamado a tornar-se «pescador de homens» no barco da Igreja através duma oferta total de si mesmo e do compromisso dum serviço fiel ao Evangelho e aos irmãos. Esta escolha inclui o risco de deixar tudo para seguir o Senhor e de consagrar-se completamente a Ele para colaborar na sua obra. Muitas resistências interiores podem obstaculizar uma tal decisão, mas também, em certos contextos muito secularizados onde parece não haver lugar para Deus e o Evangelho, pode-se desanimar e cair no «cansaço da esperança» (Homilia na Missa com sacerdotes, pessoas consagradas e movimentos laicais, Panamá, 26/I/2019).

E, todavia, não há alegria maior do que arriscar a vida pelo Senhor! Particularmente a vós, jovens, gostaria de dizer: não sejais surdos à chamada do Senhor! Se Ele vos chamar por esta estrada, não vos oponhais e confiai n’Ele. Não vos deixeis contagiar pelo medo, que nos paralisa à vista dos altos cumes que o Senhor nos propõe. Lembrai-vos sempre que o Senhor, àqueles que deixam as redes e o barco para O seguir, promete a alegria duma vida nova, que enche o coração e anima o caminho. Queridos amigos, nem sempre é fácil discernir a própria vocação e orientar justamente a vida. Por isso, há necessidade dum renovado esforço por parte de toda a Igreja – sacerdotes, religiosos, animadores pastorais, educadores – para que se proporcionem, sobretudo aos jovens, ocasiões de escuta e discernimento. Há necessidade duma pastoral juvenil e vocacional que ajude a descobrir o projeto de Deus, especialmente através da oração, meditação da Palavra de Deus, adoração eucarística e direção espiritual. Como várias vezes se assinalou durante a Jornada Mundial da Juventude do Panamá, precisamos de olhar para Maria. Na história daquela jovem, a vocação também foi uma promessa e, simultaneamente, um risco. A sua missão não foi fácil, mas Ela não permitiu que o medo A vencesse. O d’Ela «foi o “sim” de quem quer comprometer-se e arriscar, de quem quer apostar tudo, sem ter outra garantia para além da certeza de saber que é portadora duma promessa. Pergunto a cada um de vós: sentes-te portador duma promessa? Que promessa trago no meu coração, devendo dar-lhe continuidade? Maria teria, sem dúvida, uma missão difícil, mas as dificuldades não eram motivo para dizer “não”. Com certeza teria complicações, mas não haveriam de ser idênticas às que se verificam quando a covardia nos paralisa por não vermos, antecipadamente, tudo claro ou garantido» (Vigília com os jovens, Panamá, 26/I/2019). Neste Dia, unimo-nos em oração pedindo ao Senhor que nos faça descobrir o seu projeto de amor para a nossa vida, e que nos dê a coragem de arriscar no caminho que Ele, desde sempre, pensou para nós.

Vaticano, Memória de São João Bosco, 31 de janeiro de 2019.        

Franciscus