LITURGIA DO DIA: O RECENSEAMENTO DE DAVI E A REJEIÇÃO DE JESUS

(2 Samuel 24,2.9-17 e Marcos 6,1-6)

A Palavra de Deus apresenta-nos hoje dois textos que, à primeira vista, parecem muito diferentes, mas que dialogam profundamente entre si. Ambos falam de confiança, fé e do perigo de fechar o coração à ação de Deus.

O primeiro texto é da 1ª leitura, 2 Samuel 24.9-17. De forma intrigante, ele vem falar do recenseamento promovido por Davi, que, numa primeira leitura, parece ser o estopim da ira de Deus.

Leitura do Segundo Livro de Samuel 24,2.9-17
Naqueles dias,
disse, o rei Davi a Joab
e aos chefes do seu exército que estavam com ele:
“Percorre todas as tribos de Israel,
desde Dã até Bersabeia,
e faze o recenseamento do povo,
de maneira que eu saiba o seu número”.
Joab apresentou ao rei 
o resultado do recenseamento do povo:
havia em Israel oitocentos mil homens de guerra,
que manejavam a espada;
e, em Judá, quinhentos mil homens.
Mas, depois que o povo foi recenseado,
Davi sentiu remorsos e disse ao Senhor:
“Cometi um grande pecado, ao fazer o que fiz.
Mas perdoa a iniquidade do teu servo,
porque procedi como um grande insensato”.
Pela manhã, quando Davi se levantou,
a palavra do Senhor tinha sido dirigida ao profeta Gad,
vidente de Davi, nestes termos:
“Vai dizer a Davi: Assim fala o Senhor:
dou-te a escolher três coisas:
escolhe aquela que queres que eu te envie”.
Gad foi ter com Davi
e referiu-lhe estas palavras, dizendo:
“Que preferes:
três anos de fome na tua terra,
três meses de derrotas diante dos inimigos
que te perseguem,
ou três dias de peste no país?
Reflete, pois e vê
o que devo responder a quem me enviou”.
Davi respondeu a Gad:
“Estou em grande angústia.
É melhor cair nas mãos do Senhor,
cuja misericórdia é grande,
do que cair nas mãos dos homens!”
E Davi escolheu a peste.
Era o tempo da colheita do trigo.
O Senhor mandou, então, a peste a Israel,
desde aquela manhã até ao dia fixado,
de modo que morreram setenta mil homens da população,
desde Dã até Bersabeia.
Quando o anjo estendeu a mão
para exterminar Jerusalém,
o Senhor arrependeu-se desse mal
e disse ao anjo que exterminava o povo:
“Basta! Retira agora a tua mão!”
O anjo estava junto à eira de Areuna, o jebuseu.
Quando Davi viu o anjo que afligia o povo,
disse ao Senhor:
“Fui eu que pequei,
eu é que tenho a culpa.
Mas estes, que são como ovelhas, que fizeram?
Peço-te que a tua mão se volte contra mim
e contra a minha família!”
Palavra do Senhor.

O episódio do recenseamento ordenado pelo rei Davi, narrado em 2 Samuel 24, situa-se no final do seu reinado, por volta do século X a.C., quando Israel já se encontra politicamente unificado, com Jerusalém como capital e relativa estabilidade militar. Trata-se de um momento em que Davi, após muitas conquistas, enfrenta não inimigos externos, mas uma crise espiritual no exercício do poder.

No mundo antigo, realizar um recenseamento não era um ato neutro. Servia para medir a força militar, organizar impostos, afirmar o poder do rei sobre o povo. Esse tipo de prática era típico dos grandes impérios da época. Em Israel, porém, o povo tinha consciência de que a sua força não vinha do número de soldados, mas da fidelidade ao Senhor, que era considerado o verdadeiro rei. Ao ordenar o censo, Davi age como um soberano absoluto, aproximando-se da lógica dos impérios e afastando-se da confiança em Deus.

