UM NATAL DE LUZ

“E aconteceu que eles estando ali,
se cumpriram os dias em que ela havia de dar à luz.
E deu à luz seu filho primogênito e envolveu-o em panos,
e deitou-o em uma manjedoura,
porque não havia lugar para eles na estalagem. ” (Lc 2,6-7)

A espiritualidade natalina nos convida a celebrarmos a chegada da grande luz que é Jesus. É um convite para olharmos nossa trajetória e nos perguntarmos: “Estou sendo luz na vida dos solidários, dos doentes, dos perturbados e dos empobrecidos? ”. Essa luz é relação, comunicação e comprometimento com o amor para conosco e para com o nosso próximo. É disso que nos conscientiza o Advento, ele nos iguala na experiência espiritual na luz do Natal. A disciplina do Advento nos ensina a fazer bem as pequenas coisas, amando sem acepções de pessoas, até porque a criatividade generosa do espírito natalino está na paz enraizada nos corações dos homens e mulheres de boa vontade.

O Natal é nosso lembrete anual de que a luz que escolhemos abraçar e acolher em qualquer nível está lá para nós sempre brilhando intensamente, esperando corações que queiram acolher e compartilhar a luz que habita seus corações. Acolhendo essa luz assumimos a fertilidade do seu significado, ou seja, vivenciaremos uma busca do nosso verdadeiro EU, que se encontra adormecido dentro de nós.

Infelizmente, o simbolismo e o significado do Natal foram deturpados por nosso EGO ferido, na busca da constante dos lucros, do ter, do prazer e do poder. Precisamos passar por um esvaziamento para vivenciarmos o sentido originário do Natal. Isso pode ter apenas uma explicação: as pessoas encontram-se vazias por dentro! Do contrário, não esvaziariam as demais coisas de seu sentido originário.

Por isso, Deus Se desprendeu do céu, rumando ao mundo terreno, encarnado no ventre de Maria, para que pudessem ser reatados os laços com a luz. Cristo, como uma parte do Criador, serviu de ponte para que a humanidade pudesse despertar do seu sono espiritual. No entanto, poucos ouviram a sua Palavra, conforme o seu sentido originário. A maioria interpretou segundo os seus interesses, sendo que ocorreu a perda do seu significado, geração após geração. O nascimento do Menino Jesus foi usurpado pelo Papai Noel e isso foi desviando a proposta do nascimento e renascimento do amor, que é celebrar o nascimento do verdadeiro sol, ou seja, Cristo, que apareceu no mundo depois de uma longa noite de trevas. O natal do Senhor nos alerta a lutar contra as trevas da hipocrisia, contra as trevas da corrupção, contra as trevas da miséria que vem assolando milhões de filhos e filhas de Deus. A celebração do Natal não pode ser desperdiçada em recordações sentimentais ou discursos polêmicos, mas valorizada como dom de amor, de verdade e de esperança para todos os homens e mulheres de nosso tempo.

Portanto, a luz da espiritualidade natalina revela para nós que uma estrela brilhou intensamente no céu e sua luz desceu sobre um menino chamado Jesus. Aí começou o Natal, por meio de uma luz, um Natal de luz. Isso para dissipar as trevas, pois, como cantamos, “A luz resplandeceu em plena escuridão, jamais irão as trevas vencer o seu clarão”. É essa a proposta verdadeira do Natal. Sejamos confiantes e cheios de esperanças para a construção de um mundo mais fraterno e cheio de compaixão.

Que o espírito do Natal alcance cada um de nós como uma força avassaladora e nos revista de empoderamento da justiça e da paz! E que nossos corações sejam verdadeiras manjedouras para acolher a luz que vem para habitar e renascer nos nossos corações! Não se esqueça: Natal feliz é Natal com Cristo!

Pe. Kleber Farias, OMI

TEMPO DO NATAL

“Hoje, na cidade de Davi, nasceu para vós um Salvador, que é Cristo Senhor” (Lc 2,11).

O Senhor fez resplandece esta noite santa com o esplendor da verdadeira luz! (liturgia).

Nesta noite, Papa Francisco abre de novo a Porta Santa da Basílica de São Pedro no Vaticano, dando início ao Jubileu Ordinário, o jubileu da Encarnação. Somos convidados a contemplar os “sinais de luz no nosso mundo” e invocar o Espírito Santo de Deus sobre cada uma destas boas obras e luz de Deus na humanidade. A liturgia do Natal leva-nos a uma experiência de luz, de exultação, de alegria, porque a verdadeira “Luz” que veio ao mundo ilumina cada ser humano.

O SIGNIFICADO DO NATAL

“Uma das maiores obras de Deus em favor de todos nós, uma das maiores ‘liturgias’ de Deus, portanto, foi quando ele nos ‘presenteou’ seu próprio Filho para ser o nosso Salvador. Desde muito tempo, Deus vinha se mostrando um ‘tremendo apaixonado’ pela nossa humanidade. E, enfim, depois de um longo período de ‘noivado’, em todo o Antigo Testamento, Deus acabou se ‘casando’ com a humanidade, na pessoa de Maria. Realizou-se a promessa, realizou-se a profecia (cf. Is 62,1-5). E deste ‘casamento’ resultou – por obra do Espírito Santo! – uma ‘gravidez’ e, por esta ‘gravidez’, foi-nos dado Jesus, Filho de Deus, Emanuel (Deus-conosco!) (cf. Mt 1,18-25): ‘O Verbo eterno de Deus se fez carne e habitou entre nós’ (Jo 1,14). Que maravilhosa obra de Deus em favor da humanidade!… […] um enorme bem que Deus fez para nós, através do ‘sim’ de Maria: O Verbo eterno de Deus ‘mergulhou’, de cabeça, para dentro do imenso e abissal mistério da nossa existência humana. É muito amor por nós! […] no Natal, podemos ouvir a auspiciosa notícia do anjo: ‘Não tenham medo! Eu lhes anuncio uma grande alegria, que deve ser espalhada para todo o povo. Hoje… nasceu para vocês um Salvador, que é o Cristo Senhor’. E um coral imenso de anjos irrompe num alegre hino de louvor: ‘Glória a Deus no mais alto dos céus, e paz na terra aos homens por ele amados’ (cf. Lc 1,10-14). Paz na terra aos homens (e mulheres) amados por ele!… Deus nos amou e, deste amor resultou para nós a paz, que no fundo é sinônimo de vida. E nisto está precisamente a sua admirável grandeza: ‘A glória de Deus é a vida do ser humano’ (Santo Irineu)”.[1]


[1] ARIOVALDO DA SILVA, José. A liturgia do natal, apostila.

[2] https://www.youtube.com/watch?v=AX5vsjRJb10

INAUGURAÇÃO DA CAPELA DIVINO MESTRE, NA BETÂNIA: ACOLHIDOS EM SITUAÇÃO DE RUA CRIAM OBRA DE MOSAICO

Inauguração da Capela Divino Mestre na Betânia: acolhidos em Situação de Rua criam obra de mosaico com apoio de professor

A Irmã Elci Zerma, emocionada e repleta de gratidão, compartilhou com a comunidade a recente inauguração da Capela Divino Mestre, um espaço espiritual destinado aos acolhidos da Casa Betânia, que atende pessoas em situação de rua. A inauguração da capela representa mais do que um marco físico; é um símbolo da reconstrução da vida e da dignidade de homens que, por diversas razões, se encontram em situação de vulnerabilidade social. A obra em mosaico que adorna o interior da capela foi criada pelos próprios acolhidos, com o auxílio de um professor de artes, evidenciando o trabalho coletivo e a importância da arte como ferramenta de ressignificação da vida e de fortalecimento da autoestima.

