FESTA DO DIVINO MESTRE

A meditação intitulada “Festa do Divino Mestre” foi proferida por o Bem-aventurado Tiago Alberione em 8 de janeiro de 1961, na Cripta do Santuário de Santa Maria Rainha dos Apóstolos, em Roma. Dirigida à Família Paulina, a reflexão é voltada de modo especial a todos os que vivem o chamado ao ministério e ao magistério na Igreja, aqueles que têm a missão de formar, ensinar e santificar.

Partindo da vida de Jesus Cristo, Alberione contempla sobretudo o período da vida oculta em Nazaré, tempo de silêncio, trabalho e crescimento, para destacar a importância da formação interior como fundamento de toda missão apostólica. Assim como Jesus “crescia em sabedoria, idade e graça”, também o discípulo-mestre deve crescer antes de ensinar: o fruto da vida pública depende da solidez da vida interior.

Os quatro pilares da formação segundo Alberione

Na meditação, o Fundador da Família Paulina apresenta quatro dimensões essenciais da formação dos mestres, inspiradas na ação de Jesus com seus apóstolos:

  1. Doutrina – Jesus oferece aos discípulos o conteúdo da nova lei, a lei do Evangelho e da caridade. O verdadeiro mestre é aquele que transmite a doutrina de Cristo, que é a própria Verdade.
  2. Exemplo de vida – O Mestre ensina uma moral de perfeição, que liberta o coração do mundo e convida à pobreza, castidade e obediência. A coerência de vida é parte essencial do magistério.
  3. Graça – Cristo comunica aos seus a vida sobrenatural. Sem a união com Ele, não há fecundidade apostólica. O mestre deve ser canal da graça e não apenas transmissor de ideias.
  4. Autoridade – Finalmente, Jesus envia: “Ide e ensinai”. O verdadeiro magistério nasce do envio e da missão recebida, e por isso é exercido com autoridade e fidelidade.

Mestre e discípulo: uma mesma missão

Alberione recorda que a formação é uma caminhada conjunta: não basta haver bons mestres se não houver discípulos abertos e dóceis ao aprendizado. A missão educativa cristã exige uma unidade viva entre quem ensina e quem aprende, onde ambos crescem na fé e na graça.

Toda a Família Paulina é chamada a viver essa dimensão magisterial. Seja na redação, na técnica ou na difusão, todos participam de um mesmo corpo moral e espiritual que tem a missão de sempre aprender de Jesus e sempre dar Jesus. O apostolado, portanto, é uma forma de ensino, um magistério vivido com amor e coerência.

Um magistério que se oferece

A meditação conclui com um apelo profundamente espiritual: o magistério não se limita a palavras ou publicações. Ele é uma oferta de vida. Inspirando-se em São Paulo, Alberione recorda: “Entrega o Evangelho, mas ainda mais, entrega-te a ti mesmo, a tua vida.”

Assim, toda celebração e todo apostolado se tornam oferenda. Na Eucaristia, centro da missão, o mestre e o discípulo unem-se para oferecer a própria existência, fazendo da vida um magistério vivo que comunica Cristo ao mundo.

Para ler e meditar

Ao ler o texto Festa do Divino Mestre, é importante perceber como Alberione entrelaça a Palavra de Deus, a experiência da formação humana e espiritual, e a missão apostólica. Ele convida a cada um a contemplar Jesus como modelo supremo de Mestre e a viver, no cotidiano, o mesmo espírito de obediência, amor e entrega que marcou a vida de Nazaré.


🔗 Texto original em italiano disponível em:
Opera Omnia – Festa del Divin Maestro (1961)


3. FESTA DO DIVINO MESTRE

…mas somente àqueles que entraram ou entram no ministério, no magistério.
Jesus ensinou a vida privada com o exemplo, retirado na solidão daquela pequena aldeia de Nazaré, onde “crescia em sabedoria, idade e graça”², “era-lhes submisso”³, humilde, exercitando-se na profissão de carpinteiro.
A vida privada, a vida retirada, assume importância pelo que se aprende, pelo que se realiza e se vive durante os anos de formação. Disto depende o fruto da vida pública. Tanto se realizará na vida pública quanto houver de preparação correspondente, isto é, suficiente, melhor.
Não se pode esperar mais também por outra razão: porque quem deverá ensinar e ser mestre, deve ser dotado de graça, deve ser santo, pois seu primeiro ofício é dar o exemplo e rezar pelas almas.
Jesus viveu a pobreza, a diligência no amor ao Pai, a obediência em tudo, exercitando-se na submissão a Maria e a José. E ali crescia.
Em redor, os vizinhos, os parentes, não se davam conta do seu admirável progresso e da sua vida interior, mas Ele crescia, e sua sabedoria, sua virtude e seu espírito de oração o acompanhavam — cresciam à medida que Ele crescia nos dias e nos anos daquela vida.

A parte da formação é decisiva para o seguimento da vida. É decisiva e, por isso, requer reflexão tanto de quem é mestre quanto de quem é discípulo. Eis o exemplo.
Quando São Pio X⁴ promulgou os novos regulamentos para a formação daqueles que deveriam tornar-se mestres⁵, exclamou-se: Pio X penetrou o espírito do Evangelho também sob este aspecto: “Instaurare omnia in Christo”⁶, isto é, a formação dos futuros mestres.

E o que fez Jesus durante sua vida pública?
A maior parte do tempo dedicou à formação das vocações.
Certamente pregou ao povo, mas durante suas pregações os apóstolos não estavam ausentes, ao contrário, estavam presentes, e, além disso, em suas pregações há muito que se refere unicamente aos apóstolos.

Eis: Ele se dedicou como Mestre aos seus noviços; primeiro os procurou — procurou as vocações.
Esse é um empenho de todos.
Se nós não chegamos a isso, não seguimos Jesus nem interpretamos seu modo de conduzir a vida pública e de formar seus discípulos, os futuros mestres.

Primeiro, as vocações: buscá-las.
Segundo, formá-las.
E como as formou?
Fez com que permanecessem com Ele, para que vissem como Ele vivia, o que dizia, o espírito com que operava e as provas que dava de ter vindo como Mestre: “Falou-nos por meio do Filho”⁷ — falou-nos Jesus.

