LITURGIA DO DIA: MARIA, MÃE E RAINHA, QUE SERVE E INTERCEDE

A liturgia do dia (22/08/2025) celebra a Memória da Bem-aventurada Virgem Maria Rainha, que nos convida a contemplar não apenas a grandeza da Mãe de Deus, mas também o modo como essa realeza é vivida: não como poder que domina, mas como serviço que salva. Inserida na 20ª Semana do Tempo Comum, essa festa nos recorda que a lógica de Deus sempre supera a lógica humana: Maria é Rainha porque foi a primeira discípula, a serva fiel do Senhor, aquela que acolheu com amor o plano divino e nos deu o Salvador.

A liturgia nos propõe três belíssimas leituras: Isaías 9,1-6, o Salmo 112(113),1-8 e o Evangelho de Lucas 1,26-38. Juntas, elas traçam o retrato da esperança de Israel, o cântico de louvor ao Deus que se inclina para erguer os humildes, e a narrativa da Anunciação, quando Maria, em sua liberdade, diz “sim” ao projeto divino.

A liturgia do dia propõe como primeira leitura (Is 9,1-6) um dos textos mais conhecidos do profeta Isaías, muitas vezes proclamado também no Natal. O povo, que caminhava nas trevas, viu uma grande luz; uma criança foi dada, sobre quem repousa o governo, e que recebe títulos grandiosos: “Conselheiro admirável, Deus forte, Pai dos tempos futuros, Príncipe da paz”.

Essa profecia anuncia a chegada de um Rei diferente: não um guerreiro violento, mas um governante de justiça e paz. Seu trono não será marcado por conquistas humanas, mas pela fidelidade de Deus que cumpre sua promessa.

Maria entra nessa história como aquela que colabora para que a profecia se realize. O Filho prometido nasce de seu ventre, e ela o apresenta ao mundo não apenas como Messias, mas como Salvador universal. Ao celebrarmos Maria Rainha, lembramos que sua realeza está intimamente ligada ao reinado de Cristo. Se Ele é o Príncipe da paz, ela é a Rainha que intercede pela paz; se Ele é o Filho eterno do Pai, ela é a Mãe que nos ensina a viver como filhos.

O salmo responsorial (Sl 112[113]) é um hino de louvor ao Senhor que “ergue do pó o indigente e do lixo levanta o pobre, para fazê-lo assentar-se com os príncipes de seu povo”.

Esse salmo ajuda a compreender a lógica da eleição de Maria. Deus não escolheu uma rainha de palácio, cercada de ouro e poder, mas uma jovem simples de Nazaré, quase invisível aos olhos do mundo. No entanto, a grandeza de Maria não vem dela mesma, mas da ação de Deus que “olhou para a humildade de sua serva”.

Ao proclamar Maria como Rainha, a Igreja não a coloca distante de nós, em um trono inalcançável. Pelo contrário, recorda que sua exaltação é consequência de sua humildade. Como canta o Magnificat, “Deus derruba os poderosos de seus tronos e eleva os humildes”. A Rainha dos Céus é a mesma jovem que se declarou serva, mostrando que na lógica do Evangelho, grande é aquele que serve.

O Evangelho de Lucas (Lc 1,26-38) nos leva ao coração da celebração: a cena da Anunciação. O anjo Gabriel é enviado a uma cidadezinha da Galileia, Nazaré, para anunciar a Maria o projeto de Deus: ela conceberá e dará à luz um filho, o Filho do Altíssimo, cujo reino não terá fim.

Esse é o momento em que Maria é convidada a colaborar com o plano divino. Sua resposta, “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra”, é o sim que mudou a história da humanidade. Não se trata de um consentimento passivo, mas de uma adesão consciente, cheia de fé e de coragem.

Aqui se revela a verdadeira realeza de Maria: ela reina porque soube obedecer. Ela confiou plenamente em Deus mesmo diante do mistério, sem impor condições. Apenas se entregou. Sua realeza não é de quem manda, mas de quem se deixa conduzir pela vontade divina.

Maria Rainha: uma festa inserida no mistério pascal

A festa de hoje não é apenas uma devoção popular; ela tem fundamento teológico profundo. Em 1954, o papa Pio XII instituiu oficialmente a festa de Maria Rainha. Depois, com a reforma litúrgica, foi colocada no oitavo dia após a Assunção. Isto para que sublinhasse assim a ligação entre os dois mistérios.

Maria é elevada ao céu em corpo e alma porque participou plenamente da vida de seu Filho. E, ao ser coroada como Rainha, não recebe um título honorífico, mas uma missão: interceder por nós junto ao Rei do universo. Ela é Rainha porque está unida a Cristo; e sendo Ele o Rei que veio servir, também sua realeza se manifesta no serviço materno de cuidar da Igreja.

O que aprendemos com Maria Rainha?

A liturgia de hoje nos deixa algumas lições preciosas:

  1. Reinar é servir: Maria nos mostra que a grandeza está na humildade. Ser Rainha significa ser a primeira a amar, a primeira a obedecer, a primeira a confiar.
  2. Deus escolhe os pequenos: O salmo lembra que o Senhor ergue o pobre do pó. Maria é exemplo disso: uma jovem simples é escolhida para a maior das missões. Isso nos encoraja a acreditar que Deus também pode realizar grandes coisas em nós, apesar de nossas limitações.
  3. O sim transforma a história: A decisão de Maria mudou os rumos da humanidade. Também nossas escolhas de fé e amor, ainda que pequenas, podem ter impacto enorme na vida de muitos.
  4. Maria intercede por nós: Como Rainha, ela não se distancia, mas intercede junto a seu Filho. Assim como em Caná, onde pediu a Jesus pelo casal em dificuldade, ela continua hoje a apresentar nossas necessidades ao Senhor.

Em um mundo marcado por divisões, violências e desigualdades, a liturgia deste dia nos lembra que o reinado de Cristo – e consequentemente a realeza de Maria – não se apoia na lógica do poder e da dominação. É um reinado de paz, justiça e serviço.

Celebrar Maria Rainha é deixar-se inspirar por sua fé corajosa, por sua confiança inabalável, por sua disponibilidade sem reservas. É aprender que, mesmo em tempos de trevas, como diz Isaías, Deus sempre acende uma luz. E muitas vezes essa luz se manifesta através de pessoas simples que dizem “sim” ao amor.

Maria Rainha

A memória da Bem-aventurada Virgem Maria Rainha nos conduz a contemplar o mistério de uma mulher que, ao mesmo tempo humilde e grandiosa, tornou-se Mãe do Rei eterno e participa de sua glória.

Isaías anuncia a chegada do Príncipe da paz; o salmo proclama o Deus que exalta os humildes; o Evangelho mostra Maria dizendo sim ao projeto divino. Nessa trama de textos e símbolos, descobrimos a beleza de uma realeza que não oprime, mas serve; que não domina, mas intercede; que não se impõe, mas ama.

Hoje, ao celebrar Maria Rainha, somos convidados a imitá-la em sua confiança e em sua entrega. Que possamos também nós, como ela, dizer: “Eis aqui o servo, a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra”. Pois é nessa obediência amorosa que está a verdadeira coroa da vida cristã.

JUBILEU DE OURO DA ORAÇÃO EUCARÍSTICA V É CELEBRADO EM LIVE ESPECIAL

Em 2025, a Oração Eucarística V, composta por ocasião do Congresso Eucarístico Nacional de Manaus (1975), completa 50 anos de existência. Para celebrar este marco histórico e espiritual da Igreja no Brasil, a Revista de Liturgia promoveu uma Live especial no dia 18 de agosto de 2025 (segunda-feira), às 20h, pelo canal do YouTube da Revista.

