Mensagem do Papa para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações

12 de maio de 2019 – IV Domingo da Páscoa.

A coragem de arriscar pela promessa de Deus

Queridos irmãos e irmãs!

Depois da experiência vivaz e fecunda, em outubro passado, do Sínodo dedicado aos jovens, celebramos recentemente no Panamá a XXXIV Jornada Mundial da Juventude. Dois grandes eventos que permitiram à Igreja prestar ouvidos à voz do Espírito e também à vida dos jovens, aos seus interrogativos, às canseiras que os sobrecarregam e às esperanças que neles vivem. Neste Dia Mundial de Oração pelas Vocações, retomando precisamente aquilo que pude partilhar com os jovens no Panamá, desejo refletir sobre a chamada do Senhor enquanto nos torna portadores duma promessa e, ao mesmo tempo, nos pede a coragem de arriscar com Ele e por Ele. Quero deter-me brevemente sobre estes dois aspetos – a promessa e o risco –, contemplando juntamente convosco a cena evangélica da vocação dos primeiros discípulos junto do lago da Galileia (cf. Mc 1, 16-20). Dois pares de irmãos – Simão e André, juntamente com Tiago e João – estão ocupados na sua faina diária de pescadores. Nesta cansativa profissão, aprenderam as leis da natureza, desafiando-as quando os ventos eram contrários e as ondas agitavam os barcos. Em certos dias, a pesca abundante recompensava da árdua fadiga, mas, outras vezes, o trabalho duma noite inteira não bastava para encher as redes e voltava-se para a margem cansados e desiludidos. Estas são as situações comuns da vida, onde cada um de nós se confronta com os desejos que traz no coração, se empenha em atividades que – espera – possam ser frutuosas, se adentra num «mar» de possibilidades sem conta à procura da rota certa capaz de satisfazer a sua sede de felicidade. Às vezes goza-se duma pesca boa, enquanto noutras é preciso armar-se de coragem para governar um barco sacudido pelas ondas, ou lidar com a frustração de estar com as redes vazias. Como na história de cada vocação, também neste caso acontece um encontro. Jesus vai pelo caminho, vê aqueles pescadores e aproxima-Se. Sucedeu assim com a pessoa que escolhemos para compartilhar a vida no matrimônio, ou quando sentimos o fascínio da vida consagrada: vivemos a surpresa dum encontro e, naquele momento, vislumbramos a promessa duma alegria capaz de saciar a nossa vida. De igual modo naquele dia, junto do lago da Galileia, Jesus foi ao encontro daqueles pescadores, quebrando a «paralisia da normalidade» (Homilia no XXII Dia Mundial da Vida Consagrada, 2/II/2018). E não tardou a fazer-lhes uma promessa: «Farei de vós pescadores de homens» (Mc 1, 17). Sendo assim, a chamada do Senhor não é uma ingerência de Deus na nossa liberdade; não é uma «jaula» ou um peso que nos é colocado às costas. Pelo contrário, é a iniciativa amorosa com que Deus vem ao nosso encontro e nos convida a entrar num grande projeto, do qual nos quer tornar participantes, apresentando-nos o horizonte dum mar mais amplo e duma pesca superabundante. Com efeito, o desejo de Deus é que a nossa vida não se torne prisioneira do banal, não se deixe arrastar por inércia nos hábitos de todos os dias, nem permaneça inerte perante aquelas opções que lhe poderiam dar significado. O Senhor não quer que nos resignemos a viver o dia a dia, pensando que afinal de contas não há nada por que valha a pena comprometer-se apaixonadamente e apagando a inquietação interior de procurar novas rotas para a nossa navegação. Se às vezes nos faz experimentar uma «pesca miraculosa», é porque nos quer fazer descobrir que cada um de nós é chamado – de diferentes modos – para algo de grande, e que a vida não deve ficar presa nas redes do sem-sentido e daquilo que anestesia o coração. Em suma, a vocação é um convite a não ficar parado na praia com as redes na mão, mas seguir Jesus pelo caminho que Ele pensou para nós, para a nossa felicidade e para o bem daqueles que nos rodeiam. Naturalmente, abraçar esta promessa requer a coragem de arriscar uma escolha. Sentindo-se chamados por Ele a tomar parte num sonho maior, os primeiros discípulos, «deixando logo as redes, seguiram-No» (Mc 1, 18). Isto significa que, para aceitar a chamada do Senhor, é preciso deixar-se envolver totalmente e correr o risco de enfrentar um desafio inédito; é preciso deixar tudo o que nos poderia manter amarrados ao nosso pequeno barco, impedindo-nos de fazer uma escolha definitiva; é-nos pedida a audácia que nos impele com força a descobrir o projeto que Deus tem para a nossa vida. Substancialmente, quando estamos colocados perante o vasto mar da vocação, não podemos ficar a reparar as nossas redes no barco que nos dá segurança, mas devemos fiar-nos da promessa do Senhor. Penso, antes de mais nada, na chamada à vida cristã, que todos recebemos com o Batismo e que nos lembra como a nossa vida não é fruto do acaso, mas uma dádiva a filhos amados pelo Senhor, reunidos na grande família da Igreja. É precisamente na comunidade eclesial que nasce e se desenvolve a existência cristã, sobretudo por meio da Liturgia que nos introduz na escuta da Palavra de Deus e na graça dos Sacramentos; é nela que somos, desde tenra idade, iniciados na arte da oração e na partilha fraterna. Precisamente porque nos gera para a vida nova e nos leva a Cristo, a Igreja é nossa mãe; por isso devemos amá-la, mesmo quando vislumbramos no seu rosto as rugas da fragilidade e do pecado, e devemos contribuir para a tornar cada vez mais bela e luminosa, para que possa ser um testemunho do amor de Deus no mundo. Depois, a vida cristã encontra a sua expressão naquelas opções que, enquanto conferem uma direção concreta à nossa navegação, contribuem também para o crescimento do Reino de Deus na sociedade. Penso na opção de se casar em Cristo e formar uma família, bem como nas outras vocações ligadas ao mundo do trabalho e das profissões, no compromisso no campo da caridade e da solidariedade, nas responsabilidades sociais e políticas, etc. Trata-se de vocações que nos tornam portadores duma promessa de bem, amor e justiça, não só para nós mesmos, mas também para os contextos sociais e culturais onde vivemos, que precisam de cristãos corajosos e testemunhas autênticas do Reino de Deus. No encontro com o Senhor, alguém pode sentir o fascínio duma chamada à vida consagrada ou ao sacerdócio ordenado. Trata-se duma descoberta que entusiasma e, ao mesmo tempo, assusta, sentindo-se chamado a tornar-se «pescador de homens» no barco da Igreja através duma oferta total de si mesmo e do compromisso dum serviço fiel ao Evangelho e aos irmãos. Esta escolha inclui o risco de deixar tudo para seguir o Senhor e de consagrar-se completamente a Ele para colaborar na sua obra. Muitas resistências interiores podem obstaculizar uma tal decisão, mas também, em certos contextos muito secularizados onde parece não haver lugar para Deus e o Evangelho, pode-se desanimar e cair no «cansaço da esperança» (Homilia na Missa com sacerdotes, pessoas consagradas e movimentos laicais, Panamá, 26/I/2019).