Mosaico feito pelos acolhidos em situação de rua que o projeto Betânia acolhe.

A Betânia é um projeto social voltado para o atendimento de homens adultos, com idades entre 18 e 59 anos, em situação de rua. Esses homens enfrentam condições de risco e vulnerabilidade, muitas vezes agravadas por problemas como dependência de álcool e outras drogas. A iniciativa da Casa Betânia se enquadra como um serviço de alta complexidade, voltado para a reintegração social e a recuperação integral desses indivíduos. A proposta não se limita ao fornecimento de abrigo e alimentação, mas trabalha de forma abrangente na promoção da autonomia, saúde integral, resgate da dignidade e do direito à vida.

A inauguração da Capela Divino Mestre, que surgiu como um desejo de proporcionar aos acolhidos um espaço de oração, reflexão e espiritualidade, também serve como um marco importante no processo de reintegração desses homens à sociedade. A obra em mosaico, que embeleza a capela, foi uma construção coletiva feita pelos próprios acolhidos. Com o auxílio de um professor de artes, eles puderam expressar suas emoções e sentimentos por meio da arte, criando um ambiente mais acolhedor e digno. O mosaico, que ilustra cenas de fé e esperança, é um reflexo do processo de ressignificação que esses homens estão vivenciando ao longo de sua jornada no projeto.

A Betânia se destaca, entre outras coisas, pelo trabalho dedicado ao resgate de valores essenciais para a formação de cidadãos plenos e dignos. Além de proporcionar abrigo e cuidados básicos, o projeto promove ações que buscam garantir a autonomia de seus acolhidos, oferecendo a eles a oportunidade de recuperar sua saúde integral. A Betânia acredita que, para que uma pessoa seja verdadeiramente reintegrada à sociedade, é preciso que ela tenha acesso à saúde física e mental, apoio emocional e, principalmente, a reconquista da sua autoestima.

Um dos pilares do trabalho realizado pela Betânia é o respeito à dignidade humana e ao direito à vida. A casa não só oferece abrigo, mas também busca dar aos acolhidos as ferramentas necessárias para que possam retomar o controle de suas vidas. Isso envolve desde o acesso a tratamentos de saúde, até a promoção da cidadania, com atividades que estimulam o exercício de direitos e deveres na sociedade. O projeto trabalha para que os homens que ali se encontram possam sentir que ainda têm um papel importante na sociedade e que podem contribuir para o bem coletivo.

Outro ponto fundamental abordado pela Betânia é o resgate da autoestima e a prática da fraternidade e justiça. Através de uma convivência que valoriza o respeito mútuo, os acolhidos podem se apoiar uns aos outros, compartilhando experiências e criando laços de solidariedade. Esse processo fortalece a confiança e o sentimento de pertencimento, elementos essenciais para a recuperação e a reintegração social.

Um acolhido em situação de rua rezando em frente ao mosaico feito por eles para a Capela Divino Mestre

A Betânia também defende a igualdade de direitos, buscando garantir que todos os acolhidos, independentemente de seu passado ou das dificuldades que enfrentam, possam ter acesso aos mesmos direitos que qualquer outro cidadão. Isso inclui não apenas a busca por trabalho e educação, mas também o direito à moradia digna, à saúde e à segurança.

A criação da Capela Divino Mestre e a realização da obra em mosaico pelos próprios acolhidos são exemplos claros da prática da solidariedade e da importância do trabalho coletivo no processo de reintegração social. A capela não é apenas um local de oração, mas um espaço de esperança e de força, onde os acolhidos podem refletir sobre suas vidas, suas escolhas e suas possibilidades de transformação. A arte, em suas diversas formas, é uma poderosa ferramenta de transformação, e a capela se torna, assim, um reflexo de todo o trabalho de recuperação e de reconstrução da dignidade realizado na Betânia.

A inauguração deste espaço é, portanto, um momento de celebração não apenas para a comunidade da Betânia, mas para todos aqueles que acreditam na força da solidariedade e na capacidade de transformação humana. Ao apoiar os acolhidos e proporcionar-lhes a oportunidade de expressar suas emoções e criar, a Betânia reafirma seu compromisso com o resgate da cidadania e com a construção de uma sociedade mais justa e igualitária, onde todos têm o direito de recomeçar e de buscar uma nova chance.

Dessa forma, a inauguração da Capela Divino Mestre vai além de um simples evento religioso: ela representa a vitória de uma comunidade que, através do acolhimento e da solidariedade, se reconstrói, se reinventa e segue em frente.

Seja um voluntário nesta obra!

O voluntariado pressupõe o compartilhar, e não o descartar as sobras do cotidiano. No momento em que nos predispomos a compartilhar o que temos de melhor com as pessoas, é possível, então, dizer que somos voluntários.

Unidade Loreto Freguesia – JPA
Pç. Nossa Senhora do Loreto, 100
Freguesia – JPA Rio de Janeiro – RJ
CEP: 22760-090
Tels.: (21) 2424-5560 | 2424-5702
[email protected]

Unidade Jesus Mestre Santíssimo – RJ
Rua Dr. Dormund Martins, 17
Santíssimo Rio de Janeiro – RJ
CEP: 23094-120
Tel.: (21) 3469-9550
[email protected]

Como você pode ajudar?

Doando seu tempo como voluntário,
Alimentos,
Roupas,
Calçados,
Brinquedos,
Artigos para o lar,
Objetos de decoração,
Móveis e utensílios,
Como sócio colaborador,
Doações financeiras.

Para mais informações, acesse: https://www.betaniasab.org.br/index.html

II MARATONA SACROSSANTO CONCÍLIO

Quarta-feira, dia 04 de dezembro de 2024, no canal do Youtube Pias Discípulas do Divino Mestre, teremos a II Maratona Sacrossanto Concílio. De 8h às 20h, teremos a live Liturgia: presença-ação de Cristo. Vamos mobilizar nossas comunidades para que essas 12h de diálogo e informação sejam um momento profundo para mergulharmos na fonte que é a Liturgia em nossas vidas. Não precisa fazer inscrição.

A live é uma promoção em parceria da CNBB, Rede Celebra, Revista de Liturgia, Asli e Centro de Liturgia Dom Clemente Isnard.

II Maratona Sacrosanctum Concilium

Comemorando os 61 anos da promulgação da Constituição sobre a Sagrada Liturgia do Concílio Vaticano II, esta maratona de lives com especialistas em liturgia cujo tema será “Liturgia: presença ação de Cristo”.