O encontro, intitulado “Jubileu de Ouro da Oração Eucarística V”, será conduzido pela Ir. Maria da Penha Carpanedo, pddm, diretora da Revista de Liturgia, e terá como convidados especiais Dom Jerônimo Pereira Silva, monge beneditino do Mosteiro de São Bento de Olinda-PE, e Frei Telles Ramon, O. de M., da Ordem de Nossa Senhora das Mercês.

Dom Jerônimo é Mestre em Teologia, com especialização em Liturgia Pastoral pelo Instituto de Liturgia Pastoral de Santa Justina (Pádua, Itália – 2012), e Doutor em Sagrada Liturgia pelo Pontifício Instituto Litúrgico Santo Anselmo, em Roma (2016). Já Frei Telles Ramon, músico e integrante da Rede Celebra de Animação Litúrgica, atua especialmente na área da música litúrgica. A contribuição de ambos promete enriquecer a reflexão, destacando a profundidade e a atualidade desta oração eucarística.

A Oração Eucarística V é reconhecida por sua beleza teológica e pastoral, marcada pelo forte espírito de comunhão e pela dimensão missionária da Igreja, que se deixa conduzir pelo Espírito para formar um só corpo em Cristo.

Este momento foi marcado por formação, espiritualidade e gratidão pela riqueza litúrgica da Igreja no Brasil, especialmente pela herança do Congresso Eucarístico de Manaus.

🔗 A transmissão será feita no YouTube da Revista de Liturgia: Live sobre a Oração Eucarística V.

Todos são convidados a rever este momento especial.

Revista de Liturgia
Nosso compromisso é com a formação litúrgica

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FESTA DE PENTECOSTES: VEM ESPÍRITO SANTO DE AMOR!

“Recebei o Espírito Santo!” (Jo 20,22)

A Festa de Pentecostes é uma das celebrações mais importantes do calendário cristão. Marca o encerramento do Tempo Pascal e comemora a efusão do Espírito Santo sobre os discípulos, cinquenta dias após a Ressurreição do Senhor. Essa solenidade nos convida a mergulhar no mistério da presença viva e operante do Espírito de Deus na Igreja e no mundo.

OS TEXTOS BÍBLICOS DESTA SOLENE CELEBRAÇÃO

O texto dos Atos dos Apóstolos (2,1-11) descreve o momento em que os discípulos, reunidos no Cenáculo com Maria, são surpreendidos por um vento impetuoso e por línguas de fogo. É o cumprimento da promessa de Jesus: “Recebereis o Espírito Santo” (cf. At 1,8). O Espírito Santo transforma aquele grupo de homens temerosos em testemunhas corajosas e anunciadores do Evangelho a todas as nações. A diversidade de línguas compreendidas simboliza a universalidade da salvação e o nascimento da Igreja missionária.

O Salmo 103(104), com sua beleza poética, proclama: “Enviai o vosso Espírito, Senhor, e da terra toda a face renovai!” O Espírito é aquele que dá vida, renova, transforma o caos em ordem, a aridez em fecundidade. A criação e a missão da Igreja se entrelaçam pela ação constante do Espírito vivificador.

Na Primeira Carta aos Coríntios (12,3b-7.12-13), São Paulo nos recorda que é o Espírito quem faz da Igreja um só corpo, distribuindo diferentes dons para o bem comum. A pluralidade de carismas não divide, mas edifica. Todos são batizados em um mesmo Espírito e formam um só corpo: Cristo. Pentecostes, portanto, é também a festa da unidade na diversidade, da comunhão e da partilha de dons para o serviço do Reino.

A belíssima Sequência de Pentecostes expressa em forma de oração poética o desejo da Igreja: “Vinde, Espírito Divino!” É um clamor por luz, consolo, força e santidade. O Espírito é invocado como hóspede da alma, descanso no labor, cura para os corações feridos. Cada verso revela a confiança na ação discreta, porém poderosa, do Espírito que age no mais íntimo da vida humana.

No Evangelho de João (20,19-23), Jesus ressuscitado aparece aos discípulos e sopra sobre eles, dizendo: “Recebei o Espírito Santo.” Como o Pai enviou Jesus, Ele agora envia os discípulos. O dom do Espírito está diretamente ligado à missão: anunciar, reconciliar, perdoar. É o início de uma nova criação, da humanidade renovada em Cristo.

PENTECOSTES: ABRIR-SE AO SOPRO DO ESPÍRITO SANTO

Celebrar Pentecostes é abrir-se ao sopro do Espírito Santo que renova todas as coisas. É reconhecer que a Igreja vive e cresce não por sua força, mas pela presença do Espírito. É tempo de renovar os dons recebidos no Batismo e na Crisma, de reacender a chama do amor de Deus e de assumir, com coragem, a missão de anunciar a Boa Nova.

Que esta solenidade reavive em nós a alegria do Evangelho, fortaleça nossa unidade na diversidade e nos envie como discípulos missionários, cheios do fogo do Espírito.

“Dai à vossa Igreja, que espera e deseja, vossos sete dons.”
(Sequência de Pentecostes)

Novena de Pentecostes

A prática popular da novena de Pentecostes na última semana do tempo pascal é memória da oração perseverante dos apóstolos com Maria, mãe de Jesus, com outras mulheres discípulas e com os irmãos dele, à espera do Espírito Santo que Jesus havia prometido. A novena começa na sexta feira antes do domingo da ascensão, este ano nos dias 30 de maio a 07 de junho.
Além disso, aqui no Brasil, a novena de Pentecostes coincide com a semana de oração pela unidade dos cristãos, que começa no domingo da ascensão. 

Esta semana de invocação do Espírito e de oração pela unidade, é uma espécie de sacramento final da páscoa que nos impulsiona, na busca da unidade e da reconciliação entre nós, membros de uma mesma comunidade, mas também entre as Igrejas e as diversas religiões. Esta semana é constituída de oração em comum e também de exercício de conversão: gestos de comunhão, de tolerância e de perdão com os irmãos e irmãs que praticam a fé de maneira diferente da nossa.

Oferecemos nove roteiros, com hino, leituras e preces.

37ª SEMANA DE LITURGIA

A 37ª Semana de Liturgia, promovida pelo Centro de Liturgia Dom Clemente Isnard, escolheu como tema central “Ritos e preces para iniciar à vida cristã”, reconhecendo que a iniciação à vida cristã é um processo profundamente litúrgico, catequético e comunitário. Mais do que uma transmissão de conteúdos doutrinários, trata-se de uma experiência progressiva de imersão no Mistério Pascal de Cristo, vivida de forma simbólica, orante e celebrativa, conforme propõe o Ritual de Iniciação Cristã de Adultos (RICA), n. 8.

Inspirada na Constituição Sacrosanctum Concilium, que afirma que o Povo de Deus deve participar da ação sagrada “por meio dos ritos e das orações” (SC 48), a Semana propõe um aprofundamento na compreensão da liturgia como lugar teológico e caminho de transmissão da fé. A experiência ritual não é apenas expressão do mistério, masfonte de sua compreensão, apontando o rito como linguagem constitutiva da fé cristã.   