E, todavia, não há alegria maior do que arriscar a vida pelo Senhor! Particularmente a vós, jovens, gostaria de dizer: não sejais surdos à chamada do Senhor! Se Ele vos chamar por esta estrada, não vos oponhais e confiai n’Ele. Não vos deixeis contagiar pelo medo, que nos paralisa à vista dos altos cumes que o Senhor nos propõe. Lembrai-vos sempre que o Senhor, àqueles que deixam as redes e o barco para O seguir, promete a alegria duma vida nova, que enche o coração e anima o caminho. Queridos amigos, nem sempre é fácil discernir a própria vocação e orientar justamente a vida. Por isso, há necessidade dum renovado esforço por parte de toda a Igreja – sacerdotes, religiosos, animadores pastorais, educadores – para que se proporcionem, sobretudo aos jovens, ocasiões de escuta e discernimento. Há necessidade duma pastoral juvenil e vocacional que ajude a descobrir o projeto de Deus, especialmente através da oração, meditação da Palavra de Deus, adoração eucarística e direção espiritual. Como várias vezes se assinalou durante a Jornada Mundial da Juventude do Panamá, precisamos de olhar para Maria. Na história daquela jovem, a vocação também foi uma promessa e, simultaneamente, um risco. A sua missão não foi fácil, mas Ela não permitiu que o medo A vencesse. O d’Ela «foi o “sim” de quem quer comprometer-se e arriscar, de quem quer apostar tudo, sem ter outra garantia para além da certeza de saber que é portadora duma promessa. Pergunto a cada um de vós: sentes-te portador duma promessa? Que promessa trago no meu coração, devendo dar-lhe continuidade? Maria teria, sem dúvida, uma missão difícil, mas as dificuldades não eram motivo para dizer “não”. Com certeza teria complicações, mas não haveriam de ser idênticas às que se verificam quando a covardia nos paralisa por não vermos, antecipadamente, tudo claro ou garantido» (Vigília com os jovens, Panamá, 26/I/2019). Neste Dia, unimo-nos em oração pedindo ao Senhor que nos faça descobrir o seu projeto de amor para a nossa vida, e que nos dê a coragem de arriscar no caminho que Ele, desde sempre, pensou para nós.

Vaticano, Memória de São João Bosco, 31 de janeiro de 2019.        

Franciscus

Família Paulina conclui a segunda edição do Curso do Carisma 2019

A Família Paulina no Brasil abriu o Segundo Módulo do Curso sobre o Carisma na Casa de Oração das Irmãs Paulinas, em São Paulo, no dia 18 de julho de 2019. Dia 28 de julho, foi a missa conclusiva desta segunda etapa do Curso sobre o Carisma da Família Paulina do Brasil.

Participaram deste módulo: 7 Paulinos, 7 Filhas de São Paulo, 10 Pastorinhas, 3 Pias Discípulas, 2 Anunciatinas, 1 do Instituto Jesus Sacerdote e 4 Cooperadoras Paulinas.

A coordenação do Curso envolve membros de cada uma das congregações da Família Paulina: Pe. Antonio Francisco da Silva (Paulino), Ir. Luzia Sena (Paulinas), Ir. Izonete Dalla Corte (Paulina), Ir. Daniela Vasconcelos (Pastorinha), Ir. Goretti Lima de Medeiros (Discípula do Divino Mestre) e Ir. Paola Toninato (Apostolina).

Para a abertura do evento, a dinâmica inicial ajudou a criar um clima de participação e unidade. No início da manhã do dia 19, Pe. Valdir José de Castro (SSP), Superior Geral e Pe. Claudiano Avelino de Santos (SSP), Superior Provincial do Brasil, dirigiram palavras de acolhida aos participantes do Curso. A Irmã Patrícia Reinaldo, pddm, apresentou a saudação inicial ao grupo, em nome da Irmã Marilez Furlanetto, Provincial das Irmãs Pias Discipulas no Brasil. Ela incentivou: “Que esses dias dedicados ao estudo, convivência e partilha da Vida e Missão Paulina sejam de fato um momento significativo e se torne um processo formativo frutuoso. A vocação cristã interpela-nos a crescer, colocando os dons recebidos a serviço do próximo. (…) É hora de pensar naqueles que nos precederam na fé, naqueles que abriram caminho para nós aqui no Brasil e naqueles que estão contando conosco para abrir o caminho para eles. Não deixemos que a insegurança ou o medo atrapalhem o curso da nossa vida e missão. Vamos continuar pensando em possibilidades… até que Cristo seja formado em nós”.

Em seguida, celebrou-se a Santa Missa de abertura do Curso, presidida pelo Pe. Valdir José de Castro (SSP), Superior Geral dos Paulinos, e concelebrada pelo Pe. Claudiano Avelino de Santos (SSP), Superior Provincial do Brasil, Pe. Antonio F. da Silva, Coordenador do Curso e Pe. José Ronnes dos Santos Santana, noviço do Instituto Jesus Sacerdote.

Da homilia do Pe. Valdir destacamos especialmente suas considerações e recomendações para que o Curso sobre o Carisma seja frutuoso:

“O aprofundamento do carisma e o conhecimento do Fundador nos ajudam a encontrar algo muito importante, sem o qual seria um peso viver, que é o sentido. Falar em carisma é falar em sentido da vida. Falar em espiritualidade é sentir. Muita gente diz que falar em espiritualidade é coisa muito importante. sem ela entramos no vazio. Sem ela perdemos a razão pela qual estamos aqui, no mundo, na Família Paulina, porque fizemos a nossa consagração. Vocês farão este curso como Família, cada um como parte de um todo que se complementa. É isso que é bonito! Às vezes, nos fechamos em nosso público, na nossa missão. Paulinos, Paulinas, Pias Discípulas, Pastorinhas e membros dos Institutos. Cada um tem a sua missão. Cada um de nós precisa fazê-la bem. Mas, a gente perde muito se não aprofundarmos a nossa missão no contexto de Família. E neste período em que vocês vão estar aqui é o momento de, justamente, compartilhar esta busca e de buscar juntos o sentido pelo qual nós estamos na Família Paulina. Portanto, o sentido tem a ver com o essencial, isto é, com a consistência. Podemos dizer que é o recheio da missão, o que nos dá força e sentido.
O segundo ponto que gostaria de dizer é que não basta ir ao essencial. Podemos, com o cultivo e intelectualmente, buscar força em âmbito pessoal, mas é preciso que aquilo que dizemos que é essencial para nossa vida, nos movimente, nos mova. Em outras palavras, o Papa Francisco diria: “sair”. Neste sentido, que essa consistência nos ajuda a sair, a sair para servir o nosso povo. É preciso que aquilo que nós dizemos que é essencial, o carisma, e a nossa espiritualidade nos ajudem a ler os sinais dos tempos, para a gente saber aonde vai. Senão, a gente fica perdido. Por isso, é preciso, sim, que o essencial nos ajude a iluminar nossa vida hoje, para resolvermos os desafios de hoje, não os de ontem.
É preciso que o essencial desperte em nós tantas coisas, dentre elas eu gostaria de destacar uma, da qual, às vezes, a gente fala pouco: é o profetismo. Nosso carisma deveria despertar em nós o profetismo. Como está o nosso profetismo, hoje? Em uma sociedade que clama por justiça, uma sociedade que sabemos como está vivendo. Como a Família Paulina aí está vivendo?”

