O Carnaval é uma das manifestações culturais mais marcantes do Brasil e de outros países, reconhecido por sua alegria, música e expressão popular. Para as comunidades cristãs, porém, essa celebração carrega um significado mais profundo, que vai além da festa em si e está diretamente ligado ao calendário litúrgico e à vivência da fé.
Historicamente, o Carnaval acontece imediatamente antes da Quarta-feira de Cinzas, que inaugura a Quaresma, período de quarenta dias dedicado à oração, à penitência, ao jejum e à preparação espiritual para a Páscoa. O próprio termo “Carnaval”, derivado da expressão latina carne vale (“adeus à carne”), remete à ideia de despedida dos excessos e de transição para um tempo de maior recolhimento e disciplina espiritual. Nesse sentido, o Carnaval não deveria ser compreendido apenas como um momento de indulgência, mas como uma etapa que antecede e prepara o coração para a conversão quaresmal.
Para as comunidades cristãs, o verdadeiro significado do Carnaval está no discernimento e no equilíbrio. Alguns fiéis optam por participar das celebrações culturais de maneira moderada, valorizando o convívio social, a alegria saudável e o respeito ao próximo. Nessa perspectiva, o Carnaval pode ser vivido como um tempo de lazer responsável, sem que isso signifique abandono dos valores cristãos.
Outros cristãos, por sua vez, escolhem viver esse período de forma mais introspectiva, afastando-se da folia para participar de retiros espirituais, encontros de oração e momentos de reflexão. Essas iniciativas são comuns em diversas igrejas e oferecem um espaço de silêncio, escuta da Palavra e renovação da fé, ajudando os fiéis a iniciar a Quaresma de maneira consciente e profunda.
Ao mesmo tempo, é importante reconhecer que muitas comunidades cristãs enxergam o Carnaval de forma crítica, especialmente quando ele é associado a excessos, comportamentos irresponsáveis e atitudes que ferem a dignidade humana. Para esses grupos, práticas como o abuso de álcool, a banalização do corpo e a perda do autocontrole entram em conflito com princípios centrais do cristianismo, como a moderação, o respeito e o cuidado com o outro.
Dessa forma, o Carnaval pode ser compreendido pelas comunidades cristãs não como um fim em si mesmo, nem apenas como algo a ser rejeitado, mas como um convite à consciência espiritual. Ele se torna uma oportunidade para refletir sobre escolhas, limites e prioridades, preparando o coração para o tempo quaresmal que se aproxima.
Em essência, o que o Carnaval deveria significar para os cristãos é um chamado ao equilíbrio entre alegria e responsabilidade, liberdade e compromisso, celebração e fé. Vivido dessa maneira, ele deixa de ser apenas uma festa cultural e passa a ser um momento de transição, no qual cada fiel é convidado a alinhar sua vida com os ensinamentos de Cristo e a se preparar, de forma sincera, para a renovação espiritual que a Quaresma propõe.
Que tipo de consciência espiritual devo viver o contexto do Carnaval?
A consciência espiritual, no contexto do Carnaval, não é moralismo nem simples rejeição da festa. Ela é, antes de tudo, discernimento. Trata-se da capacidade de o cristão se perguntar, com honestidade: O que isso desperta em mim?Isso me aproxima ou me afasta do amor a Deus e ao próximo?Como minhas escolhas afetam meu corpo, minha fé e as outras pessoas?
Essa consciência envolve três dimensões principais. A primeira delas é a Consciência de si. O cristão é convidado a reconhecer seus próprios limites, desejos e fragilidades. O Carnaval pode intensificar emoções, impulsos e excessos. E a consciência espiritual ajuda a perceber quando a alegria deixa de ser saudável e passa a ser fuga, anestesia ou autodestruição. Aqui, espiritualidade não é repressão, mas autocuidado e verdade interior.
A segunda é Consciência do outro. A fé cristã nunca é apenas individual. Ter consciência espiritual é perguntar: Estou respeitando a dignidade do outro? Meu comportamento contribui para a vida, para o bem comum, para relações mais humanas?
Isso toca temas como respeito ao corpo, consentimento, cuidado com os mais vulneráveis e rejeição de qualquer forma de violência ou exploração, realidades que também atravessam o Carnaval.
E, por fim, a Consciência do tempo litúrgico. O Carnaval não está “fora” da vida cristã: ele antecede a Quaresma. A consciência espiritual reconhece esse tempo de passagem. Não é só “antes da Quaresma”, mas um limiar, um convite a desacelerar e a preparar o coração para a conversão.
Ver o Carnaval assim, comporta admitir o seu caráter complexo, como todas as coisas, nos ajuda a recusar visões simplistas como “É tudo pecado” ou “É tudo liberdade e alegria”. A realidade é mais profunda.
Temos que admitir que o carnaval é cultural, social e histórico. Ele carrega expressões legítimas de alegria popular, de resistência cultural, de vozes de comunidades marginalizadas e de muita arte, música, identidade e crítica social. Ignorar isso é empobrecer a leitura cristã do mundo. A fé não vive fora da cultura: ela dialoga com ela.
O Carnaval também revela contradições humanas. Ao mesmo tempo, ele expõe excessos, desigualdades, mercantilização dos corpos, fugas emocionais e espirituais. Uma leitura cristã madura não nega essas sombras, mas também não reduz toda a festa a elas.
Ver este fenômeno do Carnaval valorizando a sua complexidade exige discernimento, não julgamento. Jesus não se afastava da realidade humana por medo do pecado. Pelo contrário, Ele entrava nela com misericórdia e verdade. Ver o Carnaval com complexidade é fazer o mesmo: nem romantizar, nem demonizar, mas discernir.
Em síntese, para as comunidades cristãs, o Carnaval pode ser visto como:
Um espelho da condição humana: sede de alegria, liberdade, sentido
Um tempo de escolhas conscientes, não automáticas
Um convite à responsabilidade espiritual, pessoal e comunitária
Um limiar entre a festa e o silêncio, entre o exterior e o interior
Viver o Carnaval com consciência espiritual é perguntar menos “posso ou não posso?” e mais “isso me humaniza? Isso me aproxima do amor?”
Após o início da programação nacional, os Cooperadores Paulinos seguem realizando encontros regionais em diversas partes do país. Neste mês de novembro, mais uma etapa importante do calendário anual foi concluída.
Nos dias 16 e 17 de novembro de 2025, ocorreu o 3º Encontro Regional Sudeste dos Cooperadores Paulinos, realizado na Cidade Regina, em São Paulo. No mesmo período, também aconteceu um encontro regional em Manaus, reunindo cooperadores da Região Norte; e os Cooperadores Paulinos do Nordeste, se reuniram em Maceió, no dia 15/11/2025.
Essas iniciativas fazem parte do processo contínuo de integração e fortalecimento da missão dos Cooperadores Paulinos no Brasil, promovendo formação, convivência e alinhamento ao novo Estatuto.
Encontro dos Cooperadores Paulinos do Sudeste – 14 a 16 de novembro de 2025.
Encontro dos Cooperadores Paulinos da região Norte em Manaus/AM – novembro de 2025
Encontro Regional Nordeste em Maceió no dia 15/11/2025.