Assim, a Liturgia, encharcada da Palavra de Deus, é uma das fontes centrais da Catequese. A Liturgia na Catequese é expressão máxima da inspiração catecumenal, fruto da recepção do Concílio Vaticano II, o qual solicitava “restaurar o catecumenato” (SC 64). Os Bispos no Brasil em seus documentos valorizam a relação fecunda entre Liturgia e Catequese, e convidam a reatar a parceria e a união entre elas que, ao longo dos séculos, ficaram comprometidas (cf. Doc. 107, n. 74); reafirmando a centralidade da celebração no itinerário formativo dos discípulos missionários. 

A programação da Semana de Liturgia foi cuidadosamente desenhada para contemplar, em cada dia, os diversos tempos e graus do processo de iniciação à vida cristã à luz do RICA, articulando os quatro tempos (pré-catecumenato, catecumenato, purificação e iluminação, e mistagogia) e as três etapas que vão configurando os sujeitos a Cristo, promovendo tanto a fundamentação teológico-litúrgica como as vivências e as práticas celebrativas, que envolvem a ação ritual, o canto e o espaço sagrado. Assim, a formação proposta vai além da teoria, privilegiando a experiência mistagógica que une corpo, tempo, espaço, afetos, emoção e razão na apreensão do mistério pascal.

Por fim, refletir e qualificar os ritos e preces que iniciam à vida cristã é mais do que um exercício acadêmico: é um compromisso com a renovação pastoral da Igreja, em chave de inspiração catecumenal e missionária, em sintonia com as orientações do Concílio Vaticano II e da Igreja no Brasil. 

  A Semana de Liturgia deseja, portanto, com a presença de membros das equipes de liturgia e catequistas, recolocar a Liturgia no centro do processo evangelizador, favorecendo uma iniciação que seja, de fato, mistagógica e querigmática. 

I. DATA:

  • 27 a 30 de outubro de 2025 (de segunda a quinta-feira).
  • Check-In: 27/10/2025 (a partir das 09h) – com almoço. Check-Out: 30/10/2025 (16h) – com cafezinho.
  • Início da programação da 37ª Semana de Liturgia: as 10h45 do dia 27/10.
  • Término: 16h do dia 30/10.

* Tendo em vista a metodologia da Semana de Liturgia compreende-se que a participação em tempo integral é indispensável.

**esse ano, devido à disponibilidade da casa de encontros, a Semana será de segunda de manhã até quinta à tarde.

II. INSCRIÇÃO 

(PAGAR PARA O CENTRO DE LITURGIA DOM CLEMENTE ISNARD)

  • Investimento: 420,00 (quatrocentos e vinte reais).
  • Forma de pagamento:
    • PIX: Chave 20.043.273/0001-20 (CNPJ): Centro de Liturgia Dom Clemente Isnard.

     Ou: 

  • Depósito/Transferência: Banco Bradesco (237), Agência 0478-2, Conta Corrente 0235-6.
  • Enviar o comprovante de pagamento com os devidos nomes do/a inscrito/a ou dos/as inscritos/as, com CPF, para o e-mail e com o nome da Instituição (Razão Social), com o devido CNPJ para a emissão da nota fiscal: semanadeliturgia@gmail.com 

OBS: A inscrição só será confirmada totalmente com os pagamentos das taxas da Inscrição e da Hospedagem. Pagamentos não realizados até o dia 20/10/2025, as inscrições serão canceladas.

  1. VAGAS: 200 pessoas
  1. LOCAL: 

MOSTEIRO DE ITAICI 

ENDEREÇO: Rodovia José Boldrini, 170 | Bairro Itaici | Indaiatuba – SP Telefones: Geral: (19) 2107-8500 | Secretaria: (19) 2107-8501 | (19) 2107-8502.

www.itaici.org.br

HOSPEDAGEM 

(PAGAR PARA O MOSTEIRO DE ITAICI – LOCAL ONDE ACONTECERÁ A 37ª SEMANA DE LITURGIA)

VALORES:

  • Diária Pensão Completa e Pernoite: com roupa de cama e banho.
  •             Diária (Quarto Duplo): R$315,00 (R$315,00 x 4 dias) = R$1.260,00 / por pessoa.
  •             Diária (Quarto Triplo): R$284,00 (R$284,00 x 4 dias) = R$1.136,00 / por pessoa.

❖ * Check-In: 27/10/2025 (a partir das 09h) – com almoço (não será permitido chegar antes). ❖ Check-Out: 30/10/2025 (16h) – com cafezinho.

* Para a emissão das Notas fiscais é necessário preencher todos os dados no Formulário da Inscrição:  (Razão Social, CNPJ, endereço completo / Nome Completo, CPF e endereço completo); Tipo de acomodação (individual, duplo ou triplo) … sendo quarto partilhado (nome das pessoas que irão no mesmo quarto).

  • A Nota Fiscal será emitida em nome do pagador; pagamento de mais de um inscrito, deve ser informado a quem se refere o pagamento;
  • O Mosteiro de Itaici não recebe o pagamento da hospedagem antes e após as datas estipuladas abaixo;
  • A confirmação da hospedagem será realizada mediante o envio do comprovante de pagamento, por e-mail (financeiro@itaici.org.br).

ATENÇAO PARA AS DATAS DE PAGAMENTOS DA HOSPEDAGEM:

O Mosteiro de Itaici só receberá o pagamento da hospedagem no período de 27/09 a 20/10/2025.

FORMA DE PAGAMENTO:

  • Via PIX: 33544370003598

   Ou:

  • Transferência Bancária: Banco Itaú, Agência 6260, Conta Corrente 01573-7 (Associação Nóbrega de Educação e Assistência Social) – CNPJ 33.544.370/0035-98    Ou:
  • Depósito Bancário: Banco Itaú, Agência 6260, Conta Corrente 01573-7 (Associação Nóbrega de Educação e Assistência Social) – CNPJ 33.544.370/0035-98

DESISTÊNCIA APÓS PAGAMENTO:

Desistência / Cancelamentos: serão aceitos até o dia 20/10/2025, após essa data será cobrado o percentual de 30% do valor total já pago referente a taxa de Inscrição e da Hospedagem.

ESTRUTURA DA CASA: 

Recepção (das 07h às 23h); Wi-fi; Estacionamento Privativo.

ACOMODAÇÕES:  

  • Quarto duplo com duas camas de solteiro. 
  • Quarto triplo com três camas de solteiro 
  • 1 quarto quádruplo
  • Estão dispostos dentro do quarto: Por cama 02 lençóis, 01 travesseiro, 01 cobertor, 01 toalha de banho e 01 toalha de rosto

* Restrição Alimentar: os pedidos de restrição alimentar serão analisados e, se possível, atendidos.