Na primeira colocação, Pe. Antonio apresentou o tema: O Pacto ou Segredo do Êxito, a partir dos ensinamentos do Pe. Alberione que antecederam a paraliturgia da celebração do Pacto, no dia 07 de janeiro de 1919.

À tarde, o padre Antonio Iraildo Alves Brito (SSP) abordou o tema “O carisma da Comunicação hoje”, mostrando que a Família Paulina deve pautar sua missão numa comunicação humanizadora.

À noite, realizou-se uma mesa-redonda com a participação e o testemunho do Pe. Vittorio Saraceno e da Irmã Tarcila Tommasi, fsp, e a apresentação, em vídeo, do testemunho da Irmãs Olinda Biazus, Gesualda Liberale, Alice Gregolin, Filhas de São Paulo, e Ir. Venerina Vaccarisi, Pia Discípula. Falaram sobre a forte experiência do Pacto em suas vidas e missão.

Nos dias 20 e 21, a Ir. Suzimara Barbosa de Almeida (Pastorinha) apresentou o histórico do caminho percorrido, no período de 1930 a 1955, para obter a Aprovação Pontifícia das Filhas de São Paulo, Pias Discípulas e Pastorinhas.

Equipe de Comunicação – Curso do Carisma da Família Paulina
Segundo Módulo – 2019

É festa jubilar!

A ir. Letícia (50 anos), Ir. Anunciata (50 anos) e Ir. Graça (25 anos) celebram neste próximo dia 27 de julho os respectivos Jubileus de Vida Consagrada. Nós já nos unimos em oração por cada uma destas nossas irmãs bendizendo a Deus pelo testemunho de vida e dedicação na Congregação Religiosas Pias Discípulas do Divino Mestre, na nossa Igreja.

A celebração das jubilandas será na Paróquia Jesus de Nazaré, no bairro Jacaré, em Cabreúva, SP. A Eucaristia terá início às 16 horas, do dia 27 de julho de 2019.

Ir. Letícia - 50 anos de vida religiosa

Ir. Maria Leticia Pontini nasceu no dia 11 de outubro de 1949 na cidade de Rio Bananal, hoje diocese de Colatina, Espirito Santo. Filha de Hermenegildo Pontini e Juventina Bonicenha (ambos, in memoriam]. Filha mais velha de dez irmãos; ingressou na Congregação das Pias Discípulas do Divino Mestre no dia 25 de janeiro de 1963, em São Paulo, onde fez sua formação inicial, sua profissão no dia 06 de agosto de 1969, e os votos perpétuos no dia 04 de janeiro de 1976.

Durante os 50 anos de vida consagrada, Ir. Leticia esteve nas comunidades de São Paulo, Caxias do Sul, Rio de Janeiro, Curitiba, Morungaba, Olinda/Recife, Porto Alegre, Tefé, Manaus e Codajás, no Amazonas  e também em Roma, na Itália. Exerceu diferentes serviços: coordenadora de comunidade e formadora de Postulantes e Noviças; atuou no Centro de Apostolado Litúrgico, na pastoral vocacional e formação litúrgica. Atualmente reside na comunidade de Codajás, na Diocese de Coari: coordena a comunidade, trabalha na pastoral vocacional do Regional Norte1 e formação.

Ir. Anunciata - 50 anos de vida religiosa

Ir. Maria Anunciata Hirata é natural da cidade de Penápolis, São Paulo, onde nasceu no dia 16 de março de 1941, filha do casal João Toshio Hirata e Maria Fuino Hirata (ambos in memoriam), a sexta de 9 irmãos. Ingressou na Congregação no dia 12 de outubro de 1966, em São Paulo, onde fez o noviciado. Professou os votos no dia 6 de agosto de 1969 e fez a profissão perpétua no dia 4 de janeiro de 1976.

Nos seus 50 anos de vida consagrada, irmã Anunciata viveu a missão das discípulas nas comunidades de São Paulo, Caxias do Sul, Brasília, Rio de Janeiro e Salvador prestando serviço de coordenação de comunidade e de colaborando no apostolado litúrgico. Atuou também nas casas de formação dos padres e irmãos Paulinos, no serviço de coordenação. Atualmente reside na comunidade Timóteo Giaccardo/SP e colabora no Apostolado litúrgico.

Ir. Graça - 25 anos de vida religiosa

Maria das Graças Rodrigues da Silva, nasceu no dia 05 de setembro de 1963, na cidade de Parnaíba, Estado do Piaui. Décima de doze irmãos, filha de Raimundo Nonato Silva e de Maria do Socorro Rodrigues (in memoriam). Ingressou na Congregação das Discípulas do Divino Mestre no dia 31 de janeiro de 1988, em São Paulo onde fez sua formação inicial, a profissão no dia 06 de fevereiro de 1994 e os votos perpétuos no dia 05 de fevereiro de 2000.

Ao longo desses 25 anos, Ir. Maria das Graças exerceu seu apostolado nas comunidades de São Paulo, Taguatinga/DF, Rio de Janeiro e Manaus. Colaborou no Centro de Apostolado Litúrgico no Rio de Janeiro e São Paulo. Dedicou-se à pastoral vocacional e na formação litúrgica, bem como na secretaria regional da CRB, em Brasília. Atualmente reside na comunidade de Brasília, ocupando-se da formação litúrgica, da pastoral vocacional, no Centro de Apostolado Litúrgico e dos Cooperadores Paulinos, Amigos do Divino Mestre.     

Missão litúrgica-vocacional

Entre os meses de abril a julho, as Irmãs Terezinha Lubiana e Veronice Fernandes, Pias Discípulas do Divino Mestre realizaram uma missão litúrgica e vocacional nas cidades de Pirangi/SP, Tupãssi e Diocese de Toledo/PR, Espigão do Oeste/RO, Ji-Paraná/RO, Rolim de Moura/RO e Cacoal/RO.