Agora, querendo formar aqueles doze Mestres da humanidade, o que fez Jesus? Quatro coisas:

  1. Primeiro, forneceu-lhes a doutrina e revelou os segredos da nova lei — a lei evangélica, a lei do amor.
    E eles se maravilharam quando Ele, por exemplo, pronunciou o sermão da montanha, quando estabeleceu a nova lei, a lei da caridade, e depois agiu em conformidade com ela.
    Forneceu a matéria que os mestres devem ensinar.
    Ele era a própria doutrina, a própria verdade.
    Nós somos mestres apenas na medida em que pregamos a Ele, isto é, repetimos seu ensinamento.
  2. Segundo, não apenas deu aos apóstolos o exemplo de vida, mas ensinou-lhes uma lei moral, uma lei de perfeição que desprendesse o coração do mundo, que os fizesse sair de suas casas e famílias, mostrando-lhes que para eles havia uma missão imensamente maior do que a dos simples cristãos.
    Ensinou-lhes a pobreza, a castidade, a obediência; corrigiu-os muitas vezes quando mostravam não compreender a nova lei.
    “Até quantas vezes devo perdoar? Setenta vezes sete”⁸.
    A nova lei, que conhecemos pelos Evangelhos e pelas Cartas dos apóstolos, especialmente de São Paulo, que a interpretou e aplicou a casos particulares.
  3. Em terceiro lugar, Jesus deu aos apóstolos a graça, pois as almas devem ser confortadas pela graça, pela ajuda de Deus, e devem receber a nova vida, a vida sobrenatural.
    “Quem não permanecer em mim”⁹ — disse Jesus — “não pode chegar à graça”, e portanto não pode possuir a vida eterna.
    E os sacerdotes são dotados do poder de celebrar a Missa e comunicar a graça.
  4. Quarto, era necessário conceder aos novos mestres a “licença”, isto é, autorizá-los ao ensino com autoridade: “Ide, pregai e ensinai a fazer o que vos tenho dito e depois batizai em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”¹⁰.
    Assim, forneceu aos mestres tudo o que precisavam para cumprir sua missão.

Os mestres são, especialmente, os sacerdotes: o Papa, mestre infalível; os bispos, unidos a ele; e os sacerdotes que, sob sua direção, cumprem a missão de ensinar, guiar e santificar.
Tudo recebem de Jesus Cristo e devem ser administradores fiéis, como diz São Paulo¹¹, mestres fiéis, cumprindo juntos o magistério da palavra, o governo das almas e o ministério da graça e da salvação¹².

Eis então esses novos mestres que partem de Jerusalém, difundem-se pelo mundo e, com sua obra, sua palavra, seu exemplo e a comunicação da graça, fazem discípulas todas as nações: “Ide e fazei discípulas todas as nações”.

Eis o dever próprio dos mestres: realizar essas quatro coisas em relação aos que estão em formação.
E quem está em formação deve escutar e abraçar a doutrina, desde o catecismo até a teologia e a especialização; aprender o que é a moral, o direito, a ascética, a mística; e ser dotado dos meios de graça, isto é, possuir o poder de conferir a graça e o poder de celebrar, pois da Missa derivam os rios da graça e, portanto, a autoridade.

Nós ensinamos em nome de Jesus Cristo e é dever que nos escutem.
Assim, mestres e discípulos unidos para formar o novo Mestre, o Mestre do Novo Testamento, aquele que um dia deverá ser o Mestre do povo: “Foi-me dado todo o poder”¹³ e “Ide e ensinai”. “Como o Pai me enviou, assim eu vos envio”¹⁴ — a missão.
Portanto, Mestres completos, mas é necessário que existam discípulos completos.

Aqui, porém, é preciso fazer uma observação:
Como todo o nosso apostolado é ensino, o corpo moral da Família Paulina exerce esse ofício de ensinar. Tanto quem faz a redação quanto quem realiza a parte técnica ou a parte de divulgação, todos juntos constituem o corpo moral; todos juntos somos mestres.
Então: sempre aprender de Jesus, sempre dar Jesus.
Isto é o apostolado.

Leiam atentamente os artigos das Constituições que se referem a isso¹⁵:
primeiro, a Igreja, a doutrina da Igreja;
segundo, a Bíblia e celebrai o Ano Bíblico;
terceiro, a Tradição, representada de modo especial pelos Padres e escritores eclesiásticos, particularmente pelos ensinamentos dos Sumos Pontífices.

Portanto, a Missa: para quem está na vida privada, a Missa; para quem já exerce o magistério, unidos todos, ofereçamos tudo a Jesus.
E vós, durante a Missa, no ofertório, apresentai algum fruto do vosso magistério.
São Paulo diz a Tito: “Cuida de transmitir o Evangelho, mas, mais ainda, dá a ti mesmo, a tua vida”¹⁶.
Ofereçamos a nós mesmos, não só o magistério, todas as edições e todo o trabalho apostólico, mas a nossa própria vida consagrada a esta missão, vivendo ao máximo, quanto possível, o magistério de Jesus.
Portanto, oração e, por outro lado, imitação.


¹ Meditação feita à Família Paulina em Roma, na Cripta do Santuário de Santa Maria Rainha dos Apóstolos, em 8 de janeiro de 1961. Transcrição de fita: A6/an 91b = ac 155b. Falta a primeira parte.
² Cf. Lc 2,52.
³ Cf. Lc 2,51: “…estava-lhes submisso”.
⁴ Pio X, Giuseppe Sarto (1835–1914), Papa desde 1903. Seu pontificado foi marcado, em parte, pela luta contra o modernismo. Reformou a liturgia, atuou nos campos catequético e pastoral. Foi canonizado em 29 de maio de 1954 por Pio XII.
⁵ Cf. Pio X, Haerent Animo, Exortação Apostólica ao Clero Católico, 4 de agosto de 1908.
⁶ Lema do pontificado de Pio X. Cf. Ef 1,10: “…reunir em Cristo, como cabeça, todas as coisas…”.
⁷ Cf. Hb 1,2: “…falou-nos por meio do Filho”.
⁸ Cf. Mt 18,22.
⁹ Cf. Jo 15,5-6.
¹⁰ Cf. Mt 28,19.
¹¹ Cf. 1Cor 4,1-2.
¹² Don Alberione refere-se ao tríplice múnus do sacerdote: magistério da Palavra, ministério da graça e governo das almas.
¹³ Cf. Mt 28,18.
¹⁴ Cf. Jo 20,21.
¹⁵ Cf. Constituições de 1953, arts. 258-259.
¹⁶ Cf. Tt 2,7; cf. também 1Tm 4,11-12.


