III MARATONA SACROSANCTUM CONCILIUM DESTACA IMPORTÂNCIA LITÚRGICA NA VIDA DA IGREJA

No dia 4 de dezembro de 2025, data em que a Igreja celebra o aniversário de promulgação da Sacrosanctum Concilium, documento que inaugurou a renovação litúrgica do Concílio Vaticano II, foi realizada a terceira edição da Maratona Sacrosanctum Concilium. A transmissão ocorreu ao vivo pelo canal das Pias Discípulas do Divino Mestre, em parceria com outras instituições nacionais da pastoral litúrgica no Brasil. A programação, que se estendeu das 8h às 20h, reuniu especialistas, músicos, religiosos, religiosas e leigos engajados, todos com o objetivo comum de aprofundar a compreensão sobre este texto fundamental para a liturgia da Igreja Católica.

Um documento que mudou a relação dos fiéis com a liturgia

Para muitos católicos, o nome Sacrosanctum Concilium pode parecer distante ou técnico. Trata-se, porém, de um documento decisivo na história recente da Igreja. Promulgado em 1963, durante o Concílio Vaticano II, ele estabeleceu princípios que orientam até hoje a celebração da liturgia, ou seja, tudo aquilo que diz respeito às missas, sacramentos, orações comunitárias e ritos oficiais da Igreja.

Seu propósito foi aproximar os fiéis da vida litúrgica, incentivando uma participação mais consciente, ativa e frutuosa. A língua local nas celebrações, o cuidado com os símbolos e a relação entre música e oração são alguns dos temas que o documento aborda de maneira profunda e orientadora.

É por isso que, mesmo décadas depois, a Sacrosanctum Concilium continua sendo um “tesouro de inestimável valor”, expressão escolhida como tema desta edição da maratona. Cada mesa da programação destacou como este texto ainda ilumina a prática pastoral, a formação litúrgica e, especialmente neste ano, a música litúrgica, elemento essencial para a oração comunitária.

Um dia inteiro dedicado à formação

Durante doze horas de programação contínua, a Maratona Sacrosanctum Concilium apresentou, a cada hora, uma mesa temática. O formato dinâmico e acessível permitiu que pessoas de diferentes regiões do país pudessem participar ao vivo, enviando comentários, perguntas e partilhando suas experiências.

Entre os conteúdos abordados, estiveram:

  • a missão da música litúrgica na comunidade cristã;
  • o papel dos ministérios musicais na animação da celebração;
  • a relação entre canto e oração;
  • a formação espiritual e técnica dos músicos litúrgicos;
  • elementos da tradição da Igreja que sustentam o canto litúrgico;
  • experiências pastorais que mostram como a música pode unir, educar e evangelizar.

As mesas foram compostas por músicos, teólogos, religiosas, padres, professores e agentes da pastoral litúrgica que, com linguagem acessível, explicaram tanto os fundamentos da Sacrosanctum Concilium quanto seu impacto nas comunidades de fé.

Por que falar de música litúrgica?

A escolha do tema deste ano não foi por acaso. A música é um dos meios mais diretos de participação da assembleia na celebração. Ela acolhe os fiéis, ajuda a expressar a fé e conduz a comunidade ao mistério celebrado.

A Sacrosanctum Concilium dedica um capítulo inteiro à música litúrgica, sublinhando que o canto não é elemento decorativo, mas parte integrante e necessária da liturgia. A maratona buscou traduzir essa dimensão para o público de hoje, mostrando que:

  • a música litúrgica deve favorecer a oração;
  • o canto precisa estar integrado ao rito;
  • a escolha musical requer sensibilidade pastoral e formação sólida;
  • músicos litúrgicos têm um papel ministerial dentro da celebração.

Os convidados apresentaram reflexões que uniram história, espiritualidade e prática pastoral, ajudando os participantes a compreender a profundidade do tema e seu impacto no cotidiano das comunidades.

Participação crescente e compromisso com a formação

Esta foi a terceira edição da Maratona Sacrosanctum Concilium, consolidando-se como um espaço anual de formação e aprofundamento. O formato online permitiu ampliar o alcance, reunindo participantes de diferentes regiões do Brasil e até do exterior.

Os organizadores destacam que o objetivo não é apenas celebrar o aniversário da Sacrosanctum Concilium, mas oferecer um percurso formativo acessível, gratuito e de qualidade, que contribua para a vivência litúrgica nas paróquias, comunidades e grupos de pastoral.

Ao longo das edições, percebe-se um interesse crescente das pessoas em compreender melhor a liturgia e, sobretudo, o significado da música dentro da prática celebrativa. Muitos participantes comentaram que a maratona os ajudou a redescobrir a beleza e a profundidade da liturgia da Igreja.

Conteúdo disponível para quem quiser aprofundar

A transmissão completa da maratona ficou gravada no canal das Pias Discípulas do Divino Mestre no YouTube. Dessa forma, quem não pôde acompanhar ao vivo pode assistir às mesas individualmente, revisar momentos importantes e utilizar o conteúdo em cursos, encontros de formação e atividades pastorais.

O convite permanece aberto: entrar no canal, inscrever-se e “maratonar” este conjunto de reflexões que ajudam a compreender por que a Sacrosanctum Concilium continua sendo um marco na vida da Igreja e um guia indispensável para todos que servem na liturgia, especialmente os que atuam na música.


Assista à III Maratona Sacrosanctum Concilium:
https://www.youtube.com/watch?v=NIDm9yOLr2o



Nesta Maratona de Liturgia 2025, meditarmos sobre o Capítulo VI da Sacrosanctum Concilium , “A Música Sacra”. Abaixo, o texto deste precioso capítulo sobre a música litúrgica (quem quiser o texto completo da Sacrosanctum Concilium, CLIQUE AQUI) :

CAPÍTULO VI – A MÚSICA SACRA

V 112. A tradição musical da Igreja universal é um tesouro de inestimável valor, que excede todas as outras expressões de arte, sobretudo porque o canto sagrado, intimamente unido ao texto, constitui parte necessária ou integrante da Liturgia solene.

Não cessam de a enaltecer, quer a Sagrada Escritura, quer os Santos Padres e os Romanos Pontífices, que ainda recentemente, a começar por S. Pio X, sublinharam com mais insistência a função ministerial da música sacra no culto divino.

A música sacra será, por isso, tanto mais santa quanto mais intimamente unida estiver à ação litúrgica, quer 1) como expressão delicada da oração, quer 2) como fator de comunhão, quer 3) como elemento de maior solenidade nos ritos sagrados.

A Igreja aprova e aceita no culto divino todas as formas autênticas de arte, desde que dotadas das qualidades requeridas. O sagrado Concílio, fiel às normas e determinações da tradição e disciplina da Igreja, e não perdendo de vista o fim da música sacra, que é a glória de Deus e a santificação dos fiéis, estabelece o seguinte:

R 113. A ação litúrgica reveste-se de maior nobreza quando é celebrada de modo solene com canto, com a presença dos ministros sagrados e a participação ativa do povo. Observe-se, quanto à língua a usar, o art. 36; quanto à Missa, o art. 54; quanto aos sacramentos, o art. 63; e quanto ao Ofício divino, o art. 101.

L 114. Guarde-se e desenvolva-se com diligência o património da música sacra. Promovam-se com empenho, sobretudo nas catedrais, as “Scholae cantorum”. Procurem os Bispos e demais pastores de almas que os fiéis participem ativamente nas funções sagradas que se celebram com canto, na medida que lhes compete e segundo os art. 28 e 30.

V 115. Dê-se grande importância nos Seminários, Noviciados e casas de estudo de religiosos de ambos os sexos, bem como noutros institutos e escolas católicas, à formação e prática musical. Para o conseguir, procure-se preparar também e com muito cuidado os professores que terão a missão de ensinar a música sacra.