O COOPERADOR PAULINO CHAMADO À SANTIDADE NA FAMÍLIA PAULINA, NA IGREJA E NO MUNDO
“Em 1908 recebi este convite do meu diretor espiritual: “Lembra-te sempre: Annuerunt sociis (cfr Lc 5,7); é preciso buscar a ajuda das pessoas”. Então começou-se a procurar os Cooperadores” (RSP, 566).
Na noite de adoração para o início do século vinte, uma luz vinda de Jesus Mestre Eucarístico fez ressoar no jovem Tiago Alberione seu convite “Vinde a mim todos”, traçando-lhe o caminho de sua vocação e missão a ser realizado no século que estava começando. Alberione sentiu claramente que pessoas generosas “sentiriam o que ele sentia e que reunidas em organização” eram chamadas a ser os “novos apóstolos para sanearem as leis, a escola, a literatura, a imprensa, os costumes; para que a Igreja tivesse um novo impulso missionário; que os novos meios de apostolado fossem usados bem… especialmente em relação às questões sociais e à liberdade da Igreja” (AD 15-19). “Sentiu-se obrigado a servir a Igreja, os homens do novo século e a agir em união com outras pessoas” (AD 16, 20).
A encíclica Tametsi futura do Papa Leão XIII oferecia-lhe uma análise da sociedade do seu tempo e traçava para a Igreja a missão de reunir todas as coisas em Cristo (cfr. Ef 1,9-10), que é o Caminho, a Verdade e a Vida (Jo 14,6). Alberione confessa, então, de haver assumido tal encíclica como “herança sagrada” para si e para a futura missão.
Tomado pela experiência daquela noite, inicialmente pensou numa organização de católicos, aos quais “dar orientação, trabalho, espírito de apostolado…” (AD 23). Mas, “Pelo ano de 1910 deu umpasso definitivo: viu numa maior luz: escritores, técnicos, propagandistas, porém, religiosos e religiosas” (AD 24).
Chegava-se assim à clara intuição da Família Paulina que “na oração apresentava de manhã com o cálice ao Senhor”: em primeiro lugar a Associação dos “Cooperadores que dão contribuição intelectual, espiritual, econômica” (AD 25) e, em segundo lugar, as Congregações, compostas por homens e mulheres que unem a “prática dos conselhos evangélicos ao mérito da vida apostólica” (AD 24).
Como pessoas que desejam melhorar sua vida cristã, os Cooperadores Paulinos realizam a vocação recebida no Batismo, enriquecendo-a com o espírito paulino, e realizam seu apostolado por meio da oração, das obras, das ofertas. (cfr. AD, 122).
“O Cooperador – afirma Padre Alberione, em referência ao carisma paulino – tem o mesmo ideal de Jesus: acender o fogo do amor de Deus em cada alma e em todo o mundo…colabora… para fazer o Evangelho chegar aos recantos mais remotos do mundo, e por isso a acender nas mentes dos homens a luz da fé e o fogo do amor”. (CP, p. 209).
Na visão do Evangelho, isso significa ser fermento na massa do mundo, luz sobre o candelabro, uma cidade colocada sobre o monte (cf. Mt 5,14 ss). «Vós sois o sal da terra… Vós sois a luz do mundo… Comece, assim, vossa luz a brilhar diante dos homens, para que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem vosso Pai que está nos céus” (Mt 5,13-16).
Alberione afirma: o leigo é “um paulino no mundo.” E nesse sentido, o leigo cooperador paulino é realmente a “extensão” da presença da Família Paulina no mundo.
O Cooperador Paulino na Família Paulina
A Família Paulina nasceu em 20 de agosto de 1914, na cidade de Alba, com a fundação da Pia Sociedade São Paulo (Paulinos) para o apostolado da Boa Imprensa. Desde o início, o Fundador se inspirou na experiência da família humana, constituída de pais e mães, irmãos e irmãs. Ela é constituída por dez instituições religiosas e leigas, às quais o Fundador se referia como os ramos de uma grande árvore.
Assim, em 1915, reuniu um grupo de jovens moças e fundou a Pia Sociedade das Filhas de São Paulo (Paulinas) sempre para o apostolado da Boa Imprensa. Em 1917 deu início à “União Cooperadores Boa Imprensa”, chamada depois “Associação Cooperadores Paulinos” a qual reúne leigos e leigas que desejam viver, segundo seu particular estado de vida secular, o carisma paulino nas pegadas do Fundador, “em santidade, em Cristo e na Igreja” (Cfr. AD 3).
Em 1924 fundou as Pias Discípulas do Divino Mestre para o apostolado eucarístico, sacerdotal e litúrgico; as Irmãs de Jesus Bom Pastor (Pastorinhas), em 1938, que se dedicam ao apostolado pastoral em nível diocesano e paroquial; e o Instituto Rainha dos Apóstolos (Apostolinas), em 1959, voltadas para o apostolado vocacional nas diversas formas. Em 1960 receberam a aprovação pontifícia 3 Institutos Paulinos de Vida secular Consagrada, agregados à Sociedade de São Paulo: São Gabriel Arcanjo (Gabrielinos) e Maria Santíssima Anunciada (Anunciatinas), para leigos consagrados; o Instituto Jesus Sacerdote, destinado a padres diocesanos que aspiram a viver a espiritualidade paulina em seu ministério. Sucessivamente, em 1982 teve a aprovação pontifícia o Instituto Santa Família, para a santificação conjugal e familiar; nascido também este do coração do Alberione.
Os membros da Associação Cooperadores Paulinos, por vocação, são parte integrante da Família Paulina, com “igual dignidade e igual caráter” de paulino e paulina”, como todos aqueles que compõem a Família Paulina; vivem o mesmo “espírito paulino”, assim definido por Alberione: “A Família Paulina aspira viver integralmente o Evangelho de Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida, no espírito de são Paulo, sob o olhar da Rainha dos Apóstolos” (AD 93).
De modo progressivo, sob a orientação do Fundador, os Cooperadores Paulinos ampliaram o raio de ação segundo as finalidades específicas do apostolado das Congregações da Família Paulina, que além de anunciar o Evangelho com os meios da comunicação, o realizam também no apostolado eucarístico/litúrgico; na pastoral paroquial/diocesana e na pastoral vocacional.
Os Cooperadores Paulinos trazem para a Família Paulina os valores específicos de sua condição laical, no respeito à identidade e autonomia próprias de cada instituição da mesma Família. “Esta profunda unidade na diversidade pertence à natureza carismática da Família Paulina” (Catequese Paulina p.101). Todo Cooperador Paulino valoriza e vive a comunhão com todos os outros membros da Família Paulina.
Os Cooperadores no coração da Igreja
Os membros da Associação Cooperadores Paulinos, “após terem sido incorporados a Cristo pelo Batismo e constituídos em povo de Deus e, na própria medida, feitos participantes da função sacerdotal, profética e real de Cristo, exercem, pela parte que lhes toca, na Igreja e no mundo, a missão de todo o povo cristão” (LG 31), e se empenham em corresponder concretamente ao chamado universal de Deus à santidade.