Acompanhe pelo canal das Pias Discípulas do Divino Mestre
https://www.youtube.com/live/9mpHO70ocAg?si=PP427oXdR1s2wLUC

📌Data: 04 de Dezembro

⏰8h às 20h

Marque na agenda!

liturgia #sacrosanctumconcilium #igreja

Mesa 01: 8h – Sacrosanctum Concilium 7: Redação, discussão e leitura

Mesa 02: 9h – Um olhar litúrgico-teológico sobre Sacrosanctum Concilium 7

Mesa 03: 10h – A sacramentalidade da Revelação e da Liturgia.

Mesa 04: 11h – A Liturgia: encontro. Uma abordagem patrística.

Mesa 05: 12h – Considerações sobre Igreja e Liturgia a partir de Desiderio Desideravi 8

Mesa 06: 13h – O agir ritual e a presença divina nos sacramentos da Iniciação.

Mesa 07: 14h – O agir ritual e a presença divina nos sacramentos da cura.

Mesa 08: 15h – O agir ritual e a presença divina nos sacramentos do serviço.

Mesa 09: 16h – A «mesa do altar»: a arte do convívio eucarístico.

Mesa 10: 17h – Música litúrgica; a arte de fazer comunhão.

Mesa 11: 18h – O responso na Liturgia das horas/ Ofício Divino das Comunidades: a arte do diálogo da aliança.

Mesa: 12: 19h – Conclusão: A Liturgia: a ação sagrada mais excelente da Igreja.

ADVENTO: TEMPO DE ESPERAR

No próximo domingo, dia 01º de dezembro de 2024, iniciamos um novo tempo litúrgico: o Advento. É começo também do novo ano litúrgico, Ano C, o qual o evangelista Lucas nos guiará no conhecimento do Mestre. Reunindo desejos, sonhos da humanidade por profundas transformações e dias melhores, manifestadas em veementes clamores em nossos dias. Como “memorial de esperanças”, o advento alarga nossa vida para acolher o grande mistério da encarnação. Na perspectiva do Natal e Epifania do Senhor, como acontecimentos sempre novos e atuais, vislumbramos vigilantes e esperançosos, a lenta e paciente chegada de seu Reino e sua manifestação em nossa vida e na história. O Senhor nos garante que, nesta espera, não seremos desiludidos, como lembra a antífona de entrada deste domingo.

A liturgia abre para nós um tempo favorável de vigilância e conversão, de retomada de nossas opções como discípulos/as daquele que sempre vem e cuja ação é libertadora, consoladora e salvífica.

Acendendo, neste domingo, a primeira vela da coroa do Advento, somos convidados a aguçar nossa atenção, acordarmos do sono da passividade para melhor percebermos os sinais da chegada do reino no cotidiano e, mais despertos, nos levantar da acomodação, do individualismo e do comodismo que marcam nosso tempo e nos paralisam. A ti, Senhor, confio minha vida. Não será desiludido quem espera em ti (SL 25,1-3).

SINAIS SENSÍVEIS

  • A cor roxa, a ausência do glória e de flores aponta para o necessário vazio para acolher Aquele que vem na fraqueza de nossa condição humana. A cor rosa/lilás a partir do 3º domingo, anuncia a proximidade da sua chegada.
  • A coroa do advento com 4 e/ou 9 que vão se acendendo progressivamente, expressa nossa atitude de vigilância como as moças do evangelho (Mateus 25,1-13) que vão de noite ao encontro do noivo, com suas lamparinas acesas. A luz da vela evoca o próprio Cristo, Sol da justiça, a quem esperamos ‘com toda a ternura do coração’. A forma circular da coroa refere-se à harmonia cósmica, ao feminino. O verde dos ramos sinaliza a esperança…
  • Os textos bíblicos trazem à memória os nossos pais e mães na fé: Isaías o profeta do desterro anunciando o retorno, João Batista, a voz que clama no deserto, Maria a virgem grávida que dará à luz um Filho; Isabel, a mulher estéril grávida; Zacarias, o profeta que recupera a fala e bendiz a Deus pelo nascimento de João o precursor do Messias; José, o homem justo e solidário; os anjos que anunciam a boa nova: a Zacarias no templo, a Maria na casa, a José em sonho. O grande personagem é o Cristo, o esperado, o desejado, o sol do oriente, o Emanuel.
  • A invocação “Vem, Senhor Jesus!” que aparece nas orações e nos cantos, é um grito que expressa os gemidos e anseios da humanidade e de todo o universo à espera de libertação.
  • Os prefácios, as demais orações, as antífonas da LH, os cantos, fazendo eco aos textos bíblicos, sintetizam o sentido teológico e espiritual que a tradição da Igreja atribuiu ao advento, valendo-se de imagens eloqüentes: “o deserto irá florir”; “da raiz cortada vai nascer um broto” “dos céus vai chover o Salvador”; “da terra vai germinar a justiça”. “os caminhos tornos serão endireitados”; “as noivas com lâmpadas acesas”; “espadas transformadas em instrumentos de trabalho”.
    Nas duas primeiras semanas, até o dia 16 de dezembro: os textos referem-se à segunda vinda de Cristo. Nos dias 17 a 24, “semana santa do natal” – preparação imediata ao natal, memória da expectativa da primeira vinda. É importante permitir que o advento seja advento, e não antecipar o natal, como faz o ‘mundo’ do consumo.

SENTIDO TEOLÓGICO

Qual é o fato de salvação celebrado na liturgia e que está por detrás dos textos, das imagens, dos símbolos, das músicas neste tempo de advento? Trata-se do mistério da vinda de Deus, da sua visita à nossa terra no Emanuel, o desejado das nações, o anunciado pelos profetas e esperado por Maria.

Toda celebração cristã tem uma dimensão de espera do Reino. A cada dia suplicamos na oração do Senhor: “Venha o teu reino!” E no coração da prece eucarística aclamamos: “Vem Senhor Jesus”. Entretanto, o advento nos é dado a cada ano, como sacramento da ESPERA que nos prepara para celebrar as solenidades do natal, quando ele veio a primeira vez “revestido de nossa fragilidade, para realizar seu eterno plano de amor”; e nos coloca na perspectiva da segunda vinda quando ele virá “revestido de glória, para conceder-nos plenitude de salvação”.

Entre a primeira e a última vinda, há a vinda intermediária (S. Bernardo). Ele veio, virá e VEM agora. A liturgia do advento nos situa neste VEM, no HOJE intermediário entre o passado e o futuro, e nos impulsiona a fazer de cada AGORA um tempo de salvação.

No advento, fazemos nosso o comovente grito de Israel na expectativa do Messias e o insistente clamor que vem da assembleia cristã primitiva: “Maranatá, Vem, Senhor Jesus!” (1Cor 16,22 e Ap 22,20). É um clamor, carregado de dor, porque emerge do meio das contradições de tempos difíceis, mas é um grito cheio de esperança e de desejo do próprio Espírito que se une à noiva para dizer: VEM!

“Aparecido como por um instante em nosso meio, o messias se deixou tocar e ver solenemente para perder-se de novo, mais luminoso e inefável que nunca, no abismo insondável do futuro. Veio. Mas agora temos que esperá-lo mais do que nunca, e já não apenas por um pequeno grupo de eleitos, mas por todos. O Senhor Jesus virá na medida que saibamos esperá-lo ardentemente. Há de ser um acúmulo de desejos que fará apressar o seu retorno”. (Teilhard Chardin 1881-1955) “Toda carne verá a salvação de Deus” (Lc 3,6).