Recomenda-se a fundação, segundo as circunstâncias, de Institutos Superiores de música sacra.

Os compositores e os cantores, principalmente as crianças, devem receber também uma verdadeira educação litúrgica.

R 116. A Igreja reconhece como canto próprio da liturgia romana o canto gregoriano; terá este, por isso, na ação litúrgica, em igualdade de circunstâncias, o primeiro lugar.

Não se excluem todos os outros gêneros de música sacra, mormente a polifonia, na celebração dos Ofícios divinos, desde que estejam em harmonia com o espírito da ação litúrgica, segundo o estabelecido no art. 30.

L 117. Procure terminar-se a edição típica dos livros de canto gregoriano; prepare-se uma edição mais crítica dos livros já editados depois da reforma de S. Pio X.

Convirá preparar uma edição com melodias mais simples para uso das igrejas menores.

V 118. Promova-se muito o canto popular religioso, para que os fiéis possam cantar tanto nos exercícios piedosos e sagrados como nas próprias ações litúrgicas, segundo o que as rubricas determinam.

R 119. Em certas regiões, sobretudo nas Missões, há povos com tradição musical própria, a qual tem excepcional importância na sua vida religiosa e social. A esta música se dê o devido reconhecimento e o lugar conveniente, tanto na educação do sentido religioso desses povos como na adaptação do culto à sua índole, segundo os art. 39 e 40. Por isso, procure-se cuidadosamente que, na sua formação musical, os missionários fiquem aptos, na medida do possível, a promover a música tradicional desses povos nas escolas e nas ações sagradas.

L 120. Tenha-se em grande apreço na Igreja latina o órgão de tubos, instrumento musical tradicional e cujo som é capaz de dar às cerimônias do culto um esplendor extraordinário e elevar poderosamente o espírito para Deus.

Podem utilizar-se no culto divino outros instrumentos, segundo o parecer e com o consentimento da autoridade territorial competente, conforme o estabelecido nos art. 22 § 2, 37 e 40, contanto que esses instrumentos estejam adaptados ou sejam adaptáveis ao uso sacro, não desdigam da dignidade do templo e favoreçam realmente a edificação dos fiéis.

V 121. Os compositores possuídos do espírito cristão compreendam que são chamados a cultivar a música sacra e a aumentar-lhe o patrimônio.

Que as suas composições se apresentem com as características da verdadeira música sacra, possam ser cantadas não só pelos grandes coros, mas se adaptem também aos pequenos e favoreçam uma ativa participação de toda a assembleia dos fiéis.

Os textos destinados ao canto sacro devem estar de acordo com a doutrina católica e inspirar-se sobretudo na Sagrada Escritura e nas fontes litúrgicas.

Dom Jerônimo Pereira, monge beneditino do Mosteiro de São Bento de Olinda, mestre em Sagrada Teologia com especialização em liturgia pastoral, pelo Instituto de Liturgia Pastoral de Pádua (Itália – 2012), doutor em Sagrada Liturgia, pelo Pontifício Instituto Litúrgico de Roma, Santo Anselmo (Itália, 2016) e especialista em música litúrgica pelo mesmo Pontifício Instituto romano. Ensina nos Institutos italianos onde estudou; na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) e na Universidade Católica Rainha do Sertão (Quixadá), é membro do Centro de Liturgia Dom Clemente Isnard, articulista da Revista de Liturgia, membro da Equipe de reflexão para a pastoral litúrgica da CNBB e atual presidente da Associação dos Liturgistas do Brasil (ASLI).

Ir. Priscilla Daniele, religiosa do Instituto das Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora do Bom Conselho. É formada em Licenciatura em Música pela UFPE, especialização em Música Litúrgica pela Unicap, participou de diversos encontros de Compositores e Letristas promovido pela CNBB e atualmente estuda Regência de Coro no Pontifício Instituto de Música Sacra em Roma

Pe Danilo César, presbítero da Arquidiocese de Belo Horizonte. Mestre em Liturgia pelo Pontifício Instituto Litúrgico de Roma-It. Doutor em Liturgia pela FAJE-CAPES (BH). Professor de Liturgia da PUC-Minas e membro da Celebra, Rede Nacional de Animação Litúrgica. Articulista da Revista de Liturgia. Atua na recepção e promoção da reforma litúrgica do Concílio Vaticano II.

Frei Wanderson Luiz Freitas – presbítero da Ordem do Carmo, atuando na Arquidiocese de Olinda e Recife, compositor, membro da Equipe de Reflexão em Música Litúrgica da CNBB e assessor de liturgia do Regional Nordeste II da CNBB.

Glauber Inocêncio – Leigo, membro do Centro de Liturgia Dom Clemente Isnard. É formado em Teologia pelo Seminário Arquidiocesano da Paraíba, especialista em Liturgia pelo CLDCI/UNISAL, e também é Engenheiro Eletricista.

Adenor Leonardo – Doutor em Teologia pela Université Laval (Québec – Canadá); Mestre em Música pela UDESC (Florianópolis – SC); Membro da ASLI (Associação dos Liturgistas do Brasil); Membro da Equipe de Reflexão em Música Litúrgica da CNBB; Professor, regente e compositor.

Pe Jair Costa é Mestrando em Teologia Sistemática pela PUC Rio e especialista em Liturgia Cristã pela Faculdade Jesuíta de Belo Horizonte (FAJE). Graduado em Teologia pela Faculdade Dehoniana de Taubaté SP, atualmente é o assessor de música na Comissão Episcopal para a Liturgia da CNBB. Presbítero da diocese de Guarulhos, atuou na formação litúrgica e musical dos seminários da Diocese. Participou do Curso Ecumênico de Liturgia e Música (CELMU), onde foi professor de violão. Foi um dos fundadores do Projeto de Educação Musical na diocese de Guarulhos, e coordenador da Pastoral Litúrgica.

Caetana Cecília Filha é especialista em Liturgia Cristã pela Faculdade Jesuíta de Belo Horizonte (FAJE) e em Educação Musical pela Faculdade Paulista de Artes (FPA). Bacharela em Sociologia, fez cursos de teatro, música, expressão corporal e dança em escolas livres de arte da ECA – USP.  Atuou por 10 anos nas oficinas de teatro no Curso de Teologia Popular do CESEP – Curso de Verão em São Paulo. Foi professora de técnica vocal no  Curso Ecumênico de Liturgia e Música (CELMU) de 2013 a 2016. Foi uma das fundadoras do Projeto de Educação Musical na diocese de Guarulhos por 19 anos, onde atuou como coordenadora pedagógica. Participou da organização do hinário de cantos litúrgicos para a Diocese de Guarulhos. É Professora de liturgia e canto nos seminários da Diocese de Guarulhos.

Michelle Arype Girardi Lorenzetti é doutora em Música, com ênfase em Educação Musical, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). É mestra em Música (Educação Musical), bacharela em Música (Habilitação em Canto) e licenciada em Música, também pela UFRGS. Concluiu, em 2012, a pós-graduação lato sensu em Música Ritual (FACCAMP), em Campo Limpo Paulista/SP. Atuou como educadora musical em escolas de educação básica da rede privada de Porto Alegre, em escolas de música, em projetos sociais e em outros contextos não escolares. Entre setembro de 2018 e julho de 2019, foi professora substituta no Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) Campus Porto Alegre, e, de 2021 a 2024, no Campus Alvorada. Concluiu, em 2022, estágio de pós-doutorado na UFRGS. Desde 2014, atua como formadora litúrgico-musical em Seminários Maiores.