CRESCER EM JESUS CRISTO, CAMINHO, VERDADE E VIDA

O texto “Crescer em Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida” é uma meditação proferida por Pe. Tiago Alberione às Pias Discípulas do Divino Mestre, em 14 de novembro de 1966, como preparação espiritual para o centenário do martírio dos santos Pedro e Paulo. Nesta reflexão simples e profunda, Alberione conduz as religiosas a contemplar o mistério do crescimento interior em Cristo, partindo da afirmação evangélica: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14,6).

Texto em italiano: APD66

O autor convida à introspecção e à oração, destacando que, assim como o corpo precisa de alimento material, a alma necessita ser continuamente nutrida pela graça. Esse alimento espiritual é o próprio Cristo, que se oferece na Eucaristia e na Palavra como fonte de vida abundante. Alberione explica que o verdadeiro crescimento cristão consiste em conformar a vontade, o pensamento e o amor aos de Cristo — caminhando em obediência (Caminho), iluminando a mente pela fé (Verdade) e vivendo no amor a Deus e ao próximo (Vida).

A meditação propõe um exame de consciência: estamos realmente crescendo em Jesus Cristo? Estamos deixando que Ele viva em nós, como dizia São Paulo: “Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim” (Gl 2,20)? Com esse chamado, Alberione recorda que a santidade é um processo contínuo, que dura até o último suspiro, e que se alimenta na oração, na fidelidade à vocação e no amor à Igreja.

Lida hoje, essa meditação conserva toda a sua atualidade: é um convite à formação interior, à vida eucarística e à comunhão com o Espírito do Concílio Vaticano II, que renovava a Igreja naquele tempo. Alberione, com sua clareza e fervor, nos convida a crescer com Cristo, por Cristo e em Cristo — até que seja Ele a viver plenamente em nós.

55. CRESCER EM JESUS CRISTO, CAMINHO, VERDADE E VIDA

Meditação à Comunidade das Pias Discípulas do Divino Mestre em preparação ao ano centenário do martírio dos santos Pedro e Paulo.
Roma, Via Portuense 739, 14 de novembro de 1966

Neste tempo, especialmente em novembro e dezembro, somos convidados a refletir e a rezar. Façamos, pois, uma breve meditação. Devemos considerar que o ser humano é composto de alma e corpo, e que se alimenta com o alimento material; mas, além do corpo, há aquilo que é o homem em sua essência, isto é, a vida sobrenatural. Assim como o corpo precisa de alimento, também a alma necessita de nutrição, sim, a alma que, quando vive em estado de graça, cresce em santidade e continua a corresponder ao amor de Deus. Devemos, portanto, considerar esta vida sobrenatural, a vida da graça, a vida que Jesus Cristo nos concedeu.

A alma precisa de alimento espiritual para crescer. O Senhor disse: “Vim para que tenham vida, e a tenham em abundância” (Jo 10,10). São Paulo também nos ensina a crescer em Jesus Cristo (cf. Ef 4,15). E o mesmo São Pedro exorta: “Crescei em espírito, em Cristo” (cf. 1Pd 2,2). Assim, recebemos esta vida sobrenatural, uma vida que pode crescer continuamente. O homem, quando chega aos 20 ou 22 anos, já não cresce mais fisicamente. Mas a alma, sim, quando vive na graça e deseja verdadeiramente crescer em Cristo, pode crescer dia após dia, ano após ano, até o fim da vida presente. Crescer, sim! O próprio Jesus nos fez compreender isso quando o Evangelho diz que Ele “crescia em sabedoria, em estatura e em graça” (Lc 2,52).

Qual é, então, o nosso alimento? É o próprio Jesus Cristo. Ele se fez pão, e o pão é transformado n’Ele. Jesus é o alimento de nossas almas; e cada dia, a vida espiritual se torna mais vigorosa. Assim, de que nos nutrimos? Alimentamo-nos do próprio Cristo, até o ponto em que Ele domina plenamente a parte humana de nosso ser. Então se realiza o que diz São Paulo: “Vivit vero in me Christus”: é Cristo quem vive em mim (Gl 2,20).

Jesus Cristo disse de si mesmo: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14,6). Ele é aquele que nos alimenta.

“Eu sou o Caminho”: crescer em Jesus Cristo, Caminho, significa caminhar como Ele quer, trilhar o caminho da santificação, o caminho da vontade, isto é, o caminho da obediência. Peçamos ao Senhor o dom de oferecer-Lhe nossa vontade. Ele é o Caminho, aquele que nos indica a obediência ao desígnio do Pai.

“Eu sou a Verdade”: é Ele quem ilumina nossa mente. Devemos fazer com que nossos pensamentos se tornem os pensamentos de Cristo, que as verdades que guiam nossa vida sejam as que estão n’Ele. Assim, além do alimento da vontade, há o alimento da mente, a fé. Crescemos na fé quando pensamos como Cristo, quando deixamos que Ele pense em nós.

“Eu sou a Vida”: a vida é o amor a Deus e ao próximo. Jesus amou o Pai e amou as almas. Assim, meditando o que Ele disse de si mesmo — Caminho, Verdade e Vida —, pouco a pouco, Cristo entra em nós, formando em nosso interior a vontade, o pensamento, a fé e a caridade. A nutrição espiritual é contínua, especialmente a partir da Profissão religiosa, quando o crescimento deve tornar-se mais abundante. Há almas que progridem rapidamente, e outras que caminham mais devagar, algumas até retrocedem em certos momentos.

Examinemo-nos, então: estamos crescendo em Jesus Cristo? Crescemos segundo a Sua vontade? Nossa vontade está realmente submissa à d’Ele? E quanto à fé, ao amor? Como estamos caminhando? Neste tempo de maior recolhimento e oração, o crescimento espiritual se fará sentir cada vez mais. Há também almas que retrocedem mas, segundo o espírito que vos anima, estou convencido de que em vós há, dia após dia, um crescimento de vida. Assim, pouco a pouco, podemos chegar a dizer com São Paulo: “Mihi vivere Christus est” (“para mim, viver é Cristo”) (Fl 1,21); “já não sou eu quem vivo, mas é Cristo que vive em mim” (Gl 2,20).