O próprio Joab, chefe do exército, demonstra resistência, o que revela que o problema do recenseamento era percebido já naquele contexto. Após a contagem, Davi reconhece o seu erro e confessa o pecado, abrindo espaço para o arrependimento.Mesmo assim, Davi manda fazer um recenseamento do povo para saber quantos homens de guerra possuía. Naquele tempo, contar o povo significava medir o próprio poder. Ao apoiar-se nos números, Davi começa a confiar mais na força humana do que em Deus. O erro não está em organizar o reino, mas em colocar a segurança onde ela não deve estar. Depois do recenseamento, Davi reconhece o seu pecado. Ele percebe que agiu com orgulho e pede perdão ao Senhor.

Por meio do profeta Gad, Deus oferece a Davi três possibilidades de castigo. Colocado diante dessa escolha, o rei afirma algo muito importante: prefere cair nas mãos do Senhor, porque a misericórdia de Deus é maior do que a dos homens. Mesmo quando o castigo começa, o texto mostra que Deus não deseja a destruição. Quando o anjo está prestes a atingir Jerusalém, o Senhor manda parar. O arrependimento de Davi abre espaço para a misericórdia. Davi assume a culpa e pede que o castigo recaia sobre ele, e não sobre o povo. Aqui aparece a imagem do rei como pastor, responsável pelas ovelhas que lhe foram confiadas.

O centro teológico do texto não está no castigo, mas na relação entre pecado, responsabilidade e misericórdia. O pecado de Davi é, sobretudo, o orgulho, a autossuficiência e a confiança excessiva nos meios humanos. Ao escolher entre os castigos propostos pelo profeta Gad, Davi opta por cair “nas mãos do Senhor”, reconhecendo que a misericórdia de Deus é maior do que qualquer segurança humana. Mesmo no juízo, Deus não deixa de ser misericordioso.

O anjo pára junto à eira de Areuna. Mais tarde, será nesse lugar que o Templo de Jerusalém será construído. Isso ensina que Deus pode transformar um lugar de pecado e sofrimento num lugar de encontro e reconciliação.

A figura do “anjo do Senhor”, de fato, que fere o povo expressa, na linguagem simbólica bíblica, a ação de Deus diante do pecado. Quando o Senhor “se arrepende” do castigo, o texto não sugere mudança de caráter, mas afirma que a conversão humana pode interromper a destruição. O clamor final de Davi assumindo a culpa e pedindo que o castigo recaia sobre ele e não sobre o povo apresenta um rei que se reconhece responsável pelas ovelhas que lhe foram confiadas, antecipando a imagem do pastor que dá a vida pelo rebanho.

Um ponto interessante: o mesmo episódio é narrado em 1 Crônicas 21, com uma diferença teológica importante: ali, quem incita Davi ao recenseamento é Satanás, enquanto em 2 Samuel o texto afirma que a iniciativa ocorre no contexto da ira do Senhor.

Essa diferença não é uma contradição, mas reflete etapas distintas da reflexão teológica de Israel. O livro das Crónicas, escrito mais tarde, procura preservar com mais clareza a bondade de Deus, atribuindo o impulso ao mal a uma figura adversa. Já Samuel reflete uma outra compreensão teológica, que ainda compreende todos os acontecimentos sob a soberania direta de Deus.

O Evangelho em diálogo: Marcos 6,1-6

No Evangelho, Jesus volta à sua terra natal. As pessoas conhecem-no desde pequeno e, por isso, acham que já sabem tudo sobre Ele. Dizem: “Não é este o carpinteiro?”

Assim como Davi confiou nos números, o povo de Nazaré confia apenas no que é visível e familiar. Eles reduzem Jesus às suas origens humanas e fecham-se ao mistério de Deus.

O Evangelho diz algo muito forte: Jesus não pôde realizar ali muitos milagres, por causa da incredulidade deles. Não é falta de poder, mas falta de fé.

O que une esses dois textos?

Os dois textos mostram o mesmo problema espiritual: Davi confia na força humana. Nazaré confia no que já conhece e controla. Em ambos os casos, Deus é limitado pelo olhar humano. Quando o coração se fecha, a graça não encontra espaço para agir. Há, porém, uma diferença importante: Davi reconhece o erro, arrepende-se e encontra misericórdia. O que não acontece com o povo em Nazaré. Nazaré fecha-se na incredulidade e perde a oportunidade da salvação.

