CRESCER EM JESUS CRISTO, CAMINHO, VERDADE E VIDA

O texto “Crescer em Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida” é uma meditação proferida por Pe. Tiago Alberione às Pias Discípulas do Divino Mestre, em 14 de novembro de 1966, como preparação espiritual para o centenário do martírio dos santos Pedro e Paulo. Nesta reflexão simples e profunda, Alberione conduz as religiosas a contemplar o mistério do crescimento interior em Cristo, partindo da afirmação evangélica: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14,6).

Texto em italiano: APD66

O autor convida à introspecção e à oração, destacando que, assim como o corpo precisa de alimento material, a alma necessita ser continuamente nutrida pela graça. Esse alimento espiritual é o próprio Cristo, que se oferece na Eucaristia e na Palavra como fonte de vida abundante. Alberione explica que o verdadeiro crescimento cristão consiste em conformar a vontade, o pensamento e o amor aos de Cristo — caminhando em obediência (Caminho), iluminando a mente pela fé (Verdade) e vivendo no amor a Deus e ao próximo (Vida).

A meditação propõe um exame de consciência: estamos realmente crescendo em Jesus Cristo? Estamos deixando que Ele viva em nós, como dizia São Paulo: “Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim” (Gl 2,20)? Com esse chamado, Alberione recorda que a santidade é um processo contínuo, que dura até o último suspiro, e que se alimenta na oração, na fidelidade à vocação e no amor à Igreja.

Lida hoje, essa meditação conserva toda a sua atualidade: é um convite à formação interior, à vida eucarística e à comunhão com o Espírito do Concílio Vaticano II, que renovava a Igreja naquele tempo. Alberione, com sua clareza e fervor, nos convida a crescer com Cristo, por Cristo e em Cristo — até que seja Ele a viver plenamente em nós.

55. CRESCER EM JESUS CRISTO, CAMINHO, VERDADE E VIDA

Meditação à Comunidade das Pias Discípulas do Divino Mestre em preparação ao ano centenário do martírio dos santos Pedro e Paulo.
Roma, Via Portuense 739, 14 de novembro de 1966

Neste tempo, especialmente em novembro e dezembro, somos convidados a refletir e a rezar. Façamos, pois, uma breve meditação. Devemos considerar que o ser humano é composto de alma e corpo, e que se alimenta com o alimento material; mas, além do corpo, há aquilo que é o homem em sua essência, isto é, a vida sobrenatural. Assim como o corpo precisa de alimento, também a alma necessita de nutrição, sim, a alma que, quando vive em estado de graça, cresce em santidade e continua a corresponder ao amor de Deus. Devemos, portanto, considerar esta vida sobrenatural, a vida da graça, a vida que Jesus Cristo nos concedeu.

A alma precisa de alimento espiritual para crescer. O Senhor disse: “Vim para que tenham vida, e a tenham em abundância” (Jo 10,10). São Paulo também nos ensina a crescer em Jesus Cristo (cf. Ef 4,15). E o mesmo São Pedro exorta: “Crescei em espírito, em Cristo” (cf. 1Pd 2,2). Assim, recebemos esta vida sobrenatural, uma vida que pode crescer continuamente. O homem, quando chega aos 20 ou 22 anos, já não cresce mais fisicamente. Mas a alma, sim, quando vive na graça e deseja verdadeiramente crescer em Cristo, pode crescer dia após dia, ano após ano, até o fim da vida presente. Crescer, sim! O próprio Jesus nos fez compreender isso quando o Evangelho diz que Ele “crescia em sabedoria, em estatura e em graça” (Lc 2,52).

Qual é, então, o nosso alimento? É o próprio Jesus Cristo. Ele se fez pão, e o pão é transformado n’Ele. Jesus é o alimento de nossas almas; e cada dia, a vida espiritual se torna mais vigorosa. Assim, de que nos nutrimos? Alimentamo-nos do próprio Cristo, até o ponto em que Ele domina plenamente a parte humana de nosso ser. Então se realiza o que diz São Paulo: “Vivit vero in me Christus”: é Cristo quem vive em mim (Gl 2,20).

Jesus Cristo disse de si mesmo: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14,6). Ele é aquele que nos alimenta.

“Eu sou o Caminho”: crescer em Jesus Cristo, Caminho, significa caminhar como Ele quer, trilhar o caminho da santificação, o caminho da vontade, isto é, o caminho da obediência. Peçamos ao Senhor o dom de oferecer-Lhe nossa vontade. Ele é o Caminho, aquele que nos indica a obediência ao desígnio do Pai.

“Eu sou a Verdade”: é Ele quem ilumina nossa mente. Devemos fazer com que nossos pensamentos se tornem os pensamentos de Cristo, que as verdades que guiam nossa vida sejam as que estão n’Ele. Assim, além do alimento da vontade, há o alimento da mente, a fé. Crescemos na fé quando pensamos como Cristo, quando deixamos que Ele pense em nós.

“Eu sou a Vida”: a vida é o amor a Deus e ao próximo. Jesus amou o Pai e amou as almas. Assim, meditando o que Ele disse de si mesmo — Caminho, Verdade e Vida —, pouco a pouco, Cristo entra em nós, formando em nosso interior a vontade, o pensamento, a fé e a caridade. A nutrição espiritual é contínua, especialmente a partir da Profissão religiosa, quando o crescimento deve tornar-se mais abundante. Há almas que progridem rapidamente, e outras que caminham mais devagar, algumas até retrocedem em certos momentos.

Examinemo-nos, então: estamos crescendo em Jesus Cristo? Crescemos segundo a Sua vontade? Nossa vontade está realmente submissa à d’Ele? E quanto à fé, ao amor? Como estamos caminhando? Neste tempo de maior recolhimento e oração, o crescimento espiritual se fará sentir cada vez mais. Há também almas que retrocedem mas, segundo o espírito que vos anima, estou convencido de que em vós há, dia após dia, um crescimento de vida. Assim, pouco a pouco, podemos chegar a dizer com São Paulo: “Mihi vivere Christus est” (“para mim, viver é Cristo”) (Fl 1,21); “já não sou eu quem vivo, mas é Cristo que vive em mim” (Gl 2,20).

Tomar São Paulo como protetor não é apenas porque foi pregador ou escritor, mas porque foi uma alma transformada em Cristo. É isso o que quero dizer nesta meditação: que nos conformemos à vida de São Paulo.

Em breve será enviada uma circular a toda a Família Paulina, pois nos aproximamos do centenário de São Pedro e São Paulo (1867–1967). No próximo ano, se o Senhor nos conservar a vida, deverá ser um tempo de nos aproximarmos mais de São Paulo, de seus pensamentos, de seus sentimentos. Sua vida foi toda ordenada a Cristo, toda voltada a Deus. Comecemos, pois, lendo a vida de São Paulo: há boas biografias disponíveis, e pensando em como poderemos expressar nosso afeto, nossa veneração e nossa oração.

Rezemos a São Paulo para que nos ajude a nos aproximar cada vez mais de Jesus Cristo, até que seja Ele quem viva em nós. Quando a alma cresce verdadeiramente, ainda assim pode crescer mais, alcançar uma santidade sempre maior, conforme as graças e o tempo que Deus nos concede.

Tenhamos este desejo, este propósito. Rezemos também a São Paulo por toda a Família Paulina: pelos que ingressam, pelos que crescem, e pelos que procuram corresponder à própria missão e vocação. Rezemos.

Hoje, a Família Paulina está presente em todos os cinco continentes: Europa, Ásia, África, América e Oceania. Rezemos, em primeiro lugar, pelas vocações; depois, por uma formação autenticamente paulina; pela santificação da vida religiosa; e, por fim, pelos frutos apostólicos, pelos frutos que chegam às almas com as quais entramos em contato. Rezemos, pois, por todos, por toda a humanidade, especialmente neste centenário.

Além disso, rezemos para que a Igreja possa realizar plenamente tudo o que foi estabelecido pelo Concílio Vaticano II. É uma graça imensa! Creio que já lestes os discursos do Papa nas audiências. Devemos acolher todos os seus pensamentos e desejos, acompanhá-lo com fidelidade. É admirável vê-lo trabalhar tanto, e o quanto Deus o tem sustentado em saúde. Rezemos por ele. É realmente um Pontífice suscitado por Deus para as necessidades deste tempo.