Tomar São Paulo como protetor não é apenas porque foi pregador ou escritor, mas porque foi uma alma transformada em Cristo. É isso o que quero dizer nesta meditação: que nos conformemos à vida de São Paulo.

Em breve será enviada uma circular a toda a Família Paulina, pois nos aproximamos do centenário de São Pedro e São Paulo (1867–1967). No próximo ano, se o Senhor nos conservar a vida, deverá ser um tempo de nos aproximarmos mais de São Paulo, de seus pensamentos, de seus sentimentos. Sua vida foi toda ordenada a Cristo, toda voltada a Deus. Comecemos, pois, lendo a vida de São Paulo: há boas biografias disponíveis, e pensando em como poderemos expressar nosso afeto, nossa veneração e nossa oração.

Rezemos a São Paulo para que nos ajude a nos aproximar cada vez mais de Jesus Cristo, até que seja Ele quem viva em nós. Quando a alma cresce verdadeiramente, ainda assim pode crescer mais, alcançar uma santidade sempre maior, conforme as graças e o tempo que Deus nos concede.

Tenhamos este desejo, este propósito. Rezemos também a São Paulo por toda a Família Paulina: pelos que ingressam, pelos que crescem, e pelos que procuram corresponder à própria missão e vocação. Rezemos.

Hoje, a Família Paulina está presente em todos os cinco continentes: Europa, Ásia, África, América e Oceania. Rezemos, em primeiro lugar, pelas vocações; depois, por uma formação autenticamente paulina; pela santificação da vida religiosa; e, por fim, pelos frutos apostólicos, pelos frutos que chegam às almas com as quais entramos em contato. Rezemos, pois, por todos, por toda a humanidade, especialmente neste centenário.

Além disso, rezemos para que a Igreja possa realizar plenamente tudo o que foi estabelecido pelo Concílio Vaticano II. É uma graça imensa! Creio que já lestes os discursos do Papa nas audiências. Devemos acolher todos os seus pensamentos e desejos, acompanhá-lo com fidelidade. É admirável vê-lo trabalhar tanto, e o quanto Deus o tem sustentado em saúde. Rezemos por ele. É realmente um Pontífice suscitado por Deus para as necessidades deste tempo.

Concluindo: crescer, crescer sempre. Até quando? Até o último respiro. Entreguemos a Jesus Cristo nossa vontade, nossa mente, nosso coração. Cresçamos n’Ele, com Ele e por Ele.

E, por fim, sintamo-nos membros vivos e atuantes na Igreja, não vivendo apenas para nós mesmos, mas para a Igreja e para o Senhor. Eternidade! Eternidade!

Seja louvado Jesus Cristo.

78º ANIVERSÁRIO DA APROVAÇÃO DIOCESANA DAS PIAS DISCÍPULAS DO DIVINO MESTRE

Texto do Secretariado de Espiritualidade do Governo Geral PDDM

3 de abril de 2025

Neste dia especial, celebramos com gratidão o 78º aniversário da Aprovação Diocesana da Congregação das Pias Discípulas do Divino Mestre (PDDM), ocorrida em 3 de abril de 1947, na cidade de Alba. Com o coração cheio de louvor, rendemos graças ao Mestre Divino por ter suscitado nossa Congregação e confirmado-a na Igreja.

A liturgia deste dia nos convida a acolher Jesus como a manifestação do amor do Pai. Ele é o Enviado, aquele a quem o próprio Deus dá testemunho. Nossa esperança está inteiramente nele, e nosso desejo é buscar unicamente a glória do Pai.

Relembramos, com emoção, os trechos do documento de fundação do Instituto, escrito e assinado pelo Beato Timóteo Giaccardo em nome do Fundador:

“Veneráveis Pias Discípulas do Divino Mestre, em memória de sua Paixão, hoje o Divino Mestre, em seu amor sem medidas e sem limites, instituiu a Eucaristia e o Sacerdócio. Neste dia sacerdotal e no mesmo amor, Ele lhes concede uma vida jurídica nova, plena e própria, e as chama a prestar ao seu Sacerdócio um contributo de oração e apostolado, segundo sua condição e com pleno amor. […] À Venerável Mestra M. Escolástica Rivata, que foi como a nutriz das Pias Discípulas e sua Mestra até a instituição canônica própria, deseja-se que seja demonstrada filial gratidão, respeito, deferência e piedade, como todas as Pias Discípulas desejam manifestar. […] A caridade do Pai, a graça do Divino Mestre e as doces comunicações do Espírito Santo estejam sempre com vocês.”

Com alegria e espírito renovado, reafirmamos nosso compromisso de viver as quatro estrelas que guiam nossa Congregação desde o 10º Capítulo Geral: interculturalidade, missão, discernimento e formação integral e contínua. Estes são os “projetos do coração de Deus (Salmo 32) para nós, suas discípulas, na Igreja e na humanidade de hoje”.

Oremos juntas pela nossa Congregação:

“Jesus Mestre,
Te confiamos nossa Congregação.
Vive em nós, tuas discípulas,
para que, renovadas na caridade,
possamos irradiar-te no mundo
como Caminho, Verdade e Vida,
até o dia da eterna Liturgia.
Amém.”

Neste Ano Jubilar da Igreja, seguimos firmes como peregrinas da esperança, elevando nosso canto de louvor ao Senhor. Que esta celebração fortaleça nossa missão e renove nossa caminhada na fé!