Foi um momento de graça e alegria para elas e para as pessoas que participaram destes eventos promovidos nestas cidades.

A Sacrosantum Concilium orienta que “É desejo ardente na mãe Igreja que todos os fiéis cheguem àquela plena, consciente e ativa participação nas celebrações litúrgicas que a própria natureza da Liturgia exige e que é, por força do Batismo, um direito e um dever do povo cristão, ‘raça escolhida, sacerdócio real, nação santa, povo adquirido’ (1 Pd. 2,9; cfr. 2, 4-5)” (n.14). Para chegar a este objetivo é necessário máximo empenho na formação litúrgica.

Foi com o intuito de oferecer esta formação ao povo de Deus, que os párocos e equipes de liturgia das paróquias das cidades supracitadas, proporcionaram a missão litúrgica. Eram encontros de formação com diversos grupos: equipes de liturgia, ministros/as da Palavra e da Comunhão Eucarística, ministros/as do canto e música, catequistas e membros das comunidades que buscam um maior aprofundamento litúrgico. Marcou os momentos de oração o Ofício Divino, celebrado de manhã. Entre as atividades proporcionadas, os retiros com grupos de catequizandos da iniciação cristã foram também momentos de graça e de encontro com Jesus Mestre, Caminho, Verdade e Vida.

A missão vocacional foi feita com grupos de jovens, crismandos e catequizandos da 1ª eucaristia, que aprofundaram o tema “Quem é Jesus”. Após a exposição do tema, os jovens e adolescentes participaram ativamente das dinâmicas realizadas em grupos.

Houveram também atividades nas escolas, com alunos do ensino médio e fundamental, com pais e professores. O trabalho se ampliou com a participação das escolas. Os assuntos foram mais no âmbito da vida humana. O sentido da vida, valores e autoestima foram os temas tratados. Os participantes puderam contribuir com suas falas, experiências e buscas.

Madre Escolástica, primeira Pia Discípula do Divino Mestre

Dia da Pré-postulante Pia Discípula

“O Senhor vos abençoe e vos preencha do seu Espírito, de sua graça e do seu amor”. Madre Escolástica

Neste ano, celebramos o 122º aniversário de Madre Escolástica. Neste dia, também recordamos todas as pré-postulantes, aspirantes à vida religiosa das Pias Discípulas do Divino Mestre.

Nesta etapa de formação, a jovem faz sua primeira experiência na comunidade das Irmãs Pias Discípulas. Esta convivência facilitará no conhecimento recíproco entre a Congregação e a jovem.

Nossa comunhão com a Kainã, pré-postulante Pia Discípula. Ela é Coari, Amazonas. Está iniciando seu caminho de discipulado na comunidade Rainha dos Apóstolos, em São Paulo, SP.

Kainã, na Capela Rainha dos Apóstolos, junto da imagem de Madre Escolástica, primeira Pia Discípula do Divino Mestre, 12 de julho de 2019.

Assumindo este dia como o dia da Pré-postulante, invocamos da Serva de Deus Madre Escolástica sua intercessão para o caminho formativo das jovens que se colocam disponíveis para acolher a novidade de Deus na espiritualidade e estilo de vida das Pias Discípulas

Serva de Deus Madre Escolástica: testemunho de vida

Madre Escolástica Rivata


Mulher do silêncio, da alegria e do serviço, recordar seu nascimento é rememorar a passagem de Deus pela sua vida e acolher a graça do seu testemunho para a vida de cada um de nós.
Ir. Maria Escolástica – Orsola Rivata (nome de batismo), primeira Madre das Pias Discípulas do Divino Mestre, nasceu em Guarene (CN – Itália) em 12 de julho de 1897.
Aos vinte anos, Orsola entende que o único tesouro pelo qual vale a pena passar a vida é o Senhor e, portanto, faz sua declaração de amor incondicional: ” Senhor, só tu, e é isso! “. Esta profissão de fé, ela a viverá na vida cotidiana, na fidelidade para sempre.

Ele sentia que sua vida deveria ser dada inteiramente ao Senhor, mesmo que ele ainda não soubesse como e onde. Para isto, rezava e lia muito. De fato, sua paixão pela leitura, na busca de “bons livros”, a levou um encontro com um grande apóstolo dos tempos modernos, o bem-aventurado Pe. Tiago Alberione. Ela estava na livraria e, depois de um breve diálogo, convida a entrar para sua família religiosa.

Pai de Madre Escolástica

Acompanhada por seu pai, em 29 de julho de 1922, em Alba, ela entra na aventura que a levará pelos caminhos inescrutáveis do Senhor. Padre Alberione, que havia iniciado a Pia Sociedade de São Paulo com dois meninos em 1914, agora tem um bom grupo de apóstolos da boa imprensa. Desde 1915, havia também um grupo de jovens que, apenas uma semana antes, em 22 de julho, foram oficialmente constituídas como Filhas de São Paulo.

Orsola tem diante do programa dado pelo Fundador a toda a obra: “Glória a Deus, paz aos homens”, para levar o Evangelho com os meios modernos, que na época consistiam predominantemente na imprensa. É certo que “na casa” qualquer ocupação, mesmo a limpeza de legumes, preparação de alimentos, lavar e passar a roupa, era destinado a essa finalidade. Ser um só corpo em Cristo leva todos a alcançar o mesmo fim.

Após sua entrada na nascente Família Paulina, Alberione a nomeou como Irmã Escolástica, que significa discípula , e a escolheu como sua colaboradora e, em 1924, iniciar a Congregação das Irmãs Pias Discípulas do Divino Mestre.

No dia 9 de dezembro de 2013, o Papa Francisco na audiência concedida ao Cardeal Angelo Amato, Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, autorizou “a promulgação do Decreto sobre as virtudes heróicas do Servo de Deus Maria Scolastica della Divina”. Providência (século: Orsola Maria Rivata), Religiosa professa e Primeira Superiora Geral das Pias Discípulas do Divino Mestre; Italiana (1897-1987) “.
Com a promulgação do Decreto, a Madre Escolástica torna-se “Venerável” .

Oração para pedir a intercessão da Serva de Deus Escolástica Rivata

Trindade divina,
Pai e Filho e Espírito Santo,
nós vos adoramos e vos agradecemos,
porque, na vossa infinita sabedoria,
suscitastes madre Escolástica Rivata, piedosa e fiel discípula de Jesus Mestre,
Caminho, Verdade e Vida.
Ela foi a primeira, entre muitas,
a realizar a particular vocação e missão
a serviço da Eucaristia,
do Sacerdócio e da Liturgia.
Segundo o vosso divino querer,
vos pedimos que ela seja glorificada,
a fim de que tenhamos no céu
uma protetora que nos incentive a ser
“em Cristo membros vivos e operantes na Igreja”.
Por sua intercessão, concedei-nos a graça que agora vos pedimos…

Madre Escolástica, só tu me bastas
Música de Ir. Goretti Medeiros, pddm

É festa!