Na exortação apostólica Christifideles laici, São João Paulo II salienta que, “Em virtude da comum dignidade batismal, o fiel leigo é corresponsável, com os ministros ordenados e com os religiosos e as religiosas, pela missão da Igreja”. Possui, contudo, uma modalidade que o distingue e lhe é peculiar: a laicidade. (cfr. ChL. 15).
A Associação Cooperadores Paulino é testemunha da comum missão paulina e é corresponsável do projeto apostólico do Fundador de comunicar Jesus Mestre Pastor Caminho, Verdade e Vida na Igreja e no mundo.
Os Cooperadores Paulinos são chamados antes de tudo à santidade e a vivê-la no mundo. Para isso, são movidos pelo Espírito Santo a cultivar com solicitude a vida interior e a relação pessoal com Cristo, de modo que, iluminados pelo Espírito, tudo façam para dar “glória a Deus e a paz aos homens“
Os Cooperadores Paulinos se santificam de forma peculiar na sua inserção nas realidades temporais, no cotidiano da vida familiar, profissional, social e eclesial.
“Os fiéis leigos são chamados por Deus para que no mundo, exercendo o seu próprio ofício, animados pelo espírito evangélico, colaboram para a santificação do mundo a partir de dentro como fermento, e deste modo manifestem Cristo aos outros, sobretudo pelo testemunho da própria vida, pela irradiação da sua fé, esperança e caridade” (LG 31; cfr. também ChL 15). Os Cooperadores Paulinos se empenham em dar ao mundo “uma mentalidade cristã, a qual gera, depois,… uma vida cristã, legislação cristã… e tudo aquilo que pode assegurar uma vida espiritual para as almas e uma vida cristã para a sociedade” (FSP58, p. 436).
Os Cooperadores Paulinos, no espírito das bem-aventuranças evangélicas, empenham-se em viver o Evangelho em companhia da humanidade de hoje. O caminho de santidade é caracterizado por uma vida segundo o Espírito como resposta livre, pessoal e consciente de amor a um amor recebido. Tal vida segundo o espírito se manifesta:
na pobreza evangélica, tal como definida por Alberione, com os critérios de sobriedade, laboriosidade e partilha à luz do bem comum;
na pureza de coração, da mente, da vontade e dos comportamentos;
na misericórdia como abertura e caridade pastoral;
na justiça, para construir um mundo mais fraterno que reconhece e promove os direitos de todos, especialmente dos mais fracos;
no ser artesãos de comunhão e de paz num mundo agitado e esmagado pela violência e pelas diferenças sociais;
em ser pessoas de comunicação, de boas relações para criar pontes numa humanidade multicultural e multiétnica.
Sob o exemplo de são Paulo Apóstolo, o Cooperador Paulino é chamado a viver e testemunhar com coragem e alegria a fé em Cristo crucificado e ressuscitado. “Não temais, eu estou convosco todos os dias, até ao fim dos tempos” (Mt 28,20).
Espiritualidade do Cooperador Paulino
“Aquilo que nutre vocês é o espírito paulino. Vocês têm uma espiritualidade cristã paulina e nada mais, isto é, a espiritualidade cristã como é interpretada por São Paulo. Nada há de melhor… O nosso espírito é o Evangelho” FSP-SdC, pp. 62-63).
A espiritualidade do Cooperador Paulino é a mesma cultivada por toda a Família Paulina, que tem por pontos de referência essenciais: Jesus Mestre Pastor, Caminho Verdade e Vida, Maria Rainha dos Apóstolos, São Paulo e São Pedro.
O Cooperador Paulino se alimenta em Cristo mediante a Palavra de Deus e a Eucaristia; em Cristo unifica a oração, o estudo, o apostolado e a própria vida; em Cristo recebe graça, força e audácia para ser fermento e luz em seu testemunho de uma vida nova em meio à humanidade de hoje. “O homem todo em Jesus Cristo, para um total amor a Deus: inteligência, vontade, coração, forças físicas” (AD 100).
Na visão cristocêntrica de são Paulo espelha-se a orientação espiritual do Fundador, o qual nos convida a compreender o mistério total do Filho de Deus através do conceito evangélico de Mestre e Pastor que, “sendo o Caminho, a Verdade e a Vida, responde a todas as expectativas do espírito humano, aliás as supera infinitamente” (AG 13).
A visão alberioniana de Maria Rainha dos Apóstolos, a nós transmitida, é aquela expressa na liturgia: “Edidit nobis Salvatorem”. A Virgem Santíssima deu-nos o Salvador, carregou-o no seio, gerou-o e o deu à humanidade. Sobre tal sequência desenvolve-se também a nossa vida espiritual.
De São Paulo, o Fundador indica-nos principalmente duas características: “não sou mais eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim” (Gl 2,20) e “fiz-me tudo a todos” (1Cor 9,22). O processo de cristificação e a paixão de torná-lo conhecido a todos, especialmente aos “gentios” caracterizam o Espírito Paulino de toda a Família Paulina.
O método paulino, Verdade, Caminho e Vida é uma característica da Família Paulina para cuidar e desenvolver a nossa vida espiritual. Assimilado e tornado próprio, será de grande ajuda para os Cooperadores e as Cooperadoras.
O “Pacto” ou “Segredo de êxito” é a oração criada por nosso Fundador e exprime a consciência pessoal que deve animar o estilo de vida e o modo de pensar dos membros da Família Paulina e, portanto, dos Cooperadores.
As práticas diárias de piedade, bem como o acompanhamento espiritual, favorecem a vivência da própria vocação no mundo com uma continua atenção aos sinais dos tempos.
Para viver a espiritualidade, os Cooperadores encontrarão ajuda no testemunho de vida do Primeiro Mestre, sempre em busca de uma santidade paulina, como também no testemunho de vida das primeiras gerações, especialmente das testemunhas paulinas das quais estão em curso as causas de beatificação e canonização.
Os retiros espirituais e a celebração das datas e festas paulinas constituem momentos de graça para reavivar a nossa espiritualidade, a nossa a pertença à Família Paulina e a partilha dos frutos do empenho apostólico.
O Cooperador Paulino, radicado em Cristo Mestre e consciente de que todos os batizados são chamados à santidade e à perfeição da caridade, acolhe as próprias fragilidades e os sofrimentos derivantes da vida e da missão e os vive confiando na misericórdia do Senhor e na convicção de “que tudo concorre ao bem daqueles de amam Deus” (Rm 8,28)
Estilo de vida paulino
O espírito e a cor paulina traduzem-se concretamente num “estilo de vida paulino” que é o modo pessoal de ser na realidade cotidiana que se vive, feito de gestos, de relações, de escolhas. O estilo encontra suas raízes e seu sentido nos valores que a pessoa assumiu como próprios e deles são a expressão e a manifestação externa.
O estilo de vida Paulino encontra a sua origem e sua exemplaridade no estudo e no conhecimento de nossos modelos: Paulo e Alberione, nossas referências para aquelas motivações e convicções interiores que geraram neles comportamentos e atitudes que nós hoje admiramos e às quais queremos nos inspirar.
O estilo de Paulo e de Alberione é, em síntese, este: “paixão por Deus, paixão pelo ser humano”.