Jesus como Cumprimento da Aliança: Esperança, Autoridade e Libertação

Comentário sobre os textos bíblicos de 21 de janeiro de 2025

Por Ir. Julia de Almeida, pddm

Textos de hoje na íntegra, veja no link: https://espacoorante.piasdiscipulas.org.br/litugia-do-dia/

Os três textos apresentados para a liturgia de hoje (20/01/2025) — o Evangelho segundo Marcos 2,23-28, a Leitura da Carta aos Hebreus 6,10-20 e o Salmo 110(111),1-2.4-5.9 e 10c — estão interligados principalmente pelos temas da aliança de Deus, fidelidade, salvação e a reinterpretação das leis em Cristo. Vejamos as relações entre eles:

1. A Aliança de Deus e a Fidelidade

  • O Salmo 110(111) celebra a fidelidade de Deus à Sua aliança com o povo. Ele lembra que Deus é bom, clemente e nunca se esquece de Sua aliança. Essa fidelidade divina é um tema central em todos os textos, pois Deus se compromete com Seu povo e garante Suas promessas.
  • Em Hebreus 6,10-20, a carta fala do juramento de Deus a Abraão e como, por meio de dois atos irrevogáveis (a promessa e o juramento), Ele reafirma a esperança de salvação. Essa esperança é descrita como uma âncora segura e firme para os cristãos, que têm Cristo como mediador dessa promessa. Jesus, como sumo-sacerdote eterno na ordem de Melquisedec, é a garantia da aliança e da salvação.
  • No Evangelho de Marcos, Jesus se posiciona como Senhor do sábado, redefinindo a interpretação das leis antigas. Ele afirma que o sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado, implicando que a verdadeira aliança com Deus não se resume à observância legalista de rituais, mas deve ser vivida de forma que atenda às necessidades humanas, como exemplificado pela história de Davi.

2. A Autoridade de Cristo

  • Em Marcos 2,23-28, Jesus declara que Ele é o Senhor do sábado, posicionando-se como autoridade superior à interpretação legalista dos fariseus. O sábado, enquanto parte da Lei de Moisés, é reinterpretado por Jesus, que destaca a necessidade de atender às necessidades humanas e não sobrecarregar as pessoas com regras que não são conforme o espírito da aliança de Deus. Ele, portanto, afirma sua autoridade como Filho do Homem, que é superior à Lei.
  • A autoridade de Cristo também é mencionada em Hebreus 6,20, onde Ele é descrito como o precursor e sumo-sacerdote eterno. Ele entra no santuário celestial, abrindo caminho para que os fiéis possam ter acesso direto a Deus. Assim, em ambos os textos, Jesus é apresentado como aquele que cumpre e reinterpreta a antiga aliança para trazer um novo caminho de salvação.

3. A Esperança e a Salvação

  • Hebreus 6,10-20 fala de esperança como uma âncora firme e segura para a vida dos cristãos, apontando para a confiança nas promessas de Deus, cumpridas em Cristo. A esperança é encontrada em Cristo, o sumo-sacerdote que garante a salvação eterna.
  • No Salmo 110(111), Deus envia libertação ao Seu povo e confirma Sua aliança. Isso é uma preparação para a promessa de salvação que se cumpre em Cristo, que, como Sumo-Sacerdote, oferece a verdadeira libertação.
  • Marcos 2,23-28, embora focado na interpretação do sábado, também indica que a salvação e a misericórdia de Deus estão acima das regras e rituais externos. Jesus vem para dar ao povo um descanso verdadeiro, que vai além da simples observância de normas, apontando para a verdadeira libertação em Deus.

4. A Reinterpretação das Leis

  • No Evangelho de Marcos, Jesus reformula a observância do sábado, ensinando que a Lei não deve ser um peso, mas um meio de promover o bem-estar do ser humano. Isso também se relaciona com a Carta aos Hebreus, onde a fidelidade à promessa de Deus não está nas observâncias externas, mas em Cristo, o sumo-sacerdote eterno.
  • Em Hebreus 6, a confiança nas promessas e a perseverança são enfatizadas como respostas mais profundas à aliança de Deus, que se cumpriu em Cristo. Isso implica que a verdadeira observância da aliança de Deus é vivida pela fé em Jesus, não por rituais externos.

Conclusão

Esses textos, embora abordem temas distintos, estão unidos pela fidelidade de Deus à Sua aliança, a autoridade de Cristo como mediador da nova aliança, a reinterpretação das leis e a esperança de salvação que é garantida em Cristo. O Evangelho de Marcos redefine a prática religiosa à luz de Cristo, enquanto a Carta aos Hebreus reafirma a base da nossa esperança na fidelidade de Deus, consumada na obra de Cristo como sumo-sacerdote eterno. O Salmo 110 complementa, exaltando a justiça e a salvação de Deus, e lembrando que Ele se lembra sempre de Sua aliança com o Seu povo.

SOLENIDADE DE JESUS MESTRE E PASTOR, CAMINHO, VERDADE E VIDA 2023

No último Domingo de outubro, como Família Paulina, celebramos Jesus Mestre e Pastor, Caminho, Verdade e Vida, fonte de toda a nossa espiritualidade.

A Solenidade de Jesus Mestre foi marcada pela oração nas comunidades. Fomos convidadas, na Oração de Vésperas, realizar um tríduo em preparação para este grande dia. Na maioria das regiões, a celebração ocorreu no dia 28/10/2023, sábado.

A nossa espiritualidade de Discípulas do Divino Mestre está centrada em Jesus Mestre e Pastor, Caminho, Verdade e Vida. Esta mesma devoção foi dada pelo Pe. Tiago Alberione a toda Família Paulina. Jesus é a razão essencial da nossa vida e da nossa missão apostólica a serviço da Eucaristia, do Sacerdócio e da Liturgia.

Seguindo o itinerário do ano litúrgico, alimentamos o nosso ser e a nossa ação na escuta da palavra do Mestre Divino. Ele ensina a verdade que proporciona trilhar o caminho de Deus com fidelidade (Mc 12,14). Portanto, Jesus garante que se permanecemos nele e em suas palavras produziremos muitos frutos (Jo 15,7-8). Assim, colaboramos para que todos tenham vida e a tenham em abundância (Jo 10,10).

Com a liturgia do 30º Domingo do Tempo Comum, a Família Paulina foi convidada a ouvir a pergunta do fariseu. Segundo Mateus 22,34-40, “os fariseus ouviram dizer que Jesus tinha feito calar os saduceus. Então eles se reuniram em grupo. Um deles perguntou a Jesus, para experimentá-lo: ‘Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?’ Jesus respondeu: ‘`Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento!’ Esse é o maior e o primeiro mandamento. O segundo é semelhante a esse: `Amarás ao teu próximo como a ti mesmo’. Toda a Lei e os profetas dependem desses dois mandamentos”.