JUBILEU DE VIDA CONSAGRADA DAS PIAS DISCÍPULAS DO DIVINO MESTRE | PROVÍNCIA BRASIL

50 anos – Ir. Anunciata Hirata e Ir. Letícia Pontini

25 anos – Ir. Graça Rodrigues

A Província do Brasil está em festa. Além de celebrar na memória de Santa Ana e São Joaquim, 26 de julho, 63 anos de presença na Igreja do Brasil, recorda também o Jubileu de Vida Consagrada de Ir. Anunciata Hirata, Letícia Pontini (50 anos) e Ir. Graça Rodrigues (25 anos).

Jubilandas 2019

Nas vésperas do 17º Domingo do Tempo Comum, com a celebração Eucarística presidida pelo Pe. Domingo Ormonde, e concelebrada pelo pe. Luiz Miguel Duarte, dos padres Paulinos, a comunidade presente louva e agradece a Deus pelo testemunho das nossas irmãs. Neste ano vocacional paulino, o jubileu de ouro e prata das nossas irmãs é uma forma bonita de reconhecimento pelo chamado que Deus faz a todos os homens e mulheres que se doam a serviço do Reino.

A celebração aconteceu na Paróquia Jesus de Nazaré, no Jacaré, Cabreúva, SP, onde há uma comunidade das irmãs Pias Discípulas.

Do dia 21 a 26 de julho, um grupo de aproximadamente 40 irmãs e 3 Amigos do Divino Mestre estavam reunidos para a partilha da 2ª Semana de Formação Intensiva, com o tema Iniciação Cristã de Adultos. A semana culminou nesta celebração. Parentes e amigos das jubilandas e a Família Paulina marcou presença nesta grande celebração.

Conheça quem são as irmãs jubilandas:

 Reavivar o dom do chamado!

Ir. Maria Leticia Pontini nasceu no dia 11 de outubro de 1949 na cidade de Rio Bananal, hoje diocese de Colatina, Espírito Santo.

Filha de Hermenegildo Pontini e Joventina Bonicenha Pontini (ambos in memoriam). Filha mais velha de dez irmãos; ingressou na Congregação das Pias Discípulas do Divino Mestre no dia 25 de janeiro de 1963, em São Paulo, onde fez sua formação inicial, sua profissão no dia 06 de agosto de 1969, e os votos perpétuos no dia 04 de janeiro de 1976.

 Durante os 50 anos de vida consagrada, Ir. Leticia esteve nas comunidades de São Paulo, Caxias do Sul, Rio de Janeiro, Curitiba, Morungaba, Olinda/ Recife, Porto Alegre, Tefé, Manaus e Codajás, no Amazonas e também em Roma, na Itália. Exerceu diferentes serviços.

Ir. Letícia considera: “Fui conhecendo, aprofundando e fazendo caminho junto às minhas irmãs, com foco na pessoa de Jesus Mestre Caminho, Verdade e Vida. Sou agradecida a Deus, a minha família e a Congregação que deram apoio para prosseguir e perseverar no discipulado, apesar das dificuldades que não faltaram no meu caminho, onde aprendi a não desanimar e a olhar para sempre para Jesus, Maria e os nossos pais e mães na fé. Sou feliz e muito apaixonada pelo que faço e pelo que sou”.

Ir. Maria Anunciata Hirata é natural da cidade de Penápolis, São Paulo, onde nasceu no dia 16 de março de 1941. Filha do casal João Toshio Hirata e Maria Fuino Hirata (ambos in memoriam), a sexta de 9 irmãos.

Ingressou na Congregação no dia 12 de outubro de 1966, em São Paulo, onde fez o noviciado. Professou os votos no dia 6 de agosto de 1969 e fez a profissão perpétua no dia 4 de janeiro de 1976.

Nos seus 50 anos de vida consagrada, irmã Anunciata viveu a missão das discípulas nas comunidades de São Paulo, Caxias do Sul, Brasília, Rio de Janeiro e Salvador prestando serviço de coordenação de comunidade e de colaborando no apostolado litúrgico. Atuou também nas casas de formação dos padres e irmãos Paulinos, no serviço de coordenação.

Atualmente reside na comunidade Timóteo Giaccardo/SP e colabora no Apostolado litúrgico.

Ir. Maria das Graças Rodrigues da Silva, nasceu no dia 05 de setembro de 1963, na cidade de Parnaíba, Estado do Piaui. Décima de doze irmãs, filha de Raimundo Nonato da Silva e de Maria do Socorro Rodrigues (in memoriam).

Ingressou na Congregação das Discípulas do Divino Mestre no dia 31 de janeiro de 1988, em São Paulo onde fez sua formação inicial, a profissão no dia 06 de fevereiro de 1994 e os votos perpétuos no dia 05 de fevereiro de 2000.

Ao longo desses 25 anos, Ir. Maria das Graças exerceu seu apostolado nas comunidades de São Paulo, Brasília/DF, Rio de Janeiro e Manaus. Dedicou-se à pastoral vocacional e na formação litúrgica, bem como na secretaria da CRB regional Brasília. Atualmente reside na comunidade de Brasília, ocupando-se da formação litúrgica, da pastoral vocacional, no Centro de Apostolado Litúrgico e dos Cooperadores Paulinos, Amigos do Divino Mestre.

Ir. Graça pontualiza: “Sinto brotar no coração uma profunda gratidão a Deus pelo dom do chamado, que ele  fez para participar de sua obra criadora, colaborando para o bem comum do seu povo, no serviço de animação à vida eucarística, sacerdotal e litúrgica. Alimenta o desejo de “reavivar o dom de Deus que está em mim” (2Tm 1,6) e, com a sua graça, permanecer no seguimento de Jesus Mestre, Caminho, Verdade e Vida. Agradeço familiares, amigos (as), e à Congregação, que foram e são incentivo na vida e na missão, para viver cotidianamente o Mistério Pascal de Cristo”.

Bendito seja Deu pelo testemunho de cada uma das nossas irmãs. Invocamos de Deus toda a força necessária para continuarem reavivando o dom de Deus.

Junho é marcado pelas formações nas Pias Discípulas

 

ENCONTRO DAS CENTRISTAS DO APOSTOLADO LITÚRGICO E COORDENADORAS DE SETORES  APOSTÓLICOS

De 21 a 22 de junho, as irmãs Pias Discípulas responsáveis pela gerência das lojas Apostolado Litúrgico e as irmãs responsáveis dos Setores Apostólicos se reuniram para avaliar o caminho feito e, juntas, buscarem soluções para o trabalho. 