Apostolado: leigos no mundo e na Igreja com a cor paulina
“Se anuncio o Evangelho, não é para mim motivo de vangloria, pois é uma necessidade que me é imposta; ai de mim se não anuncio o Evangelho” (1Cor,9,16).
O Cooperador Paulino realiza em primeiro lugar seu apostolado através dos compromissos cotidianos. Segue Jesus Cristo Mestre, Caminho, Verdade e Vida, enviado pelo Pai para servir e salvar os homens no mundo. Para isto se empenham em atuar o ideal evangélico do amor a Deus e ao próximo nas ordinárias condições de vida.
A Associação Cooperadores Paulinos adota a finalidade da Família Paulina, abraçando “do externo” – como dizia o Fundador – todos os apostolados das outras Congregações paulinas, para viver integralmente o Evangelho no espírito de São Paulo, sob o olhar de Maria Rainha dos Apóstolos, e comunicá-lo ao mundo com aqueles meios que mais correspondem à índole de cada uma das Congregações: a comunicação social (fim específico da Sociedade São Paulo-Paulinos e Pia Sociedade das Filhas de São Paulo-Paulinas), a Eucaristia, o Sacerdócio, a Liturgia (fim específico das Pias Discípulas do Divino Mestre), a pastoral paroquial e diocesana (fim específico das Irmãs de Jesus Bom Pastor-Pastorinhas), a promoção e cuidado das vocações (fim específico do Instituto Rainha dos Apóstolos para as vocações – Apostolinas) bem como a abertura para outros âmbitos que caracterizam a vida secular própria dos Cooperadores.
Um dos principais empenhos dos Cooperadores Paulinos quanto ao apostolado é inserir-se na ação pastoral orgânica da Igreja, quer geral como local, colaborando com ela nos setores que caracterizam o específico das Congregações Paulinas.
O Cooperador Paulino é chamado a participar da vida e da missão da Família Paulina das seguintes formas:
Oração: é a cooperação mais necessária e consiste na oferta pessoal e comunitária da oração para a difusão do Evangelho e para o advento do Reino de Deus no mundo. O Cooperador cultiva a oração, de louvor, de agradecimento, de reparação, de intercessão e promove também iniciativas de oração no próprio ambiente. O Cooperador oferece o próprio empenho cotidiano de vida, as orações e os sofrimentos, segundo o espírito do Ofertório Paulino.
Ação: o Cooperador vive a solidariedade e a caridade fraterna para com todos, participa, conforme a possibilidade, das diversas expressões do apostolado paulino, oferecendo gratuitamente a colaboração no cumprimento da missão paulina.
Ofertas: em sinal de generosidade e de zelo contribui, livremente, de acordo com as próprias possibilidades, para as iniciativas apostólicas e vocacionais da Família Paulina, a fim de que atinjam seus objetivos. Além disso, torna-se disponível para organizar ações a fim de angariar fundos em favor da formação das vocações e da missão.
Os Cooperadores Paulinos podem realizar seu empenho apostólico em obras gerenciadas autonomamente pela Associação e mediante iniciativas correspondentes às finalidades da Associação e aprovadas pelos próprios Superiores.
Em nível local e circunscricional procure-se uma coordenação entre as atividades apostólicas programadas para melhor eficácia das mesmas.
O nome mesmo de Cooperadores Paulinos expressa a realidade de Cooperação nas várias formas do apostolado da Família Paulina. Não se subestime a riqueza e a criatividade que pode derivar da partilha dos talentos próprios de cada pessoa, juntamente com o desenvolvimento de um maior sentido de pertença e de engajamento.
Os Cooperadores Paulinos podem dar um bom contributo na Promoção vocacional para a Igreja e para a Família Paulina.
O tempo do Advento é marcado pela atitude de espera vigilante a fim de captar todos os sinais que Deus vai nos revelando.
Desde o primeiro domingo, somos interpelados (as) como Isaías, João Batista e Maria, a fortalecer a esperança, assumir a história de uma maneira diferente, lutar para pôr fim a uma cultura de morte e proclamar com atos e palavras que a vida é mais forte. De domingo a domingo vai crescendo em nós, na comunidade, no universo inteiro, a certeza de que a luz brilha nas trevas e que Deus nos ama a tal ponto que se faz gente como nós. E assim, o dom vai crescendo em nós e nos tornando capazes de ir ao encontro das outras pessoas, de esparramar no mundo a solidariedade, a esperança, a justiça, a paz…
Com certeza, utilizando a coroa do advento nas comunidades, com toda a dimensão simbólica que ela contém, será um sinal que nos ajudará a “enxergar” e a experienciar mais profundamente todo o sentido da espera do Salvador.
O acendimento da Coroa do Advento
A Coroa do Advento é um dos símbolos do ciclo do Natal. Ela contém a linguagem do silêncio. Fala através do círculo, da luz, das cores, dos gestos correspondentes… É feita de folhas verdes e nela se colocam quatro velas e quatro fitas.
É preciso preparar antecipadamente a coroa do advento no local da celebração. Eis algumas orientações:
Priorize o uso de materiais naturais no arranjo da coroa.
Deixe que a verdade dos sinais brilhe.
Mantenha a decoração da Coroa do Advento com sobriedade, evitando o excesso de brilho.
Procedendo desta forma, você celebra a feliz espera e a manifestação do Senhor, que se realiza plenamente nas festas do Natal, experimentando o valor e a beleza do tempo do Advento.
Coloque a coroa do Advento em um local de destaque, mas diferente do altar, respeitando-o como símbolo de Cristo.
Hoje a Igreja celebra a Memória da Dedicação das Basílicas de São Pedro e São Paulo, erigidas em Roma sobre os túmulos dos dois grandes Apóstolos que sustentam, com sua fé e seu martírio, os alicerces da vida cristã.
Desde o século XII, a Igreja de Roma fazia memória anual da dedicação das duas basílicas: a de São Pedro, no Vaticano, e a de São Paulo, na Via Ostiense. As primeiras dedicatórias remontam ao século IV, realizadas pelos papas Silvestre (São Pedro) e Siriaco (São Paulo). Com o passar dos séculos, essa celebração ultrapassou os limites das basílicas romanas e passou a ser observada em todas as igrejas do Rito Romano, como sinal de comunhão com o centro da cristandade e com a fé apostólica que sustenta toda a Igreja.
Assim como, em 5 de agosto, o aniversário da Basílica de Santa Maria Maior celebra a Maternidade divina da Virgem Maria, também hoje a liturgia nos convida a venerar os Dois Príncipes dos Apóstolos. Em São Pedro, reconhecemos a rocha sobre a qual Cristo edificou sua Igreja; em São Paulo, contemplamos o ardor missionário que levou o Evangelho para além das fronteiras do povo de Israel.
Celebrar esta memória é voltar às fontes: recordar os fundamentos apostólicos, renovar a comunhão com a Igreja universal e reafirmar que nossa fé está edificada sobre testemunhas que deram a vida por Cristo. As basílicas dedicadas a Pedro e Paulo permanecem como sinais visíveis da continuidade da tradição cristã, lugares onde a memória se torna presença e onde a Igreja, ainda hoje, se reconhece unida na mesma fé.