O Pe. Claudiano Avelino dos Santos, ssp, provincial dos Padres e Irmãos Paulinos, na sua homilia na Paróquia Santo Inácio e São Paulo Apóstolo, salientou o desejo e carinho do Bem-aventurado Pe. Tiago Alberione pela devoção a Jesus Mestre.

E prosseguiu:

A devoção a Jesus Mestre não coloca em evidência uma parte de Jesus. Não que eu esteja me desfazendo das outra devoções. Pelo contrário, é uma devoção que olha o todo do Senhor Jesus como Mestre e Pastor, Caminho, Verdade e Vida. Assim, quando reconhecemos Jesus como Mestre, nós nos tornamos seus alunos, seus discípulos. E desejamos aprender Dele tudo.

Algumas características deste “magistério” de Jesus: no evangelho de hoje, vemos e ouvimos os fariseus apresentando uma visão dúbia, com intenção maliciosa. A primeira coisa que podemos apontar é que, no tempo de Jesus, Ele apresentava o Evangelho com verdadeira autoridade e poder. Portanto, Jesus não estava preocupado com aparências. Longe disto, Ele criticava esta atitude. Ele deseja que a nossa santidade e justiça venha do fundo do coração e venha do empenho profundo do seguimento.

Tudo que Jesus apresenta é fruto de profunda união com o Pai pela oração. Nós também não devemos dar ênfase às aparências. Devemos aprender de Jesus esta verdadeira autoridade. Jesus era misericordioso e atendo às necessidades das pessoas. Ele olhava para as multidões e sabia a necessidades dela.

A escola de Jesus não é teórica. É a escola onde aprendemos a servir e cuidar uns dos outros. É isto que desejamos uns aos outros: servir e amar sem reservas, tomando a nossa cruz de cada dia”.

A Festa de Jesus Mestre , em São Paulo, foi realizada na Igreja Santo Inácio e São Paulo Apóstolo, Vila Mariana/SP, no dia 28 de outubro, sábado, às 16h. Abaixo disponibilizamos as fotos também das celebrações ocorridas nas comunidades das Pias Discípulas de Brasília/DF, Rio de Janeiro/RJ, Olinda/PE, Caxias do Sul/RS e Manaus/AM.

As celebrações nos diversos estados do Brasil onde a Família Paulina foi marcada pela comunhão e fraternidade. Em São Paulo, a Solenidade de Jesus Mestre foi marcada pelo Encontro Vocacional da Congregação dos Padres e Irmãos Paulinos, que aconteceu de 27 a 29 de outubro. Os vocacionados vieram para a celebração. Participaram os seguintes jovens: Marcos Vinicius (Sergipe); Vinicius Gabriel (Minas Gerais); Luan Antônio (São Paulo); Ronaldo Pereira (Rio Grande do Sul); Diego Almeida (Paraíba); Miguel Prevelato (São Paulo); Ueslei Cruz (São Paulo); Tiago Soares (Manaus); Alecsander Gonçalves (São Paulo).

Também, neste dia, agradecemos a Deus pelo ingresso nos Cooperadores Paulinos Amigos do Divino Mestre de mais cinco membros que fizeram as promessas: Mirlei Correa de Souza e Ednalva Maria de Melo Silva (Manaus); Jussara Ursulina Vasconcelos de Brito (São Paulo); e Luiz Fernando Domingos de Medeiros e Maria Aparecida Menezes da Costa (Rio de Janeiro).

Ao final da celebração em São Paulo, o pe. Claudiano deu a palavra para Ir. Marilez Furlanetto, provincial das Pias Discípulas no Brasil. Ela iniciou falando da Jussara, cooperadora paulina, que havia feito as promessas, como esta vocação da família que se alimenta da nossa espiritualidade para seguir o discipulado de Jesus Mestre e Pastor, Caminho, Verdade e Vida. A Jussara é filha de Ivete e Antônio, que já são Cooperadores Paulinos. É uma família que é próxima da espiritualidade paulina desde a Raposo Tavares, primeira comunidade e casa das Discípulas no Brasil. Por isto, as promessas da Jussara foram ainda mais emocionantes pelo caminho feito em família centrada no espírito de Jesus Mestre e Pastor, Caminho, Verdade e Vida.

Ir. Marilez, pddm, agradeceu ao pe. Claudiano, ssp, que presidiu a celebração, ao Pe. Danilo, ssp, pároco da Paróquia Santo Inácio e São Paulo Apóstolo e a todos os paroquianos que acolheram a Família Paulina.

Recordou também a fala do Bem-Aventurado Tiago Alberione: “configuremo-nos a Cristo, até chegarmos à perfeição a que somos chamados”.

E continuou:

Jesus nos faz sempre mais seus e suas discípulas. E Alberione tinha esta certeza e nos apresentou Jesus, o Divino Mestre e Pastor, Caminho, Verdade e Vida.

Nesta alegria compartilhamos o itinerário para a celebração do Centenário da Congregação que será no dia 10 de fevereiro de 2024. O que nos impulsiona neste período de preparação ao Jubileu é estarmos como as mulheres do Evangelho, nos passos de Jesus. Como Madalena, com seu testemunho, que nos diz: “Eu vi o Senhor!”.

Se vimos o Senhor, nos colocamos a caminho e testemunhamos com a Igreja, com os Amigos (Amigos do Divino Mestre), com a Família Paulina, com todos os que seguem esta escola do Divino Mestre, que há uma beleza neste encontro com Jesus. Mas também que há um envio. Por isto, afirmamos: “A beleza do encontro e a alegria do mandado deste projeto de Deus”.   

Assim, somos todos convidados a sermos discípulos missionários de Jesus. Parabéns para todos nós, aos jovens (presentes para o encontro vocacional dos paulinos) que temos a coragem de escolhermos o caminho de Jesus.

Que sejamos abençoados e que possamos contar sempre com a bondade e fidelidade de Deus nas nossas vidas, na nossa história, na história da Congregação e da Família Paulina. Obrigada a todos por esta participação nesta bela celebração”.

Na celebração de São Paulo, estavam presentes os Padres e irmãos Paulinos, as Irmãs Filhas de São Paulo, Irmãs Pastorinhas, Irmãs Apostolinas, Cooperadores Paulinos e Institutos Paulinos.