Frei Joaquim Fonseca, pertence à Ordem dos Frades Menores. É bacharel em música e doutor em Teologia, pela PUC-SP. Foi assessor nacional da CNBB para a música litúrgica (2003-2006) e coordenador geral do canto e da música na V Conferência do Episcopado Latino-Americano e Caribenho de Aparecida, em 2007. Coordenou a publicação do livro: “Liturgia das Horas – Música” (CNBB – Paulus). É o idealizador e coordenador da coleção: “Liturgia e música” da Editora Paulus. É professor de Liturgia e Arte Cristã, e assessora cursos de formação litúrgico-musical em todo o País. 

Dom Jerônimo Pereira, monge beneditino do Mosteiro de São Bento de Olinda, mestre em Sagrada Teologia com especialização em liturgia pastoral, pelo Instituto de Liturgia Pastoral de Pádua (Itália – 2012), doutor em Sagrada Liturgia, pelo Pontifício Instituto Litúrgico de Roma, Santo Anselmo (Itália, 2016) e especialista em música litúrgica pelo mesmo Pontifício Instituto romano. Ensina nos Institutos italianos onde estudou; na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) e na Universidade Católica Rainha do Sertão (Quixadá), é membro do Centro de Liturgia Dom Clemente Isnard, articulista da Revista de Liturgia, membro da Equipe de reflexão para a pastoral litúrgica da CNBB e atual presidente da Associação dos Liturgistas do Brasil (ASLI).

Madre Martha Lúcia Ribeiro Teixeira, osb. Abadessa do Mosteiro de Nossa Senhora da Paz, Itapecerica da Serra (SP).

Madre Agnes Alves Garcia Santos Silva, osb. Abadessa do Mosteiro de Nossa Senhora das Graças, Belo Horizonte (MG)

Dom Anselmo Giaretta, osb. Monge da Abadia da Ressurreição, Ponta Grossa (PR)

Ir. Penha Carpanedo, Mestra em liturgia, Redatora da Revista de Liturgia, coautora do Ofício Divino das Comunidades, membro da Rede Celebra.

Daniela Oliveira, Mestre em Artes (UFU), Doutora em Performances Culturais (UFG), Membro Rede Celebra, do Centro de Liturgia Dom Clemente Isnard e Membro Equipe Reflexão Música  CNBB

Daniel Oliveira, Doutor em Ciências da Religião pela PUC-Goiás, com estágio doutoral no Pontifício Instituto Litúrgico Santo Anselmo.

João Lucas – Licenciado em Educação Musical (UEMG), Mestre em Práticas Musicais (UEMG), Pós-graduando em Liturgia (IFITEG/CELEBRA), Leigo da Arquidiocese de Belo Horizonte, Membro da Rede CELEBRA.

Pe Jair Costa é Mestrando em Teologia Sistemática pela PUC Rio e especialista em Liturgia Cristã pela Faculdade Jesuíta de Belo Horizonte (FAJE). Graduado em Teologia pela Faculdade Dehoniana de Taubaté SP, atualmente é o assessor de música na Comissão Episcopal para a Liturgia da CNBB. Presbítero da diocese de Guarulhos, atuou na formação litúrgica e musical dos seminários da Diocese. Participou do Curso Ecumênico de Liturgia e Música (CELMU), onde foi professor de violão. Foi um dos fundadores do Projeto de Educação Musical na diocese de Guarulhos, e coordenador da Pastoral Litúrgica.

Pe Wallison Rodrigues é especialista em Liturgia Cristã pela Faculdade Jesuíta de Belo Horizonte (FAJE). Graduado em Teologia pela PUC Goiás, participou dos Encontros de Compositores da CNBB desde 2014.  É membro da Equipe de Reflexão de Música da Comissão Episcopal para a Liturgia da CNBB, realizando várias formações e encontros na área de liturgia e música litúrgica. Regente do Coral São Luiz Gonzaga, é compositor de música litúrgica e gravou vários CDs nesta direção. É presbítero da Diocese de São Luís de Montes Belos e pároco em Turvânia GO.

Raquel Schneider. Arquiteta, Especialista em Espaço Litúrgico, Arquitetura e Arte Sacra, Mestre em Teologia. Assessora do Setor Espaço Litúrgico Comissão Episcopal para a liturgia da CNBB.

Ignez Filipino Graduada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF (2005). Mestre em Engenharia Civil (Sistemas de Gestão, Produção e Qualidade e Desenvolvimento Sustentável) pela Universidade Federal Fluminense – UFF (2008). Especialista em Espaço Litúrgico – Arquitetura e Arte Sacra pelo Centro Universitário Salesiano de São Paulo – UNISAL (2020). Graduanda em Filosofia pela Universidade Federal de São João del Rei – UFSJ (desde 2016).  Membro da Comissão de Bens Culturais da Diocese de São João del Rei (desde 2014).

Frei Telles Ramon, é frade presbítero da Ordem de Nossa Senhora das Mercês, também conhecidos como Mercedários. Atualmente é pároco da paróquia Nossa Senhora das Mercês, na cidade do Rio de Janeiro. Graduado em filosofia e teologia, estudou música na FMU-FIAM/FAAM – São Paulo, pós-graduando em Liturgia pelo IFITEG/Rede Celebra, também membro da Celebra e desde 2018 atua como redator dos subsídios litúrgicos: folhetos Igreja em Oração (Missa e celebração dominical da palavra) das Edições CNBB.

João Lucas – Licenciado em Educação Musical (UEMG), Mestre em Práticas Musicais (UEMG), Pós-graduando em Liturgia (IFITEG/CELEBRA) Leigo da Arquidiocese de Belo Horizonte, Membro da Rede CELEBRA.



PE. TIAGO ALBERIONE: FUNDADOR DA FAMÍLIA PAULINA

Hoje, 26 de novembro, fazemos a memória litúrgica do Bem Aventurado Tiago Alberione, fundador da Família Paulina.

Padre Tiago Alberione nasceu em 4 de abril de 1884, em São Lourenço de Fossano, na Itália. Era o quinto filho de Miguel Alberione e Teresa Rosa Alloco, uma família simples de agricultores da região de Bra. De saúde frágil desde o nascimento, foi consagrado por sua mãe a Nossa Senhora das Flores, muito venerada na cidade. Teresa pedia que um de seus filhos fosse chamado ao sacerdócio — pedido que encontrou eco no coração do pequeno Tiago.

Uma vocação que despontou cedo

Aos seis ou sete anos, durante a primeira série, a professora perguntou às crianças o que desejavam ser no futuro. Tiago respondeu sem hesitar: “Eu vou ser padre!” Mais tarde, ele reconheceria essa convicção como sua “primeira luz clara”. Sua maturidade espiritual chamou a atenção dos professores e do pároco, padre João Batista Montersino, que permitiram que Tiago recebesse a Primeira Comunhão aos oito anos e meio, antes do costume da época.

Ingressou no Seminário Menor de Bra, onde viveu anos de estudo, oração e serenidade. Porém, de forma inesperada, foi afastado do seminário por motivos nunca bem esclarecidos. Tiago voltou para casa, mas não abandonou sua vocação. Contou com o apoio do irmão João Luís, que assumiu o trabalho na lavoura para que ele pudesse estudar, e com a ajuda generosa do padre Montersino, que intermediou sua entrada no Seminário de Alba, no outono de 1900.

A noite que mudou seu destino

Na virada do século, entre 1900 e 1901, o jovem seminarista participou de um congresso promovido pela diocese de Alba sobre os desafios da Igreja diante dos novos meios de comunicação. Após a Missa de Ano Novo, Tiago permaneceu em adoração diante do Santíssimo Sacramento. Naquela longa vigília, recebeu uma luz interior decisiva: sentiu-se chamado a “fazer algo pelo Senhor e pelos homens do novo século”, servindo a Igreja por meio da comunicação e em união com outras pessoas. Essa experiência marcou toda sua vida e missão.