Esses textos falam diretamente à nossa vida: Em quem colocamos a nossa confiança? Nos números, nas estruturas, na experiência, no “sempre foi assim”? Ou em Deus, que age de modo livre e surpreendente?

A liturgia de hoje ensina que a fé abre caminho para a ação de Deus; o orgulho e a autossuficiência fecham esse caminho; e Deus não quer a destruição, mas a conversão e a vida.

Davi, no fim, pede que o castigo recaia sobre ele. Jesus vai mais longe: entrega a própria vida pelo povo. Davi é um pastor que reconhece a culpa. Jesus é o Bom Pastor, que assume o pecado do mundo para salvar as suas ovelhas.

A Palavra de Deus convida-nos hoje à humildade e à fé. Ela recorda-nos que Deus age onde encontra corações abertos, capazes de confiar, de converter-se e de acolher o mistério.

Que não nos aconteça o mesmo que a Davi antes do arrependimento, nem o mesmo que aos habitantes de Nazaré. Que saibamos reconhecer os nossos limites e confiar sempre nas mãos misericordiosas do Senhor.



Arte Floral na Liturgia: A Estética a Serviço da Fé

Por Ir. Cidinha Batista
cidabatista2001@yahoo.com.br

A estética em nossa liturgia

A estética de uma celebração afeta todos os sentidos, e não apenas a visão. Também o ouvido pode se abrir mais a uma mensagem profunda quando a escuta em um som mais harmônico.

A liturgia tem essencialmente uma linguagem simbólica, com a qual nos introduz em uma visão mais profunda das coisas e do mistério que celebramos. A liturgia é feita de ideias e palavras, de ação misteriosa de Deus, de fé, mas também de intuição, comunicação, gestos e símbolos, alegria festiva, contemplação… Por isso, a linguagem da estética pertence a sua expressividade, porque pretende nos conduzir a uma sintonia profunda com a fonte de toda a salvação que Deus nos quer comunicar. Herdamos uma mentalidade que se mostra, em parte, demasiadamente, preocupada com a validade dos gestos sacramentais ou da ortodoxia das palavras. Sem descuidar disso – que já seria o suficiente – a liturgia nos faz celebrar os dons de Deus com uma riqueza muito mais expressiva de símbolos que afetam não só nossa mente ou nossa consciência de fé, mas também nossa sensibilidade e nosso senso afetivo. A estética afeta toda a liturgia: os quadros, os sinais, os gestos e movimentos, o canto, as flores…

A estética do lugar

Quando se refere ao lugar em que a comunidade se reúne para sua oração, a estética equivale a um ambiente acolhedor e confortável. Por sua iluminação, sua disposição ordenada e pela harmonia de seu conjunto, um espaço celebrativo deve proporcionar desde o primeiro momento uma sensação agradável: uma primeira prova do apreço que todos merecem pela celebração que vai ter lugar e pela comunidade que foi convocada.

A linguagem das flores

Um dos elementos que podem ser considerados representativos de nosso sentido da estética em torno da celebração são as flores. Todos entendem a linguagem das flores. Um ramalhete no cemitério, ou na missa festiva, ou como presente, não necessita de apresentação. Tanto na vida social como na liturgia, algumas flores dispostas harmoniosamente, cheias de cor e perfume cantam uma série de sentimentos: a alegria, a festa, o respeito, o amor, a dedicação de uma homenagem interior. O que pensamos quando observamos algumas flores diante da imagem de Nossa Senhora, ou diante do Santíssimo, ou na frente do ambão, ou junto ao túmulo de um ente querido? Desde a exuberante oferenda de milhares de flores a Nossa Senhora até a rosa solitária que uma criança oferece a sua mãe, ou um apaixonado a sua amada, ou um ramalhete que alguém carrega na procissão na Missa, tudo é um discurso de amor e de fé.