Após a celebração, houve uma pequena confraternização organizada pelas Pias Discípulas para celebrar o encontro entre família e a Solenidade de Jesus Mestre.

COMUNIDADES DE SÃO PAULO COM A FAMÍLIA PAULINA:

Festa de Jesus Mestre e Pastor

COMUNIDADE DIVINO MESTRE, BRASÍLIA/DF:

COMUNIDADE CRISTO REDENTOR, RIO DE JANEIRO/RJ:

COMUNIDADE DIVINO MESTRE, MANAUS/AM:

COMUNIDADE DIVINO MESTRE, OLINDA/PE:

COMUNIDADE DIVINO MESTRE, CAXIAS DO SUL/RS:

ENCONTRO ONLINE

No domingo, dia 29 de outubro, como todos os anos, a Província brasileira das Pias Discípulas do Divino Mestre se reuniu online para partilhar a vida. Neste ano, especialmente fomos motivadas, no espírito de comunhão, memória e gratidão, mergulharmos na preparação para a Celebração do Centenário da nossa fundação.

Por isso, a Equipe de Criação propôs que durante o mês de outubro cada Irmã buscasse, “nos seus tesouros”, fotografias, cartas, vídeos, escritos – ou mesmo alguma memória que queira deixar registrada – da sua caminhada na Congregação. O objetivo é fazer, para a festa do Centenário, uma exposição virtual com o material coletado.

Durante a live online, feita pelo Meet, as Irmãs e Cooperadores foram divididos em grupos para partilhar as belezas do caminho feito até agora e a projeção para os próximos 100 anos. Foi uma tarde leve e descontraída.

Ao final do dia, celebramos, cada uma na sua comunidade, o Ofício de Vésperas, terminando as festividades de Jesus Mestre.

Com o bem-aventurado Tiago Alberione invocamos Jesus Mestre: Ó Jesus, caminho entre o Pai e nós, tudo vos ofereço e de vós tudo espero. Ó Jesus verdade, que eu seja luz do mundo. Ó Jesus vida, vivei em mim, para que eu viva em vós. (Livro de orações da Família Paulina, p.186).

Invocações a Jesus Mestre

Jesus Mestre, santificai a minha mente e aumentai a minha fé.

Jesus, Mestre na Igreja, atraí todos à vossa escola.

Jesus Mestre, libertai-me do erro, dos pensamentos inúteis e das trevas eternas.

Ó Jesus, caminho entre o Pai e nós, tudo vos ofereço e de vós tudo espero.

Ó Jesus, caminho da santidade, fazei que eu seja vosso fiel seguidor.

Ó Jesus caminho, tornai-me perfeito como o Pai que está no céu.

Ó Jesus vida, vivei em mim, para que eu viva em vós.

Ó Jesus vida, não permitais que eu me separe de vós.

Ó Jesus vida, fazei-me viver eternamente na alegria de vosso amor.

Ó Jesus verdade, que eu seja luz do mundo.

Ó Jesus caminho, que eu seja exemplo e modelo para as pessoas.

Ó Jesus vida, que minha presença leve em toda parte graça e consolação.

Acompanhe a Celebração Eucarística do dia da Solenidade de Jesus Mestre:

Outras informações sobre o CENTENÁRIO DA CONGREGAÇÃO DAS PIAS DISCÍPULAS DO DIVINO MESTRE:

SOLENIDADE DE JESUS MESTRE E PASTOR, CAMINHO, VERDADE E VIDA

Neste último domingo de outubro, dia 30, as Irmãs Pias Discípulas junto com a Família Paulina, celebra a Solenidade de Jesus Mestre e Pastor, Caminho, Verdade e Vida. Celebrações em todas as regiões do Brasil marcaram este dia.

Com os textos do 31º Domingo do Tempo Comum, o evangelho nos convida a olharmos para Zaqueu, o homem que queria “ver Jesus”. Ver indica o desejo firme de fazer parte do seu Reino e da sua comunidade de salvação. E Jesus colocou em Zaqueu todo seu amor dando a ele a vida eterna.

Em São Paulo, a Família Paulina se reuniu na Casa das Irmãs Pias Discípulas em Cabreúva/SP. Quem presidiu a celebração foi o neo-presbítero, pe. Danilo Alves Lima, ssp. Confira a homilia do Pe. Danilo na íntegra para este dia:

“Dentre as maravilhosas heranças carismáticas que o Bem-aventurado Tiago Alberione nos deixou – e são muitas! – a maior delas é, sem dúvida, ter-nos deixado Jesus Cristo, Divino Mestre, como o centro da nossa espiritualidade. A nossa espiritualidade é cristocêntrica. Jesus é o centro! Jesus é o motivo pelo qual nos consagramos, vivemos em comunidade, fazemos apostolado. Um dia fomos chamados e respondemos ao seu convite. E aqui estamos, buscando a cada dia ser pessoas melhores, no serviço a Deus e à Igreja.
Jesus Mestre é o centro da espiritualidade de nossa Família Paulina. Jesus é o centro de toda a nossa vida cristã. É para ele que devemos manter fixos os nossos olhos. É por ele que devemos gastar a nossa vida, servindo aos irmãos e as irmãs, sobretudo os pobres, pois é com ele que viveremos eternamente felizes no Reino dos céus. Essa é a nossa esperança! Jesus, Divino Mestre e Pastor, Caminho, Verdade e Vida é o centro, o sentido de nossa existência! O Cristo Metre, o Cristo integral, o Cristo total.
Jesus Mestre, o único Mestre. Escreve o Padre Alberione: “Jesus Cristo Mestre. Jesus disse: ‘Quanto a vós, não permitais que vos chamem de mestre, pois um só é o vosso Mestre’ (Mt 23,8). E por que entre nós se usa muito, e para tantas pessoas, esse título? Existe “professor” e existe “mestre”. O professor instrui a mente, comunicando aquilo que estudou. E muitos são os professores. Jesus, por sua vez, é o único Mestre, enquanto é Caminho, Verdade e Vida. Ele é a própria Verdade; é o Caminho que nos conduz ao céu, à salvação; é a Vida de graça sobre a terra, e a Vida bem-aventurada no céu. Dar em plenitude Jesus Cristo ao mundo, este é o nosso apostolado” (CISP 571).
Dar em plenitude Jesus Cristo ao mundo, como fez Maria – “a editora do Verbo divino” – eis a nossa missão. E nós sabemos como o mundo tem sede de Jesus, da Boa Notícia que ele trouxe. Nós não podemos nos acomodar diante das dificuldades; são muitas as crises que querem a todo custo nos desanimar: crise vocacional, crise financeira, crise até mesmo existencial. Essas crises só terão espaço se perdemos o foco, se desviarmos o nosso olhar de Jesus. Porque as estruturas do nosso apostolado são importantes, e devemos cuidar delas, é verdade; mas as estruturas com pessoas doentes, física e espiritualmente, não tem sentido; a estrutura sem pessoas não tem razão de existir. As estruturas passam e passarão, mas as pessoas não. O dever de dar Jesus em plenitude ao mundo, o Cristo Mestre integral, continuará sendo a razão pela qual a Família Paulina existe. Seja nos grandes centros de apostolado, seja no encontro com uma pessoa, seja simplesmente a nossa presença. Felizes seremos se ouvirmos: “Eis um membro da Família Paulina, eis um anunciador de Jesus Cristo”. Tristeza, ao contrário, se ouvirmos: “Eis um membro da Família Paulina. Eis um comerciante”. Deus nos livre disso, e nos faça verdadeiros anunciadores de Jesus, com a nossa vida e com o nosso apostolado.
Mas para que isso aconteça, para que sejamos capazes de anunciar o Cristo em plenitude ao mundo, nós precisamos fazer uma experiência com ele. Uma experiência que transforme a nossa vida. Não é possível anunciar o que não experimentamos. O nosso discurso será vazio, não tocará os corações. O encontro pessoal com Jesus é que dá eficácia ao nosso apostolado, é que dá sentido à nossa vida.
Minhas irmãs e meus irmãos, não são necessários grandes eventos, ocasiões extraordinárias para fazermos uma experiência com Jesus. O Evangelho de hoje nos mostra isso. Zaqueu estava levando a sua vida na normalidade de seus dias, “chefe dos cobradores de impostos e muito rico”. Como sabemos, não era visto com bons olhos pelos outros. Tratavam Zaqueu como “pecador”. Quantas vezes nós também não olhamos com bons olhos nossos irmãos e irmãs. Somos incapazes de ver algo bom neles, só defeitos. E, para isso, a vida comunitária pode aguçar essa capacidade em nós. Olhamos para os outros com olhos de julgamento; Jesus olha para nós, como olhou para Zaqueu, com os olhos da compaixão e da misericórdia.
Antes desse olhar transformador, Zaqueu procurava ver Jesus, mas não conseguia porque era baixo. Essa informação é no mínimo curiosa. Santo Ambrósio, comentando esse versículo diz: “O que pode significar o fato de os evangelhos não mencionarem a estatura de nenhum outro personagem, e de Zaqueu sim? Talvez Zaqueu seja dito pequeno de estatura porque encolheu-se sob o peso da própria malícia ou pela pequena fé que tinha. Não se curvou diante do Cristo porque na ocasião ainda não o conhecia”.
Por isso, sobe na árvore. Para ver Jesus de cima, sem se misturar com a multidão que seguia o Mestre. Jesus passa e percebe a presença de Zaqueu. Ninguém passa despercebido por Jesus. Olhou para cima. Imaginemos a doçura do olhar de Jesus. Os outros olhavam Zaqueu como pecador; Jesus o olha como filho de Abraão. Jesus tem o olhar de compaixão, que é próprio de Deus. É isso que nos lembra a linda oração tirada do livro da Sabedoria, que ouvimos na primeira leitura: “Senhor, de todos tens compaixão, porque tudo podes. Sim, amas tudo o que existe e não desprezas nada do que existe; porque, se odiasse alguma coisa, não a terias criado. A todos, porém, tu tratas com bondade, porque tudo é teu, Senhor, amigo da vida”.
É, portanto, esse olhar de compaixão de Jesus, Divino Mestre, esse olhar de misericórdia que transforma a vida, que devemos experimentar e anunciar em plenitude ao mundo. Ao encontrar-se com Jesus, Zaqueu abandonou a vida que levava, para começar outro modo de viver ao lado de Jesus. Lembrou-se dos pobres, inclusive!
Que a celebração desta Eucaristia, que a celebração de cada eucaristia, cada encontro com Jesus no Pão, na Palavra e nas pessoas transforme a nossa vida. Que a salvação trazida por Jesus entre na casa do nosso coração. Assim, seremos felizes anunciadores do Cristo Mestre, Caminho, Verdade e Vida”.

Veja as fotos das celebrações nas outras regiões do Brasil:

Comunidade Divino Mestre, Olinda/PE:

Comunidade Divino Mestre, Brasília/DF

Comunidade Divino Mestre, Caxias do Sul/RS

“Jesus, o Mestre, Pastor, caminho, Verdade e vida é o coração da nossa espiritualidade apostólica. O nosso Fundador se apressa em esclarecer em Jesus, Mestre, para nós não é um daqueles tantos mestres, mas o único Mestre, Caminho, Verdade e Vida “.

Neste domingo dia 30 de outubro de 2022, a comunidade das Irmãs P. Discípulas do Divino Mestre juntamente como os Amigos e as Amigas do Divino Mestre, Irmãs Pastorinhas, colaboradores e parentes, se reuniram para celebrar a Eucaristia na capela Divino Mestre Caxias do Sul – RS. A celebração foi presidida pelo padre Daniel D’Agnoluzzo Zatti, pároco da Paróquia São Ciro. A celebração foi orante, ministerial e participativa.

 Em nossa oração recordamos, a inteira Congregação, das Irmãs Pias Discípulas e todos os membros que constituem a grande Família Paulina que vivem a Espiritualidade de Jesus Mestre Pastor, Caminho, Verdade e Vida.  Após a celebração continuamos a partilha e a convivência. Momento de gratidão pela presença de todos.

Pelo grupo, Ir. Analice L. Balestrin

Comunidade Divino Mestre, Manaus/AM

Comunidade Irmã Modesta, Codajás/AM

Comunidade Cristo Redentor, Rio de Janeiro/RJ