Que esta celebração fortaleça em nós a fidelidade ao Evangelho e o desejo de testemunhá-lo com a mesma generosidade dos santos Apóstolos.
(Sermo 82, in natali apostolorum Petri et Pauli 1,6-7: PL 54,426-428). (Séc. V)
É preciosa aos olhos do Senhor a morte de seus santos (Sl 115,15), e nenhuma crueldade pode destruir a religião fundada no mistério da cruz de Cristo. A Igreja não diminui pelas perseguições; pelo contrário, cresce. O campo do Senhor se reveste de messes sempre mais ricas, porque os grãos, que caem um a um, nascem multiplicados.
Em quantos rebentos estes dois excelentes germes da divina semente brotaram são testemunhas os milhares de santos mártires que, rivais das vitórias apostólicas, envolveram com uma multidão coberta de púrpura nossa Urbe e a coroaram com um diadema de glória, cravejado de muitas pedras preciosas.
Temos de alegrar-nos sumamente, caríssimos, com a comemoração de todos os santos por esta proteção, preparada por Deus, para exemplo e confirmação da fé. Mas, em vista da excelência destes patronos, é justo que os glorifiquemos com ainda maior exultação, porque a graça de Deus, dentre todos os membros da Igreja, os elevou ao cume. Por isso, no corpo, cuja cabeça é Cristo, constituem como que os dois olhos.
Não devemos pensar que os seus méritos e virtudes acima de toda a expressão sejam diferentes de algum modo ou tenham algo de peculiar, pois a eleição divina os tornou pares, o trabalho assemelhou-os e o fim da vida os igualou.
Por experiência pessoal e pela afirmação de nossos antepassados, cremos e confiamos que, nas lutas da vida, temos sempre a intercessão destes especiais padroeiros para obter a misericórdia de Deus; e por mais abatidos que estejamos pelos próprios pecados, somos reerguidos pelos méritos apostólicos.
Oração Ó Deus, guarda sob a proteção dos apóstolos Pedro e Paulo a vossa Igreja, que deles recebeu a primeira semente do Evangelho, e concede que por eles receba até o fim dos tempos a graça que a faz crescer. Por nosso Senhor Jesus Cristo, teu Filho, na unidade do Espírito Santo.
Tesouro de Inestimável Valor: A Sacrosanctum Concilium e a música litúrgica
No dia 4 de dezembro, celebramos os 62 anos da promulgação da Sacrosanctum Concilium – a Constituição sobre a Sagrada Liturgia do Concílio Vaticano II. Para marcar esta data tão significativa para a vida da Igreja, será realizada a III Maratona Sacrosanctum Concilium, uma jornada online de formação e partilha.
Das 08h às 20h, especialistas em liturgia e música litúrgica conduzirão reflexões, diálogos e apresentações que aprofundam o tema “Tesouro de inestimável valor: A Sacrosanctum Concilium e a música litúrgica”.
O encontro será totalmente gratuito, sem necessidade de inscrição, e transmitido ao vivo pelos seguintes canais do YouTube:
A maratona é um convite à formação, à espiritualidade e ao aprofundamento da compreensão da música na liturgia, reconhecida pelo Concílio como tesouro precioso que eleva o coração dos fiéis e manifesta a beleza da fé.
Reserve a data e participe! 📅 04 de dezembro de 2025 ⏰ Das 08h às 20h
#liturgia #sacrosanctumconcilium #igreja
Sacrosanctum Concilium e a música litúrgica
A Constituição Sacrosanctum Concilium, do Concílio Vaticano II, dedica um conjunto de artigos à música litúrgica (§112–§120), reconhecendo sua importância singular na vida de oração da Igreja. Para o Concílio, a tradição musical eclesial é um “tesouro de inestimável valor”, não pela sofisticação estética, mas porque o canto sagrado, unido ao texto litúrgico, faz parte integrante da própria ação ritual. A música, por isso, não é acessória: ela participa da comunicação simbólica da liturgia e contribui para a elevação espiritual dos fiéis.
O documento afirma que a música sacra tem um duplo propósito: a glória de Deus e a santificação dos fiéis. Por essa razão, o culto adquire maior nobreza quando celebrado com canto, envolvendo ministros, coro e assembleia. Essa dimensão comunitária do canto está diretamente ligada ao princípio da participação ativa, tão central à reforma litúrgica.
A Sacrosanctum Concilium também pede que a Igreja preserve e promova seu patrimônio musical. Isso inclui o incentivo à formação de coros, especialmente nas catedrais, e o compromisso de bispos e pastores em assegurar uma prática musical que realmente permita a participação do povo. A formação musical é destacada como fundamental: seminários, casas de formação e institutos especializados devem oferecer sólida preparação aos que atuam na liturgia.
Entre as expressões musicais, o Concílio reconhece a primazia do canto gregoriano, próprio da liturgia romana, recomendando que ele tenha lugar preferencial nas celebrações. Ao mesmo tempo, abre espaço para outras formas de música sacra, como a polifonia, desde que estejam em consonância com o espírito da liturgia e favoreçam a oração e a comunhão da assembleia. Também atribui importância ao órgão de tubos, tradicional na Igreja latina, por sua capacidade de elevar o espírito a Deus, sem excluir outros instrumentos adequados ao culto.
Por fim, o Concílio orienta que os textos destinados ao canto sejam doutrinariamente sólidos e inspirados na Sagrada Escritura e nas fontes litúrgicas, garantindo assim que o canto seja, ao mesmo tempo, beleza estética e expressão de fé.
Assim, a Sacrosanctum Concilium oferece uma visão equilibrada e profundamente teológica da música litúrgica: tradição e participação, beleza e função ritual, formação e vida espiritual caminham juntas. A música, iluminada pelo espírito do Concílio, torna-se caminho de encontro com Deus e de comunhão entre os fiéis.
33º Domingo do Tempo Comum – Ano C Leituras: Ml 3,19-20a | Sl 97(98),5-6.7-8.9a.9bc (R. cf. 9) | 2Ts 3,7-12 | Lc 21,5-19
Às vezes, parece que Jesus gosta de nos pegar desprevenidos. Enquanto alguns discípulos admiravam o Templo de Jerusalém, Jesus solta, com toda serenidade: “Dias virão em que não ficará pedra sobre pedra.” Imagina a cena. É mais ou menos como você comentar: “Nossa, que prédio bonito!”, e alguém responder: “Pois é, vai cair tudinho.” Não exatamente o tipo de conversa que anima um domingo de manhã.
Mas é justamente desse espanto inicial que nasce a reflexão deste domingo. Jesus não está fazendo terrorismo espiritual. Ele está ensinando seus discípulos — e nós — a não colocar o coração nas estruturas que passam, por mais impressionantes que sejam. É como se dissesse: “Gente, foquem no essencial.” O Evangelho começa com pedras e termina com promessa. Entre uma coisa e outra, existe um caminho feito de perseverança, coragem e olhos atentos.
1. Quando as estruturas tremem
Os discípulos, evidentemente alarmados, perguntam: “Mestre, quando será isso?” A pergunta que a gente adoraria fazer também. Jesus, porém, não dá datas, cronogramas ou tabelas de eventos proféticos. Ele prefere falar do coração humano, das ilusões, dos medos e da tentação de ser enganado. “Cuidado para não serdes enganados.” Quando o cenário confunde, quando o mundo parece um grande reality show apocalíptico, a primeira coisa que Jesus pede é: discernimento.