Concluindo: crescer, crescer sempre. Até quando? Até o último respiro. Entreguemos a Jesus Cristo nossa vontade, nossa mente, nosso coração. Cresçamos n’Ele, com Ele e por Ele.

E, por fim, sintamo-nos membros vivos e atuantes na Igreja, não vivendo apenas para nós mesmos, mas para a Igreja e para o Senhor. Eternidade! Eternidade!

Seja louvado Jesus Cristo.

A ADORAÇÃO SEGUNDO O MÉTODO “CAMINHO, VERDADE E VIDA”: CAMINHO DE SANTIFICAÇÃO

O texto que segue — L’Adorazione secondo il metodo Via, Verità e Vita — é uma conferência de 20 de junho de 1966, dirigida pelo Bem-aventurado Tiago Alberione às noviças das Pias Discípulas do Divino Mestre, durante um curso de Exercícios Espirituais em Roma. Trata-se de uma de suas mais belas sínteses sobre o sentido da adoração eucarística e o modo concreto de vivê-la no cotidiano da vida consagrada.

Partindo da estrutura tradicional dos Exercícios (purificação e santificação), Alberione recorda que a verdadeira santificação deve abranger todo o ser: mente, vontade, coração e corpo; toda a jornada; e todas as dimensões da vida: oração, trabalho, descanso e apostolado. Nesse horizonte, apresenta a oração como o “grande meio” da santificação, conforme ensinava Santo Afonso de Ligório.

O núcleo da conferência é a explicação do método “Caminho, Verdade e Vida” (Jo 14,6), que o Fundador propõe como itinerário espiritual para a Adoração ao Santíssimo Sacramento.

  • Jesus, Caminho: é o modelo de vida a seguir, o traçado concreto da santidade, o convite a conformar-se com Ele na humildade, na obediência e na caridade.
  • Jesus, Verdade: é o conteúdo da fé, o Mestre que revela o Pai, conduzindo-nos à contemplação e ao aprofundamento da Palavra.
  • Jesus, Vida: é a fonte da graça que nos anima e transforma interiormente, comunicando-nos sua própria vida divina.

Ao propor esse método, Alberione mostra que a adoração não é simples devoção, mas um diálogo vital com o Senhor, que abrange o pensar, o crer e o viver. A Eucaristia torna-se, assim, o coração pulsante da formação espiritual e do apostolado: quanto melhor se adora, melhor se vive; quanto mais se reza, mais a vida se santifica.

Este texto, marcado pelo tom familiar e pedagógico do Fundador, é um verdadeiro roteiro de vida e de oração. Ele convida cada pessoa a transformar o tempo diante do Santíssimo em um caminho de configuração com Cristo, no qual a adoração se converte em comunhão e a comunhão em missão.


33. A ADORAÇÃO SEGUNDO O MÉTODO “CAMINHO, VERDADE E VIDA”

Exercícios Espirituais (13–21 de junho de 1966) às Pias Discípulas do Divino Mestre, noviças do 2º ano.
Roma, Via Portuense 739, 20 de junho de 1966

Recordamos que os Exercícios Espirituais podem ser considerados sob dois aspectos:
primeiro, a parte da purificação;
segundo, a parte da santificação, que deve ser assumida como compromisso para o ano espiritual, isto é, desde este tempo, desta semana, até o próximo curso de Exercícios Espirituais.

Agora, quanto à santificação. Ela deve se estender a todo o nosso ser: à mente, à vontade, ao coração e ao corpo. A santificação abrange tudo, todo o decorrer do dia: as práticas de piedade da manhã; os compromissos do dia: estudo, trabalho, apostolado; o tempo dedicado à recreação, à refeição; as Adorações; e até o descanso noturno, que também deve ser oferecido ao Senhor. Pois é vontade de Deus que, assim como nos alimentamos para nos mantermos a serviço d’Ele, também descansemos na medida justa, para conservar a vida e continuarmos servindo a Deus e ao apostolado. Portanto, toda a jornada, sim, deve ser santificada.

A santificação também se estende às Constituições e a tudo o que é determinado pela obediência.


Mas o primeiro ponto é a oração, o grande meio de santificação — como escreveu Santo Afonso no seu belo livro O grande meio da oração.
A oração é realmente o grande meio da santificação.
Devemos, pois, examinar a nossa piedade, as nossas práticas de piedade, e ver como elas se compõem.
A oração deve ser sempre considerada sob dois aspectos:

  1. A oração para honrar a Deus.
  2. A oração para a nossa santificação.

A primeira parte, isto é, a oração que diz respeito a Deus, é para adorar o Senhor — Jesus, o Pai celeste, o Espírito Santo — e, ao mesmo tempo, agradecer.
Assim: “Eu Vos adoro e Vos agradeço”.
A oração, portanto, compõe-se de dois elementos: adoração e ação de graças.

A segunda parte da oração diz respeito a nós: pedir perdão e reparação pelos nossos males; e depois a súplica, as petições que devemos fazer ao Senhor.
Portanto, a oração dirigida a Deus é para adoração e ação de graças; e, quanto a nós, é para pedir perdão, oferecer penitência e suplicar todas as graças de que precisamos.
Não se deve apenas pedir graças, mas começar sempre com o agradecimento e o louvor a Deus.


A oração, então: como despertamos pela manhã, com que pensamentos, com que orações; depois, a meditação, a Missa, a Comunhão e as demais práticas; as Adorações; as jaculatórias que se podem recitar durante o dia; as orações da noite; as bênçãos do Santíssimo Sacramento.
É preciso ver se fazemos bem a oração — esse grande meio de salvação e de santificação.
Santo Afonso o explica tão bem naquele precioso livro O grande meio da oração, que se nos fazia ler todos os anos.

Naturalmente, o primeiro lugar cabe ao Sacrifício da Missa, depois à Comunhão, e em seguida à Adoração.


Falemos um momento da Adoração, da Visita que fazeis ao Santíssimo.
A Adoração pode ser feita de várias formas, mas há aquela que se pratica no vosso Instituto.

No século passado e no início deste século, a Adoração geralmente não se fazia como a fazeis hoje. Ela era dividida em quatro pontos: adoração, ação de graças, reparação e súplica.
Esse modo foi introduzido especialmente por São Pedro Julião Eymard, fundador dos Religiosos e das Servas do Santíssimo Sacramento, que faziam Adoração dia e noite.
Em certos lugares onde estive, que solenidade! O Senhor exposto, Jesus Eucarístico, com tamanha reverência! Quanta gente vinha adorá-Lo — por pouco ou muito tempo —, uma verdadeira pregação viva da Adoração.


Mas, geralmente para nós, a Adoração pode ser feita com três pontos, segundo o método:
“Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14,6).

É Ele — o Filho de Deus encarnado — quem é o Caminho, não apenas quem o ensina.
Ele mesmo é o Caminho que conduz à santidade e, portanto, ao Céu.

Depois, Ele é a Verdade — e nós dobramos a mente diante d’Ele, fazendo atos de fé.

E, por fim, Ele é a Vida em nós — a vida da graça.
Quando a criança nasce, tem a vida humana; quando é batizada, recebe a vida cristã; quando abraça a vida religiosa, participa ainda mais profundamente da vida de Cristo.
A graça entra na alma como segunda vida, a vida divina.
E esta cresce na medida em que amamos Jesus Cristo e o próximo.


Quando entra o Espírito Santo na criança? Quando a água é derramada e pronunciada a fórmula batismal: ali começa a graça.
Mas, a partir do uso da razão, essa vida se amplia e cresce.
Jesus, durante toda a sua vida — do presépio à cruz —, mereceu não só para Si, mas também para nós.
Tudo o que Ele fez, desde o nascimento, foi para nossa salvação: para que tivéssemos a graça que apaga o pecado e aumenta os méritos.


Assim, a Adoração pode ser feita nesses três pontos:

  • 40 minutos para cada um, se forem duas horas seguidas;
  • ou divididos de outro modo, conforme o tempo disponível.