Elas contaram com o auxílio do professor Hilário que já acompanha as irmãs há algum tempo. Além dele, o SENAC prestou uma assessoria técnica, com propostas importantes para a qualificação do trabalho ofertado pelas Irmãs.

 

24ª SEMANA DE FORMAÇÃO INTENSIVA DAS IRMÃS PIAS DISCÍPULAS

Em continuação a este encontro, no Domingo, dia 23 de junho, iniciou-se a 24ª Semana de Formação Intensiva. Este momento formativo reúne todas as irmãs da província Brasil em torno de um assunto. As irmãs são divididas em dois grupos. O segundo grupo realizará o encontro no próximo mês, julho.

Nesta semana, o assunto é em torno da Iniciação Cristã. O pe. Domingos Ormonde, escritor da Revista de Liturgia e membro do clero de Duque de Caxias e São João de Meriti, no estado do Rio de Janeiro, é o facilitador do estudo. Pe. Domingos é um grande pesquisador sobre o RICA. Escreveu durante os anos de 2001 a 2010  sobre este assunto na Revista de Liturgia. Ele colabora com a formação em várias regiões do Brasil. 

No momento que toda a Igreja retoma com insistência este tema, como proposta de formação dos discípulos e missionários para uma Igreja em saída, retomar a iniciação cristã e os ritos propostos numa perspectiva da liturgia-catequese é apurar nossos sentido para uma Igreja mais aberta e acolhedora na caminhada de fé.  

O conjunto de ritos propostos para o catecúmeno e catequisando é uma proposta pedagógica de tomada de consciência da pessoa que se aproxima e pede pelos sacramentos. Todo o caminho não visa exclusivamente os sacramentos, mas a formação integral de discípulos, homens e mulheres comprometidos com a Igreja e os apelos da atual sociedade . Os sacramentos são este grande sinal deste caminho responsável e assimilado na vida de adolescentes, jovens e adultos. 

Além desta bonita caminhada, esta edição da Semana de Formação foi marcada pelo início da caminhada formativa com os Amigos do Divino Mestre inseridos, juntos com as irmãs. Nesta primeira semana, participaram o casal Ivete e Toninho, ambos de São Paulo. Para o segundo encontro, está prevista a participação de outros Amigos do Divino Mestre, vindo de outros estados brasileiros.

O encontro termina nesta próxima sexta-feira, dia 28 de junho.

Estola Presbiteral Ravena Bordado Sagrado Coração

Casula Shantung Sagrado Coração Creme

 

Casula Ravena Sagrado Coração Pérola

175 anos de fundação do Apostolado da Oração. Conheça a História.

Para marcar e celebrar estes 175 anos de fundação, o pe. Eliomar Ribeiro, sj, pediu ao Apostolado Litúrgico uma proposta de paramentos para este jubileu.  As irmãs Kelly de Oliveira e Laíde Sonda desenvolveram o desenho para a estola e casula desta grande festa. Os paramentos são dourados ou brancos, próprios para solenidade do Sagrado Coração, mas os desenhos propostos são de cor vermelha associada Coração de Cristo. As estolas são feitas do tecido ravena. Uma das casulas têm o estolão bordado no tecido ravena e é feita no tecido shantung. A outra casula é feita totalmente no tecido ravena, bordado direto, sem estolão.

Ano Jubilar

O Apostolado da Oração completa, neste ano de 2019, 175 anos de sua fundação. Este importante momento da Igreja Católica nasceu numa Casa de estudos da Companhia de Jesus, em Vals perto de Le Pruy na França. O Apostolado da Oração é uma união dos fiéis que, no oferecimento cotidiano de si mesmos, se juntam ao Sacrifício Eucarístico do qual se exerce continuamente a obra de nossa redenção e dessa forma, pela união vital com Cristo, da qual depende a fecundidade apostólica colaboram na salvação do mundo.

Assim como Cristo se entregou ao Pai por nós, remiu o mundo, também todo apostolado externo deve estar unido à oração e ao sacrifício a fim de que, em virtude do Sacrifício da Cruz, contribua para a edificação do Corpo de Cristo.

A Igreja nos ensina que o amor de Cristo está principalmente representado no seu coração e nos convida a que reverenciemos esse amor, simbolizado pelo Coração de Cristo, como fonte de salvação e misericórdia.

História do Apostolado da Oração

Origem

O Apostolado da Oração teve origem numa casa de estudo da Companhia de Jesus, em França (Vals, perto de Le Puy), na festa de S. Francisco Xavier do ano de 1844. Naquela ocasião, o Padre Espiritual do Colégio – P. Francisco Xavier Gautrelet – fez uma conferência aos estudantes, em que explicou como podiam eficazmente satisfazer o desejo de colaborar com os que trabalhavam nos vários campos de apostolado para a salvação dos homens. Podiam fazê-lo, sem interromper o seu trabalho principal, que era o estudo, oferecendo com fim apostólico as suas orações, os seus sacrifícios e trabalhos.

As ideias propostas pelo P. Gautrelet, que constituem o fundamento do Apostolado da Oração, foram recebidas com entusiasmo pelos estudantes e divulgadas primeiro nas terras vizinhas do colégio e depois em toda a França. Para difundir estas ideias, o próprio P. Gautrelet propôs uma pequena organização com o nome precisamente de «Apostolado da Oração», que teve a aprovação do Bispo de Le Puy e, em 1849, alcançou as primeiras indulgências do Papa Pio IX.

Desenvolvimento

A divulgação propriamente dita do Apostolado da Oração deve-se principalmente ao P. Henrique Ramière, também ele da Companhia de Jesus, que deve considerar-se o verdadeiro fundador, divulgador e organizador do Apostolado da Oração no mundo. O P. Ramière, por meio de numerosos escritos, em que soube harmonicamente unir a simplicidade de expressão e a profundidade de pensamento teológico, propagou o Apostolado da Oração em todas as classes de pessoas e a todos os níveis, e deu à Obra forma definitiva e organização estável.
À morte do P. Ramière (1883), o Apostolado da Oração tinha já 35 mil centros, com mais de 13 milhões de associados nas várias partes do mundo.

O Apostolado da Oração em Portugal

O Apostolado da Oração chegou a Portugal em 1864, trazido pelo italiano P. António Marcocci. Mas o grande impulsionador foi o seu colega P. Luís Prosperi, primeiro Diretor Nacional, o qual se dedicou ardorosamente às missões populares. Uma história com altos e baixos, como é a história dos homens, mas que não tem deixado de produzir abundantes frutos. Assim o confirma a voz autorizada do Papa Pio XII, na mensagem radiofónica dirigida ao 3º Congresso Nacional do A. O., reunido em Braga (19-5-1957): «Os Anais do Apostolado da Oração são uma das mais belas páginas da história da Igreja em Portugal. E nós sabemos como, em tempos relativamente recentes, quando a propaganda autorizada do mal se propunha eliminar em duas gerações os últimos vestígios do Catolicismo, em terras lusitanas, foi o Apostolado da Oração, por testemunho dos sagrados pastores, uma das principais forças da resistência, para manter vivo o espírito cristão e o fazer vigoroso, mal a tempestade acenou a abrandar».