E aqui entra o toque humorístico da vida real: quantas vezes, quando algo dá errado, a nossa mente já começa a criar um filme inteiro de catástrofes? “Meu Deus, o carro fez um barulho estranho… será que é o motor? Será que vai explodir? Será que devo vender tudo e virar eremita?” O imaginário humano é fértil, às vezes até demais.
Jesus, porém, nos convida a olhar para a realidade sem pânico e com fé. Não se trata de negar os desafios do mundo (guerras, violências, tensões sociais, injustiças), mas de não deixar que eles nos roubem a paz. Ele nos ensina a viver com os pés no chão e o coração no alto.
2. Entre perseguições e testemunhos
Depois, Jesus aprofunda o discurso: “Antes disso, sereis presos e perseguidos… isso será uma oportunidade para testemunhardes.” Aqui está um dos maiores paradoxos do Evangelho: momentos difíceis não são sinais de abandono, mas oportunidades de fidelidade.
Parece até contraditório; nós preferiríamos que “oportunidades de testemunho” viessem na forma de aplausos, holofotes e cafés bem passados, e não de dificuldades. Mas Jesus insiste: as provações podem se tornar palco para o amor e para a resistência da fé.
A primeira leitura, de Malaquias, ilumina essa parte. O profeta fala do “dia do Senhor”, visto por alguns como ameaça, mas, para aqueles que permanecem fiéis, esse dia é “sol de justiça” que traz cura. Em outras palavras: para quem confia no Senhor, os dias difíceis não são o fim, mas começo de algo novo.
3. “É ficando firmes que ireis ganhar a vida”
O versículo final do Evangelho é uma verdadeira bússola espiritual: “É pela vossa perseverança que ireis ganhar a vida.” Não é pela força, não é pela esperteza, não é pela estratégia humana: é pela perseverança, essa palavra tão pequena e tão exigente.
Perseverar significa continuar mesmo quando o entusiasmo diminui. É correr a maratona da fé sabendo que não é sprint. É ser fiel no ordinário, no discreto, no repetitivo. Parece pouco, mas é ali que se constrói a santidade.
E é aqui que Paulo, na segunda leitura (2Ts 3,7-12), entra com uma conversa que parece saída diretamente de uma reunião comunitária: “Trabalhem. Não fiquem à toa. Não vivam às custas dos outros.” A comunidade cristã não é refúgio para preguiçosos espirituais ou sociais. Perseverar também significa contribuir, estar presente, colocar a mão na massa, com alegria, responsabilidade e humildade.
4. O horizonte da liturgia deste domingo
Quando reunimos as leituras, temos um mosaico espiritual:
Malaquias fala do dia do Senhor como purificação e cura;
O Salmo 97 canta que Deus vem para governar com justiça;
Paulo lembra a importância do testemunho concreto;
Jesus nos convida à perseverança diante de tempos turbulentos.
Tudo converge para uma mensagem central: a vida cristã não é fuga do mundo, mas fidelidade dentro dele. Mesmo quando os “templos” da vida (aquilo que construímos, admiramos ou seguramos com tanta força) parecem desabar, Deus permanece. E é nessa permanência divina que a nossa própria fidelidade se apoia.
5. Quando o Evangelho encontra a vida real
O Evangelho de hoje também tem um lado profundamente humano. Todos nós temos nossos “templos”: projetos, seguranças, rotinas, planos infalíveis (ou não tão infalíveis assim). E todos nós já sentimos o chão tremer quando algo inesperado acontece.
O que Jesus nos diz é: não coloquem o coração no que passa. Não absolutizem o que é relativo. Não façam eternos os cenários provisórios. E, sobretudo, não busquem atalhos espirituais, nem gurus da moda, nem profetas do pânico, nem receitas mágicas de fé.
A fé verdadeira não precisa de pirotecnia. Ela precisa de constância. De passos pequenos e firmes. De escuta. De discernimento. De coragem.
E, sim, às vezes precisa também de humor. Aquele humor que nasce da humildade, de reconhecer que não controlamos tudo, e que Deus continua sendo Deus mesmo quando nossos planos não são aprovados.
O penúltimo domingo do Tempo Comum nos prepara para o Advento. Fala de fins, mas aponta para começos. Porque o Evangelho não termina com destruição, mas com promessa: “Eu vos darei sabedoria.”“Nenhum fio de cabelo se perderá.”“Pela perseverança ganhareis a vida.”
Quando sentimos que tudo está incerto, Jesus nos entrega três convites simples e profundos:
Não tenham medo.
Não se deixem enganar.
Permaneçam.
E talvez seja isso que precisamos ouvir mais do que nunca: mesmo quando tudo parece desabar, respira, permanece, confia. Porque Deus não abandona o seu povo: Ele o sustenta. Ele o atravessa. Ele o conduz. E, no fim, como diz Malaquias, o Sol da Justiça voltará a brilhar. Com cura. Com esperança. Com vida plena.
Nos dois últimos finais de semana de setembro (14 e 21), aconteceram os Encontros Regionais dos Cooperadores Paulinos do Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul. Esses momentos marcaram o encerramento do itinerário formativo que preparou os participantes para viver o tema central: a identidade do Cooperador Paulino, iluminada pela reflexão “Retomando o meu batismo” e “Nossa Identidade a partir da óptica do Fundador”. Inspirados na imagem da construção de uma casa, todos foram convidados a refletir não apenas sobre a missão da Família Paulina no mundo, mas também sobre a edificação da própria “casa interior”, alicerçada em Cristo.
Em Caxias do Sul (RS), o encontro foi acolhido pela comunidade Santa Lúcia, reunindo Cooperadores vindos de várias partes do Brasil: Boa Vista (RR), Conceição do Tocantins (TO), São Paulo (SP), Presidente Prudente (SP), Curitiba/Pinhais (PR) e Cascavel (PR). Do Rio Grande do Sul, participaram grupos de Santana do Livramento, Bento Gonçalves e Porto Alegre, além dos grupos locais: Santos Apóstolos, Santíssima Trindade, Jesus Mestre e Terceira Légua. A presença do Pe. Francisco Galvão, primeiro Padre Paulino a participar de um Regional no estado, trouxe ainda mais entusiasmo e vitalidade. O encontro também foi enriquecido pela presença das Irmãs Pias Discípulas do Divino Mestre, Irmãs Paulinas e Irmãs Pastorinhas, fortalecendo os laços da Família Paulina.
Já em Anastácio (MS), os Cooperadores receberam com alegria os grupos vindos de Campo Grande e Bodoquena. Foi um momento marcado por emoção, partilha e renovação da fé, em que Cooperadores e religiosas reafirmaram sua identidade e compromisso no seguimento do Mestre Pastor, redescobrindo a beleza de pertencer à Família Paulina.
É importante recordar que o Cooperador Paulino é um leigo batizado que, inspirado pelo carisma paulino, assume a busca da santidade e o compromisso com o apostolado. Vive no coração do mundo a missão de anunciar Jesus Mestre, Pastor, Caminho, Verdade e Vida, tornando-se fermento do Evangelho nas realidades humanas e presença viva da Família Paulina na sociedade.