Mas, para fazer boas Adorações, é indispensável viver o catecismo — desde o que aprendemos na infância até a teologia, que nada mais é do que um catecismo aprofundado.
O catecismo trata da fé e da vida moral — da graça, enfim.


A primeira parte, portanto, diz respeito ao Caminho: a vida, o Evangelho, o exemplo de Jesus.
Ler e reler o Evangelho, as Cartas de São Paulo, os Atos dos Apóstolos; e, quando possível, outras partes da Bíblia.

No diálogo com o Senhor, devemos ter diante de nós o ensinamento da Igreja, do Catecismo e da Teologia.
Com esses pensamentos, olhando para Jesus, dialogamos com Ele, mostrando o desejo de segui-Lo.

Meditamos:
— Como Jesus viveu?
— Como se comportava com Maria, com os vizinhos, no trabalho, na oração?
— Como rezava no templo, de dia e de noite?
— Como rezou no Getsêmani e na cruz, pedindo perdão pelos que o crucificaram?

Conformemos a nossa vida à de Jesus: na oração, na caridade, na humildade, na obediência.

Fazemos, então, o exame de consciência, o ato de arrependimento e os propósitos de seguir a Via de Cristo.


Depois vem o segundo ponto: “Eu sou a Verdade”.
Ele é a Verdade do Pai.
Na Adoração, meditar sobre as verdades da fé: a criação, os mistérios, as verdades reveladas.
Recitar as palavras de Jesus:
“Bem-aventurados os pobres, os mansos, os que têm fome e sede de justiça…” (Mt 5,3-10).

Meditar o Sermão da Montanha, as pregações ao povo, os ensinamentos aos Apóstolos, especialmente os dos últimos dias de sua vida.
Aprofundar a fé, fazer atos de fé e pedir o aumento da fé.


A terceira parte: “Eu sou a Vida”.
Cristo é a própria Vida, a graça que nos é comunicada pelos sacramentos, especialmente na Confissão e na Eucaristia.
Ele é a videira, nós os ramos (Jo 15,5).
A mesma seiva — a graça — que circula n’Ele, passa a nós.
Por isso somos irmãos de Cristo e filhos do Pai:
“Subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus” (Jo 20,17).
Se somos filhos, somos também herdeiros (Rm 8,17): herdeiros da graça e do paraíso.

Essa parte da Adoração é dedicada à oração pelo crescimento dessa vida da graça — para que não vivamos apenas minimamente, mas em abundância.
Podem-se rezar o Rosário e outras orações, conforme o costume.

Mas é bom aprofundar sempre mais a Adoração neste eixo:
“Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14,6).
Porque Ele é também a Vida eterna, o Filho de Deus encarnado.


Há muitas maneiras de fazer a Adoração; mas, como tendes o privilégio de estar longamente diante do Filho de Deus, que Cristo viva em vós:
“Vivit vero in me Christus” (Gl 2,20) — Vive em mim Cristo Jesus.
Que Ele viva em vós como Caminho, Verdade e Vida.

E nas orações, pedir todas as graças pela humanidade, pela Igreja, pelas necessidades do mundo e pelas pessoas a quem estamos mais unidas.

Se fizermos Adorações cada vez melhores, toda a vida se aperfeiçoará:
na medida em que rezamos bem, avançamos melhor; e, em proporção à qualidade da oração, é santificada a vida.

Seja louvado Jesus Cristo.

VIVER JESUS CRISTO MESTRE, CAMINHO, VERDADE E VIDA

A meditação “Vivere Gesù Cristo Maestro Via, Verità e Vita” foi proferida por Pe. Tiago Alberione, fundador da Família Paulina, às Pias Discípulas do Divino Mestre em 19 de março de 1966, na igreja dedicada a Jesus Mestre, em Roma, por ocasião da festa de São José. Trata-se de uma das últimas reflexões públicas do fundador, nas quais se percebe a maturidade espiritual e teológica de sua vida interior, sintetizando o coração de toda a espiritualidade paulina: viver em profunda comunhão com Cristo Mestre, Caminho, Verdade e Vida.

Nesta meditação, Alberione propõe um itinerário espiritual centrado na vida interior como núcleo da santidade e da missão. Inspirando-se em São José, ele destaca a simplicidade e a fidelidade cotidiana como o verdadeiro caminho de união com Deus. O autor adverte que as expressões externas da fé (cânticos, ritos e observâncias) são valiosas, mas somente têm sentido quando brotam de um interior animado pela fé, pela esperança e pela caridade. Assim, viver a vida religiosa não é apenas cumprir regras, mas deixar que Cristo transforme a própria interioridade.

O fundador retoma, em seguida, o núcleo da devoção paulina a Jesus Mestre: Ele é honrado como Verdade, pela fé e pela busca da sabedoria; como Caminho, pelo seguimento de seus exemplos e mandamentos; e como Vida, pelo amor que o discípulo cultiva a Deus e às almas. Alberione também recorda que o conhecimento de Cristo se dá pela Revelação, pela Tradição e pelo Magistério da Igreja, e que a verdadeira comunhão com o Mestre se realiza na Eucaristia e na Palavra, duas presenças inseparáveis.

A meditação conclui com uma exortação à Família Paulina: que todos compreendam e vivam profundamente a presença do Mestre Divino, irradiando a partir da Eucaristia a luz de Cristo para o mundo. O autor confia essa graça à comunidade das Pias Discípulas, unindo o sentido espiritual da nova igreja a uma missão universal de evangelização.

Ler este texto é entrar no pensamento orante de Pe. Alberione, onde a teologia se faz vida e a espiritualidade se traduz em comunhão. Sua voz, serena e convicta, convida cada discípulo e discípula do Divino Mestre a cultivar uma fé encarnada, unindo oração e ação, interioridade e missão, Eucaristia e Evangelho.


17. VIVER JESUS CRISTO MESTRE, CAMINHO, VERDADE E VIDA

Meditação à Comunidade das Pias Discípulas do Divino Mestre.
Roma, Via Portuense 739, 19 de março de 1966

… a vida interior. Ele — São José — foi o maior dos santos depois da Santíssima Virgem: seu recolhimento habitual, sua união com Deus, sua docilidade à vontade divina em tudo, sempre disposto a tudo o que o Senhor lhe pedia nas diversas circunstâncias, conforme entendemos pelo Evangelho. Vida interior.

Os cânticos têm seu lugar e fazem muito bem; é necessária também a parte litúrgica exterior; mas, depois disso, é preciso cultivar a vida interior, ou seja, uma fé cada vez mais viva, uma esperança cada vez mais viva, e uma caridade cada vez mais viva. A vida religiosa deve ser observada nas diversas disposições das Constituições religiosas, mas sobretudo observada no íntimo, mais do que no exterior, em tudo, do primeiro ao último artigo das Constituições. Antes de tudo, que seja animada pela fé; pela esperança em Jesus Cristo e na imitação de Jesus Cristo; e pelo amor a Deus e ao próximo. Esta é a vida interior.

A abundância de oração honra a Deus e alcança as graças de que precisamos; mas, ainda mais, é preciso cuidar do interior mais do que da observância exterior. Assim também devem ser recebidos os sacramentos, assim também se deve participar das celebrações. E, em todo o dia, deve haver uma alegria religiosa, uma santa união com Deus. É verdade que, nas obras e nas tarefas, é necessário cuidar também do aspecto exterior e isso é necessário. Mas que tudo parta, antes de tudo, do íntimo.

São José, que não fez coisas extraordinárias, chegou à mais alta santidade. Ele não foi apóstolo, nem mártir, nem pontífice, e, no entanto, está acima de todos no paraíso, exceto a Santíssima Virgem. Por quê? Porque sua vida foi a de um carpinteiro. Mas chegou a tal santidade por causa de sua interioridade.

Segundo pensamento (belíssima esta igreja, sim; e belíssima a cripta, que favorece e convida ao recolhimento): é preciso obter que, em toda a Família Paulina, se compreenda e se siga verdadeiramente o Divino Mestre, tal como o recebemos na comunhão.