O autor (Rimaud) conta a respeito de um grupo de jovens que celebrava a Eucaristia ao ar livre, na África, sobre uma grande pedra que fazia as vezes de altar. Um pastorzinho os contemplou por longo tempo, e a seguir, silenciosamente, aproximou-se deles e colocou uma flor, que acabava de colher no campo, sobre a pedra do altar, junto ao pão e ao vinho, e retirou-se. Os jovens ficaram contemplando em silêncio o sentido de um gesto: uma flor que com sua beleza e seu perfume queria somar-se expressivamente à fé de um grupo e à consciência do encontro com o dom de Deus… A beleza de uma criatura somava-se à homenagem a seu Criador.

O senso estético das pessoas que se ocupam do adorno de uma igreja saberá, naturalmente, encontrar o equilíbrio e o lugar certo para as flores, sem sobrecarregar excessivamente os espaços. É toda uma linguagem expressiva, aquela falada pelas flores. Como também o é o fato de que no Advento e na Quaresma não apareçam em nosso espaço de celebração, porque queremos reservar sua alegria visual para o Natal ou para a Noite de Páscoa.

A estética a serviço da celebração

Evidentemente, a arte não é tudo. A dimensão estética de nossa celebração não é a última meta da liturgia. Não se trata de cair no esteticismo, que nos faria supervalorizar algo que é importante, mas, todavia, não é o mais importante. Não podemos nos contentar com uma realização harmônica dos ritos ou com a limpeza e o decoro do espaço celebrativo. A arte e a estética estão a serviço da fé, como o estão a Palavra, o canto e a linguagem dos símbolos. A estética é parte da linguagem da liturgia e, portanto, de sua eficácia e sua dinâmica. Faz-nos superar uma visão “consumista” ou “validista” dos sacramentos, torna-nos expressivos em nossa oração, alimenta-nos em nosso apreço pelo que celebramos, recordando-nos suavemente os valores transcendentes com os quais entramos em contato em nossa celebração. A estética não é algo que esteja fora da liturgia: está dentro dela, é algo integrante de nosso fazer ritual e nos ajuda a celebrar melhor.

ADALZÁBAL, José. Gestos e Símbolos. Ed Loyola. São Paulo, 2005.

Liturgia e Arte: Beleza a Serviço da Fé

Por Ir. Julia de Almeida, pddm

A liturgia é o coração da vida cristã, onde a comunidade se encontra com Deus por meio da Palavra, dos sacramentos e da oração. Mais do que um conjunto de ritos, a liturgia é uma experiência viva que nos conecta ao mistério divino, proporcionando um encontro profundo com o sagrado. Nesse contexto, a arte ocupa um lugar de destaque, pois traduz a espiritualidade em beleza, comunica o transcendente e cria um ambiente propício para a oração e a contemplação.

A Função da Arte na Liturgia

A arte litúrgica vai além da simples decoração ou estética. Sua essência está na capacidade de servir como mediadora entre o humano e o divino, tornando visível aquilo que as palavras nem sempre conseguem expressar. Através de cores, formas, sons e materiais, a arte transforma espaços e objetos em sinais vivos do mistério de Deus.

Os elementos artísticos presentes na liturgia — como o altar, o ambão, os paramentos, as imagens, os vitrais e outros — desempenham uma função simbólica e catequética. Cada detalhe é pensado para criar um ambiente que favoreça a experiência de fé, levando os fiéis a uma maior compreensão e participação nos mistérios celebrados.

Arte como Expressão da Espiritualidade

A arte sempre esteve intrinsecamente ligada à vida da Igreja. Desde os primeiros séculos do cristianismo, os cristãos buscaram na arte uma forma de expressar sua fé e testemunhar sua experiência com Deus. As pinturas nas catacumbas, os mosaicos bizantinos, as catedrais góticas e as obras renascentistas são exemplos de como a arte refletiu e enriqueceu a espiritualidade ao longo da história.

Na liturgia, a arte deve ser compreendida como um meio de comunicação do sagrado. Não se trata apenas de criar algo belo, mas de produzir algo que inspire e eduque. Por isso, é fundamental que a arte litúrgica esteja em harmonia com o contexto espiritual e teológico da celebração. Cada elemento artístico é uma ponte que conecta os fiéis ao mistério de Deus.