ATITUDE ESPIRITUAL

A liturgia do advento repleta de expectativa nos remete a nós mesmos como sujeitos de desejo, inacabados, sempre “em devir”, nós e a realidade social e cósmica da qual fazemos parte… É um peregrinar em busca do essencial, sem flores e sem glória, sem instrumentos e sem as cores da festa, a conviver com o vazio que nos conduz à Belém para abraçar a fraqueza humana habitada pelo Verbo…

A atitude fundamental é a vigilância:

  • Estar vigilantes a nós mesmos, para não nos deixar enganar… para não confundir o nosso desejo mais profundo com os objetos do nosso desejo, com o desejo de posse; para dar nomes aos nossos desejos desorientados: desejo de vingança, desejo de sempre ter razão, de vencer a qualquer preço…
  • Estar vigilantes à Palavra que nos é dada na liturgia, prolongando a escuta na oração pessoal, para que possamos encontrar a plena orientação dos nossos desejos pela mediação do Verbo que vem ao nosso encontro. “É Ele que ama em nós” (Jean Yves Leloup).
  • Estar vigilantes no cotidiano, no ‘cuidado da casa’; viver o momento presente com atenção ao espaço que ocupamos, aos gemidos da terra… exercitar-se no amor concreto em relação às pessoas, ‘acorrendo com as nossas boas obras ao encontro do Cristo que vem’…
  • Tal como a noiva vai ao encontro do seu bem-amado, ou como a terra se abre à semente, ou como a sentinela espera a aurora, entramos nesta atmosfera
    de “piedosa e alegre espera”, para celebrar a encarnação do Filho de Deus que se faz um de nós, para que, nele, nós nos tornemos divinos, por um caminho pascal. Cremos que o Senhor vem independente de nossa conversão, mas justamente porque ele vem, tão certo como a aurora, nos apressamos em preparar a sua vinda.

REACENDENDO A CHAMA DA NOSSA ESPERANÇA

A cada ano o advento nos é dado como SACRAMENTO DA NOSSA ESPERANÇA. Recordando o anseio do povo hebreu pela vinda do Messias, preparamo-nos para celebrar a primeira vinda de Jesus em Belém, tendo nossos corações voltados para a sua segunda vinda no fim dos tempos. Na primeira parte do advento, focando mais a segunda vinda, as leituras, as músicas, os gestos e as orações, nos convidam à vigilância e à mudança do coração. A partir do dia 17 (ou do dia 15 para quem faz a novena), o clima é de ‘alegre expectativa’ pela proximidade do natal do Senhor.

A coroa do advento, com suas velas que se acendem progressivamente, é um dos sinais que colocamos em nossas casas e igrejas. Originariamente, as velas eram de cor vermelha, mas elas podem ser simplesmente brancas.

Quando coloridas, uma boa alternativa é preferir que sejam duas de cor roxa correspondendo à primeira parte do advento e duas de cor lilás ou rosa, na proximidade do natal. Há comunidades que adotam 4 cores: o roxo da vigilância e da conversão, o verde da esperança, o lilás da alegria e o branco da paz. O multicolorido indica também as diversas culturas, nos 4 cantos do mundo, onde estão plantadas as sementes do Verbo.

O mais importante, porém, não é a cor das velas, mas o gesto do acendimento. Ao acender cada vela da coroa, reacendemos no coração a chama da vigilância e da esperança, da alegria e do desejo pela vinda do Salvador em nossa humanidade. Comprometemo-nos a apressar, no amor concreto de cada dia, a chegada do seu reino entre nós.

Sobre os textos bíblicos do primeiro domingo

Lucas 21,25-28.34-36:

Em estilo apocalíptico enfatiza a relatividade e instabilidade do mundo criado, o qual um dia chegará ao fim. Retoma o alerta dos profetas sobre o “dia do Senhor”, em que Deus vai intervir na história para libertar definitivamente o seu Povo da escravidão. De repente, diante da atual crise ecológica, estes textos chamam especialmente a nossa atenção. No entanto, para o evangelista o decisivo não é o fim do mundo, mas o fato de que o mundo decadente vai dar lugar a um mundo novo. O fim coincide com a vinda do Filho do Homem “com grande poder e glória” (v. 28). O próprio Jesus é o caminho de como encarar a situação. “A libertação está próxima”, mas enquanto ela não chega os discípulas precisa vigiar e orar, contribuindo para interromper e para que o mundo alcance ver sua libertação.

Jeremias 33, 14-16:

O contexto é o décimo ano do reinado de Sedecias (587 a.C.). O exército babilônico de Nabucodonosor cerca Jerusalém e Jeremias está detido no cárcere do palácio real, acusado de derrotismo e de traição (cf. Jr 32,1). Parece o princípio do fim. É neste contexto que o profeta, proclama a chegada de um tempo novo, no qual Deus vai “curar as feridas” (Jr 33,6). Numa situação limite, Jeremias anuncia a fidelidade de Deus às promessas feitas a David (cf. 2 Sm 7), de um futuro descendente (“rebento justo”), que assegurará a paz e a salvação a todo o povo. A palavra “rebento” evoca fecundidade, vida em abundância (cf. Is 4,2; Ez 16,7) e “Messias” (cf. Zc 3,8; 6,12).

1Tessalonicenses 3,12–4,2:

A comunidade cristã de Tessalônica foi fundada por Paulo, Silvano e Timóteo durante a segunda viagem missionária de Paulo, no ano 50 (cf. At 17,1). Em pouco tempo, Paulo desenvolveu uma intensa atividade missionária, que resultou numa comunidade numerosa e entusiasta, constituída na sua maioria por não-judeus convertidos (cf. 1Ts 1,9-10). No entanto, devido a reação da colônia judaica, Paulo teve de fugir, deixando para trás uma comunidade em perigo, insuficientemente evangelizada. Preocupado, Paulo envia Timóteo a Tessalônica para saber notícias e encorajar a comunidade. Quando Timóteo regressa, encontra Paulo em Corinto e comunica-lhe notícias animadoras: apesar das provações, a fé dos tessalonicenses continua bem vivos e mais profundos (cf. 1Ts 1,3; 3,6-8). A comunidade pode ser apontada como modelo aos cristãos das regiões vizinhas (cf. 1Ts 1,7-8). Mas Paulo exorta a que progridam ainda mais (1Ts 4,1), sobretudo no amor para com todos (1Ts 3,12. É nesta atitude de não acomodação que a comunidade deve esperar “vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1Ts 3,13).

Abaixo, um roteiro de Celebração penitencial no Advento, com o Ofício Divino das Comunidades:

CALENDÁRIO DOS GRANDES EVENTOS DO JUBILEU DE 2025

O site do Jubileu de 2025 já disponibilizou o Calendário de todos os eventos que acontecerão durante este ano de 2025 ligados ao Jubileu. O Santo Padre abrirá oficialmente o Ano Santo com o Rito de Abertura da Porta Santa da Basílica Papal de São Pedro, às 19 horas. Em seguida, presidirá à celebração da Santa Missa na noite de Natal do Senhor, no interior da Basílica. O evento pode ser seguido através dos ecrãs instalados na Praça de São Pedro.