Devemos recordar que o Divino Mestre é honrado, em primeiro lugar, pela verdade — a fé; depois, por sua vida, ou seja, por seus exemplos — o caminho; e, por fim, pelo amor — a vida: amor a Deus e amor às almas. Sim, repitam muitas vezes isso, como se repetem as jaculatórias.

Nesta intimidade, posso dizer assim: até agora, quem compreendeu profundamente e viveu isso foi Pe. Dragone, que já preparou e mandou imprimir outro volume; três volumes já foram publicados, e outro está em preparação. Ele compreendeu profundamente o Divino Mestre, já quando era o Criador. Pois foi Ele quem concebeu o desenho do mundo e o realizou. Assim também aqui, os engenheiros fizeram os desenhos, e vocês deram a sua parte nisso. Sim.

Mas é necessária a ciência e a sabedoria: “Eu sou a Verdade” (Jo 14,6), diz o Filho de Deus no seio do Pai.
O primeiro livro foi feito pela ciência humana, isto é, pela criação, em substância, foi assim: “Tudo foi feito por meio dele” (Jo 1,3).

Depois vem a vontade (depois da inteligência): a vontade, expressa nos mandamentos. E tudo o que é bom e santo está contido nos mandamentos e em tudo o que foi ensinado no Antigo Testamento.
Depois, segue-se a revelação do Filho de Deus encarnado, ou seja, o Evangelho. E depois, a Tradição, porque nem tudo foi escrito nos Evangelhos, muita coisa não foi escrita (cf. Jo 21,25); e então existe a Tradição. O ensinamento do Filho de Deus encarnado, uma parte está escrita nos Evangelhos, outra parte está na Tradição. E, portanto, quem interpreta, compreende e explica é o Magistério da Igreja.

E depois, vem a vida: a vida de Jesus Cristo em nós, e como Ele nos transforma. E o que nos tornamos depois disso? Até podermos dizer: “Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim” (Gl 2,20).
E esse é o Magistério.

Ora, o que nós contemplamos e meditamos em Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida, encontra seu reflexo em Maria, que foi quem mais profundamente compreendeu e seguiu o Divino Mestre. Portanto, o que quero dizer é isto: coloquem essas intenções, tanto pelo que já foi feito, quanto pelo que ainda deve ser feito, ou seja, obter que em toda a Família Paulina, em cada um de seus membros, se compreenda e se viva o Divino Mestre. Confio-lhes essa missão. Peçam essa graça. E essa graça está ligada a esta igreja.

Na lista das intenções que apresento ao Senhor todas as manhãs, há esta: pelo menos há seis anos eu lembrava diariamente da construção desta igreja dedicada ao Divino Mestre. Esta igreja será um centro e esse centro é Jesus Cristo: Jesus Cristo presente realmente na Eucaristia; e de onde partirão os raios que se difundirão pelo mundo, começando pela Família Paulina.

Eis, portanto, os dois pensamentos principais:
Primeiro, a importância da vida interior, da interioridade.
Segundo, obter esta graça: que todos compreendam, que todos entendam: “Eu sou o Mestre”, diz Jesus. Ele vive na Eucaristia, vive no Evangelho e no ensinamento que nos deu.
Portanto, é preciso unir sempre a Palavra de Deus à Eucaristia, sempre unidas: Eucaristia e Evangelho.

Seja louvado Jesus Cristo.

FESTA DE PENTECOSTES: VEM ESPÍRITO SANTO DE AMOR!

“Recebei o Espírito Santo!” (Jo 20,22)

A Festa de Pentecostes é uma das celebrações mais importantes do calendário cristão. Marca o encerramento do Tempo Pascal e comemora a efusão do Espírito Santo sobre os discípulos, cinquenta dias após a Ressurreição do Senhor. Essa solenidade nos convida a mergulhar no mistério da presença viva e operante do Espírito de Deus na Igreja e no mundo.

OS TEXTOS BÍBLICOS DESTA SOLENE CELEBRAÇÃO

O texto dos Atos dos Apóstolos (2,1-11) descreve o momento em que os discípulos, reunidos no Cenáculo com Maria, são surpreendidos por um vento impetuoso e por línguas de fogo. É o cumprimento da promessa de Jesus: “Recebereis o Espírito Santo” (cf. At 1,8). O Espírito Santo transforma aquele grupo de homens temerosos em testemunhas corajosas e anunciadores do Evangelho a todas as nações. A diversidade de línguas compreendidas simboliza a universalidade da salvação e o nascimento da Igreja missionária.

O Salmo 103(104), com sua beleza poética, proclama: “Enviai o vosso Espírito, Senhor, e da terra toda a face renovai!” O Espírito é aquele que dá vida, renova, transforma o caos em ordem, a aridez em fecundidade. A criação e a missão da Igreja se entrelaçam pela ação constante do Espírito vivificador.

Na Primeira Carta aos Coríntios (12,3b-7.12-13), São Paulo nos recorda que é o Espírito quem faz da Igreja um só corpo, distribuindo diferentes dons para o bem comum. A pluralidade de carismas não divide, mas edifica. Todos são batizados em um mesmo Espírito e formam um só corpo: Cristo. Pentecostes, portanto, é também a festa da unidade na diversidade, da comunhão e da partilha de dons para o serviço do Reino.

A belíssima Sequência de Pentecostes expressa em forma de oração poética o desejo da Igreja: “Vinde, Espírito Divino!” É um clamor por luz, consolo, força e santidade. O Espírito é invocado como hóspede da alma, descanso no labor, cura para os corações feridos. Cada verso revela a confiança na ação discreta, porém poderosa, do Espírito que age no mais íntimo da vida humana.

No Evangelho de João (20,19-23), Jesus ressuscitado aparece aos discípulos e sopra sobre eles, dizendo: “Recebei o Espírito Santo.” Como o Pai enviou Jesus, Ele agora envia os discípulos. O dom do Espírito está diretamente ligado à missão: anunciar, reconciliar, perdoar. É o início de uma nova criação, da humanidade renovada em Cristo.

PENTECOSTES: ABRIR-SE AO SOPRO DO ESPÍRITO SANTO

Celebrar Pentecostes é abrir-se ao sopro do Espírito Santo que renova todas as coisas. É reconhecer que a Igreja vive e cresce não por sua força, mas pela presença do Espírito. É tempo de renovar os dons recebidos no Batismo e na Crisma, de reacender a chama do amor de Deus e de assumir, com coragem, a missão de anunciar a Boa Nova.

Que esta solenidade reavive em nós a alegria do Evangelho, fortaleça nossa unidade na diversidade e nos envie como discípulos missionários, cheios do fogo do Espírito.

“Dai à vossa Igreja, que espera e deseja, vossos sete dons.”
(Sequência de Pentecostes)

A CONTRIBUIÇÃO DO VENERÁVEL FRANCISCO CHIESA PARA A FAMÍLIA PAULINA E O BEM-AVENTURADO TIAGO ALBERIONE

O Venerável Francisco Chiesa (1874-1946) foi uma figura fundamental na trajetória do Bem-Aventurado Tiago Alberione e na fundação da Família Paulina. Sacerdote piedoso e intelectual respeitado, Chiesa exerceu um papel crucial na formação espiritual e teológica de Alberione, influenciando profundamente seu pensamento e sua missão apostólica.

VIDA E FORMAÇÃO

Francisco Chiesa nasceu em Montà d’Alba (Cuneo, Piemonte) em 2 de abril de 1874. Estudou no seminário de Alba e foi ordenado sacerdote. Depois de se formar em filosofia em Roma, em teologia em Gênova e em utroque jure em Turim, dedicou-se ao ensino por mais de cinquenta anos. Lecionou especialmente no Seminário de Alba, comunicando aos jovens clérigos e padres, junto com a ciência, o espírito sacerdotal.

UM MENTOR ESPIRITUAL E INTELECTUAL

Desde os tempos de seminário, o Cônego Chiesa foi um guia para Alberione, ajudando-o a aprofundar sua compreensão da Palavra de Deus e da missão evangelizadora da Igreja. Seu testemunho de vida sacerdotal e seu compromisso com a santidade inspiraram Alberione a buscar um apostolado voltado à comunicação e à propagação do Evangelho.