COMO CHEGAR AO LOCAL DA 37ª SEMANA DE LITURGIA:

  • Aeroporto Internacional Viracopos – Campinas: é o aeroporto mais próximo do Mosteiro de Itaici. Segundo informações obtidas através do Google Maps o trajeto é de 17,3km, 22 min (aprox) de carro. Segundo informações da casa de encontros o mais comum é fazer este trajeto por meio de táxi e/ou aplicativos de mobilidade urbana (Uber, 99pop, etc). 
  • Campinas-Indaiatuba: transitar pela Rod. SP-75 até chegar a Saída 57-C e Sorocaba-Indaiatuba, Saída 55A, saindo na Av. Cel. Antonio Estanislau do Amaral / Estr. Municipal Indaiatuba-Itupeva / Rod. José Boldrini. Manter-se nesse percurso até passar a ponte do Rio Jundiaí. A entrada fica à direita em frente a E.E. Joaquim Pedroso de Alvarenga.
  • São Paulo-Indaiatuba: transitar pela Rod. dos Bandeirantes até a Saída 88. Fazer o contorno no pontilhão entrando para a Rod. SP-75. Manter-se no percurso até encontrar a Saída 57-C, saindo na Av. Cel. Antonio Estanislau do Amaral / Estr. Municipal Indaiatuba Itupeva / Rod. José Boldrini. Manter-se nesse percurso até passar a ponte do Rio Jundiaí. A entrada fica à direita em frente a E.E. Joaquim Pedroso de Alvarenga. 
  • Sorocaba e região: seguir pela Rod. Sen. José E. de Moraes até chegar a Rod. Dep. Archimedes Lammoglia, manter-se no percurso até encontrar a Rod. Pref. Hélio Steffen. Siga nessa rota até encontrar a Rod. Eng. Ermênio de Oliveira Penteado, mantenha-se nesse percurso até encontrar à sua direita a Saída 55A, saindo na Av. Cel. Antonio Estanislau do Amaral / Estr. Municipal Indaiatuba-Itupeva / Rod. José Boldrini. Manter-se nesse percurso até passar a ponte do Rio Jundiaí. A entrada fica à direita em frente a E.E. Joaquim Pedroso de Alvarenga. 
  • Rio de Janeiro-Indaiatuba: acesso pela Rod. Dom Pedro I, até a rotatória que leva a Rod. Anhanguera, seguir até encontrar a Rod. Alberto Panzan. Continuar em frente até a Rod. Bandeirantes, seguindo até chegar a Rod. SP-75. 
  • Ônibus (VB Transportes) – Informações pelo telefone (19) 3875-2342 ou pelo site www.vbtransportes.com.br. VB Transportes mantém horários diários de Campinas-Indaiatuba e São PauloIndaiatuba. De Indaiatuba ao bairro Itaici é preciso tomar táxi ou ônibus circular. O circular da Viação Guaianazes (Linhas: Engenho, Terras de Itaici ou Vale das Laranjeiras) passa no portão de entrada do Mosteiro de Itaici, sendo necessário andar 1,2Km até a recepção da casa. 

OUTRAS INFORMAÇÕES 

TRAZER O RITUAL DE INICIAÇÃO CRISTÃ DE ADULTOS (será usado por cada participante durante a semana).

  • Trazer  Bíblia.
  • Trazer o Ofício Divino das Comunidades. 
  • Trazer comidas e bebidas típicas da sua região para a confraternização. 
  • Outras dúvidas e informações escreva para o e-mail: semanadeliturgia@gmail.com  ou pelo (WhatsApp): semana de liturgia (11) 95206-3482 (Ir. Veronice Fernandes).

REALIZAÇÃO 

               CENTRO DE LITURGIA DOM CLEMENTE ISNARD     

COMO CONTAMOS OS DIAS DO TRÍDUO PASCAL?

O Tríduo Pascal é o centro do ano litúrgico cristão, especialmente para os católicos. Nele, celebramos os três momentos mais importantes da fé: a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. Mas os dias do Tríduo não são contados como os dias comuns do nosso calendário. Eles seguem uma lógica litúrgica e bíblica, baseada na tradição judaica, onde o dia começa ao pôr do sol e não à meia-noite, como fazemos hoje.

A Contagem Litúrgica dos Dias

A Bíblia nos mostra esse modo de contar o tempo já na criação do mundo:

“Houve uma tarde e uma manhã: o primeiro dia.”
(Gênesis 1,5)

Por isso, festas importantes como o Natal (que começa na noite do dia 24) e a Páscoa (que começa com a Vigília Pascal) seguem essa lógica. O mesmo vale para o Tríduo Pascal.

Uma Correção Histórica

Durante a Idade Média, o Tríduo sofreu distorções. A celebração do domingo da Ressurreição deixou de ser vista como parte dele, e o sábado passou a ser chamado de “sábado de aleluia”, perdendo o sentido do “sábado da sepultura”. Para corrigir isso, o Papa Pio XII, motivado pelo movimento de renovação litúrgica, fez importantes reformas:

  • 1951: Reforma da Vigília Pascal
  • 1955: Reforma da Semana Santa

Essas reformas restabeleceram a contagem original do Tríduo: sexta-feira da Paixão, sábado da sepultura e domingo da Ressurreição, com início solene na noite da Quinta-feira Santa. Assim, a Quinta-feira ainda pertence à Quaresma e prepara a entrada no mistério pascal.

Entre outras coisas estabeleceu a hora da missa vespertina da ceia do Senhor [não antes das 17 horas] bem como a hora da vigília, de preferência depois da meia noite de sábado para o domingo. Com isto se restabelecia os dias do tríduo pascal.

O Tríduo Dia a Dia

O Tríduo começa na noite da Quinta-feira Santa, com a Missa da Ceia do Senhor, que recorda a Última Ceia, a instituição da Eucaristia e do sacerdócio. Após a missa, o Santíssimo é levado para um lugar de adoração. O altar é desnudado. E vivemos a “vigília com Jesus”, acompanhando espiritualmente sua entrega até a cruz.

Na sexta-feira, às 15h, celebramos a Paixão do Senhor, com a leitura da Paixão; Adoração da Cruz; e a Comunhão eucarística. Esse é um dia de jejum e abstinência, marcado pelo silêncio e recolhimento.

É um dia de silêncio, oração e espera. A Igreja permanece junto ao sepulcro de Jesus, contemplando sua morte e aguardando a ressurreição. Neste dia, não se celebra Missa. O altar permanece desnudado. Só se distribui a Comunhão como viático (para os enfermos).

É um dia ideal para a oração pessoal e a Liturgia das Horas. A oração comunitária deve ser intensificada, especialmente com o uso da Liturgia das Horas e/ou a sua versão inculturada, o Ofício Divino das Comunidades. A insistência é que se celebre com o povo o Ofício de Leituras na madrugadinha e a Oração da manhã  [ou ofício da manhã e do meio dia].  Tais ofícios celebrados na igreja despojada [não na capela da reposição] oferecem um ambiente contemplativo de vigilância, como as mulheres portadoras dos perfumes [miróforas] à espera da madrugada.

A Vigília, considerada a “mãe de todas as Vigílias”, tem quatro partes:

  1. Celebração da Luz: bênção do fogo novo e proclamação da Páscoa.
  2. Liturgia da Palavra: narração das grandes obras de Deus.
  3. Liturgia Batismal: batismo dos catecúmenos e renovação das promessas batismais.
  4. Liturgia Eucarística: celebração da ressurreição com a comunhão.

Mesmo que seja celebrada antes da meia-noite, esta missa já é liturgicamente o Domingo da Páscoa, a maior festa da fé cristã. O mistério da ressurreição celebrado nessa noite se estende ao Domingo de Páscoa e continua por cinquenta dias até Pentecostes.

Por Que a Igreja Conta os Dias Assim?

Esse modo de contar os dias – de pôr do sol a pôr do sol – vem da tradição judaica, que também influenciou Jesus e os primeiros cristãos. A Páscoa cristã tem suas raízes na Páscoa judaica, que celebra a libertação do povo de Israel. Para os cristãos, essa libertação se cumpre plenamente na morte e ressurreição de Cristo.