Espaços Litúrgicos e a Beleza que Evangeliza

A organização do espaço litúrgico é um dos aspectos mais visíveis da relação entre liturgia e arte. Igrejas, capelas e outros locais de culto devem ser concebidos para acolher a comunidade e favorecer a celebração do mistério pascal.

A arquitetura, por exemplo, desempenha um papel central. Desde o formato do edifício até a disposição do altar, do ambão e da assembleia, tudo é pensado para facilitar a participação ativa e plena dos fiéis. A iluminação natural que atravessa os vitrais, os afrescos nas paredes e os objetos litúrgicos são elementos que transformam o espaço em um lugar de encontro com o divino.

Música Litúrgica: A Beleza do Som

Entre todas as formas de arte presentes na liturgia, a música ocupa um lugar privilegiado. Como disse Santo Agostinho, “quem canta, reza duas vezes”. A música não apenas acompanha a celebração, mas é parte essencial dela, ajudando os fiéis a elevar o coração a Deus.

Os cantos litúrgicos devem ser escolhidos com cuidado, levando em conta o tempo litúrgico, o tema da celebração e a participação da comunidade. Hinos, salmos e ações de graças são instrumentos que reforçam a mensagem da liturgia, unindo os participantes em uma experiência de oração e louvor.

Formar para Criar: A Importância da Formação em Liturgia e Arte

Para que a arte litúrgica cumpra plenamente sua missão, é necessário que aqueles que trabalham na criação e execução dessas obras recebam uma formação adequada. Artistas, arquitetos, músicos e membros das equipes de liturgia precisam compreender não apenas os aspectos técnicos de sua arte, mas também seu significado espiritual e teológico.

A formação litúrgica deve incluir uma compreensão profunda do simbolismo cristão, do calendário litúrgico e das necessidades da celebração. Isso garante que a arte esteja sempre a serviço da liturgia, contribuindo para que os fiéis vivenciem a celebração de forma mais plena e enriquecedora.

As Irmãs Pias Discípulas do Divino Mestre têm uma longa tradição na integração entre liturgia e arte. Seu trabalho inclui desde a criação de objetos litúrgicos até a formação de equipes, sempre com o objetivo de promover a beleza que evangeliza e inspira.

Quando a arte é inserida na liturgia com significado e profundidade, ela não apenas embeleza, mas também une. A assembleia se sente parte de algo maior, conectada a gerações de cristãos que também encontraram na arte uma expressão de sua fé.

Os elementos artísticos atuam como sinais visíveis que apontam para realidades invisíveis, ajudando a comunidade a celebrar e vivenciar os mistérios da fé com mais intensidade. A harmonia entre espaço, som e gesto cria uma experiência litúrgica que transforma e edifica.

Liturgia e Arte Hoje: Desafios e Oportunidades

No mundo contemporâneo, a relação entre liturgia e arte enfrenta novos desafios. A globalização e as tecnologias trazem novas possibilidades, mas também exigem discernimento para garantir que a arte continue a servir à liturgia e não se torne apenas um elemento decorativo ou comercial.

Por outro lado, a diversidade cultural é uma grande riqueza para a arte litúrgica. Cada cultura tem sua forma de expressar a fé, e integrar essas expressões na liturgia é uma forma de enriquecer a experiência de todos.

A relação entre liturgia e arte é profunda e essencial para a vivência da fé cristã. A arte tem o poder de comunicar o sagrado, inspirar a oração e criar um ambiente propício para o encontro com Deus. Seja através da música, da arquitetura ou dos objetos litúrgicos, a beleza sempre desempenha um papel fundamental na evangelização e na experiência de fé.

As Irmãs Pias Discípulas do Divino Mestre, comprometidas com a integração entre liturgia e arte, oferecem recursos, formação e inspiração para ajudar comunidades a transformar suas celebrações em experiências profundas e significativas. Descubra mais sobre este trabalho e permita que a beleza da arte transforme sua vivência litúrgica.

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