PUBLICAÇÕES E TRABALHO PASTORAL

Ao mesmo tempo em que se dedicava ao ensino, Chiesa também atuou na publicação de livros e artigos para revistas. Em 1913, foi eleito pároco da paróquia dos Santos Cosme e Damião, que guiou com sabedoria e amor por 33 anos, até sua morte em 1946.

APOIO NA FUNDAÇÃO DA FAMÍLIA PAULINA

Chiesa foi um dos primeiros a incentivar Alberione na realização de sua visão: criar instituições dedicadas à evangelização pelos meios de comunicação modernos. Seu apoio moral e intelectual foi decisivo nos primeiros anos de formação da Sociedade de São Paulo e das demais congregações da Família Paulina. Durante todo o desenvolvimento da Família Paulina, ele esteve presente como diretor espiritual e conselheiro de Dom Tiago Alberione.

UM MODELO DE SANTIDADE

A influência do Venerável Chiesa transcendeu a academia e o apoio institucional. Ele encorajou Alberione a confiar na Providência Divina e a manter-se fiel à oração e ao trabalho. Sua espiritualidade e sua profunda humildade deixaram marcas indeléveis na espiritualidade paulina.

LEGADO E RECONHECIMENTO

Francisco Chiesa faleceu em Alba no dia 14 de junho de 1946. Seu testemunho de vida e santidade continua inspirando aqueles que seguem os passos da espiritualidade paulina. Em reconhecimento à sua virtude heroica, foi proclamado venerável em 11 de dezembro de 1987.

Graças à sua orientação, Alberione seguiu em frente com sua missão, fundando a grande obra da Família Paulina, que hoje continua evangelizando em todo o mundo. O Venerável Francisco Chiesa permanece como um exemplo de fidelidade, dedicação e apoio ao chamado de Deus, sendo uma inspiração para todos aqueles que seguem a espiritualidade paulina.

1º ENCONTRO DAS COORDENAÇÕES NACIONAIS DOS COOPERADORES PAULINOS NO BRASIL FORTALECE SINODALIDADE E COMUNHÃO

Entre os dias 21 e 23 de fevereiro de 2025, na Cidade Regina, em São Paulo, foi realizado o 1º Encontro das Coordenações Nacionais dos Cooperadores Paulinos no Brasil. O evento reuniu representantes dos apostolados da comunicação, litúrgico, pastoral e vocacional da Família Paulina em uma experiência marcada pela espiritualidade, partilha e construção de unidade.

Um momento de graça e comunhão

Desde sua preparação, o encontro foi permeado pelo espírito sinodal, com cada participante contribuindo com sua história e vivências. O evento reforçou a identidade dos Cooperadores Paulinos como membros ativos da Igreja e da Família Paulina, reafirmando o sonho de unidade do fundador, o Bem-aventurado Tiago Alberione.

No primeiro dia, os participantes compartilharam suas histórias vocacionais e refletiram sobre a trajetória dos Cooperadores Paulinos no Brasil. Já no segundo dia, com a orientação de Ir. Suzimara B. Almeida, sjbp, e do Cooperador Paulino Fernando Geronazzo, revisitaram a história da fundação da associação e redescobriram a beleza de sua identidade comum à luz do novo Estatuto da Associação CP.

Construindo o futuro da Associação

Ao longo do encontro, os 48 grupos de Cooperadores Paulinos do Brasil apresentaram suas alegrias, desafios e sonhos, fortalecendo a caminhada conjunta. As discussões levaram à formação de uma equipe de referência para cada apostolado:

  • Comunicação – Rosane Silva
  • Litúrgico – Maria Ivete U. dos S. de Vasconcelos
  • Vocacional – Cláudia Aparecida dos Santos
  • Pastoral – Rosane Manfro

As delegadas Ir. Ninfa Becker, fsp; Ir. Veronice Fernandes, pddm; Ir. Tereza Boschetto, ap; e Ir. Suzimara B. de Almeida, sjbp, oferecerão suporte à equipe, enquanto Fernando Geronazzo atuará como referência na comissão do Estatuto.

O encontro foi encerrado com uma Celebração Eucarística presidida pelo Pe. Luiz Miguel Duarte, SSP. Os participantes saíram renovados na fé e no compromisso com a missão da Família Paulina, reforçando a mensagem: “Cooperadores Paulinos, alarguemos a tenda do nosso coração!”



Leia a mensagem final do encontro:

Ir. M. Bernardita Meráz Sotelo: Uma Vida de Fé e Serviço

Hoje, celebramos a vida e a trajetória de Ir. M. Bernardita Meráz Sotelo, que nasceu em 27 de fevereiro de 1958 em El Molino Namiquipa, província de Chihuahua, no México. Sua jornada de fé e dedicação iniciou-se cedo, culminando em sua consagração como Pia Discípula do Divino Mestre em 25 de março de 1977.

Ao longo de sua caminhada religiosa, Ir. M. Bernardita tem sido um exemplo de serviço e amor ao próximo. Sua vocação reflete a missão das Pias Discípulas do Divino Mestre, que buscam viver em comunhão com Cristo e servir à Igreja por meio da oração e da liturgia.

Neste dia especial, rendemos graças pela sua vida e missão, reconhecendo sua entrega generosa e seu compromisso com a espiritualidade e o serviço à todas as irmãs Pias Discípulas, neste seu ministério como superiora geral deste instituto. Que sua trajetória continue a inspirar a todos aqueles que buscam viver com fé e dedicação.

JUNIORISTAS PIAS DISCÍPULAS DO DIVINO MESTRE RENOVAM SEUS VOTOS RELIGIOSOS

As junioristas Pias Discípulas do Divino Mestre, Ir. M. Antônia Bianca Oliveira dos Santos e Ir. M. Kainã Barbosa da Silva, renovaram recentemente seus votos religiosos em celebrações marcadas pela fé, pela entrega a Deus e pela alegria da vida consagrada. A renovação dos votos representa um passo significativo na caminhada vocacional dessas irmãs, reafirmando seu compromisso com a missão e com a espiritualidade da congregação.

Celebração em São Paulo: Ir. M. Antônia Bianca Oliveira dos Santos

No dia 09 de fevereiro de 2025, na cidade de São Paulo, Ir. M. Antônia Bianca Oliveira dos Santos renovou seus votos religiosos em uma celebração marcada pela profundidade espiritual e pelo eco da Palavra de Deus. A liturgia do dia, com os textos de Lucas 5,1-11, Isaías 6,1-2a.3-8, o Salmo 138 (137) e a Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios 15,1-11, trouxe um rico significado ao seu compromisso renovado.

Neste 5º domingo do Tempo Comum, a Palavra de Deus nos apresenta o chamado dos primeiros discípulos, conforme narrado por Lucas. Jesus convida Simão Pedro a lançar novamente as redes, conduzindo a uma pesca milagrosa. Esse episódio se entrelaça com a experiência do profeta Isaías, que, ao sentir-se indigno diante da santidade divina, acolhe com humildade sua missão. Essa mesma atitude de entrega e confiança é essencial a todos os que seguem o Senhor, reconhecendo suas limitações, mas aceitando o chamado divino.

O apóstolo Paulo, na Carta aos Coríntios, recorda o anúncio do Evangelho e ressalta como a graça de Deus opera na fraqueza humana. Assim, a liturgia deste dia iluminou de forma especial o sim de Ir. M. Antônia Bianca, fortalecendo seu compromisso ao renovar os votos religiosos. Como Pedro, Isaías e Paulo, ela respondeu com amor e confiança ao chamado do Divino Mestre, reafirmando sua disposição para seguir em missão, mesmo diante dos desafios.

Celebração em Olinda/PE: Ir. M. Kainã Barbosa da Silva

Poucos dias depois, no dia 11 de fevereiro de 2025, foi a vez de Ir. M. Kainã Barbosa da Silva renovar seus votos religiosos em uma celebração especial na cidade de Olinda, Pernambuco. A solenidade ocorreu na comunidade local das Pias Discípulas do Divino Mestre, reunindo irmãs da congregação e amigos que acompanham sua trajetória vocacional.