A Igreja manteve essa tradição para destacar que:

  • O mistério pascal transcende o tempo.
  • Cada “dia” do Tríduo é uma etapa na vitória de Cristo sobre o pecado e a morte.
  • O movimento das trevas para a luz, da morte para a vida, é central para nossa fé.

E o Concílio Vaticano II? O Concílio Vaticano II (1962-1965) não alterou a forma de contar os dias do Tríduo, mas ajudou a redescobrir seu sentido profundo. A reforma litúrgica enfatizou:

  • A participação ativa dos fiéis.
  • A clareza teológica das celebrações.
  • A adaptação pastoral às comunidades.

Ou seja, manteve-se a contagem tradicional, mas com uma renovada atenção ao significado espiritual e ao envolvimento da comunidade.

VIVER O TRÍDUO PASCAL

Independentemente da contagem dos dias litúrgicos, o mais importante é como vivemos o Tríduo Pascal no coração e na fé. Ele é o centro da vida cristã, um tempo sagrado para mergulhar no mistério da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus. Aqui vão algumas formas de viver esse tempo com profundidade:

Com espírito de recolhimento e oração: durante esses dias, somos convidados a silenciar o coração, reduzir as distrações e criar espaço para contemplar o mistério da salvação. O jejum, o silêncio e a meditação ajudam a entrar no clima próprio do Tríduo.

Participar ativamente das celebrações: Cada celebração tem um sentido único:

  • Quinta-feira Santa: reviver a Última Ceia, a Eucaristia e o mandamento do amor.
  • Sexta-feira Santa: contemplar a cruz, fazer jejum e adorar o mistério da entrega total de Cristo.
  • Sábado Santo: viver a espera em oração, no silêncio do sepulcro.
  • Vigília Pascal: celebrar a vitória da luz sobre as trevas, da vida sobre a morte.
  • Domingo de Páscoa: celebrar com grande solenidade. Eis o dia que o Senhor fez para nós.

– Renovar a fé na Ressurreição: o Tríduo não termina na cruz, mas no túmulo vazio. É tempo de esperança renovada, de proclamar com alegria: “O Senhor ressuscitou verdadeiramente!” Somos convidados a deixar que a vida nova do Ressuscitado transforme o nosso modo de viver.

Viver o amor em gestos concretos: o mandamento de Jesus – “Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei” – deve guiar nosso Tríduo. Isso pode significar perdoar, reconciliar-se, servir alguém, ou simplesmente estar presente com compaixão.

Bom caminho nestas celebrações do tríduo pascal!

ARTE FLORAL NA LITURGIA: O SIGNIFICADO DAS FLORES

Por Ir. Cidinha Batista, pddm
cidabatista2001@yahoo.com.br

As flores sempre estiveram presentes nos momentos mais marcantes da vida humana. Desde tempos imemoriais, elas simbolizam alegria, celebração e beleza. Seja em ocasiões festivas, cerimônias religiosas ou momentos de luto, as flores desempenham um papel essencial na expressão de sentimentos e emoções.

Na tradição bíblica, as flores são frequentemente mencionadas como símbolos da efemeridade da vida e da graça divina. São João da Cruz as via como representações das virtudes da alma, enquanto o ramalhete simbolizava a plenitude espiritual. A infância e a pureza são também associadas às flores, remetendo, de certa forma, ao Paraíso.

No entanto, devido à sua delicadeza, as flores também podem representar a transitoriedade da existência e a fugacidade da beleza terrena. Isso pode ser observado nos túmulos do cristianismo primitivo, frequentemente situados em jardins e adornados com flores frescas e gravuras florais, evocando a imagem de um paraíso repleto de vida. Inscrições tumulares e mosaicos costumam exibir coroas e cestos floridos, além da icônica figura da pomba segurando uma flor no bico.

A natureza efêmera das flores é especialmente evidente na Palestina, onde, após as chuvas de inverno, o solo árido se transforma em um vasto tapete colorido de flores silvestres. Contudo, essa exuberância dura pouco, já que as flores murcham rapidamente em poucos dias. As Escrituras fazem menção a essa efemeridade, associando-a à fragilidade humana (Sl 103,15-16; Jó 14,2; Is 40,6-8).

A ARTE FLORAL NA LITURGIA

A arte floral aplicada à liturgia deve refletir o Mistério Pascal e expressar a alegria da Ressurreição. A celebração pascal é perene e sempre traz consigo a novidade da criação. Assim, a fragilidade da flor pode simbolizar a força que se manifesta na simplicidade. Um arranjo floral, cuidadosamente planejado, é capaz de traduzir esse mistério profundo.

As flores possuem um papel fundamental na estética litúrgica, não apenas como meros adornos, mas como elementos que enriquecem e comunicam o sentido das celebrações. Elas não devem ser vistas apenas como enfeites decorativos, mas como participantes da linguagem litúrgica, contribuindo para a harmonia do espaço sagrado. O Bispo Auxiliar de Paris, Albert Rouet, ressalta que a liturgia é uma experiência integral, onde iluminação, música, cores, ornamentos e outros elementos sensoriais colaboram para a plena imersão na Palavra de Deus.

Um arranjo floral bem elaborado pode elevar a beleza das celebrações, conduzindo os fiéis a uma maior comunhão com Deus, que é a suprema Beleza. Santo Agostinho já afirmava que Deus é “a beleza de todas as belezas”.

ORIENTAÇÕES PARA A UTILIZAÇÃO DE FLORES NA LITURGIA

Segundo Jeanne Emard, as flores e plantas enriquecem o ambiente litúrgico, mas seu uso deve ser supervisionado por aqueles que compreendem a arte e a ambientação na comunidade. Não se trata apenas de encher o espaço de flores, mas de posicioná-las estrategicamente para contribuir com a harmonia do ambiente e destacar os elementos essenciais do culto.

Dessa forma, algumas diretrizes devem ser seguidas:

  • Evitar obstruções visuais e movimentação litúrgica: Os arranjos não devem bloquear a visibilidade dos fiéis nem atrapalhar a dinâmica das celebrações. O altar, por exemplo, não deve ser sobrecarregado com flores, pois sua importância central já é suficiente para captar a atenção.
  • Uso de elementos naturais: O princípio da autenticidade deve ser respeitado. Flores artificiais não são recomendadas, pois não refletem a vida e a renovação, que são aspectos fundamentais da mensagem cristã.
  • Simplicidade e equilíbrio: A exuberância excessiva pode desviar a atenção dos elementos principais da liturgia. Os arranjos devem ser equilibrados e permitir que cada flor respire e seja apreciada em sua individualidade.

PRINCÍPIOS DA VIVIFICAÇÃO FLORAL (ESCOLA SANGUETSU)

A técnica de vivificação floral, difundida pela Escola Sanguetsu, propõe uma abordagem artística e contemplativa na composição dos arranjos. Alguns princípios fundamentais são:

  1. Naturalidade: As flores devem ser valorizadas em sua essência, sem forçar formas ou posições artificiais. É essencial respeitar a natureza de cada espécie e priorizar flores da estação.
  2. Precisão no corte: O corte dos caules deve ser feito com exatidão, garantindo a melhor absorção da água e harmonizando cada ramo com o vaso.
  3. Expressividade artística: Arranjar flores deve ser como pintar um quadro, onde cada elemento contribui para uma composição equilibrada e expressiva.
  4. Harmonia entre flor, vaso e ambiente: O arranjo deve estar em sintonia com o espaço em que será inserido, criando uma unidade estética.
  5. Alegria na composição: A vivificação floral deve ser feita com alegria, pois essa energia se transmite a quem observa e participa da experiência litúrgica.