Em síntese, o Hino dos Regionais dos Cooperadores Paulinos no Brasil – 2025 expressa e confirma essa vivência: o desejo de corresponder à vontade do Mestre Pastor, valorizando a riqueza da diversidade que nos caracteriza e respondendo, com fé e esperança, ao chamado de ser sal e luz no tempo e nos contextos em que estamos inseridos.
“Pedras Vivas em Cristo!”
Atentos aos sinais dos tempos com o coração do Bom Pastor Vemos tanta morte, fake News e divisões Cansaço, desesperança dilaceram os corações Com ardor de Paulo e Alberione um mundo novo edificar
Eu e você, “pedras vivas” da construção Em Cristo Alicerçados, a “Casa Paulina”, edificar: Sal da terra luz do mundo – o Evangelho proclamar!
Na Família Paulina cada membro tem seu lugar Dons diversos, mas unidos, tijolos na construção Palavra e Eucaristia, em Cristo Mestre, inspiração De uma Nova mentalidade, unidade e compaixão. (L.M. Ir. Suzimara B. De Almeida, sjbp)
Liturgia do dia – Domingo, 14 de setembro de 2025 Exaltação da Santa Cruz – Festa – Ano C 24ª Semana do Tempo Comum
A Liturgia do dia nos convida a contemplar o mistério da Santa Cruz, sinal de salvação e vitória. A festa da Exaltação da Santa Cruz recorda que a cruz, antes instrumento de sofrimento e morte, tornou-se para os cristãos a árvore da vida, pela qual recebemos a redenção em Cristo.
Na primeira leitura (Nm 21,4b-9), o povo de Israel, ferido pelas serpentes no deserto, encontra na serpente erguida por Moisés o sinal de cura e salvação. Este gesto já anunciava o mistério de Cristo, elevado na cruz para dar vida ao mundo.
O salmo responsorial (Sl 77) nos convida a recordar as maravilhas de Deus, que sempre perdoa e salva o seu povo, mesmo quando este vacila na fidelidade.
Na segunda leitura (Fl 2,6-11), São Paulo apresenta o hino cristológico que proclama a obediência de Jesus até a morte de cruz. Por isso, Deus o exaltou, dando-lhe o nome acima de todo nome, diante do qual todo joelho se dobra.
O Evangelho (Jo 3,13-17) mostra que a cruz é o grande sinal do amor de Deus pela humanidade: “Deus amou tanto o mundo, que entregou o seu Filho único, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna”. A cruz não é derrota, mas manifestação plena da misericórdia e da vitória da vida sobre a morte.
A liturgia da Exaltação da Santa Cruz nos conduz ao coração do mistério cristão: a cruz, que aos olhos humanos é sinal de sofrimento e condenação, se torna em Cristo a plena revelação do amor de Deus e a fonte de vida eterna. O Evangelho de João nos apresenta Jesus como o Filho do Homem que desceu do céu e que deve ser elevado. Essa elevação possui um duplo sentido: histórico, pois se refere à sua entrega na cruz, e teológico, porque aponta também para sua glorificação junto do Pai. Assim como a serpente de bronze erguida por Moisés no deserto se tornou sinal de salvação para os que olhavam para ela, também o Filho do Homem, elevado na cruz, torna-se fonte de vida para todos os que nele crerem.
No centro do Evangelho está o versículo que muitos chamam de “pequeno evangelho”: “Deus amou tanto o mundo, que entregou o seu Filho único, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna”. Neste anúncio, encontra-se resumida toda a Boa Nova. Deus é o sujeito do amor, o mundo inteiro, mesmo em sua fragilidade e pecado, é o destinatário, e o Filho é o dom oferecido até a cruz. O fruto desta entrega é a vida eterna, concedida a quem se abre à fé. A cruz, portanto, não é o lugar da derrota, mas a epifania do amor gratuito e misericordioso de Deus, que não poupa o próprio Filho para salvar a humanidade.
O texto continua afirmando que Deus não enviou o Filho para condenar o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Esse detalhe é essencial: a cruz não é condenação, mas reconciliação; não é sinal da ira divina, mas do excesso de amor que gera salvação. O julgamento não é um castigo imposto, mas a escolha que cada pessoa faz diante do amor manifestado em Cristo. Quem crê encontra vida; quem rejeita permanece nas trevas.
Liturgicamente, a cruz é exaltada como altar do sacrifício, trono de glória e sinal de comunhão. No altar, Cristo se entrega totalmente ao Pai por amor à humanidade. No trono da cruz, Ele reina, pois é precisamente no abaixamento que se manifesta sua exaltação. Como sinal de comunhão, a cruz une o céu e a terra, reconciliando os homens com Deus e entre si. A festa de hoje nos convida, portanto, a olhar para a cruz não como peso, mas como caminho de amor e libertação, celebrando-a como sinal pascal de vitória.
Exaltar a cruz significa reconhecer que nela está a fonte de nossa fé, esperança e caridade. Na fé, porque acreditamos que a vida venceu a morte e que o amor é mais forte que o pecado. Na esperança, porque podemos carregar as nossas cruzes com confiança, certos de que em Cristo já participamos de sua ressurreição. Na caridade, porque somos chamados a viver a mesma entrega de amor que Ele viveu, transformando a vida em dom.
Assim, a Liturgia do dia nos leva a contemplar o grande paradoxo cristão: onde parecia haver derrota, resplandece a vitória; onde se via morte, nasce a vida; onde se esperava condenação, transborda a misericórdia. A cruz, hoje exaltada, é para nós a certeza de que Deus nunca desiste da humanidade, mas a envolve com um amor que se faz total entrega.
Origem da Festa da Exaltação da Santa Cruz
A festa da Exaltação da Santa Cruz remonta aos primeiros séculos do cristianismo e está ligada a acontecimentos marcantes na história da Igreja. Sua origem mais antiga está associada à peregrinação de Santa Helena, mãe do imperador Constantino, à Terra Santa, por volta do ano 326. Movida por profunda devoção, ela procurou os lugares santos ligados à vida de Jesus e, segundo a tradição, encontrou o lenho da verdadeira cruz em Jerusalém. Poucos anos depois, Constantino mandou erguer no local a imponente Basílica do Santo Sepulcro, dedicada em 13 de setembro de 335. No dia seguinte, 14 de setembro, a cruz foi solenemente apresentada aos fiéis, que a veneraram com grande devoção. Esse gesto litúrgico passou a ser celebrado anualmente, dando origem à festa da Exaltação da Santa Cruz.
A importância dessa celebração se fortaleceu ainda mais no século VII, quando o imperador bizantino Heráclio recuperou a relíquia da cruz, que havia sido roubada pelos persas em 614. Em 628, a cruz foi devolvida solenemente a Jerusalém, e esse evento se uniu à memória já existente do dia 14 de setembro, conferindo à festa caráter universal.
Desde então, a Igreja não celebra apenas a descoberta ou a recuperação de uma relíquia, mas sobretudo o mistério que a cruz revela: a vitória de Cristo sobre a morte e a manifestação suprema do amor de Deus. A cruz, que aos olhos do mundo foi instrumento de humilhação, é exaltada como trono da glória de Cristo e árvore da vida, da qual brota a salvação.