Não são necessários bilhetes para participar na celebração a partir da Praça de São Pedro: basta inscrever-se no evento através do Portal do site oficial do Jubileu https://register.iubilaeum2025.va/events/8

Os bispos e presbíteros que desejem concelebrar e os diáconos que desejem participar devem fazer a sua inscrição junto do Departamento para as Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice através do seguinte link: https://biglietti.liturgiepontificie.va/

Para acompanhar baixar o Calendário dos grandes eventos, acesse o link: https://www.iubilaeum2025.va/content/dam/iubilaeum2025/calendario/PDF/PT-CAL.pdf

FAMÍLIA PAULINA E O JUBILEU 2025

Como Família Paulina, estamos nos mobilizando para participar do evento da Comunicação. Aqui no Brasil foi formada uma EQUIPE DO JUBILEU DA FAMÍLIA PAULINA composta por: Pe. Galvão, ssp, Ir. Viviani, fsp, Ir. Cristiane, sjbp, Ir. Bianca, pddm, Silvia, Coop. Paulina. Eles compõem o Núcleo de Comunicação e Ações Integradas (NAIF) da Família Paulina e promoverão uma série de ações e vídeos em preparação ao Jubileu.

O 1° vídeo do projeto “Flash de Esperança” é uma iniciativa audiovisual para nos ajudar a refletir sobre o valor da Esperança neste tempo marcado pela angústia e a falta de sentido.

Que o Jubileu seja um ano de graça para todos (as) nós.

JUBILEU 2025

A Igreja toda se prepara para o Jubileu do ano 2025. Desde o ano de 2023, o Papa Francisco está animando a todos para preparar este grande momento da igreja. Por vontade do Papa Francisco, os dois anos que precedem o Jubileu são dedicados à redescoberta do ensinamento do Concílio (primeiro ano) e à oração (segundo ano). O Ano do Concílio foi aberto a 11 de outubro de 2022 com a solene Liturgia Eucarística do 60º aniversário da abertura do Concílio Vaticano II, presidida pelo Santo Padre. Desde então, as comunidades cristãs de todo o mundo propuseram caminhos e momentos de reflexão sobre as quatro constituições conciliares: Dei Verbum, Sacrosanctum Concilium, Lumen Gentium, Gaudium et Spes. Na primavera de 2023 foram publicados pelo Dicastério para a Evangelização, por meio da Shalom Editrice, 34 volumes muito ágeis intitulados “Cadernos do Concílio”, escritos numa linguagem não acadêmica e com o objetivo de apoiar um caminho de redescoberta dos conteúdos centrais do Vaticano II. Foram pensados para ter a mais ampla difusão na comunidade cristã, ao serviço de cursos de catequese, de encontros do clero e de workshops de preparação para o Jubileu.

No Brasil, a coleção foi publicada pela editora da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Edições CNBB. Os Cadernos podem ser adquiridos em todas as plataformas online.

Índice

 1. O Vaticano II: História e significado para a Igreja (Prefácio Papa Francisco, A. Comastri)

Dei Verbum

 2. A Revelação como Palavra de Deus (R. Fisichella)

 3. A Tradição (R. Fisichella)

 4. A Inspiração (A. Pitta)

 5. A Sagrada Escritura na vida da Igreja (M. Cardinali)

Sacrosanctum Concilium

 6. A Liturgia no Mistério da Igreja (A. Elberti)

 7. A Sagrada Escritura na Liturgia (M. Compiani)

 8. Viver a Liturgia na Paróquia (S. Riva)

 9. O Mistério Eucarístico (F. Sieni)

 10. A Liturgia das Horas (E. McNamara)

 11. Os Sacramentos (D. Jurczak)

 12. O Domingo (G. Midili)

 13. Os Tempos Fortes do Ano Litúrgico (M. Barba)

 14. A Música na Liturgia (M. Frisina)

Lumen Gentium

 15. O Mistério da Igreja (C. Militello)

 16. As imagens da Igreja (M. G. Riva)

 17. O povo de Deus   (S. Pié-Ninot)

 18. A Igreja é para a evangelização  (G. Morado)

 19. O Papa, os bispos, os sacerdotes e os diáconos (P. Goyret)

 20. Os leigos (M. Muolo)

 21. A vida consagrada (V. Berzosa)

 22. A santidade, vocação universal (F. M. Léthel)

 23. A Igreja peregrina rumo à plenitude (A. Schütz)

 24. Maria, a primeira fiel (L. Falasca)

Gaudium et Spes

 25. A Igreja no mundo de hoje (C. Pagazzi)

 26. O sentido da vida (M. Tulli)

 27. A sociedade humana (G. Cardinale)

 28. Autonomia e serviço (F. A. Grana)

 29. A família (A. Tornielli)

 30. A cultura (F. Marchese Ragona)

 31. Economia e Finanças  (D. Hillier)

 32. A política (F. Giansoldati)

 33. O diálogo como instrumento (I. Ingrao)

 34. A paz (N. Fabrizio)

Depois do ano dedicado à reflexão sobre os documentos e ao estudo dos frutos do Concílio Vaticano II, por proposta do Papa Francisco, o ano de 2024 será o Ano da Oração. O Santo Padre anunciou-o no domingo, 21 de janeiro de 2024, por ocasião do Quinto Domingo da Palavra de Deus. Já na sua Carta de 11 de fevereiro de 2022, dirigida ao Pró-Prefeito, Sua Ex. Rev.ma D. Rino Fisichella, para encarregar o Dicastério para a Evangelização do Jubileu, o Papa tinha escrito: «Desde já, apraz-me pensar que o ano que precede o evento jubilar, 2024, possa ser dedicado a uma grande ‘sinfonia’ de oração. Antes de mais, para recuperar o desejo de estar na presença do Senhor, de o escutar e de o adorar». Portanto, no caminho de preparação para o Jubileu, as dioceses são convidadas a promover a centralidade da oração individual e comunitária.

O Dicastério disponibilizou algumas ferramentas úteis para entender melhor e redescobrir o valor da oração. Para além das 38 catequeses sobre a Oração que o próprio Papa Francisco proferiu de 6 de maio de 2020 a 16 de junho de 2021, foi publicada pela Libreria Editrice Vaticana uma coleção de “Apontamentos sobre a Oração”. Trata-se de 8 volumes destinados a recolocar no centro a relação profunda com o Senhor, através das múltiplas formas de oração contempladas na rica tradição católica. Além disso, está disponível online um subsídio pastoral, em versão digital, para ajudar as comunidades paroquiais, as famílias, os sacerdotes, os clérigos e os jovens a viver com maior consciência a necessidade da oração quotidiana.