Música: Noite de luz Roseli Santo e Dilvia Ludvichack Grupo Chamas

Ordenação e primeiros passos no apostolado

Tiago Alberione foi ordenado sacerdote em 29 de junho de 1907. Exerceu seu ministério inicialmente na paróquia de Narzole e, no Seminário de Alba, atuou como professor, bibliotecário e diretor espiritual. Também colaborou na Comissão Catequética Diocesana e na Associação da Boa Imprensa.

Em 1913, recebeu do bispo a direção do jornal diocesano Gazzetta d’Alba. Era o início concreto de um caminho que ele já intuía desde sua experiência diante da Eucaristia: evangelizar usando os novos meios de comunicação.

O nascimento da Família Paulina

Sentindo chegar “a hora de Deus”, em 1914 Padre Alberione adquiriu os equipamentos necessários para uma tipografia e, no dia 20 de agosto, iniciou a Escola Tipográfica, junto com dois jovens aprendizes. Ali nasceu a Pia Sociedade de São Paulo, primeira de dez fundações que dariam origem à Família Paulina.

Com o passar dos anos, surgiram outros institutos, cada um com missão própria, mas unidos pelo mesmo ideal apostólico:

  • Filhas de São Paulo
  • Pias Discípulas do Divino Mestre
  • Irmãs de Jesus Bom Pastor
  • Irmãs Apostolinas
  • Uniões seculares Jesus Sacerdote, São Gabriel Arcanjo, Nossa Senhora da Anunciação, Santa Família
  • Cooperadores Paulinos

Juntos, esses institutos formam a Família Paulina, dedicada a anunciar o Evangelho através dos meios de comunicação e das diversas expressões da cultura contemporânea.

Últimos anos e legado

Padre Tiago Alberione faleceu em Roma no dia 26 de novembro de 1971, aos 87 anos. Uma hora antes de sua morte, recebeu a visita do Papa Paulo VI, que o reconhecia como pioneiro e mestre da comunicação evangelizadora. Seu corpo repousa na cripta do Santuário Rainha dos Apóstolos, em Roma.

No dia 27 de abril de 2003, foi proclamado Bem-aventurado pelo Papa João Paulo II, que destacou seu “gênio criativo” e seu amor profundo pela Igreja e pela missão.



LITURGIA DO DIA: DOMINGO DA FESTA DA EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ

Liturgia do dia – Domingo, 14 de setembro de 2025
Exaltação da Santa Cruz – Festa – Ano C
24ª Semana do Tempo Comum

A Liturgia do dia nos convida a contemplar o mistério da Santa Cruz, sinal de salvação e vitória. A festa da Exaltação da Santa Cruz recorda que a cruz, antes instrumento de sofrimento e morte, tornou-se para os cristãos a árvore da vida, pela qual recebemos a redenção em Cristo.

Na primeira leitura (Nm 21,4b-9), o povo de Israel, ferido pelas serpentes no deserto, encontra na serpente erguida por Moisés o sinal de cura e salvação. Este gesto já anunciava o mistério de Cristo, elevado na cruz para dar vida ao mundo.

O salmo responsorial (Sl 77) nos convida a recordar as maravilhas de Deus, que sempre perdoa e salva o seu povo, mesmo quando este vacila na fidelidade.

Na segunda leitura (Fl 2,6-11), São Paulo apresenta o hino cristológico que proclama a obediência de Jesus até a morte de cruz. Por isso, Deus o exaltou, dando-lhe o nome acima de todo nome, diante do qual todo joelho se dobra.

O Evangelho (Jo 3,13-17) mostra que a cruz é o grande sinal do amor de Deus pela humanidade: “Deus amou tanto o mundo, que entregou o seu Filho único, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna”. A cruz não é derrota, mas manifestação plena da misericórdia e da vitória da vida sobre a morte.

A liturgia da Exaltação da Santa Cruz nos conduz ao coração do mistério cristão: a cruz, que aos olhos humanos é sinal de sofrimento e condenação, se torna em Cristo a plena revelação do amor de Deus e a fonte de vida eterna. O Evangelho de João nos apresenta Jesus como o Filho do Homem que desceu do céu e que deve ser elevado. Essa elevação possui um duplo sentido: histórico, pois se refere à sua entrega na cruz, e teológico, porque aponta também para sua glorificação junto do Pai. Assim como a serpente de bronze erguida por Moisés no deserto se tornou sinal de salvação para os que olhavam para ela, também o Filho do Homem, elevado na cruz, torna-se fonte de vida para todos os que nele crerem.

No centro do Evangelho está o versículo que muitos chamam de “pequeno evangelho”: “Deus amou tanto o mundo, que entregou o seu Filho único, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna”. Neste anúncio, encontra-se resumida toda a Boa Nova. Deus é o sujeito do amor, o mundo inteiro, mesmo em sua fragilidade e pecado, é o destinatário, e o Filho é o dom oferecido até a cruz. O fruto desta entrega é a vida eterna, concedida a quem se abre à fé. A cruz, portanto, não é o lugar da derrota, mas a epifania do amor gratuito e misericordioso de Deus, que não poupa o próprio Filho para salvar a humanidade.

O texto continua afirmando que Deus não enviou o Filho para condenar o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Esse detalhe é essencial: a cruz não é condenação, mas reconciliação; não é sinal da ira divina, mas do excesso de amor que gera salvação. O julgamento não é um castigo imposto, mas a escolha que cada pessoa faz diante do amor manifestado em Cristo. Quem crê encontra vida; quem rejeita permanece nas trevas.

Liturgicamente, a cruz é exaltada como altar do sacrifício, trono de glória e sinal de comunhão. No altar, Cristo se entrega totalmente ao Pai por amor à humanidade. No trono da cruz, Ele reina, pois é precisamente no abaixamento que se manifesta sua exaltação. Como sinal de comunhão, a cruz une o céu e a terra, reconciliando os homens com Deus e entre si. A festa de hoje nos convida, portanto, a olhar para a cruz não como peso, mas como caminho de amor e libertação, celebrando-a como sinal pascal de vitória.

Exaltar a cruz significa reconhecer que nela está a fonte de nossa fé, esperança e caridade. Na fé, porque acreditamos que a vida venceu a morte e que o amor é mais forte que o pecado. Na esperança, porque podemos carregar as nossas cruzes com confiança, certos de que em Cristo já participamos de sua ressurreição. Na caridade, porque somos chamados a viver a mesma entrega de amor que Ele viveu, transformando a vida em dom.

Assim, a Liturgia do dia nos leva a contemplar o grande paradoxo cristão: onde parecia haver derrota, resplandece a vitória; onde se via morte, nasce a vida; onde se esperava condenação, transborda a misericórdia. A cruz, hoje exaltada, é para nós a certeza de que Deus nunca desiste da humanidade, mas a envolve com um amor que se faz total entrega.

Origem da Festa da Exaltação da Santa Cruz

A festa da Exaltação da Santa Cruz remonta aos primeiros séculos do cristianismo e está ligada a acontecimentos marcantes na história da Igreja. Sua origem mais antiga está associada à peregrinação de Santa Helena, mãe do imperador Constantino, à Terra Santa, por volta do ano 326. Movida por profunda devoção, ela procurou os lugares santos ligados à vida de Jesus e, segundo a tradição, encontrou o lenho da verdadeira cruz em Jerusalém. Poucos anos depois, Constantino mandou erguer no local a imponente Basílica do Santo Sepulcro, dedicada em 13 de setembro de 335. No dia seguinte, 14 de setembro, a cruz foi solenemente apresentada aos fiéis, que a veneraram com grande devoção. Esse gesto litúrgico passou a ser celebrado anualmente, dando origem à festa da Exaltação da Santa Cruz.