Por isso, a liturgia deste dia não se concentra no sofrimento da paixão, como acontece na Sexta-feira Santa, mas na alegria pascal da cruz redentora. Ao celebrarmos a Exaltação da Santa Cruz, contemplamos o sinal do amor infinito de Deus, que transforma aquilo que era derrota em vitória e aquilo que era morte em fonte de vida.
Que esta Liturgia do dia nos ajude a contemplar a cruz não como peso, mas como caminho de amor, entrega e salvação.
Hoje (23/08/2025) celebramos com júbilo a Festa de Santa Rosa de Lima, virgem, Padroeira da América Latina. Estamos na 20ª Semana do Tempo Comum, Ano C e a liturgia transpira esperança e nos chama à vivência fiel dos mistérios de Cristo no dia a dia.
Leituras do dia
Na Primeira leitura – 2Cor 10,17-11,2, São Paulo exorta: “Quem se gloria, glorie-se no Senhor”. Não em si mesmo, não em suas obras, mas em Deus. Ele lembra que a aprovação verdadeira vem do Senhor, não dos homens. Paulo se apresenta como aquele que desposou a comunidade a Cristo, como uma virgem pura a um único esposo.
O Salmo responsorial – Sl 148,1-2.11-13a.13c-14 (R. cf. 12a.13a) – faz um convite universal ao louvor. O salmista chama anjos, reis, príncipes, jovens, crianças, homens e mulheres a bendizer o nome do Senhor. Toda a criação é chamada a glorificar seu Criador.
No Evangelho – Mt 13,44-46 – Jesus nos apresenta duas breves parábolas. O Reino dos Céus é comparado a um tesouro escondido em um campo. Quem o encontra vende tudo para comprá-lo. É também como um comerciante em busca de pérolas preciosas. Ao encontrar uma pérola de grande valor, vende tudo para adquiri-la. O Reino exige entrega total.
Quem foi Santa Rosa de Lima
Santa Rosa nasceu em Lima, Peru, em 1586. Seu nome de batismo era Isabel, mas a beleza de seu rosto inspirou o apelido “Rosa”. Desde jovem, buscou a vida de oração, penitência e caridade. Pertenceu à Ordem Terceira Dominicana. Fez voto de castidade, cuidou dos pobres, dos indígenas e dos escravos. Viveu austeramente e ofereceu tudo a Cristo. Morreu em 24 de agosto de 1617, com apenas 31 anos. Foi canonizada em 1671 e tornou-se a primeira santa das Américas, padroeira do Peru e de toda a América Latina.
A vida de Santa Rosa reflete a mensagem das leituras. Como Paulo, ela se apresentou a Cristo como uma virgem pura. Não buscou glória própria. Sua vida foi um constante “gloriar-se no Senhor”. Viveu para Ele e por Ele.
O salmo do dia fala do louvor universal. Rosa também louvou com sua vida. Via Deus na beleza da criação, nas flores que cultivava, no cuidado com os pobres. Sua oração se unia ao cântico dos céus.
O Evangelho das parábolas mostra a radicalidade do Reino. Quem encontra o tesouro vende tudo. Quem acha a pérola deixa tudo para adquiri-la. Assim fez Rosa. Abriu mão de riquezas, de prestígio, de comodidades. Tudo para conquistar o Reino.
Mensagem para nós hoje
A festa de Santa Rosa de Lima nos provoca a rever nossas prioridades. Onde está o nosso tesouro? O que valorizamos acima de tudo? O Senhor nos convida a vender, isto é, a deixar de lado o supérfluo para abraçar o essencial.
Rosa nos ensina que a santidade é possível no cotidiano. É escolha diária. É busca de Cristo como a pérola mais preciosa. É olhar para o mundo com humildade, servir com amor, louvar com simplicidade.
Hoje, o convite é claro: não nos gloriemos em nós mesmos. Reconheçamos que tudo vem de Deus. Ele é nosso maior bem. Que possamos viver o desposório com Cristo, como Santa Rosa, com fidelidade e pureza de coração.
Que todo nosso ser, como o salmo pede, seja louvor. Que nossos gestos revelem amor. Que nossas escolhas apontem para o tesouro maior: Cristo. A vida de Santa Rosa nos mostra que vale a pena entregar tudo para ganhar tudo. E esse tudo é Deus.
Assim, celebramos esta festa pedindo a intercessão de Santa Rosa de Lima. Que ela nos ajude a buscar o Reino com coragem. Que nos inspire a trocar as pérolas falsas pelas verdadeiras. Que nossa vida seja um hino de louvor e entrega. Que possamos um dia, com ela, gloriar-nos apenas no Senhor.
No dia 26 de julho de 2025, celebramos com profunda gratidão os 69 anos da chegada das Irmãs Pias Discípulas do Divino Mestre ao Brasil. Foi em 1956 que as primeiras irmãs pisaram em terras brasileiras, vindas da Itália, acolhendo com generosidade o chamado da missão confiada pelo Bem-aventurado Tiago Alberione: ser presença orante, litúrgica e formativa no coração da Igreja e da Família Paulina.
Esses quase sete decênios de história são marcados por uma entrega silenciosa e fiel, construída dia a dia nas comunidades, nos bastidores da liturgia, na atenção aos ministros ordenados, na acolhida aos que buscam um espaço de silêncio e oração, na evangelização através da arte e da beleza.
Ao longo deste caminho, foram muitos os rostos, nomes e histórias que deram corpo à missão das Pias Discípulas no Brasil. Mulheres consagradas, discípulas e apóstolas do Divino Mestre, que, com simplicidade e ousadia, lançaram as sementes do carisma e cuidaram para que crescessem em solo brasileiro, sempre em sintonia com os tempos, as culturas e os desafios de cada época.
Hoje, a presença das Pias Discípulas se estende por diferentes regiões do país, com comunidades e centros de missão que continuam a proclamar, com a vida e o serviço, a centralidade da Eucaristia, da Palavra e da Liturgia na vida da Igreja.
Celebrar este aniversário é mais do que recordar o passado. É renovar o compromisso de ser hoje “memória viva de Jesus Mestre, Caminho, Verdade e Vida”, como nos lembra a espiritualidade que herdamos. É continuar, com fidelidade criativa, a missão iniciada por Ir. M. Escolástica Rivata e tantas irmãs que nos precederam, tendo os olhos fixos no Mestre que caminha conosco.
Nesta linda festa, recordamos com gratidão a vida e a fidelidade de nossas Irmãs jubilandas: Ir. Neusa, Ir. Auxiliadora, Ir. Clarinda, Ir. Rosângela e Ir. Vera, que celebram 60 anos de consagração religiosa. Suas vidas testemunham o “sim” perseverante, a comunhão fraterna e o amor apaixonado por Jesus Mestre, vivido no cotidiano da missão. Com elas, louvamos ao Senhor por tantas graças derramadas!
A Ele, a glória! A Maria, Rainha dos Apóstolos, nossa confiança! Aos irmãos e irmãs que caminham conosco, a nossa gratidão!