Em português:

O subsídio “Ensina-nos a rezar”, cujo título é tirado do capítulo XI do Evangelho de Lucas (Lc 11,1), já está disponível online, podendo ser descarregada gratuitamente a sua versão digital a partir do site. O opúsculo, inspirado no Magistério do Papa Francisco, pretende ser um convite a intensificar a oração como diálogo pessoal com Deus, para levar cada um a refletir sobre a sua fé e sobre o seu compromisso no mundo de hoje, nos diferentes âmbitos em que é chamado a viver. O objetivo é oferecer reflexões, indicações e conselhos sobre como viver mais plenamente o diálogo com o Senhor, na relação com os outros. O subsídio é composto por seções dedicadas à oração na comunidade paroquial, na comunidade familiar, outras dedicadas aos jovens, às comunidades de clausura, à catequese e aos retiros espirituais.

“Jubileu” é o nome de um ano particular: parece derivar do instrumento que se usava para indicar o seu início; trata-se do yobel, o chifre do carneiro, cujo som anuncia o Dia da Expiação (Yom Kippur). Esta festa recorre a cada ano, mas assume um significado especial quando coincide com o início do ano jubilar. Encontramos uma primeira ideia disto na Bíblia: o ano jubilar tinha que ser convocada a cada 50 anos, já que era o ano “extra”, a mais, que se vivia cada sete semanas de anos (cf. Lv 25,8-13). Ainda que fosse difícil de realizar, foi proposto como ocasião para restabelecer uma correta relação com Deus, entre as pessoas e com a criação, e implicava a remissão de dívidas, a restituição de terrenos arrendados e o repouso da terra.

Citando o profeta Isaías, o evangelho segundo Lucas descreve desta forma também a missão de Jesus: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque Ele me ungiu para anunciar a boa nova aos pobres. Enviou-me a proclamar a redenção aos cativos e a vista aos cegos, a restituir a liberdade aos oprimidos, a proclamar o ano da graça do Senhor” (Lc 4,18-19; cf. Is 61,1-2). Estas palavras de Jesus tornaram-se também ações de libertação e de conversão no quotidiano dos seus encontros e das suas relações.

Bonifácio VIII em 1300 proclamou o primeiro Jubileu, também chamado de “Ano Santo”, porque é um tempo no qual se experimenta que a santidade de Deus nos transforma. A sua frequência mudou ao longo do tempo: no início era a cada 100 anos; passou para 50 anos em 1343 com Clemente VI e para 25 em 1470 com Paulo II. Também há jubileus “extraordinários”: por exemplo, em 1933 Pio XI quis recordar o aniversário da Redenção e em 2015 o Papa Francisco proclamou o Ano da Misericórdia. A forma de celebrar estes anos também foi diferente: na sua origem, fazia-se a visita às Basílicas romanas de São Pedro e São Paulo, portanto uma peregrinação, mais tarde foram-se acrescentando outros sinais, como a Porta Santa. Ao participar no Ano Santo, vive-se a indulgência plenária.

Pai que estás nos céus,
a fé que nos deste no
teu filho Jesus Cristo, nosso irmão,
e a chama de caridade
derramada nos nossos corações pelo Espírito Santo
despertem em nós a bem-aventurada esperança
para a vinda do teu Reino.

A tua graça nos transforme
em cultivadores diligentes das sementes do Evangelho
que fermentem a humanidade e o cosmos,
na espera confiante
dos novos céus e da nova terra,
quando, vencidas as potências do Mal,
se manifestar para sempre a tua glória.

A graça do Jubileu
reavive em nós, Peregrinos de Esperança,
o desejo dos bens celestes
e derrame sobre o mundo inteiro
a alegria e a paz
do nosso Redentor.
A ti, Deus bendito na eternidade,
louvor e glória pelos séculos dos séculos.
Amém

Papa Francisco

Bula

Segundo a tradição, cada Jubileu é proclamado através da publicação de uma Bula Papal (ou Bula Pontifícia) de Proclamação. Por “Bula” entende-se um documento oficial, geralmente escrito em latim, com o selo do Papa, cuja forma dá o nome ao documento. No início, o selo era geralmente feito de chumbo e trazia na frente a imagem dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, fundadores da Igreja de Roma, e no verso o nome do Pontífice. Mais tarde, o selo metálico foi substituído por um carimbo a tinta, mas continuou a ser utilizado para os documentos mais importantes. Cada Bula é identificada pelas suas palavras iniciais. Por exemplo, São João Paulo II proclamou o Grande Jubileu do Ano 2000 com a Bula Incarnationis mysterium (“O Mistério da Encarnação”), enquanto o Papa Francisco proclamou o Jubileu Extraordinário da Misericórdia (2015-2016) com a Bula Misericordiae vultus (“O Rosto da Misericórdia”). A Bula de Indicação do Jubileu, que indica as datas do início e do fim do Ano Santo, é geralmente emitida no ano anterior, coincidindo com a Solenidade da Ascensão. Para o Jubileu de 2025, prevê-se que seja publicada a 9 de maio de 2024.

Fonte desta notícia: https://www.iubilaeum2025.va/pt.html

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM LITURGIA 2025

O Instituto de Filosofia e Teologia de Goiás (IFITEG), em parceria com a Rede Celebra, oferece o curso de Especialização em Liturgia, que tem início em janeiro de 2025. O curso é uma oportunidade para quem deseja aprofundar os estudos sobre a tradição litúrgica da fé. O curso é ideal para: Seminaristas, Religiosos, Agentes pastorais e todos que estão interessados em aprofundar seus conhecimentos na liturgia.

Este curso, estruturado em quatro módulos ao longo de um ano, oferece uma combinação equilibrada de aprendizado presencial e remoto, permitindo flexibilidade sem comprometer a qualidade da formação.

Os dois primeiros módulos serão realizados de forma presencial, totalizando 200 horas/aula cada. Durante essas etapas, os participantes terão a oportunidade de interagir diretamente com professores especializados e colegas, explorando aspectos teóricos e práticos da liturgia em um ambiente enriquecedor.

Os dois módulos seguintes serão conduzidos de forma remota, porém síncrona, somando 160 horas/aula cada. Isso significa que os alunos poderão participar das aulas interativas em tempo real, aproveitando a conveniência de estudar de onde estiverem, sem perder a interação direta com os professores e colegas de curso.

O curso conta com um processo seletivo para garantir a qualidade e adequação dos participantes, assegurando um ambiente de aprendizado colaborativo e enriquecedor. Os interessados deverão submeter sua inscrição dentro do prazo estabelecido, atentando-se aos critérios e documentos exigidos.

O investimento para o curso é acessível, dividido em 18 mensalidades de R$ 275,56, facilitando o planejamento financeiro dos interessados. Além disso, para aqueles que optarem por participar dos módulos presenciais, há a opção de hospedagem e alimentação no local, proporcionando conforto e praticidade durante a estadia, com um custo de R$ 2.035,00 por etapa.

Esta especialização é ideal para seminaristas, religiosos, agentes pastorais e todos os interessados em aprofundar seus conhecimentos na liturgia, contribuindo assim para uma vivência mais rica e significativa da fé em suas comunidades.

Não perca a oportunidade de se inscrever neste curso que promete expandir horizontes e enriquecer sua prática litúrgica. Prepare-se para uma jornada de aprendizado profundo e transformador ao longo do ano de 2025 até janeiro de 2026.

Para mais informações sobre o processo seletivo, inscrições e detalhes adicionais, visite nosso site ou entre em contato conosco. Junte-se a nós nesta jornada de conhecimento e fé!