ASPECTOS PRÁTICOS PARA A MONTAGEM DOS ARRANJOS

Para obter um arranjo litúrgico harmonioso, alguns cuidados básicos são recomendados:

  • Escolher os galhos mais bonitos e valorizá-los no arranjo.
  • Selecionar um ramo principal que expresse movimento e graça.
  • Utilizar linhas complementares para reforçar a harmonia visual.
  • Dispor flores abertas e de cores fortes na parte inferior, enquanto as flores em botão ou de tons suaves podem ficar mais altas.
  • Preencher espaços vazios com discrição, utilizando folhagens e flores menores.
  • Manter as folhas fora da água para evitar deterioração precoce.
  • Cortar os caules submersos em água, garantindo uma melhor absorção hídrica e prolongando a durabilidade do arranjo.

CONCLUSÃO

A arte floral a serviço da liturgia é um convite à contemplação e à celebração da beleza divina. Ela transcende a estética e se torna um meio de comunicação simbólica, expressando os mistérios da fé cristã. Os arranjos florais devem ser concebidos com sensibilidade e respeito ao ambiente sagrado, colaborando para que a liturgia seja uma experiência profunda e transformadora.

Quando bem planejados, os arranjos florais não apenas embelezam o espaço, mas também elevam a alma dos fiéis, conduzindo-os a um encontro mais íntimo com o Criador. O uso de flores na liturgia é, portanto, uma arte sagrada, que une a criação divina ao louvor humano.

Referências:

  • EMARD, Jeanne. A arte floral a serviço da liturgia. São Paulo: Paulinas, 1999.
  • Dicionário dos Símbolos. São Paulo: Paulus, 1994.
  • Dicionário Bíblico. São Paulo: Ed. Paulinas, 1983.

JUNIORISTAS PIAS DISCÍPULAS DO DIVINO MESTRE RENOVAM SEUS VOTOS RELIGIOSOS

As junioristas Pias Discípulas do Divino Mestre, Ir. M. Antônia Bianca Oliveira dos Santos e Ir. M. Kainã Barbosa da Silva, renovaram recentemente seus votos religiosos em celebrações marcadas pela fé, pela entrega a Deus e pela alegria da vida consagrada. A renovação dos votos representa um passo significativo na caminhada vocacional dessas irmãs, reafirmando seu compromisso com a missão e com a espiritualidade da congregação.

Celebração em São Paulo: Ir. M. Antônia Bianca Oliveira dos Santos

No dia 09 de fevereiro de 2025, na cidade de São Paulo, Ir. M. Antônia Bianca Oliveira dos Santos renovou seus votos religiosos em uma celebração marcada pela profundidade espiritual e pelo eco da Palavra de Deus. A liturgia do dia, com os textos de Lucas 5,1-11, Isaías 6,1-2a.3-8, o Salmo 138 (137) e a Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios 15,1-11, trouxe um rico significado ao seu compromisso renovado.

Neste 5º domingo do Tempo Comum, a Palavra de Deus nos apresenta o chamado dos primeiros discípulos, conforme narrado por Lucas. Jesus convida Simão Pedro a lançar novamente as redes, conduzindo a uma pesca milagrosa. Esse episódio se entrelaça com a experiência do profeta Isaías, que, ao sentir-se indigno diante da santidade divina, acolhe com humildade sua missão. Essa mesma atitude de entrega e confiança é essencial a todos os que seguem o Senhor, reconhecendo suas limitações, mas aceitando o chamado divino.

O apóstolo Paulo, na Carta aos Coríntios, recorda o anúncio do Evangelho e ressalta como a graça de Deus opera na fraqueza humana. Assim, a liturgia deste dia iluminou de forma especial o sim de Ir. M. Antônia Bianca, fortalecendo seu compromisso ao renovar os votos religiosos. Como Pedro, Isaías e Paulo, ela respondeu com amor e confiança ao chamado do Divino Mestre, reafirmando sua disposição para seguir em missão, mesmo diante dos desafios.

Celebração em Olinda/PE: Ir. M. Kainã Barbosa da Silva

Poucos dias depois, no dia 11 de fevereiro de 2025, foi a vez de Ir. M. Kainã Barbosa da Silva renovar seus votos religiosos em uma celebração especial na cidade de Olinda, Pernambuco. A solenidade ocorreu na comunidade local das Pias Discípulas do Divino Mestre, reunindo irmãs da congregação e amigos que acompanham sua trajetória vocacional.

Assim como Ir. M. Antônia Bianca, Ir. M. Kainã renovou seus votos religiosos com fervor e profunda espiritualidade, reafirmando sua consagração ao Senhor. Sua jornada tem sido marcada pela busca constante de serviço e de vivência do carisma da congregação, que se dedica à espiritualidade e à missão evangelizadora por meio da liturgia e da pastoral vocacional.

A comunidade local celebrou com alegria esse momento especial, reforçando a importância da vocação religiosa e da vida consagrada na construção do Reino de Deus.

Significado da Renovação dos Votos Religiosos

A renovação dos votos é um momento essencial na caminhada das religiosas, pois reafirma sua escolha de seguir a Cristo de maneira plena e dedicada. Para as junioristas, esse período é de aprofundamento da vocação e de vivência do carisma congregacional, preparando-as para a profissão perpétua no futuro.

As Pias Discípulas do Divino Mestre, congregação fundada pelo Bem-Aventurado Tiago Alberione, têm como missão principal a oração e o apostolado litúrgico. Seu carisma está intimamente ligado à vivência da espiritualidade e ao testemunho de vida centrado na Eucaristia, no Sacerdócio e na Liturgia.

Ao renovarem seus votos, Ir. M. Antônia Bianca e Ir. M. Kainã reafirmam sua disponibilidade em servir a Deus e aos irmãos, mantendo viva a essência da vocação religiosa.

As celebrações realizadas em São Paulo e Olinda foram momentos de graça e bênção, que marcaram a caminhada vocacional das irmãs junioristas. A renovação dos votos é uma ocasião de renovar o sim a Deus, fortalecendo a missão e o compromisso com o Reino.

A comunidade das Pias Discípulas do Divino Mestre segue em oração por Ir. M. Antônia Bianca e Ir. M. Kainã, para que continuem firmes em sua caminhada de fé e doação. Que o Divino Mestre as fortaleça e guie em sua missão, para que possam testemunhar com alegria e amor a presença de Deus no mundo.

CATEQUESE LITÚRGICA: FESTA DA APRESENTAÇÃO DO SENHOR NO TEMPLO

Catequese Litúrgica – Festa da Apresentação do Senhor (Ano C)

Neste vídeo, o programa Catequese Litúrgica, preparado e apresentado pela Ir. Cidinha Batista, pddm, com edição de vídeo de Ir. Neideane Monteiro, pddm, propõe uma reflexão profunda sobre o Evangelho da Festa da Apresentação do Senhor (Ano C).

A festa, celebrada no dia 2 de fevereiro, recorda o momento em que Maria e José apresentam o menino Jesus no Templo de Jerusalém, cumprindo a tradição judaica. Com base no Evangelho de Lucas 2,22-40, o programa convida os fiéis a refletirem sobre a luz que Jesus traz ao mundo, simbolizada pela presença de Simeão e Ana, que reconhecem o Messias como a salvação prometida a todos.