A importância dessa celebração se fortaleceu ainda mais no século VII, quando o imperador bizantino Heráclio recuperou a relíquia da cruz, que havia sido roubada pelos persas em 614. Em 628, a cruz foi devolvida solenemente a Jerusalém, e esse evento se uniu à memória já existente do dia 14 de setembro, conferindo à festa caráter universal.

Desde então, a Igreja não celebra apenas a descoberta ou a recuperação de uma relíquia, mas sobretudo o mistério que a cruz revela: a vitória de Cristo sobre a morte e a manifestação suprema do amor de Deus. A cruz, que aos olhos do mundo foi instrumento de humilhação, é exaltada como trono da glória de Cristo e árvore da vida, da qual brota a salvação.

Por isso, a liturgia deste dia não se concentra no sofrimento da paixão, como acontece na Sexta-feira Santa, mas na alegria pascal da cruz redentora. Ao celebrarmos a Exaltação da Santa Cruz, contemplamos o sinal do amor infinito de Deus, que transforma aquilo que era derrota em vitória e aquilo que era morte em fonte de vida.

Que esta Liturgia do dia nos ajude a contemplar a cruz não como peso, mas como caminho de amor, entrega e salvação.

69 ANOS DE PRESENÇA DAS PIAS DISCÍPULAS NO BRASIL

Memória agradecida e fidelidade criativa à missão

No dia 26 de julho de 2025, celebramos com profunda gratidão os 69 anos da chegada das Irmãs Pias Discípulas do Divino Mestre ao Brasil. Foi em 1956 que as primeiras irmãs pisaram em terras brasileiras, vindas da Itália, acolhendo com generosidade o chamado da missão confiada pelo Bem-aventurado Tiago Alberione: ser presença orante, litúrgica e formativa no coração da Igreja e da Família Paulina.

Esses quase sete decênios de história são marcados por uma entrega silenciosa e fiel, construída dia a dia nas comunidades, nos bastidores da liturgia, na atenção aos ministros ordenados, na acolhida aos que buscam um espaço de silêncio e oração, na evangelização através da arte e da beleza.

Ao longo deste caminho, foram muitos os rostos, nomes e histórias que deram corpo à missão das Pias Discípulas no Brasil. Mulheres consagradas, discípulas e apóstolas do Divino Mestre, que, com simplicidade e ousadia, lançaram as sementes do carisma e cuidaram para que crescessem em solo brasileiro, sempre em sintonia com os tempos, as culturas e os desafios de cada época.

Hoje, a presença das Pias Discípulas se estende por diferentes regiões do país, com comunidades e centros de missão que continuam a proclamar, com a vida e o serviço, a centralidade da Eucaristia, da Palavra e da Liturgia na vida da Igreja.

Celebrar este aniversário é mais do que recordar o passado. É renovar o compromisso de ser hoje “memória viva de Jesus Mestre, Caminho, Verdade e Vida”, como nos lembra a espiritualidade que herdamos. É continuar, com fidelidade criativa, a missão iniciada por Ir. M. Escolástica Rivata e tantas irmãs que nos precederam, tendo os olhos fixos no Mestre que caminha conosco.

Nesta linda festa, recordamos com gratidão a vida e a fidelidade de nossas Irmãs jubilandas:
Ir. Neusa, Ir. Auxiliadora, Ir. Clarinda, Ir. Rosângela e Ir. Vera,
que celebram 60 anos de consagração religiosa. Suas vidas testemunham o “sim” perseverante, a comunhão fraterna e o amor apaixonado por Jesus Mestre, vivido no cotidiano da missão. Com elas, louvamos ao Senhor por tantas graças derramadas!

A Ele, a glória!
A Maria, Rainha dos Apóstolos, nossa confiança!
Aos irmãos e irmãs que caminham conosco, a nossa gratidão!

SOLENIDADE DE CORPUS CHRISTI: O PÃO QUE DÁ VIDA AO MUNDO

Quinta-feira, 19 de junho de 2025
“Dai-lhes vós mesmos de comer!” (Lc 9,13)

A Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (Corpus Christi) é uma das mais belas expressões da fé católica na presença real de Jesus Cristo na Eucaristia. Neste dia, a Igreja celebra com solenidade, louvor e gratidão o mistério do pão consagrado, que é o próprio Cristo, oferecido por amor ao Pai e por nós.

A festa teve início no século XIII e foi instituída oficialmente pelo Papa Urbano IV, diante do desejo de reafirmar a fé na Eucaristia em tempos de incerteza. Desde então, ela se tornou uma celebração que une liturgia, piedade e missão, levando o Corpo de Cristo a percorrer nossas ruas em procissão, como sinal de bênção e esperança.

As leituras proclamadas neste ano (Ano C) nos conduzem a uma profunda compreensão teológica da Eucaristia como presença viva, sacrificial e salvífica de Cristo.

Na primeira leitura (Gn 14,18-20), encontramos Melquisedec, figura enigmática e ao mesmo tempo profética, que oferece pão e vinho em ação de graças e bênção. Este gesto antigo, realizado por um sacerdote-rei, já prefigura a oferta eucarística de Cristo, Sumo e eterno Sacerdote, que nos alimenta com o pão da vida e o cálice da salvação. Não por acaso, o Salmo responsorial recorda: “Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem do rei Melquisedec!” (Sl 109/110,4).

A segunda leitura (1Cor 11,23-26) nos leva ao coração da ceia de Jesus. São Paulo transmite à comunidade aquilo que ele mesmo recebeu: “Isto é o meu corpo que é dado por vós. Fazei isto em minha memória.”

Celebrar a Eucaristia é tornar presente a entrega de Cristo, sua morte e ressurreição, até que ele venha. Trata-se de uma memória viva e transformadora: ao partilhar do mesmo pão e do mesmo cálice, a comunidade é chamada a se tornar o que recebe, Corpo de Cristo no mundo, unido, reconciliado e comprometido.

No Evangelho de Lucas (9,11b-17), Jesus multiplica os pães e peixes diante de uma multidão faminta. O cenário é revelador: Jesus acolhe, ensina, cura e alimenta. Diante da escassez, Ele não manda o povo embora, mas confia aos discípulos uma missão ousada: “Dai-lhes vós mesmos de comer.”

A multiplicação é mais do que um milagre físico: é sinal e antecipação da Eucaristia, onde Jesus toma o pão, ergue os olhos ao céu, pronuncia a bênção, parte e o entrega. É o mesmo gesto da Última Ceia, é o mesmo gesto da Missa.

Na Eucaristia, não apenas comungamos um alimento espiritual, mas aprendemos o gesto do dom: abençoar, partir e repartir. A lógica do Evangelho não é a do acúmulo, mas a da entrega. Por isso, “todos comeram e ficaram satisfeitos” e ainda sobrou.

A sequência litúrgica tradicional de Corpus Christi, atribuída a São Tomás de Aquino, é uma verdadeira catequese em forma de poesia. Em versos belíssimos, proclamamos o mistério de fé: “Faz-se carne o pão de trigo, faz-se sangue o vinho amigo: deve-o crer todo cristão.”

A sequência nos convida a olhar com fé para o altar: vemos pão e vinho, mas cremos no Cristo inteiro, que se dá em cada partícula da Hóstia e em cada gota do Cálice. Alimentar-se da Eucaristia é entrar em comunhão com o próprio Deus, é ser nutrido para a vida eterna.