Resumidamente, será assim:

      02 Módulos presenciais: (200 horas/aula)

            I – 02 a 12 de janeiro 2025;

            II – 05 a 16 de julho 2025;

  • Módulos remotos síncronos: (160 horas/aula)

I – março a junho 2025;

            II – agosto de 2025 a janeiro de 2026 (com recesso em dezembro);

                         Dia da semana: quarta-feira.

                         Período: noturno.

Carga horária: 400h.

Total do curso: R$ 4.960,08.

Modos de pagamento:

– 12 parcelas de R$ 413,34

(janeiro a novembro de 2025 + a matrícula em novembro de 2024);

Ou

– 18 parcelas de R$ 275,56

(janeiro de 2025 a maio de 2026 + a matrícula em novembro de 2024).

            Total: 4.070,00

            Por etapa presencial: R$ 2.035,00 (Janeiro e julho de 2025).

1ª ETAPA: MÓDULO PRESENCIAL – 02 a 12 de janeiro de 2025    – 100h
DisciplinaDocentesh/aula
Aula inaugural: Vaticano II, pontificado de Francisco e a LiturgiaDom Jerônimo04
Liturgia, experiência eclesial de oração, Linguagem simbólico-ritual da oração da Igreja / Introdução à liturgia e método mistagógicoMe. Danilo César dos Santos Lima10
Liturgia das Horas e Ofício Divino das ComunidadesMe. Maria da Penha Carpanedo10
Teologia litúrgica sobre a Eucaristia e Culto eucarísticoMe. Danilo César dos Santos Lima20
Metodologia da formação litúrgica IMe. Marlon Lopes10
Sacramentalidade e ritualidade / Canto e Música ritual IMe. Márcio Pimentel 18
Vivências Rituais I Me. Daniela Oliveira18
Metodologia Científica – Observação participanteDr. Raimundo Nonato Moura Oliveira 10
2ª ETAPA: AULAS REMOTAS SÍNCRONAS – março de 2025 a junho de 2025  –  80h
DisciplinaDocentesh/aula
Observação participante em LiturgiaDr. Raimundo Nonato Moura Oliveira12
História da LiturgiaDr. Damásio Raimundo S. Medeiros15
EucologiaDr. Jerônimo Pereira Silva12
Ano Litúrgico IMe. Maria da Penha Carpanedo12
Celebração dominical da PalavraMe. Danilo César dos Santos Lima12
Liturgia da Palavra: homiliaMe. Márcio Pimentel12
3ª ETAPA: MÓDULO PRESENCIAL – 05 a 16 de julho de 2025     – 100h
DisciplinaDocentes 
Assembleia e Ministérios Me. Patrick Brandão      15
Liturgia, ecumenismo, piedade popular e inculturaçãoDr. José Reinaldo Felipe Martins Filho10
Metodologia da formação litúrgica IIMe. Marlon Ramos Lopes10
Pastoral Litúrgica Me. Marlon Ramos Lopes10
Canto e Música RitualMe. Márcio Pimentel10
Vivências RituaisMe. Daniela Oliveira17
Mistério PascalDr. Jeronimo Pereira10
Ano litúrgico IIPenha Carpanedo10
Leitura OranteMe. Penha Carpanedo08
Atividades orientadas – TCC (por professor)Orientadores15
4ª ETAPA: AULAS REMOTAS SÍNCRONAS – agosto de 2025 a janeiro de 2026  –  80h
DisciplinaDocentesh/aula
Espiritualidade LitúrgicaMe. Maria da Penha Carpanedo10
Sacramentos: iniciação cristãMe. Domingos Ormondes15
Sacram. da Penitência e do MatrimônioMe. Frei Luis Felipe Marques15
Exéquias e BençãosDr. Joaquim Fonseca15
Atividades orientadas – TCC (por professor)*Orientadores*15*
Seminário de liturgia 30
ATIVIDADES COMPLEMENTARES
Produção do TCC 40
 Total de horas    400

Páscoa eterna de Frei Joel Postma

Faleceu hoje, 30 de outubro, em Belo Horizonte, MG, o músico e compositor holandês Frei Joel Postma, responsável pela organização dos Hinários Litúrgicos da CNBB e colaborador surgimento do Ofício Divino das Comunidades.

Frei Joel Postma nasceu na Holanda, em 8 de março de 1929. Entrou para a Ordem Francis cana aos 13 anos e antes mesmo de ir ao noviciado, teve sua facilidade musical reconhecida, aprendida em sua família, e começou a ter aulas para poder tocar nas orações dos noviços de sua turma.

Foi indicado para o Brasil no final do curso de teologia e começou a se preparar melhor para a empreitada que o esperava: ser o mestre de canto no seminário em Divinópolis: “Após a sua ordenação presbiteral em 1956 e durante três anos (1957 a 1959), Frei Joel estudou no conceituado Instituto Holandês para Música Sacra, em Utrecht. Nesse instituto, fundado por um franciscano, teve como professores Albert de Klerk (1917-1998) (Órgão), Herman Strategier (1912-1988) (Harmonia) e Job Wilderbeek (Piano)”.

Em outubro de 1959, Frei Joel embarcou numa viagem de 17 dias até o Brasil. Na bagagem, trouxe um clavicórdio, que foi utilizado por ele anos depois na composição da Cantata “O Peregrino de Assis”.

Frei Joel permaneceu em Divinópolis de 1959 a 1964. “Destacava-se, nesse período, a figura do jesuíta Pe. Joseph Gelineau (1920-2008) e sua obra litúrgica-musical, principalmente relacionada com os Salmos. Frei Joel tivera contato com o trabalho do Pe. Gelineau ainda durante seus estudos no Instituto Holandês para Música Sacra. Era conhecida uma gravação das melodias para Salmos em francês compostas por Pe.
Gelineau.

No Brasil, cônego Amaro Cavalcanti de Albuquerque, da Arquidiocese do Rio de Janeiro e Presidente da Comissão Nacional de Música Sacra, havia publicado uma pequena brochura com uma seleção das composições do Pe. Gelineau, com a letra dos salmos e cânticos traduzidos e metrificados para o português. Na sua vinda para o Brasil, Frei Joel recebeu de presente de seu pai um bom gravador de rolo Philips. Com a ajuda desse gravador, as melodias compostas pelo Pe. Gelineau, com as versões vertidas para o português por cônego Amaro, foram sendo gravadas por Frei Joel em Divinópolis. (…) Com justiça, Pe. Joseph Gelineau pode ser chamado o patriarca da música sacra conciliar”.

Em 1964, Frei Joel Postma foi para Santos Dumont, MG. “É desse período em Santos Dumont a primeira e, talvez, mais significativa composição de Frei Joel: a cantata ‘O Peregrino de Assis’. O motivo da sua composição foi a comemoração dos 25 anos do Seminário Seráfico, celebrados em 1966. A iniciativa de vertera cantata para o português ocorreu em 1965”.