A catequese litúrgica explora o significado teológico dessa festa e ajuda os fiéis a compreenderem a importância da Apresentação de Jesus no Templo, como um gesto de consagração e fé, que nos convida a oferecer nossa própria vida ao Senhor.

O vídeo proporciona uma oportunidade de aprofundar a compreensão do mistério da encarnação de Cristo, através de uma explicação acessível e edificante, guiada pelas reflexões de Ir. Cidinha Batista e enriquecida pela edição cuidadosa de Ir. Neideane Monteiro.

Se você busca uma forma de meditar sobre o evangelho e o significado desta importante festa litúrgica, este vídeo oferece uma reflexão significativa e inspiradora.


A Vida Consagrada e a Festa da Apresentação do Senhor

A vida consagrada é uma resposta generosa e radical ao chamado de Deus, uma resposta que se traduz em um caminho de entrega total e amor a Ele. Aqueles que optam por seguir esse estilo de vida se dedicam ao serviço de Deus e da Igreja, buscando viver o Evangelho de forma plena e profunda. A vida consagrada não é apenas uma escolha pessoal, mas uma vocação que envolve uma doação inteira, um testemunho público de fé e uma caminhada que exige desprendimento dos bens materiais, dos interesses pessoais e das ambições mundanas. Em vez disso, quem segue essa vocação se compromete a viver com radicalidade a pobreza, a castidade e a obediência, buscando, através dessa entrega, refletir a imagem de Cristo no mundo.

Na Igreja, encontramos diversas formas de vida consagrada: presbíteros, religiosos, religiosas, missionários, consagrados e consagradas em diferentes carismas e institutos. Cada uma dessas formas de consagração é uma expressão do amor a Deus e ao próximo, em um modo de vida que se destaca pela busca incessante de santidade e serviço. A vida consagrada é um testemunho de fidelidade, de dedicação e de amor a Deus, mas também um exemplo de como os cristãos devem viver sua fé no mundo.

A Festa da Apresentação do Senhor, celebrada no dia 2 de fevereiro, é uma data muito significativa na liturgia cristã, pois oferece uma reflexão profunda sobre a consagração de toda a vida a Deus. Esta celebração recorda o momento em que Maria e José, obedecendo à Lei de Moisés, apresentaram o menino Jesus no Templo de Jerusalém, 40 dias após o Seu nascimento. Esse gesto simples, mas carregado de significado, simboliza a entrega e consagração do Filho de Deus à vontade do Pai. Ao oferecerem Jesus ao Senhor, Maria e José nos ensinam que a consagração a Deus deve ser feita com fé, confiança e obediência.

Este gesto de apresentação de Jesus no Templo, embora pertencente ao contexto judaico, assume um significado pleno para os cristãos. De fato, a Festa da Apresentação do Senhor nos ajuda a refletir sobre a nossa própria consagração, seja por meio da vida consagrada, seja no compromisso diário de seguir a Cristo. Ao celebrarmos esta festa, somos convidados a renovar nossa entrega ao Senhor e a refletir sobre a luz que Cristo representa para a nossa vida.

Na tradição cristã, a Festa da Apresentação do Senhor é também chamada de “Festa da Candelária”, em alusão à luz que Jesus representa para o mundo. No evangelho de Lucas, Simeão, ao ver o Menino Jesus no Templo, declara: “Agora, Senhor, podes deixar o teu servo ir em paz, segundo a tua palavra, porque os meus olhos viram a tua salvação, que preparaste diante de todos os povos: luz para iluminar as nações e glória do teu povo Israel” (Lc 2,29-32). A luz da vela acesa nesta festa simboliza Cristo, a verdadeira Luz que ilumina as trevas do pecado e guia a humanidade para a salvação.

A celebração da Apresentação do Senhor, assim, oferece um convite para que cada cristão se pergunte: Como posso ser luz no mundo? E a resposta para essa pergunta está no testemunho da vida consagrada. Os consagrados, ao se entregarem totalmente a Deus, tornam-se sinal vivo da presença de Cristo, levando Sua luz ao mundo. A vida consagrada não se resume a uma vida de oração e contemplação, mas é também uma vida de ação, de evangelização, de serviço ao próximo e de dedicação ao bem comum. Aqueles que optam por seguir a vida consagrada se tornam luzes no mundo, refletindo o amor de Deus e compartilhando a Boa Nova com todos.

Além disso, a festa da Apresentação do Senhor nos recorda que a consagração não é um ato isolado, mas um processo contínuo de renovação e entrega. A vida consagrada exige perseverança e firmeza, pois envolve muitos desafios e renúncias. No entanto, é uma vida cheia de graça e de alegria, pois quem se dedica a Deus encontra em Sua presença o sentido profundo da vida, a verdadeira paz e a verdadeira felicidade. A entrega a Deus na vida consagrada não é um fardo, mas uma dádiva que traz frutos abundantes de amor, bondade e sabedoria.

A festa também convida todos os cristãos a refletirem sobre a própria vocação, seja ela consagrada, matrimonial, celibatária ou leiga. Cada um de nós é chamado a consagrar a própria vida a Deus, a ser luz no mundo e a seguir o exemplo de Maria e José, que apresentaram Jesus ao Senhor com confiança e amor. Para os consagrados, a festa da Apresentação do Senhor é uma oportunidade para renovar o compromisso de seguir Cristo de forma radical e de viver sua vocação com alegria e fidelidade. Para os leigos, é um convite a entregar a própria vida nas mãos de Deus e a viver com intensidade a missão de anunciar o Evangelho.

A festa também nos ensina a importância da obediência. Maria e José, ao cumprirem a Lei, demonstraram sua obediência a Deus. Este ato de submissão à vontade divina é um exemplo para todos os cristãos. Em nosso próprio caminho, também somos chamados a confiar plenamente em Deus e a nos submeter à Sua vontade, mesmo quando ela nos leva a lugares ou situações desafiadoras.

Em resumo, a Festa da Apresentação do Senhor é uma celebração profunda e rica de significado, que nos leva a refletir sobre o sentido da consagração e a nossa própria entrega a Deus. Ela nos convida a renovar o compromisso de ser luz para o mundo, a seguir o exemplo de Maria e José na obediência a Deus e a refletir sobre o testemunho dos consagrados, que, ao dedicar toda a sua vida ao Senhor, tornam-se sinais vivos de Seu amor. Que, neste dia, todos possamos renovar nossa fé e nossa vocação, buscando viver de maneira cada vez mais fiel o chamado de Deus para nossas vidas.

Comentário dos textos bíblicos


Revista de Liturgia

1. Aprofundando os textos bíblicos:

  • Malaquias 3,1-4;
  • Salmo 24 (23);
  • Hebreus 2, 14-18;
  • Lucas 2,22-40

O episódio da apresentação de Jesus no Templo enfatiza sua pertença ao Pai, desde o início da existência (1,31-32), e sua identidade messiânica como luz e salvação. A consagração do primogênito exigia apenas o resgate por meio do sacrifício de um animal (Ex 13,2.12-13; 34,19-20). O rito da purificação era prescrito à mãe da criança: 40 dias após o parto de um menino, e 80 dias se fosse menina (Lv 12,1-8). Maria e José ofereceram um par de rolas ou dois pombinhos, a oferta dos pobres, pois não podiam oferecer um cordeiro para o sacrifício.