Assim como Ir. M. Antônia Bianca, Ir. M. Kainã renovou seus votos religiosos com fervor e profunda espiritualidade, reafirmando sua consagração ao Senhor. Sua jornada tem sido marcada pela busca constante de serviço e de vivência do carisma da congregação, que se dedica à espiritualidade e à missão evangelizadora por meio da liturgia e da pastoral vocacional.

A comunidade local celebrou com alegria esse momento especial, reforçando a importância da vocação religiosa e da vida consagrada na construção do Reino de Deus.

Significado da Renovação dos Votos Religiosos

A renovação dos votos é um momento essencial na caminhada das religiosas, pois reafirma sua escolha de seguir a Cristo de maneira plena e dedicada. Para as junioristas, esse período é de aprofundamento da vocação e de vivência do carisma congregacional, preparando-as para a profissão perpétua no futuro.

As Pias Discípulas do Divino Mestre, congregação fundada pelo Bem-Aventurado Tiago Alberione, têm como missão principal a oração e o apostolado litúrgico. Seu carisma está intimamente ligado à vivência da espiritualidade e ao testemunho de vida centrado na Eucaristia, no Sacerdócio e na Liturgia.

Ao renovarem seus votos, Ir. M. Antônia Bianca e Ir. M. Kainã reafirmam sua disponibilidade em servir a Deus e aos irmãos, mantendo viva a essência da vocação religiosa.

As celebrações realizadas em São Paulo e Olinda foram momentos de graça e bênção, que marcaram a caminhada vocacional das irmãs junioristas. A renovação dos votos é uma ocasião de renovar o sim a Deus, fortalecendo a missão e o compromisso com o Reino.

A comunidade das Pias Discípulas do Divino Mestre segue em oração por Ir. M. Antônia Bianca e Ir. M. Kainã, para que continuem firmes em sua caminhada de fé e doação. Que o Divino Mestre as fortaleça e guie em sua missão, para que possam testemunhar com alegria e amor a presença de Deus no mundo.

100 ANOS DE VIDA E MISSÃO: PIAS DISCÍPULAS DO DIVINO MESTRE

No dia 10 de fevereiro de 2024, memória Litúrgica de Santa Escolástica, as Pias Discípulas do Divino Mestre celebraram o Centenário de Fundação. São 100 anos de história, presentes em 27 nações, espalhadas nos cinco continentes.

Este dia foi de festa e alegria em todas as comunidades das Discípulas. No Brasil, foi escolhida a Diocese de Campo Limpo, a Catedral Santuário Sagrada Família para a Celebração Eucarística porque é a sede da província. Presidiu a celebração Dom Valdir José de Castro, ssp e esteve presente também o bispo de Jundiaí, Dom Arnaldo Carvalheiro Neto. Temos uma comunidade numerosa na Paróquia Jesus Nazaré, em Jacaré, Cabreúva/SP e foi muito significativa e marcante a presença de Dom Arnaldo conosco neste dia. Além dos bispos, participaram membros da Família Paulina: Paulinos, Filhas de São Paulo, Pastorinhas, Apostolinas e Cooperadores Paulinos; e outros amigos e amigas na missão.

As Irmãs Pias Discípulas do Divino Mestre, fundadas pelo Padre Tiago Alberione, em Alba, Itália, em 10 de fevereiro de 1924, é a terceira fundação que compõe a Família Paulina. O nome, Pias Discípulas do Divino Mestre, sinaliza a nossa identidade carismática, centrada em Jesus Cristo Mestre Caminho, Verdade e Vida. Este dia é marcante porque no dia 10 de fevereiro de 1924, memória de Santa Escolástica, padre Alberione escolheu Úrsula e Metilde, duas jovens do grupo das Filhas de São Paulo, para o início da nova fundação. No dia 25 de março do mesmo ano, festa da Anunciação, este grupo era de oito jovens. Neste dia, faz sua manifestação oficial com o hábito religioso e a profissão dos votos. Recebem um nome novo e Úrsula torna-se Irmã Escolástica da Divina Providência.

No mesmo dia, Irmã Escolástica inicia aquele que será o seu trabalho principal: a Adoração Eucarística e o viver como irmã e mãe ao lado dos Sacerdotes e Discípulos da Sociedade São Paulo. Desde estes inícios, Madre Escolástica Rivata passa a ser a colaboradora em Cristo com Padre Alberione, para a realização do carisma das Pias Discípulas do Divino Mestre. Com vinte e oito anos é a responsável pela nova família que surge e, a partir deste momento, pode-se ler a história de Escolástica somente seguindo passo a passo o caminho das Pias Discípulas.

Damos graças ao Pai por sua fidelidade em nossa vida e missão nestes 100 anos, nas pegadas de Jesus, como as mulheres do Evangelho.

Este vídeo foi feito pela Ir. Kelly de Oliveira, pddm, e conta um pouco desta grande história. Foi passado na celebração do dia 10/02/2024, na Catedral Santuário Sagrada Família.
Celebração Eucarística – 10/02/2024

JUBILEU DA VIDA CONSAGRADA: 50 E 60 ANOS DAS NOSSAS IRMÃS

Sinal concreto desta fidelidade de Deus é o jubileu de 60 e 50 anos de nossas Irmãs.

Nesta celebração dos 100 anos, nos alegramos também com nossas Irmãs:

60 anos de vida religiosa:

Ir. Marcelina [Genita] Callegari nasceu em 12 de março de 1942, em Vargem Alta/ES. Ingressou na Congregação em abril de 1961 e fez a sua primeira profissão religiosa em 25 de março de 1964. Viveu sua vida de Discípula em São Paulo; Caxias do Sul; no Rio de Janeiro; Curitiba; Morungaba; Caracas na Venezuela. Atualmente mora na Comunidade Divino Mestre, em Cabreúva/SP.

• Louvem a Javé no céu (…) Montes e colinas todas, árvores frutíferas e cedros todos, feras e animais domésticos, répteis e pássaros que voam. Sl 148, 1.9-10.

Ir. M. Tecla [Laci] Marqueti nasceu no dia 14 de julho de 1941, em Alfredo Chaves/ES. Ingressou na Congregação em abril de 1961 e fez a sua primeira profissão no dia 25 de março de 1964. Viveu a vida de Discípula nas comunidades de São Paulo; Rio de Janeiro; Caxias do Sul/RS e Santiago do Chile.  Atualmente mora na Comunidade Divino Mestre, em Cabreúva/SP.

• ‘’… o Todo-Poderoso fez grandes coisas em meu favor. Seu nome é santo’’. Lc 1,49.

50 anos de vida religiosa:

Ir. M. Luciana [Clara] Tonon nasceu, em Vista Alegre do Prata/RS, no dia 31 de julho de 1953. Ingressou na Congregação em julho de 1965 e fez a sua primeira profissão no dia 19 de março de 1974. Viveu a missão das Discípulas em São Paulo, na Raposo Tavares e no Pacaembu; Caxias do Sul; Curitiba; Brasília; Porto Alegre, Morungaba e Cabreúva. Em breve fará parte da comunidade Irmã Modesta, em Codajás, no Amazonas.

• A vida que vivo agora, eu a vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim. Gl 2,20

Ir. M. Luzia Frigeri nasceu no dia 15 de novembro 1950. Entrou em Congregação em novembro de 1968 e fez sua primeira profissão no dia 25 de janeiro de 1975. Viveu a missão das Discípulas nas comunidades de São Paulo na Raposo Tavares e Caxingui; Rio de Janeiro; Caxias do Sul; Brasília; Cabreúva, Codajás no Amazonas. Atualmente faz parte da comunidade Divino Mestre, em Belo Horizonte/MG.

Senhor, dá-me dessa água, para que eu não tenha mais sede. Jo 4,15

Ir. Marinez Cantelli nasceu no dia 14 de novembro de 1953 em Videira/SC. Ingressou na congregação, em janeiro de 1968 e fez a Profissão Religiosa no dia 10 de fevereiro de 1974. Viveu a missão de Discípula em São Paulo na Raposo Tavares, Vila Mariana, Jardim Sapupemba e em Osasco; Curitiba; Porto Alegre; Salvador; Recife e Balsas no Maranhão. Atualmente faz missão em Manaus.