O período de Frei Joel em Santos Dumont (1964 a 1984) corresponde à sua fase mais produtiva como compositor. Todo esse trabalho, além da sua participação nas diversas edições dos cursos de canto pastoral Brasil afora o tornaram a pessoa apropriada para assumir um serviço importante na Igreja do Brasil: assessor do Setor de Música Litúrgica da Comissão para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Muitos músicos brasileiros, ao irem estudar na Europa, acabavam menosprezando a cultura brasileira. Com Frei Joel ocorreu o contrário: fez questão de valorizar as tradições brasileiras e incentivar os compositores litúrgicos que prezavam por destacar as culturas locais, como Pe. Jocy Rodrigues e Pe. Geraldo Leite Bastos, Cônego Amaro Cavalcanti, o líder dessa turma, Pe. Nicolau Vale, Pe. José Alves, Reginaldo Veloso, entre outros.

Três frutos concretos dos treze anos em que Frei Joel esteve à frente do Setor de Música Litúrgica da CNBB merecem ser destacados: O primeiro deles é o Celmu – Curso Ecumênico de Formação e Atualização Litúrgico-musical.

O segundo fruto não nasceu como uma iniciativa direta do Setor de Música Litúrgica, mas teve, em Fr. Joel, um grande colaborador e incentivador: o Ofício Divino das Comunidades (ODC).

Finalmente, um terceiro fruto do trabalho de Frei Joel na CNBB é o conjunto de Hinários Litúrgicos, iniciado durante o seu trabalho no Setor de Música Litúrgica.

Ao término de seu período em Brasília, Frei Joel regressou a Santos Dumont, onde continuou seus trabalhos musicais, na regência do Coral Trovadores da Mantiqueira, fundado por ele durante sua primeira estadia na cidade.

A Província Santa Cruz, de um modo especial, é devedora e grata a esse irmão franciscano. Podemos afirmar, com clareza, que temos em nosso meio uma tradição litúrgica e musical fruto do trabalho incansável e persistente desse frade menor. Por tradição litúrgica, entenda-se a beleza e a simplicidade do canto, que mais eficazmente abre o espírito humano para o Criador e Redentor presentes nas criaturas, principalmente nos empobrecidos.

No último ano, Frei Joel tinha sido transferido para Belo Horizonte, a fim de receber maiores cuidados, dado o avanço de sua idade. Ao todo, foram 46 anos residindo em Santos Dumont. Seu último acorde de vida foi soado às 5h19min, aos 95 anos de idade.

*Informações colhidas na biografia do Frei Joel Postma em suas obras completas, Vol. 1, escrita por Frei
Fabiano Aguilar Satler.

Fonte: Site: https://ofm.org.b

RETIRO MENSAL DE OUTUBRO DE 2024

Todo sábado que antecede ao primeiro Domingo de cada mês, nós, família das Pias Discípulas do Divino Mestre, fazemos o retiro mensal. É um momento de encontro com a palavra de Deus da liturgia do primeiro Domingo do mês, domingo dedicado ao Divino Mestre.

Neste 27º Domingo do Tempo Comum, a Ir. M. Letícia Pontini do Secretariado de Espiritualidade quem preparou o texto de reflexão e que nos conduz na leitura atenta da Palavra de Deus.

Compartilhamos com vocês este texto, que está na integra no site: https://espacoorante.piasdiscipulas.org.br/retiro-mensal

Boa oração a todos!

SECRETARIADO PARA ESPIRITUALIDADE

RETIRO – OUTUBRO – 2024

27º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO B

Prepare o ambiente: uma mesa com toalha, a bíblia, uma vela e cadeiras em círculo. Alguém acende a vela. Canta-se um hino apropriado. Pessoas previamente preparadas leem as leituras dos textos deste domingo: primeiro o Evangelho, segue a 1ª leitura, o salmo, a 2ª leitura.

A liturgia deste 27ª Domingo do Tempo Comum reflete sobre algumas questões fundamentais como: o homem não realiza sua vocação só no domínio da matéria e da vida, mas traz em si a exigência do encontro com um ser capaz de comunhão com ele.

De fato, é outro ele mesmo que descobre na mulher: “Desta vez é carne da minha carne e osso dos meus ossos” (1ª leitura). A estrutura sexual do homem e da mulher, como toda a sua existência corporal, deve ser compreendida como presença, linguagem, reconhecimento do outro. O mistério do homem e da mulher não está no homem e na mulher separadamente, mas a comunhão de toda a pessoa até um verdadeiro diálogo fecundo e aberto. O profundo laço que une o homem e a mulher tem, no texto do Gênesis, duas características essenciais: é superior a qualquer outro laço, inclusive o dos pais, que, nos mandamentos, vem imediatamente depois das relações com Deus; é tão íntimo e profundo no plano do corpo e do espírito que  formam um só ser.

Analisando a história do matrimônio através dos séculos, nota-se como a evolução dos costumes favoreceu, em quase todos os povos, a passagem da poligamia para a concepção monogâmica do matrimônio, e isto teve duas importantes consequências paralelas: a libertação da condição da mulher, que de um estado de inferioridade e quase de escravidão passou gradualmente à igualdade jurídica e social; e a escolha do parceiro no matrimônio, como ato livre, pessoal, não mais regulamentado e imposto de fora, por interesses estranhos. O atrativo sempre mais forte para o matrimônio, fundado no livre consenso dos cônjuges, não é absolutamente acompanhado, porém, de uma adesão voluntária à lei da indissolubilidade, onde ela figura no código religioso ou mesmo civil.

O Amor nunca morre.  Assim como Cristo não abandonou a humanidade nem a Igreja quando o pregavam na cruz, também no matrimônio contraído “no Senhor” conserva a indissolubilidade da ligação entre Cristo e a Igreja, também quando se tornou uma crucifixão. A presença de Cristo no matrimônio dos que creem não exclui, pois, a priori, incompatibilidade de caracteres, erros na escolha matrimonial, dificuldades com os filhos, nervosismo, doença, tédio… mas significa que, para os que creem, o Terceiro, isto é, Cristo, está sempre presente; Jesus Cristo dá força, conforto, esperança, enquanto observa que é sempre melhor dar que receber( cf At 20,35). Quem se impregna deste espírito nos dias felizes, poderá continuar a viver desta esperança nas horas difíceis.  (Missal Dominical).

Como uma criança que aprende convivendo com os pais e vendo a atitude deles, assim Jesus nos convida a aprender do Pai vendo o exemplo do Filho. Se recebermos o Reino como crianças, aprendendo as atitudes de Jesus, o amor fiel que nos une, perdoa e se doa será sempre a regra sem exceção.

Leituras para nossa oração orante:

Evangelho Marcos 10,2-16, conversar sobre o que chamou a atenção no texto. Em seguida, ler a primeira leitura, de Genesis 2,18-24, o salmo 128(127), e a segunda leitura, de Hebreus 2,9-11.  Como esses textos combinam com o Evangelho.

Que o mês do Divino Mestre seja uma escola de Amor, Fidelidade e Perseverança no caminhar de cada uma. “O homem todo em Cristo, com pleno amor a Deus: mente, vontade, coração, forças físicas. Tudo, natureza e graça e vocação, pelo apostolado. Carro que corre apoiado sobe quatro rodas: santidade, estudo, apostolado, pobreza”,(AD 100). Este é o centro, o núcleo da espiritualidade que estimula cada filho de Padre Alberione.  (Catequese Paulina)