A Eucaristia é presença. Não é apenas símbolo ou lembrança, mas o Senhor Ressuscitado realmente presente, que permanece conosco até o fim dos tempos. Adorá-Lo no Sacramento é reconhecer que Ele está vivo entre nós e que o altar é o centro e o coração da Igreja.

A Eucaristia também é missão. Como afirmou o Papa Francisco: “A Missa é o céu na terra, mas também é um apelo à caridade no mundo.” Quem comunga o Corpo do Senhor é chamado a ser corpo doado, pão repartido, vida entregue. Não há verdadeira adoração sem compromisso com a justiça, a fraternidade e a dignidade humana. A procissão de Corpus Christi, ao sair do templo, nos lembra disso: Cristo quer caminhar pelas ruas, encontrar as feridas do povo, alimentar os famintos do corpo e da alma.

Celebrar Corpus Christi é renovar a fé no mistério da Eucaristia, que nos forma, transforma e envia. É deixar que Jesus nos nutra com o Pão da vida e nos ensine a repartir com generosidade. “Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente.” (Jo 6,51)

Que nesta festa, cada comunidade cristã se reúna com alegria, fé e reverência ao redor da mesa da Palavra e da Eucaristia, reconhecendo no pão consagrado o Cristo vivo que caminha conosco. E que, ao final da celebração, ao sair em procissão pelas ruas, cada fiel seja sinal de esperança, de comunhão e de solidariedade, levando a presença de Jesus aos cantos do mundo que mais precisam Dele.

FESTA DE PENTECOSTES: VEM ESPÍRITO SANTO DE AMOR!

“Recebei o Espírito Santo!” (Jo 20,22)

A Festa de Pentecostes é uma das celebrações mais importantes do calendário cristão. Marca o encerramento do Tempo Pascal e comemora a efusão do Espírito Santo sobre os discípulos, cinquenta dias após a Ressurreição do Senhor. Essa solenidade nos convida a mergulhar no mistério da presença viva e operante do Espírito de Deus na Igreja e no mundo.

OS TEXTOS BÍBLICOS DESTA SOLENE CELEBRAÇÃO

O texto dos Atos dos Apóstolos (2,1-11) descreve o momento em que os discípulos, reunidos no Cenáculo com Maria, são surpreendidos por um vento impetuoso e por línguas de fogo. É o cumprimento da promessa de Jesus: “Recebereis o Espírito Santo” (cf. At 1,8). O Espírito Santo transforma aquele grupo de homens temerosos em testemunhas corajosas e anunciadores do Evangelho a todas as nações. A diversidade de línguas compreendidas simboliza a universalidade da salvação e o nascimento da Igreja missionária.

O Salmo 103(104), com sua beleza poética, proclama: “Enviai o vosso Espírito, Senhor, e da terra toda a face renovai!” O Espírito é aquele que dá vida, renova, transforma o caos em ordem, a aridez em fecundidade. A criação e a missão da Igreja se entrelaçam pela ação constante do Espírito vivificador.

Na Primeira Carta aos Coríntios (12,3b-7.12-13), São Paulo nos recorda que é o Espírito quem faz da Igreja um só corpo, distribuindo diferentes dons para o bem comum. A pluralidade de carismas não divide, mas edifica. Todos são batizados em um mesmo Espírito e formam um só corpo: Cristo. Pentecostes, portanto, é também a festa da unidade na diversidade, da comunhão e da partilha de dons para o serviço do Reino.

A belíssima Sequência de Pentecostes expressa em forma de oração poética o desejo da Igreja: “Vinde, Espírito Divino!” É um clamor por luz, consolo, força e santidade. O Espírito é invocado como hóspede da alma, descanso no labor, cura para os corações feridos. Cada verso revela a confiança na ação discreta, porém poderosa, do Espírito que age no mais íntimo da vida humana.

No Evangelho de João (20,19-23), Jesus ressuscitado aparece aos discípulos e sopra sobre eles, dizendo: “Recebei o Espírito Santo.” Como o Pai enviou Jesus, Ele agora envia os discípulos. O dom do Espírito está diretamente ligado à missão: anunciar, reconciliar, perdoar. É o início de uma nova criação, da humanidade renovada em Cristo.

PENTECOSTES: ABRIR-SE AO SOPRO DO ESPÍRITO SANTO

Celebrar Pentecostes é abrir-se ao sopro do Espírito Santo que renova todas as coisas. É reconhecer que a Igreja vive e cresce não por sua força, mas pela presença do Espírito. É tempo de renovar os dons recebidos no Batismo e na Crisma, de reacender a chama do amor de Deus e de assumir, com coragem, a missão de anunciar a Boa Nova.

Que esta solenidade reavive em nós a alegria do Evangelho, fortaleça nossa unidade na diversidade e nos envie como discípulos missionários, cheios do fogo do Espírito.

“Dai à vossa Igreja, que espera e deseja, vossos sete dons.”
(Sequência de Pentecostes)

“PAZ DESARMADA E DESARMADORA AO MUNDO”: PAPA LEÃO XIV EMOCIONA EM SEU PRIMEIRO DISCURSO COMO SUCESSOR DE PEDRO

Em um clima de emoção e esperança, o novo Papa Leão XIV foi apresentado ao mundo neste 08 de maio de 2025, com palavras que tocaram corações e acenderam a fé dos fiéis: “Que a paz esteja convosco.” Assim começou o seu primeiro discurso, pronunciado da sacada central da Basílica de São Pedro, diante de uma Praça repleta de peregrinos e câmeras ligadas ao redor do mundo.

Com uma fala marcada por simplicidade, firmeza e espiritualidade profunda, Leão XIV destacou a missão da Igreja como “ponte” entre Deus e a humanidade, pedindo união, diálogo e caridade: “A humanidade necessita de pontes para que sejam alcançadas por Deus e ao mundo.”

Assumindo o legado do Papa Francisco, a quem agradeceu emocionadamente, o novo pontífice fez ecoar o espírito sinodal da Igreja e recordou sua vocação como agostiniano: “Convosco sou cristão, e para vós bispo.”

Em espanhol, dirigiu-se também com carinho ao povo da sua antiga diocese de Chiclayo, no Peru, reconhecendo a fé viva daquele povo que o formou como pastor.

Encerrando com a oração à Virgem Maria, Leão XIV deixou um apelo ao mundo: “Rezemos juntos por essa nova missão, por toda a Igreja, pela paz no mundo.”

Em seguida, concedeu sua primeira Bênção Urbi et Orbi – à cidade de Roma e ao mundo –, abrindo um novo capítulo na história da Igreja com humildade e determinação.

Abaixo, o seu discurso na íntegra:

“Que a paz esteja convosco. Irmãos, irmãs caríssimos, esta é a primeira saudação do Cristo ressuscitado, o bom pastor, que deu a vida pelo rebanho de Deus. Também eu gostaria que esta saudação, de paz, entrasse no vosso coração, alcançasse vossas famílias, a todas as pessoas. Onde quer que estejam, a todos os povos, a toda a terra, a paz esteja convosco. Esta é a paz de Cristo ressuscitado, uma paz desarmada, uma paz desarmadora, humilde e perseverante, que provém de Deus. Deus que nos ama a todos, incondicionalmente. Ainda conservamos em nossos ouvidos aquela voz frágil, mas sempre corajosa do papa Francisco, que abençoava Roma. O papa que abençoava Roma, dava a sua bênção ao mundo inteiro naquela manhã do dia de Páscoa. Permitam-me dar sequência àquela mesma bênção: Deus nos quer bem, Deus nos ama a todos. O mal não prevalecerá. Estamos todos nas mãos de Deus. Portanto, sem medo, unidos, mão na mão com Deus e entre nós, sigamos adiante. Somos discípulos de Cristo. Cristo nos precede. O mundo precisa da sua luz. A humanidade necessita de pontes para que sejam alcançadas por Deus e ao mundo. Ajudai-nos também vós, unam-se aos outros, a construir pontes, com o diálogo, com o encontro, unindo-nos todos para sermos um só povo, sempre, em paz. Obrigado, papa Francisco. Gostaria de agradecer a todos os irmãos cardeais que me escolheram para ser sucessor de Pedro, e caminharei junto a vós, como Igreja unida, buscando sempre a paz, a justiça, buscando sempre trabalhar como homens e mulheres fiéis a Jesus Cristo. Sem medo, para proclamar o Evangelho. Para sermos missionários. Sou um filho de Santo Agostinho, agostiniano, que disse: “Convosco sois cristão, e para vós bispo”. Nesse sentido, podemos todos caminhar juntos rumo a essa pátria, à qual Deus nos preparou. À Igreja de Roma, uma saudação especial. Devemos buscar juntos como ser igreja missionária, uma igreja que constrói pontes, que dialoga, sempre aberta a receber como esta praça de braços abertos, a todos, todos aqueles que precisam da nossa caridade, da nossa presença, do diálogo, de amor. E se me permitem também uma palavra: [em espanhol] a todos aqueles, de modo particular, à minha querida diocese de Chiclayo no Peru, onde um povo fiel acompanhou o seu bispo, compartilhou a sua fé e deu tanto a mim para seguir sendo igreja fiel de Jesus Cristo. A todos vós irmãos e irmãs, de Roma, da Itália e do mundo inteiro, queremos ser uma igreja sinodal, uma igreja que caminha, que busca sempre a paz, que busca sempre a caridade e busca sempre estar próxima, especialmente daqueles que sofrem. O dia da súplica à Nossa Senhora de Pompeia, nossa mãe Maria quer sempre caminhar conosco, estar próxima, ajudar-nos com a sua interseção e seu amor. Agora gostaria de rezar junto convosco, rezemos juntos por essa nova missão, por toda a Igreja, pela paz no mundo. Peçamos essa graça especial à Maria, nossa mãe.”

Nós, Pias Discípulas do Divino Mestre, acolhemos com alegria o Papa Leão XIV!

Com coração filial e espírito de comunhão, nos unimos a toda a Igreja para dar graças a Deus pelo dom do Santo Padre Papa Leão XIV. Reconhecemos nele o sucessor de Pedro, sinal visível da unidade e guia seguro para o povo de Deus em tempos de grandes desafios e esperanças renovadas.

Como Pias Discípulas, renovamos com entusiasmo nossa oferta de oração e missão ao serviço da Eucaristia, do sacerdócio e da liturgia, em profunda sintonia com o Papa Leão XIV, que inicia seu ministério com coragem evangélica e olhar voltado para Cristo, Caminho, Verdade e Vida.

Acolhemos o Papa Leão XIV com gratidão, esperança e o firme propósito de caminhar em comunhão com ele, colocando nossos dons a serviço da evangelização, da formação litúrgica e da vida espiritual do povo de Deus. Seu sim generoso é para nós sinal de fidelidade e inspiração para vivermos também nossa vocação com renovado ardor.

Confiamos ao Divino Mestre o início deste pontificado, para que o Papa Leão XIV seja sempre guiado pela sabedoria do Espírito Santo, animado pelo amor à Igreja e fortalecido na missão de confirmar os irmãos na fé. Desejamos que sua palavra toque os corações, promova a paz, a justiça e renove a esperança nos caminhos do Evangelho.

Seja bem-vindo, Papa Leão XIV! Com afeto e fidelidade, caminhamos contigo, em comunhão, fé e amor à Igreja.

RETIRO MENSAL DE MAIO: UM ROTEIRO PARA VIVÊNCIA, A PARTIR DOS TEXTOS DO 3º DOMINGO DA PÁSCOA

Antes de iniciar o retiro, cuide com carinho da ambientação: prepare uma mesa coberta com uma toalha, a Bíblia aberta (ou o Lecionário), uma vela acesa e cadeiras dispostas em círculo, garantindo que todas as pessoas tenham um lugar para se sentar. Esse ambiente favorece o encontro com o Senhor e entre os irmãos.

Refrão de Abertura:
Ressuscitou de verdade, aleluia, aleluia!
Cristo Jesus ressuscitou, aleluia, aleluia!

Invocação ao Espírito Santo

Abrimos nosso encontro invocando o Espírito Santo, pedindo que nos conduza na escuta da Palavra e nos ajude a reconhecer a presença do Ressuscitado entre nós.

Leituras Bíblicas do Retiro

  • Evangelho: João 21,1-19
  • 1ª Leitura: Atos dos Apóstolos 5,27b-32.40b-41
  • Salmo: Salmo 29
  • 2ª Leitura: Apocalipse 5,11-14

Reflexão sobre os Textos

Neste 3º Domingo da Páscoa, a liturgia nos convida a continuar celebrando o coração da nossa fé: a Ressurreição de Jesus. Somos chamados a refletir sobre como nossa vida e nossas comunidades podem testemunhar, de forma concreta, a salvação que Ele nos trouxe.

  • Na primeira leitura, vemos os apóstolos em Jerusalém proclamando, com coragem e alegria, a vida nova que brota da Ressurreição — mesmo diante das perseguições. A Boa Nova não pode ser silenciada.
  • Na segunda leitura, o “Cordeiro” vitorioso é aclamado por toda a criação. Este louvor universal é um convite para que também nós nos unamos a esse cântico de gratidão e reconhecimento pela salvação oferecida a todos.
  • O Evangelho nos mostra os discípulos retomando suas atividades cotidianas, mas já transformados pela presença do Ressuscitado. Ainda assim, é preciso o olhar da fé para reconhecer o Senhor — “É o Senhor!”, proclama João. Pedro, impulsionado por essa certeza, mergulha nas águas. A pesca abundante (153 peixes grandes, símbolo da universalidade da missão) revela a generosidade de Deus e a presença viva de Cristo entre eles.
    Jesus não precisa se identificar. Eles sabem que é Ele.

A morte de Jesus não foi um acidente. Foi o resultado de sua fidelidade a um projeto de amor que incomodava os poderosos. Mesmo sabendo que isso o levaria à cruz, Ele seguiu firme, revelando em tudo a verdade de Deus. Essa mesma mensagem continua, ainda hoje, sendo rejeitada por quem escolhe viver na mentira.

Como discípulos de Jesus, somos chamados a seguir seus passos com coragem, mesmo quando isso significar enfrentar incompreensões ou resistências. A pergunta que ecoa ao final da reflexão é desafiadora:
E nós, estamos dispostos a viver como Ele viveu?

Encerramento

Após o momento de oração pessoal e comunitária, partilhem os frutos da escuta e da meditação da Palavra. Em seguida, cantem ou recitem juntos o Salmo 29, rezem o Pai Nosso, e finalizem com uma oração espontânea e a bênção.

CONCLAVE 2025: TEMPO DE ORAÇÃO E DISCERNIMENTO

Desde o dia 21 de abril de 2025, com a morte do querido Papa Francisco, a Igreja Católica entrou no período da Sede Vacante, fase que antecede a eleição de um novo Sumo Pontífice.

Este é um tempo de dor, mas também de fé, esperança e discernimento. A Igreja em todo o mundo se une em oração, pedindo ao Espírito Santo que ilumine os Cardeais eleitores em sua missão de escolher o novo sucessor de São Pedro.

O Conclave terá início no dia 07 de maio de 2025, na Capela Sistina, onde os Cardeais se reunirão em recolhimento até que um novo Papa seja eleito.

O QUE É O CONCLAVE?