 Bendito seja Deus, antes da criação do mundo ele nos escolheu em Cristo, para o louvor de sua glória, Ef 1

Ir. Maria da Glória Thomaz nasceu no dia 03 de fevereiro de 1952. Ingressou na Congregação em junho de 1969 e fez sua primeira profissão no dia 10 de fevereiro de 1974. Viveu a Missão das Discipulas, nas Comunidades, de São Paulo; Rio de Janeiro; Brasília; Curitiba; Caxias do Sul. Atualmente vive na comunidade Madre Escolástica, Caxingui/SP.

O senhor vai acendendo luzes, quando vamos precisando delas. Pe. Tiago Alberione.

Ir. Maria da Penha Carpanedo nasceu no dia 18 de novembro de 1953. Ingressou na congregação em dezembro de 1969 e fez sua primeira profissão no dia 10 de fevereiro de 1974. Viveu a missão das Discipulas, em São Paulo, na Raposo Tavares, no Pacaembu, na Liberdade, e vida Mariana. Atualmente mora na Comunidade Divino Mestre, em Belo Horizonte/MG.

De um profundo lamaçal ele tirou-me, pôs meus pés sobre um rochedo, onde eu me firmo”. Sl 40,1

Ir. M. Oliva Sfredo nasceu em Vista Alegre do Prata/RS, no dia 11 de abril de 1954. Ingressou na Congregação em janeiro de 1966 e fez a primeira profissão em Roma, onde também fez o noviciado, no dia 6 de agosto de 1974. Viveu sua vida de Discípula em São Paulo, nas comunidades da Raposo Tavares e Pacaembu. Atualmente mora na comunidade Nazaré, em Cabreúva/SP.

Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual, por meio de Cristo, nos abençoou com todo tipo de bençãos espirituais…  Ef.1,3.

Ir. M. Ozília Ardisson, Nasceu em 3 de dezembro de 1947, em Linhares/ES. Entrou na congregação em novembro de 1969. Fez a Primeira profissão no dia 10 de fevereiro de 1974. nas comunidades de São Paulo; Brasília; Porto Alegre; Caxias do Sul; Taguatinga; Salvador; Olinda; em Buenos Aires, Argentina e Caracas na Venezuela.

•  Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra. Lc 1,38

Ir. M. Pierangela [Ilida] Dalla Riva, nasceu no dia 14 de setembro de 1945, em Aratiba/RS. Ingressou na Congregação em março de 1971. Emitiu a sua primeira profissão em 10 de fevereiro de 1974. Viveu nas comunidades em São Paulo na Raposo Tavares e Osasco; Caxias do Sul; Rio de Janeiro, Porto Alegre; Olinda; Taguatinga/DF. Atualmente mora na comunidade Madre Escolástica, Caxingui/SP.

Tudo na alegria do “Faça-se?” de Maria. Seguindo Jesus Mestre Caminho, Verdade e Vida dom total a Deus e às pessoas no Serviço: Eucarístico, Sacerdotal e Litúrgico na Igreja.

Ir. Terezinha Lubiana, nasceu em Governador Lindenberg/ES, no dia 22 de setembro de 1952. Ingressou na Congregação em maio de 1069 e fez a primeira profissão no dia 10 de fevereiro de 1974. Viveu como Discipulas do Divino Mestre nas comunidades: São Paulo na Raposo Tavares, Pacaembu, Liberdade e Cabreúva; Rio de Janeiro; Curitiba; Caxias do Sul. Atualmente está na Comunidade Madre Escolástica, Caxingui/SP.

Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância. Jo10,11.

Ir. M. Inez Morigi e Ir. Marcela Fabian são brasileiras e fazem parte do grupo das jubilandas de 50 anos de vida religiosa, mas são missionárias na Itália. Nesta celebração, também as recordamos.

Crédito das fotos: PASCOM CAMPO LIMPO

ABERTURA DO ANO JUBILAR PDDM

O Espírito do Senhor está sobre mim;
Ele me enviou para proclamar o ano da graça do Senhor
(cfr Is 61; Lc 4,18-19).

Com o passar do tempo, muitas coisas serão realizadas
que agora não se pode imaginar,
desde que sejais fiel a sua vocação,
na docilidade e na fé.

Na Família Paulina nascente, a comunidade
das irmãs cresce em espírito de adoração e de serviço (RV 4).

No dia 21 de novembro, segunda-feira, recordamos a abertura do Ano Jubilar em preparação ao Centenário da Congregação. Nós celebramos na Casa Provincial, às 7h, e presidiu a celebração o pe. José Erivaldo Dantas, ssp.

Na sua homilia, Pe. Erivaldo falou da liturgia do dia, sobre a Memória da apresentação de Nossa Senhora. Sobre a alegria de celebrar o Centenário, o presbítero usou uma imagem interessante e bonita. Disse que já teve oportunidade de celebrar 100 anos de um tio. Momento de alegria e festividade para toda família. Mas pediu para ver como aquela pessoa chega aos 100 anos: chega bem, dentro do possível, com saúde e perspectivas ou chega cansada, triste e com dificuldade. Assim ele pediu que fizéssemos também a nossa avaliação desta chegada aos 100 anos.

Participaram presencialmente da celebração algumas Irmãs das Comunidades das Pias Discípulas em São Paulo. Como os ouvintes de Jesus na sinagoga de Nazaré, acolhemos o dom particular de um Ano de graça, revisitando o passado com gratidão, o presente com compromisso e o futuro com esperança.

Estamos concluindo o ano litúrgico na Solenidade de Cristo Rei do Universo e também nós, como toda a Igreja, estamos prestes a abrir um novo ano da graça, olhando para a realização do Reino, inaugurado por Jesus.

Em 21 de novembro de 1923, o pe. Alberione “colocava a parte” as duas primeiras Irmãs: foi um ato de preparação para a obra que há muito tempo ele guardava em seu coração, à luz do Espírito, como ele diria: «Em 1908 comecei a rezar e pedir orações para que nascesse uma Família religiosa de vida retirada, dedicada à Adoração e ao apostolado sacerdotal e litúrgico: toda de Jesus Divino Mestre presente no Mistério Eucarístico».(APD 1946-47, 21. Outras referências no mesmo volume nos números 42. 50. 129. Tradução retirada do livro CESARATO, Regina. A árvore vista a partir das raízes volume 1. Manuscrito de uso interno, 1997, p. 61).

Um pouco da nossa História presente na Regra de Vida PDDM

  1. Padre Tiago Alberione (1884-1971), na memória de santa Escolástica (10 de fevereiro de 1924), inicia em Alba (Itália) a Congregação das Pias Discípulas do Divino Mestre. Escolhe Orsola Rivata (1897-1987) para ser sua colaboradora em Cristo. Chama-a com o nome de Escolástica, que significa “discípula”, e lhe confia a primeira comunidade de irmãs.

2. Tiago Alberione nasce em uma família camponesa e pobre, onde foi educado numa sólida vida cristã e ao trabalho.
Aos sete anos, sente-se “iluminado” e declara: «quero ser padre». Nesta direção orienta “o estudo, a piedade, os pensamentos, o comportamento e até o lazer”.
Ordenado presbítero, torna-se membro da Associação dos Sacerdotes Adoradores. No seminário de Alba empenha-se na formação ao presbiterado, atento aos movimentos de renovação socioeclesial.

3. A experiência eucarística que o seminarista Tiago Alberione vive na noite de passagem entre os dois séculos (1900-1901) é “decisiva para a missão específica e o espírito particular no qual nasceria e viveria a Família Paulina”.
Em resposta ao convite evangélico «Vinde a mim todos», sente-se obrigado a preparar-se para fazer algo para o Senhor e a humanidade do seu tempo, unificando tudo em Cristo Mestre, Caminho, Verdade e Vida.
Quando ressoa a hora de Deus, padre Alberione dedica-se totalmente ao apostolado da Imprensa, confirmando o chamado à evangelização nas fronteiras inexploradas do mundo da comunicação.
Aberto aos sinais dos tempos, associa a mulher na diversidade e na complementaridade dos carismas, para a vida e a missão da Igreja.
Considerando a situação religiosa do mundo, a partir de 1908 começa “a rezar e a pedir orações” para o nascimento de uma Família religiosa “toda de Jesus Divino Mestre presente no Mistério eucarístico”.
A nossa Congregação se torna memorial da experiência carismática do Fundador: reza e trabalha para que a humanidade acolha, escute e ame Jesus Mestre e Salvador.