Na Atualidade

Em 2014, o Papa Francisco aprovou o documento de recriação do Apostolado da Oração que levou à mudança de nome deste Serviço Pontifício, para “Rede Mundial de Oração do Papa”, sendo o Apostolado da Oração um dos modos de participação nesta Rede.
No Brasil o primeiro centro foi fundado em 30 de junho de 1867 no Recife -PE na igreja de Santa Cruz, oficiada pelos padres jesuítas que haviam chegado a Pernambuco em 1865.

Fonte sobre a história do Apostolado da Oração: https://redemundialdeoracaodopapa.pt/quem-somos/historia

Estola Presbiteral Ravena Bordado Sagrado Coração

Casula Shantung Sagrado Coração Creme

Casula Ravena Sagrado Coração Pérola

FESTA DE CORPUS CHRISTI

Em todos os anos, é celebrada a festa de Corpus Christi. O nome “Corpus Christi” vem do latim e significa “Corpo de Cristo”.

A festa é denominada oficialmente de solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo. É sempre realizada na quinta-feira após o domingo da solenidade da Santíssima Trindade.

A festa pode também ser prorrogada para o segundo domingo depois de Pentecostes, particularmente nas regiões onde não se têm feriado nesse dia.

A Eucaristia é um dos sete sacramentos cristão. Foi instituído pelo próprio Jesus na última ceia com os discípulos (Mt 26,26-29;Mc 14,22-25;Lc 22,14-20;1Cor 11,23-29). Porque a Eucaristia foi celebrada pela primeira vez na quinta-feira santa, Corpus Christi  é celebrada comumente numa quinta-feira.

Honrar a presença eucarística de Jesus

A festa é um convite para os cristãos prestarem homenagem a Cristo presente nas espécies consagradas de pão e vinho. Visa propor à piedade dos cristãos o culto do sacramento da Eucaristia, para que possam celebrar a salvação de Jesus em seu mistério pascal, de maneira que aprendam a participar da missa e viver dela mais intensamente.

Os participantes são interpelados a entender mais e honrar melhor a presença de Jesus Cristo Vivo e Ressuscitado no sacramento da Eucaristia, de maneira que saibam render ao Senhor o louvor, a adoração, a profissão de fé e a ação de graças.

A festa reflete o crescimento da consciência e do valor da Eucaristia na espiritualidade cristã. Na Idade Média o movimento em favor da devoção eucarística se manifestou cada vez mais vigoroso e vivo entre os fiéis, bispos, sacerdotes e teólogos.

Origem da festa

A Bélgica foi o palco em que apareceu e expandiu, com grande fervor, a piedade e o culto da Eucaristia.

A festa originou-se em Liège, na Bélgica, no século XIII, quando Santa Juliana (1192-1258), da Ordem de Santo Agostinho, teve as visões de Jesus Cristo demonstrando-lhe o desejo de que o mistério da Eucaristia fosse celebrado com destaque.

Ao conhecer as visões eucarísticas de Santa Juliana, o bispo da cidade acabou por acatá-las. No ano de 1246, em sua diocese, ele celebrou pela primeira fez uma festa de Corpus Christi.

A festa contribuiu para resgatar a importância da Eucaristia na vida da Igreja. Foi uma resposta à heresia de Berengário, no século XI, que negava a presença real de Cristo no sacramento da Eucaristia.

A solenidade foi instituída oficialmente para toda a Igreja pelo Papa Urbano IV, em 11 de outubro de 1264. Quando Cardeal, o Pontífice conhecera pessoalmente a irmã Juliana.

Depois do Concílio de Viena (1311-1313), o Papa Clemente V confirmou e revigorou a solenidade em 1314. Nesta ocasião, ela tomou o nome de festa de Corpus Christi.

Missa e procissão

Normalmente, a festa é precedida por momentos de adoração do Santíssimo Sacramento.  Ao adorar, os cristãos prestam culto a Jesus presente na hóstia consagrada. Honram o Cristo eucarístico com amor, respeito e fé.

Com grande participação dos fiéis, o sacerdote celebra a missa do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo na igreja. A celebração reveste-se de caráter solene, tendo glória, sequência, creio e preces da comunidade. Tem prefácio e orações próprias. A cor dos paramentos é branca.

A celebração evidencia a eucaristia como fonte e ápice de toda a vida cristã. Mostra que o sacramento perpetua pelos séculos o sacrifício de Jesus na Cruz. Encerra todo o bem espiritual da Igreja: o mesmo Cristo, nossa Páscoa.

A festa salienta a eucaristia como memorial da morte e ressurreição do Senhor, o sinal de piedade e de unidade, o vínculo de caridade, o banquete pascal, em que Cristo nos é comunicado como alimento de nossa caminhada na terra. É o penhor da futura glória.

Depois da celebração da missa na Igreja, todo o povo participa da procissão eucarística. Jesus na hóstia consagrada é exposto no ostensório e colocado para a adoração dos fiéis que caminham pelas ruas da cidade.

A procissão popular termina com a bênção do Santíssimo Sacramento a todos os fiéis. Rei de todo o universo e Luz do mundo, Jesus está vivo e presente no meio da humanidade, abençoando-a, salvando-a, protegendo-a e orientando-a.

Momento litúrgico e devocional

Ao longo do século XIV, Corpus Christi foi convertendo-se rapidamente numa das festas mais apreciadas pelo povo. Paulatinamente, a solenidade atingiu todas as dioceses do mundo. A diocese de Colônia na Alemanha celebrava a festa desde antes de 1270.

Em 1317, o Papa João XXII confirmou o costume de fazer a procissão eucarística. Essa procissão surgiu em Colônia, no ano de 1274. Depois propagou na França e na Itália. Em Roma já acontecida desde 1350.

O Concílio de Trento (1545-1563) insistiu na exposição pública da Eucaristia. Orientou também a ter a procissão eucarística.

Atualmente, a Igreja preserva a festa como momento litúrgico e devocional do povo cristão. O Código de Direito Canônico corrobora a validade das exposições públicas da Eucaristia. Recomenta que, principalmente em Corpus Christi, haja procissão pelas vias públicas (cân. 944),

Testemunho público

A procissão eucarística tem importância e significado especial nas dioceses, nas paróquias e nas cidades em que são promovidas. Entre as procissões litúrgicas é a que tem mais destaque.