Ana e Simeão representam o resto de Israel à espera da manifestação plena da salvação, indicando que os pobres são os primeiros destinatários da missão libertadora de Jesus (4,18ss). Segundo a profecia de Simeão, Jesus será motivo de queda e elevação, por sua atuação em favor dos excluídos. Ana, profetisa como Míriam (Ex 15,20), Débora (Jz 4,4), pertencia à tribo de Aser no extremo norte da Galileia. Viúva, virtuosa e santa, Ana dava graças a Deus e falava do menino a todos os que esperavam a redenção, reconhecendo-o como o Salvador. O pai e a mãe de Jesus, maravilhados com o que haviam escutado, voltaram para Nazaré.

O menino crescia em “sabedoria” e “graça”, atributos que lhe vêm  do Pai, o qual guiará o seu caminho de fidelidade. A profecia de Malaquias remete ao pós-exílio, quando o Templo já havia sido reconstruído, e propõe um culto conforme a justiça e a ética para ser agradável ao Senhor. O Salmo realça a entrada do Rei da Glória no Templo, o Senhor que sustenta seu povo na busca da justiça e fraternidade. A leitura aos Hebreus apresenta Cristo sumo sacerdote misericordioso, solidário com a humanidade pecadora.

2. A palavra na vida

Simeão e Ana ensinam a deixar-se conduzir pelo Espírito, a fim de reconhecer e anunciar a presença de Jesus como luz e salvação de todos os povos. 

3. A palavra na celebração

O gesto de Maria que “oferece” se traduz em gesto litúrgico em cada Eucaristia. Quando o pão e o vinho frutos da terra e do trabalho humano nos são restituídos como Corpo e Sangue de Cristo, nós também nos tornamos corpo de Cristo, pão e vinho para quem tem fome e sede.

Bênção e Procissão das Velas na Festa da Apresentação do Senhor

1ª Forma: Procissão

1. Na forma conveniente, os fiéis se reúnem numa igreja menor ou em outro lugar adequado, fora da Igreja para a qual se dirige a procissão. Trazem nas mãos velas apagadas.

2. O presbítero, acompanhado dos ministros, dirige-se ao lugar da reunião, revestido de paramentos brancos para a Missa. Em lugar da casula poderá usar a capa, depondo-a no fim da procissão.

3. Enquanto se acendem as velas, canta-se a antífona seguinte ou outro canto apropriado:

Eis que virá o Senhor onipotente iluminar os nossos olhos, aleluia.

4. O presbítero saúda o povo, como de costume, e faz uma breve exortação, convidando os fiéis a celebrarem de modo ativo e consciente o rito da festa. Pode usar estas palavras ou outras semelhantes:

Irmãos e Irmãs, há quarenta dias celebrávamos com alegria o Natal do Senhor. E hoje chegou o dia em que Jesus foi apresentado ao Templo por Maria e José. Conformava-se assim à Lei do Antigo Testamento, mas na realidade vinha ao encontro do seu povo fiel. Impulsionados pelo Espírito Santo, o velho Simeão e a profetisa Ana foram também ao Templo. Iluminados pelo mesmo Espírito, reconheceram o seu Senhor naquela criança e o anunciaram com júbilo.

Também nós, reúnidos pelo Espírito Santo, vamos nos dirigir à casa de Deus, ao encontro de Cristo. Nós o encontraremos e reconheceremo na fração do pão, enquanto esperamos a sua vinda gloriosa.

5. Depois da exortação, o presbítero, de mãos unidas, benze as velas, dizendo:

Oremos.

Deus fonte e origem de toda luz,
que hoje mostrates ao justo Simeão
a luz que ilumina as nações,
nós vos pedimos humildemente:
santificai estas velas com a vossa bênção,
e atendei às preces do vosso povo aqui reunido.
Fazei que, levando-as nas mãos em vossa honra
e seguindo o caminho da virtude,
cheguemos à luz que não se apaga.
Por Cristo, nosso Senhor.
Amém.

Ou:

Oremos.
Ó Deus, luz verdadeira,
fonte e princípio da luz eterna,
fazei brilhar no coração de vossos fiéis
a luz que não se extingue,
para que, iluminados por estas velas
no vosso templo santo,
cheguemos ao esplendor da vossa glória.
Por Cristo, nosso Senhor.
Amém.

Em silêncio, asperge as velas com água benta.

6. O presbítero recebe a vela preparada para ele e dá início à procissão, dizendo:

Vamos em paz,
ao encontro do Senhor.

7. Durante a procissão canta-se a seguinte antífona, com o cântico indicado ou outro canto conveniente:

Ant. Uma luz que brilhará para os gentios
e para a glória de Israel, o vosso povo.

Deixai, agora, vosso servo ir em paz,
conforme prometestes, ó Senhor.

Ant. Uma luz que brilhará para os gentios
e para a glória de Israel, o vosso povo.

Pois meus olhos viram vossa salvação.

Ant. Uma luz que brilhará para os gentios
e para a glória de Israel, o vosso povo.

Que preparastes ante a face das nações:

Ant. Uma luz que brilhará para os gentios
e para a glória de Israel, o vosso povo.

8. Ao entrar a procissão na Igreja, canta-se a antífona da entrada. Chegando ao altar, o presbítero o saúda e, se for oportuno, o incensa. Vai à cadeira e, se usou a capa, troca-a para casula. Depois do canto do Glória, diz a oração como de costume e a missa prossegue de modo habitual.

2ª forma: Entrada Solene

9. Os fiéis reúnem-se na igreja com as velas nas mãos. O presbítero, de paramentos brancos, com os ministros e uma delegação de fiéis, dirige-se a um lugar apropriado, quer diante da porta da igreja, quer no interior, onde pelo menos grande parte do povo possa participar do rito com facilidade.

10. Quando o presbítero chega ao lugar designado, acendem-se as velas ao canto da antífona: Eis que virá o Senhor ou de outro apropriado.

11. O presbítero, depois da saudação e exortação, benze as velas, como acima (n. 4 e 5) e faz-se a procissão para o altar com o canto (6 e 7). Na Missa observa-se o que foi dito no nº 8.

Recebemos, ó Deus, a vossa misericórdia
no meio de vosso templo.
Vosso louvor se estende, como o vosso nome,
até os confins da terra;
toda a justiça se encontra em vossas mãos.

Deus eterno e todo poderoso,
ouvi as nossas súplicas.
Assim como o vosso Filho único,
revestido da nossa humanidade,
foi hoje apresentado no templo,
fazei que nos apresentemos diante de vós
com os corações purificados.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
na unidade do Espírito Santo.

O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.

Corações ao alto.
O nosso coração está em Deus.

Demos graças ao Senhor, nosso Deus.
É nosso dever e nossa salvação.

Na verdade, é justo e necessário,
é nosso dever e salvação
dar-vos graças, sempre e em todo lugar,
Senhor, Pai santo,
Deus eterno e todo-poderoso.

Vosso Filho eterno,
hoje apresentado no templo,
é revelado pelo Espírito Santo
como glória do vosso povo
e luz de todas as nações.

Por esta razão,
também nós corremos
ao encontro do Salvador;
e, com os anjos e com todos os santos,
proclamamos a vossa glória,
cantando  a uma só voz:

Santo, Santo, Santo…

Meus olhos viram o Salvador,
que preparastes, ó Deus, para todos os povos.

Por esta comunhão, ó Deus,
completai em nós a obra da vossa graça
e concedei-nos alcançar a vida eterna,
caminhando ao encontro do Cristo,
como correspondestes à esperança de Simeão,
não consentindo que morresse
antes de acolher o Messias.
Por Cristo, nosso Senhor.