4. Guiado pelo Espírito e confirmado pelo Cônego Francesco Chiesa (1874-1946), seu diretor espiritual, o Fundador reúne as primeiras jovens na casa Divino Mestre e, em colaboração com Madre Escolástica, forma-as para uma nova missão em vista do advento do Reino de Deus no mundo.
Na Família Paulina nascente, a comunidade das irmãs cresce em espírito de adoração e de serviço.
Caracteriza-se pela fé heróica, pelo trabalho assíduo e pelo amor mútuo, na alegria, no silêncio e no habitual recolhimento.
Encontramos este estilo de vida nas páginas evangélicas que inspiraram a Oração de Betânia.


5. O evento fundacional da nossa Congregação amadureceu na Igreja com alternadas vicissitudes que trazem o selo da Cruz. Padre Tiago Alberione institui inicialmente as Pias Discípulas do Divino Mestre “distintas e separadas” das Filhas de São Paulo, mas, por vicissitudes canônicas, foram a estas associadas em uma única aprovação. A interferência do Fundador, de Madre Escolástica e a oferta de vida do padre Timóteo Giaccardo (1896-1948) contribuem ao reconhecimento eclesial e institucional da nossa Congregação. No dia 3 de abril de 1947, quinta-feira santa, foi promulgado o decreto da aprovação diocesana. O nosso carisma exprime mais nitidamente a sua índole universal e a sua eficácia apostólica na aprovação pontifícia, concedida no dia 12 de janeiro de 1948 e ratificada definitivamente no dia 30 de agosto de 1960. O discernimento eclesial expresso com a beatificação de padre Tiago Alberione nos confirma na vocação recebida.

6. Participamos do projeto unitário da Família Paulina: viver e comunicar Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida, à humanidade de hoje com os meios mais rápidos e eficazes que o progresso humano oferece.
A nossa Congregação, chamada a cultivar a comunhão, “vai à raiz da videira, para obter a linfa que alimentará a planta, e assim dar frutos de santidade e de apostolado”.

7. Conquistadas por Jesus Mestre, contemplamo-lo e seguimo-lo no Mistério Pascal. Ele vive e se forma em nós no dinamismo do ano litúrgico e, com a força do seu Espírito, transforma a nossa vida em culto agradável a Deus.
Maria, Rainha dos Apóstolos, nos introduz à escola de Jesus Mestre e nos ensina como amá-lo e anunciá-lo na vida de cada dia.
São Paulo, apóstolo e místico, guia-nos no ardor da caridade até ao “não sou mais eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim”.

8. No mistério da Igreja, povo de Deus, formamos comunidades onde se acolhe, se escuta e se serve ao Senhor, na multiplicidade das suas presenças com a nossa específica missão.
Como Maria, imagem da Igreja, dóceis ao Espírito, guardamos a Palavra e a colocamos em prática, até sermos um só coração e uma só alma..

9. Pela ação do Espírito Santo, recebemos “a graça do apostolado” em Jesus Mestre, Caminho, Verdade e Vida.
Como Maria, Mãe de Deus, e as mulheres do Evangelho, transformadas pelo encontro com o Ressuscitado, Beleza que salva o mundo, somos enviadas, apóstolas com os apóstolos, a anunciálo, a celebrá-lo e a servi-lo.
Do amor a Jesus vivente na Eucaristia, no Sacerdócio e na Liturgia nasce o nosso apostolado orientado à glória de Deus e à paz da humanidade.
No espírito do apóstolo Paulo, que se fez tudo para todos, acolhemos com discernimento os valores e as tradições dos diversos povos e nos empenhamos no diálogo ecumênico e inter-religioso para o anúncio da novidade evangélica.

11. Continuamente damos graças a Deus que nos chamou a ser discípulas do seu Filho Jesus, nosso Senhor e Mestre.
A voz do Espírito Santo, na profundidade do nosso coração, nos coloca em sintonia com o carisma de padre Alberione, vivido pela Família Paulina de geração em geração. “Tudo é de Deus, tudo nos leva ao Magnificat!”.

  1. Percorremos o itinerário de cristificação, vivido pelo Fundador. Em Jesus Mestre, Caminho, Verdade e Vida, ele se deixou gradualmente transformar em verdadeiro homem de Deus e em apóstolo dos novos tempos.
    Ressoa também em nós a Palavra de Jesus: «Vinde a mim todos vós». Na Eucaristia renovamos o pacto que nos empenha a confiar-nos a Deus e a orientar todas as forças para o advento do seu Reino no mundo.
    Deixamo-nos conduzir pelo Espírito na procura da face de Deus, a exemplo das irmãs e dos irmãos que nos precederam na vocação.
    Nas provas do caminho espiritual e do apostolado perseveramos sustentadas pela promessa de Jesus Mestre Eucarístico: “Não temais. Eu estou convosco. Daqui quero iluminar. Arrependei-vos
    dos pecados”.

13. Atraídas pelo amor de Jesus Cristo, aderimos a Ele de modo livre e pessoal. Entramos no Caminho novo e vivo que nos guia ao Pai, na Verdade que nos torna livres e na Vida que nos preenche de alegria.
Caminhamos em novidade de vida, impelidas à plena configuração a Cristo no seu Mistério Pascal: “Fui crucificado com Cristo e não sou mais eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim. Esta vida na carne, eu a vivo na fé do Filho de Deus que me amou e se entregou por mim”.

DIAS SIGNIFICATIVOS PARA A MEMÓRIA AGRADECIDA

21 de novembro de 1923: Úrsula Rivata e Metilde Gerlotto são colocadas a parte para iniciar uma nova obra na Família Paulina.
26 de novembro de 1971: morre, em Roma, o Bem-Aventurado Tiago Alberione, nosso Fundador.
29 de novembro de 1936: Madre Escolástica com Ir. M. Elia Ferrero partem do porto de Nápole para a fundação de uma comunidade no Egito e chegam em Alexandria/Egito no dia 2 de dezembro.
9 de dezembro de 2013: a Serva de Deus Madre Escolástica Rivata é reconhecida Venerável pelo Papa Francisco.
12 de janeiro de 1948: recebemos a Aprovação pontifícia.
24 de janeiro de 1948: morre o Bem-Aventurado Timóteo Giaccardo, fidelíssimo entre os fiéis do Fundador.
10 de fevereiro de 1924: em memória de Santa Escolástica, o Pe. Tiago Alberione dá início, em Alba, a Congregação das Pias Discípulas do Divino Mestre.

ORAÇÃO

Bendito sejais, Senhor nosso Deus: Pai, Filho e Espírito Santo, fonte de vida e de todo dom.

Nós o louvamos pelas abundantes riquezas de graças dada à Igreja e à Família Paulina através da vida do Bem-Aventurado Pe. Tiago Alberione.

Ó Pai, guiastes com sabedoria estes 100 anos de história das Pias Discípulas do Divino Mestre e, com a efusão do Espírito Santo, as fez testemunhas do teu Filho Jesus.

Suscite hoje outras discípulas e apóstolas, seguindo o exemplo da venerável Madre Escolástica Rivata.
Participantes do sacerdócio real do seu povo, converte-nos em uma liturgia viva para que, saciadas da fonte inesgotável de sua Palavra e Eucaristia, sejamos profecia de sua Presença que salva e transforma o mundo.

Glória a Ti, Santa Trindade, que desperta em nós o desejo de contemplar seu Rosto. Leve a pleno cumprimento a obra que iniciou, enquanto caminhamos, peregrinas, nesta história.

Guiados por Maria, Rainha dos Apóstolos, por São Paulo, por todos os santos e santas, chegaremos à sua morada, onde cantaremos para sempre o seu amor.

Por Jesus Mestre, Caminho, Verdade e Vida, na unidade do Espírito Santo, pelos séculos dos séculos. Amém.