A procissão de Corpus Christi é o testemunho público da presença de Jesus eucarístico. Nela a hóstia consagrada é conduzida em caminhada de fé e apresentada para ser honrada por todos os cidadãos que acompanham o cortejo.

No Missal do Papa Paulo VI, de 1970, a festa é denominada liturgicamente Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo. Assim assumiu também a memória do Sangue de Cristo, que era comemorada em 1 de julho e foi supressa nesta data.

Prefácios e leituras

As orações e a sequência são as mesmas do Missal do Papa Pio V (1570). Qualquer um dos dois prefácios sobre a Eucaristia – um para quinta-feira santa e o outro para Corpus Christi – podem ser proclamados na solenidade.

A solenidade é enriquecida com uma série de leituras bíblicas. São diferentes nos três ciclos dominicais (A, B e C).

A festa também assume um caráter devocional popular. O momento expressivo de Corpus Christi é a procissão, em que os fiéis suplicam as bênçãos de Jesus Eucarístico para suas casas, famílias e ambientes.

Enfeites tapetados

Em muitos lugares, o povo tem o costume de enfeitar as ruas com tapetes de serragem, flores e outros materiais, formando um mosaico multicolor e belo.

No Brasil, a tradição dos tapetes coloridos, como decoração da procissão de Corpus Christi, constitui uma herança de Portugal. Lá, em todas as 20 dioceses, fazem-se solenes procissões a partir da igreja catedral. As festividades começaram a ser celebrada cedo, em 1282. De Portugal passaram para a cultura religiosa e folclórica do Brasil.

Dimensões teológicas do sacramento

Corpus Christi ressalta e aprofunda as dimensões teológicas centrais do sacramento da Eucaristia. Em primeiro lugar, a Eucaristia recorda a pessoa e a obra de Jesus, que passou no meio da humanidade salvando e fazendo o bem (passado).

A Eucaristia também celebra a unidade fundamental de Cristo com sua Igreja e com todas as pessoas de boa vontade (presente). Enfim, a Eucaristia prefigura nossa união definitiva e plena com Cristo no Reino do Pai (futura).

Celebrar a festa significa fazer memória litúrgica da entrega que Jesus fez de sua própria carne e sangue para vida da Igreja. É renovar e aprofundar o compromisso de fé nele e com Ele, para centrar a vida pessoal e comunitária no mistério eucarístico.

Durante a solenidade e a procissão, os cristãos corroboram e confessam sua fé no sacramento da Eucaristia. Expressam seus sentimentos mais profundos diante de Jesus que se faz presente na celebração litúrgica e na hóstia consagrada exposta no ostensório.

Participação dos fiéis

Corpus Christi é uma festa de preceito. Para os católicos é obrigatório comparecer e participar da missa.

A festa conduz os seres humanos a Jesus, para que possa conhecer a pessoa do Salvador e seguir seus passos. “Deus não é amado, porque não é conhecido. É necessário tirar Cristo do sacrário, apresentá-lo ao povo como o grande Senhor, Mestre, Salvador, vivo, realmente em nosso meio” (São Pedro Julião Eymart, 1811-1866, sacerdote francês).

 

Pe. Eugênio Antônio Bisinoto C.Ss.R.
Sacerdote e escritor – Missionário Redentorista
Araraquara, SP

Ostensório Estrelas 57 cm

Ostensório Labirinto 65 cm

Ostensório Guto Godoy 63 cm

Ostensório Guto Godoy 61 cm

PAINEL ICONOGRÁFICO DA SANTÍSSIMA TRINDADE – 30 ANOS  EM ITAICI

A Sabedoria construiu a sua casa, talhando suas sete colunas. Abateu seus animais, preparou o vinho e pôs a mesa. Enviou suas criadas para anunciar nos pontos mais altos da cidade: “Os ingênuos venham até aqui. Quero falar aos que não tem juízo. Venham comer do meu pão e beber do vinho que eu preparei. Deixem de ser ingênuos, e vocês viverão; sigam o caminho da inteligência.                                                         

Provérbios 9, 1-6

 

Em grande festa, com a Igreja, celebramos a Solenidade da Santíssima Trindade. Contemplando este grande Mistério e vivendo a nossa vocação à vida de santidade, no seio de Deus, renovamos nossa fé e nossa adesão à aliança com Deus.

 

Especialmente neste ano de 2019 recorda-se um marco importante na vida de fé e na iconografia que explicita os dados da fé. Há 30 anos, a capela da Vila Kostka em Itaici (SP) recebeu um painel iconográfico, que seguramente representa uma grande herança da arte sacra do nosso país. O artista de grande sensibilidade e outros incontáveis valores já reconhecidos, Cláudio Pastro, representou a Santíssima Trindade na figura dos três anjos. Este tema é inspirado no texto bíblico do livro do Gênesis (cf. Gn 18, 1-15) e tem sua representação já muito antiga na tradição da Igreja.

 

O ícone mais conhecido da Santíssima Trindade (pelas Igrejas tanto do Oriente quanto do Ocidente) é do iconógrafo Andrej Rublëv (1360-1430) e foi escrito no ano de 1441, por ocasião da construção de uma igreja de madeira sobre o sepulcro de São Sérgio, na Rússia. As Igrejas conheceram muitos outros ícones da Santíssima Trindade, mas sem dúvida, O iconógrafo Rublev soube expressar a Unidade da Trindade com uma particular harmonia.

 

O afresco da Santíssima Trindade em Itaici também marcou a tradição iconográfica da Igreja no Brasil. Ele se apresenta como lugar de contemplação, a partir do mundo interior do observador. A própria capela é lida como a tenda, aquele que se detém na contemplação também se percebe dentro da tenda. No centro, estão as três figuras, os três anjos, que envolvem a atenção do observador; d’Eles emanam a comunicação e a iniciativa da cena. No meio, o Pai, que com a mão aponta para o Filho. A direita do Pai, O Filho direciona seu olhar diretamente para o observador; Ele nos revela o Pai. O Espírito Santo tem seu olhar voltado para além do que está visível, para fora, para o mundo. Ele está continuamente inspirando a humanidade. A composição geral da cena, comunica a dinâmica das dunas, (que o vento, símbolo do Espírito, transforma a todo instante), a força central da árvore da vida e a contemplação humana diante do Eterno Deus.

 

Colocando-nos diante deste Mistério, somos envolvidos, como Abraão e Sara para adorar e reconhecer a grandiosidade da Vida Divina. A fé nos aproxime da dinâmica do Deus Trino que é a Unidade, a Comunhão, a Vida. Renovemos também nossa vocação à Vida Comunitária, sinal visível do Reino acontecendo entre nós.

 

Ir. Jeyd Gomes, pddm

Arquiteta do Apostolado Litúrgico