A palavra “Conclave” vem do latim cum clave, que significa “trancado com chave”. Ela define tanto o processo quanto o local em que os Cardeais se reúnem em isolamento total para discernir, sob oração e silêncio, quem será o novo Pastor da Igreja.

A origem do termo remonta a 1270, em Viterbo, quando os cardeais foram literalmente trancados até tomarem uma decisão, que resultou na eleição do Papa Gregório X. No entanto, o primeiro Papa eleito sob essas condições foi Gelasio II, em 1118.

O PAPEL DOS CARDEAIS NO CONCLAVE

Durante o Conclave, os Cardeais não apenas se reúnem para votar, mas vivem um verdadeiro retiro espiritual centrado na escuta da vontade de Deus. Esse processo é precedido e sustentado por uma intensa vida de oração e comunhão eclesial.

Ao longo dos dias do Conclave, os Cardeais participam diariamente da Celebração Eucarística, bem como da Liturgia das Horas, especialmente das Laudes (orações da manhã) e dos Vésperas (orações da tarde). Esses momentos litúrgicos não são apenas rituais formais, mas expressões profundas de fé, unidade e súplica. A Eucaristia, em particular, é celebrada como centro da vida cristã, alimentando os eleitores com o Corpo de Cristo e renovando neles o espírito de serviço e humildade.

O clima dentro da Capela Sistina, onde se realizam as votações, é de silêncio, sobriedade e recolhimento. Não há interferência externa nem comunicação com o mundo, a fim de preservar a liberdade interior de cada Cardeal e garantir que a escolha do novo Papa seja feita à luz do Espírito Santo, livre de pressões políticas ou pessoais.

Mais do que uma decisão estratégica, a eleição de um novo Sumo Pontífice é um ato espiritual e colegial, vivido em comunhão fraterna, com o coração voltado ao bem da Igreja e à missão evangelizadora confiada por Cristo. Por isso, cada momento é impregnado de oração, invocação, escuta da Palavra de Deus e discernimento.

Este processo, envolto de profunda reverência e responsabilidade, recorda à Igreja e ao mundo que a autoridade na Igreja nasce da fidelidade a Cristo e do serviço aos irmãos.

UNIDAS EM ORAÇÃO: PIAS DISCÍPULAS DO DIVINO MESTRE

Como Pias Discípulas do Divino Mestre, unimo-nos com gratidão e fé a toda a Igreja neste momento decisivo: “Com coração grato, unimo-nos à súplica incessante pela Igreja peregrina no mundo, neste Ano Jubilar. Nos dias da oitava da Páscoa, encontramos em Jesus Ressuscitado a consolação, a luz e a vida.” Durante os nove dias de oração, vivemos em comunhão com a Igreja, intensificando nosso ministério de intercessão pelas necessidades da Igreja, dos povos e da Família Paulina.


ORAÇÕES RECOMENDADAS PARA O CONCLAVE 2025

Oração ao Espírito Santo – Veni, Creator Spiritus

Vinde Espírito Criador, a nossa alma visitai
e enchei os corações com vossos dons celestiais.

Vós sois chamado o Intercessor de Deus excelso dom sem par,
a fonte viva, o fogo, o amor, a unção divina e salutar.

Sois o doador dos sete dons e sois poder na mão do Pai,
por Ele prometido a nós, por nós seus feitos proclamai.

A nossa mente iluminai, os corações enchei de amor,
nossa fraqueza encorajai, qual força eterna e protetor.

Nosso inimigo repeli, e concedei-nos a vossa paz,
se pela graça nos guiais, o mal deixamos para trás.

Ao Pai e ao Filho Salvador, por vós possamos conhecer
que procedeis do Seu amor, fazei-nos sempre firmes crer.

Amém!

(Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/oracoes/veni-creator-spiritus.html)

Oração para a eleição de um novo Papa

Ó Deus, eterno e bondoso,
que prefiguraste a tua Igreja,
com admirável desígnio, na antiga aliança,
e, na plenitude dos tempos,
a edificaste sobre o fundamento dos apóstolos.
Dentre eles, escolheste Pedro,
que primeiro reconheceu a divindade do teu Cristo,
e o constituíste como a rocha firme
sobre a qual tua Igreja foi construída.

Tu o fizeste guia e pastor de todo o rebanho,
para que, ao longo dos séculos,
confirmasse seus irmãos na fé.
Teu Filho e nosso Senhor Jesus
lhe confiou as chaves do Reino,
para que tudo o que ele decidisse na terra
fosse confirmado por ti, ó Pai, no céu.

Agora, Pastor eterno,
que conduzes teu povo com amor de Pai,
concede à Igreja Católica
um novo Pontífice segundo o teu coração:
santo e paciente,
totalmente dedicado ao serviço do teu povo,
que saiba guiar-nos com a sabedoria da palavra
e a força do exemplo,
para que, pastor e rebanho unidos,
alcancemos a recompensa prometida por ti.

Por Cristo, nosso Senhor.
Amém.

Outra sugestão de oração:

Ó Deus, que guias a tua Igreja
pelo dom do Espírito Santo,
te pedimos que ilumines os corações dos Cardeais
reunidos em Conclave.
Concede-lhes o dom do discernimento,
da sabedoria e do amor,
para que possam escolher o Pastor
que melhor corresponda à tua vontade
pelo bem da Igreja.
Neste momento de oração e espera,
te confiamos o Conclave
e todos aqueles que nele participam,
para que sejam instrumentos da tua paz e da tua unidade.
Amém.

Oração pelo momento crucial da eleição

Querido Deus,
confiamos a ti este momento crucial para a tua Igreja.
Concede aos Cardeais o Espírito de discernimento e sabedoria
para escolherem o Pastor que guiará a tua Igreja
com amor e fidelidade.
Guia seus passos em direção à tua vontade
e abençoa o novo Papa com a tua graça em seu ministério.
Amém.

Ao final de cada momento de oração, recomendamos:
Pai Nosso… Ave Maria… Glória ao Pai…

CONCLAVE 2025: UM TEMPO DE COMUNHÃO E FÉ

Convidamos todas as comunidades a intensificarem este tempo de oração e esperança, confiando que Cristo Ressuscitado conduzirá a Igreja à eleição de um novo pastor segundo o seu coração.

HOMENAGEM AO PAPA FRANCISCO – UM GESTO DE GRATIDÃO E ESPERANÇA

No dia 26 de abril de 2025, atendendo ao chamado para participar do sepultamento do Papa Francisco de forma simbólica e significativa, nós, Pias Discípulas do Divino Mestre, unimo-nos a tantas outras comunidades ao redor do mundo em oração e ação concreta.

Em comunhão com esse momento histórico e espiritual, algumas de nossas comunidades realizaram o plantio de árvores como sinal de vida, esperança e continuidade da missão. Em Cabreúva, as Irmãs e o núcleo dos Cooperadores Paulinos, Amigos do Divino Mestre, de Osasco e Cabreúva, reuniram-se em um momento orante, embalado pela oração de São Francisco, e plantaram um resedá branco no jardim, como gesto de fé e memória.

Já em Olinda, onde o espaço é mais restrito, as irmãs escolheram um Cróton (Codiaeum variegatum) – um arbusto de folhas vibrantes em tons de vermelho, laranja, amarelo e verde. Resistente e cheio de cor, ele foi plantado com carinho como símbolo da diversidade, beleza e força da criação, tão amada e valorizada pelo Papa Francisco.

Agradecemos a Deus pela vida e pelo testemunho do Papa Francisco. Que ele interceda por nós e continue a inspirar nossa caminhada com seu legado de simplicidade, cuidado com os pobres e amor à criação.

Obrigada, Papa Francisco!

Irmãs na Comunidade Divino Mestre, em Olinda/PE.